Fresno lança VTQMV RMXS 01, compilado de remixes do Vou Ter que Me Virar

Músicas remixadas não são novidade na trajetória da Fresno. Lucas Silveira (vocal e guitarra), Gustavo Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria) encontraram nesse formato uma maneira de explorar possibilidades e de ter a liberdade sonora como algo presente em seu trabalho, o que ganhou ainda mais força desde o lançamento da playlist INVentário. O EP VTQMV RMXS 01 é o novo capítulo dessa trajetória. “O remix mostra realmente os limites de onde dá pra chegar com uma música nossa, neles somos mais arriscados”, reflete o vocalista. Depois das muitas versões que o disco Vou Ter Que Me Virar – lançado em novembro de 2021 – teve nas mãos dos próprios integrantes, agora, o álbum recebe novos desdobramentos com o primeiro compilado de remixes. O EP VTQMV RMXS 01, que conta com a faixa-título e Já Faz Tanto Tempo na tracklist, chegou nesta segunda (21), nas plataformas de streaming. Nesse volume, Já Faz Tanto Tempo, canção em parceria com Lulu Santos, mergulha no universo do hyperpop com adieu, produtor que já colaborou com a banda em INV001: 12 WORDS 30000 STONES. “Desde o começo eu queria fazer uma parada que soasse bem divertida, e colocar o Lulu num instrumental no pique do duo estadunidense 100 Gecs e ainda com direito a um sample da vinheta do Ratinho foi uma chance única”, conta adieu. Já Vou Ter Que Me Virar, com produção de Mu540, incorpora batidas de funk misturadas ao psy trance. “Acredito que, hoje em dia, os estilos conversam muito mais e a música eletrônica não é só para pista de dança. Ela também pertence a outros lugares. É tudo música e todo mundo escuta de tudo”, reflete Silveira. Escolhas para VTQMV RMXS 01 Como acompanha as movimentações da cena, a escolha dos nomes para compor o VTQMV RMXS 01 foi algo orgânico para Lucas, mas, um ponto importante para ele, é que os remixes sejam feitos por pessoas que gostam do trio. “Eu só apoio a fazer quem curte a Fresno, porque é um negócio que a galera faz com amor, com um sentimento de ser massa remixar a banda, não vou dar espaço para alguém que não se identifica com a gente”, declara o cantor. “Assim, a gente faz o nosso som chegar em novos lugares e também conseguimos mostrar talentos que curtimos”, finaliza. Turnê A Fresno anunciou, recentemente, o retorno aos palcos com a turnê do disco Vou Ter Que Me Virar. Até o momento, já tem como datas confirmadas: 27 de março, no Lollapalooza Brasil, em São Paulo; 23 de abril, em Porto Alegre; 13 de maio, em Belo Horizonte; 28 de maio, no Rio de Janeiro; 4 de junho, de volta à capital paulista, com ingressos esgotados; e 9 de julho, em Curitiba.
McFly faz seis shows no Brasil em maio; confira preços e locais

A banda britânica McFly está de volta ao Brasil! Após dez anos, Tom, Danny, Dougie e Harry incluíram o Brasil em sua tão esperada turnê de 2022. McFly tocará em seis cidades em maio: no dia 18 no Espaço das Américas (São Paulo); dia 19 no Live Curitiba (Curitiba); 21 de maio no Expominas (Belo Horizonte); dia 22 no Pepsi on Stage (Porto Alegre); dia 24 na Arena Eurobike (Ribeirão Preto) e a turnê brasileira termina no dia 26 de maio no Rio de Janeiro na Qualistage. A venda de ingressos começa na próxima quarta-feira (23), ao meio-dia. Mais detalhes serão divulgados em breve. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre os ingressos poderão ser adquiridos no site Tickets For Fun. Para os show de Curitiba, os ingressos estarão disponíveis no site Eventim e para o show de Ribeirão Preto pelo site Alphatickets. Os shows de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio são produzidos pela Time For Fun (T4F). É importante ressaltar que todos os ingressos adquiridos anteriormente para os shows que seriam realizados em 2020 serão honrados na data remarcada, ainda são válidos e nenhuma ação adicional é necessária. Para acomodar todas as novas datas, a data em Uberlândia teve que ser cancelada. Consulte o seu ponto de compra para mais informações. O anúncio do retorno do McFly ao Brasil vem logo após o lançamento de The Lost Songs, um álbum de músicas inéditas e não divulgadas dos arquivos da banda. Como forma de agradecer aos fãs por apoiá-los com tanto entusiasmo ao longo dos anos, a banda lançou essas faixas em todas as principais plataformas de streaming. Cada faixa é acompanhada por um vídeo do YouTube, em que há informações sobre o processo de composição e gravação da música. The Lost Songs é tudo o que os fãs estavam pedindo durante os últimos anos para ouvir. É o clássico McFly que está disponível gratuitamente para todos os milhares de fãs em todo o mundo.
White Lies compartilha seu sexto álbum As I Try Not To Fall Apart

O White Lies lançou seu sexto álbum As I Try Not To Fall Apart, via [PIAS]. Gravado nos estúdios Sleeper e Assault & Battery, no Oeste de Londres, o disco conta com o colaborador de longa data Ed Buller, que trabalhou na maioria dos álbuns da banda, incluindo sua estreia, To Lose My Life… As I Try Not To Fall Apart é o álbum mais expansivo do White Lies até agora, incluindo rock explosivo, sons electro-pop, invenção de inspiração progressiva, grooves com toques de funk e alguns de seus melhores ganchos até agora. Ao longo do álbum, a banda combina seu amor por pop e progressivo – a abertura Am I Really Going To Die apresenta uma letra ruminativa sobre a mortalidade, inspirada no filme Ivans Xtcde 2000, e é uma das coisas mais funk que eles já fizeram, com guitarras chiques e uma construção ágil de baixo sob os vocais rápidos de McVeigh. “Eu e Charles somos grandes fãs de progressão”, diz McVeigh. A faixa-título, por sua vez, é uma joia pop eufórica. “Essa é uma música muito importante para nós”, diz Lawrence-Brown. “Acho que vai definir o que é o próximo capítulo. É a coisa mais pop que já fizemos”. A batida barulhenta de I Don’t Want To Go To Mars foi inspirada por Elon Musk e a corrida espacial bilionária, e Blue Drift combina grooves de acid-house com produção dos anos 80. Há uma mudança de marcha sônica com The End, que soa como uma música atmosférica do The Cure sendo enviada ao espaço, e There Is No Cure For It – liricamente, uma sequência para a abertura – termina o álbum em alta.
Horizon Key lança quarto single By My Side em lyric video

A banda paulistana de metal contemporâneo Horizon Key, via selo Canil Records, retorna com o quarto single By My Side, uma composição dinâmica, enérgica e com um refrão melodioso e grudento para abordar o medo do indivíduo em quebrar ciclos e recomeçar a vida. By My Side foi a primeira composição da Horizon Key, o que torna este lançamento ainda mais especial: mostra a gênese pesada e moderna da sonoridade que persiste nos lançamentos anteriores – Outcast, God’s City e Shut Up. É, no entanto, um pouco mais leve, mas que ao vivo ganhará peso extra, a deixando explosiva, feita para cantar junto. Assim como nos outros singles, a letra de By My Side diz respeito a questões emocionais e psicológicas enfrentadas por um indivíduo. É sobre um indivíduo preso em um ciclo de segurança, na rotina e monotonia, mas que deseja se libertar desta inércia. O problema é o receio de perder essa segurança, a dificuldade em sair de uma zona de conforto questionável. O “spirit” (espírito) mencionado algumas vezes na letra, explica a banda, funciona como uma metáfora dessa segurança. “Ou seja, querer se libertar mas também querer estar sempre seguro. É a ideia de insegurança entre querer estar resguardado pelo certo e ir em busca do duvidoso”, eles comentam sobre o contexto do novo som. O single também foi gravado no Dalla Sound Audio Studio, em São Paulo, e o lyric vídeo foi produzido pela própria banda.
Christian Dias divulga primeiro single autoral, a intimista Canção Pra Dois

Conhecido no circuito musical como guitarrista, Christian Dias se lança agora como cantor solo com sua primeira faixa, Canção Pra Dois. Indo no caminho oposto dos solos e riffs pelos quais ficou conhecido, o músico embarca em uma jornada intimista voltada para o folk, o indie e a MPB. A faixa antecipa o EP de estreia do artista, em um lançamento do selo Caravela e distribuição da Warner Music Brasil. Christian sintoniza de Neil Young a Rodrigo Amarante, de Erasmo Carlos a Mac Demarco, de George Harrison a Tim Bernardes. O tom doce, calmo e íntimo de Canção Pra Dois é o pontapé inicial para uma carreira estreante… de um músico prolífico. Gravada apenas ao lado de Gabriel Loddo no clarinete, a canção foi totalmente realizada em casa e em fita K7. O que antes era uma composição de Dias gravada inicialmente por sua banda Mutuca Bacana há mais de 10 anos, agora ganha todos os vocais e novo arranjo do próprio compositor. “Ao contrário do que muitos podem pensar e do que minha discografia poderia indicar, a maior parte das minhas composições não tem guitarras distorcidas, viradas de bateria nem a sonoridade pesada dos projetos para os quais sou convidado a tocar guitarra. Meu processo de criação geralmente começa no violão, o que naturalmente me leva para uma direção mais tranquila e suave, talvez até minimalista – onde a voz, letra, melodia e a harmonia ganham importância”, reflete Christian Dias. O primeiro single do artista antecipa o EP Tropical Melancholia, que unirá apenas canções inéditas – com exceção da regravação própria de Canção Pra Dois. Além do primeiro single, gravado em home studio, as demais faixas estão sendo feitas nos estúdios da Berklee, em Valência, na Espanha, onde Chris foi contemplado com uma bolsa de estudos para o Mestrado em Produção Musical da icônica Universidade. A expectativa de lançamento do EP é para o 2º semestre de 2022. Enquanto isso, é possível ouvir Canção Pra Dois nas principais plataformas.
Andre Unknown estreia com versão lo-fi de cantora neozelandesa

Produtor musical, designer e artista visual carioca radicado em Nova York, Andre Unknown fez um mergulho no desconhecido e nas possibilidades infinitas da anonimidade para reinventar seu trabalho musical. Em sua nova era, ele busca inspirações no bedroom pop, lo-fi e arte pop para envolver o ouvinte em sua versão de Wishful Thinking, da neozelandeza BENEE, seu single de estreia, que chega com um clipe. “Ano passado, eu tinha acabado de chegar em NY e meu amigo e músico Delnur estava me mostrando a cidade. No carro dele, o som da BENEE estava constantemente tocando. As melodias ficaram na minha cabeça e gostei muito do groove. Estudando piano com Eduardo Farias, eu trouxe a Wishful Thinking e ele comentou que essa música tem os mesmos acordes de Samurai, do Djavan com o Stevie Wonder. Adorei essa referência e fiquei com vontade de fazer esse cover”, conta o artista, que somou os samples de filmes da saga Star Wars que ganham tons peculiares ao pensar que é alguém dos trópicos tão longe de casa. Esta é a nova identidade artística de André Câmara, que trabalha com artes visuais desde a adolescência e fez parte do surgimento de uma vibrante cena de produtores cariocas que inclui nomes como Diogo Strausz, Leo Justi e Julio Secchin. Tendo anteriormente dividido palco com Metronomy, Joakin, Crystal Castles e The Twelves, André está de volta com uma série de EPs planejados ainda para esse ano. A produção musical, visual e de vídeo foi inteiramente feita pelo artista com mixagem e masterização de Pedro Garcia.
Warner Bros. Pictures divulga primeiro trailer de Elvis; assista!

A Warner Bros. Pictures divulgou o primeiro trailer de Elvis. Dirigido por Baz Luhrmann, com roteiro de Baz Luhrmann, Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner, o filme tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para 14 de julho. O tão esperado drama musical explora a vida e a música de Elvis Presley e mergulha na complexa relação do astro do Rock com seu enigmático empresário, Coronel Tom Parker. Protagonizado por Austin Butler (Elvis Presley) e Tom Hanks (Coronel Tom Parker), a história investiga a complexa dinâmica entre Presley e Parker ao longo de 20 anos, desde a ascensão de Elvis à fama até seu estrelato sem precedentes. O visionário cineasta Baz Luhrmann, indicado ao Oscar, dirige o drama Elvis, da Warner Bros. Pictures, estrelado por Austin Butler e Tom Hanks, ator vencedor do Oscar. O filme aborda a vida e a música de Elvis Presley (Austin Butler) sob o prisma da sua tumultuada relação com seu empresário enigmático, o coronel Tom Parker (Tom Hanks). A história mergulha na complexa dinâmica entre Presley e Parker, que se estendeu por mais de 20 anos, desde a ascensão de Presley à fama até seu estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a evolução da paisagem cultural e a perda da inocência na América. No centro dessa jornada está uma das pessoas mais importantes e influentes na vida do Rei, Priscilla Presley.
Bonfire Season divulga vídeo de Dark Waters; assista!

O quarteto metal/hardcore paulistano Bonfire Season mostra amadurecimento na densa e moderna nova música Dark Waters, a primeira composição da atual formação e a primeira em que a banda apresenta um refrão comercial, ainda que sem perder o peso. O lançamento é via Artico Music. Dark Waters apresenta peso com muito groove e breakdowns, entre riffs e batidas que escancaram a técnica e versatilidade da Bonfire Season. Em resumo, uma banda única da música pesada nacional. O diferencial nesta faixa é o uso de samplers eletrônicos ao longo dos quase 4 minutos da música, criados por Gui Marques. Outro highlight é o refrão, em que Lucas Ribeiro experimenta gritos em linhas melódicas. Aliás, a banda foi minuciosa na timbragem deste trecho de Dark Waters, uma quebra essencial ao conceito da faixa. A música é sobre saúde mental. O recorte é uma eventual recaída de quadro de depressão e como este momento frágil pode afundar ainda mais o indivíduo. Como em um poço de águas escuras de rasas perspectivas de melhora e esperança, ele ali, desamparado, se sente apenas na companhia da própria miséria. “Nesta música, tentamos mostrar esse lado mais comercial, sem deixar o peso e sem deixar de lado as características da banda, principalmente na temática, falando sobre questões pessoais e saúde mental, agora levando isso para um público novo”, comenta o guitarrista Ricardo, que recentemente também foi integrado ao Oitão, banda que tem o chef Henrique Fogaça como vocalista.
Crítica | Melanie C no O2 Shepherd’s Bush, em Londres

Na noite da última quarta-feira (16), na O2 Shepherd’s Bush, em Londres, Melanie C fez uma apresentação calorosa, energética e cheia de paixão. A base do show da ex-Spice Girls foi o álbum homônimo, lançado em setembro passado, o sétimo da carreira solo. Atravessando o palco, a ex-Spice Girl oferece um mix pop de sucessos do passado para uma sua fanbase. Sem delongas, no palco apenas dois músicos (tecladista e baterista) e três telões davam toda a base para Melanie C dançar e cantar sem parar. O ritmo alucinante de Who I Am e Blame it On Me deixaram a abertura digna de um workout. O “team sporty” era imenso, com sorriso estampado no rosto. Aliás, ela disse o quanto estava feliz por aquele momento estar acontecendo e sem pausa. Good Enough fechou a trinca de abertura, todas do último álbum. Logo depois, voltando no tempo, o clássico Never be the Same Again foi revisitado e cantado uníssono pelo público. Goin’ Down, Northern Star e a belíssima versão de When You’re Gone, de Bryan Adams, pontuaram o set basicamente feito em cima do último álbum. No entanto, um dos pontos mais altos do show foi quando ela perguntou se tinha algum fã das Spice Girls na casa… 2 Become 1 e Who Do You Think You Are coroaram a apresentação impecável dela. Por fim, para fechar a noite, o clássico I Turn to You e um emocionado agradecimento a todos que foram e prestigiaram o show.