Voodoo Glow Skulls quer tocar no Brasil

Após bem-sucedida passagem pelo Brasil em 2001, o Voodoo Glow Skulls, maior grupo de ska-core do mundo, pretende voltar ao país em 2012. A agência de shows e eventos SobControle está agendando para o mês de abril, uma série de apresentações da banda.
Analisando Sara lança vídeo no domingo

A banda santista Analisando Sara lança neste domingo o vídeo da música Keka RareCandy Feat. Sasha Robot. Single do EP 6567826968738469, que deve ser lançado em breve, o vídeo foi produzido pela equipe Attitude Riders em parceria com o diretor californiano Obbie Obien.
Harry em vídeos

A banda Harry and the Addicts, destaque do nosso último post, coleciona aparições em programas da TV aberta e tem alguns vídeos oficiais. Confira abaixo um pouco da videografia de um dos pioneiros do Eletronic Body Music (EBM) no Brasil.
2012 não é o fim! Foo Fighters, Roger Waters e muito mais no Brasil

O bom momento da economia brasileira, apesar da forte crise internacional, continua refletindo na agenda de shows. Para 2012, são mais de 40 shows confirmados até o mês de maio. Veja abaixo os shows confirmados ou “quase” confirmados e programe-se…
O rock vai rolar…

Hey rockers! A partir de hoje, o Blog n’ Roll vai trazer as últimas notícias do mundo rock and roll, mas sem esquecer o fantástico cenário santista, que já teve o maior número de bandas por quilômetro quadrado do Brasil e lançou grandes nomes como Blow Up, Recordando o Vale das Maçãs, Harry, Alta Tensão, Vulcano, Garage Fuzz, White Frogs, Charlie Brown Jr, The Bombers, Aliados e Shadowside, só para citar alguns.
Pearl Jam celebra 20 anos com maratona emocional e transforma Morumbi em sala de estar gigante

Quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes de Go foram apresentados, o Morumbi virou festa. O Pearl Jam não sabe fazer show morno. Apoiados na celebração de suas duas décadas de vida, eles entraram com uma trinca assassina: Go, Do the Evolution e Severed Hand. A energia era tamanha que parecia final de show logo nos primeiros 15 minutos. Eddie Vedder, munido de suas garrafas de vinho e folhas de papel com “cola” em português, regeu a massa com a paixão de sempre. “Oi, São Paulo! É bom estar de volta!”, gritou, antes de emendar clássicos que definiram uma geração. O que impressiona no Pearl Jam no Brasil é a simbiose. Em Black, o estádio cantou tão alto que a banda poderia ter parado de tocar. O solo de Mike McCready, estendido e emotivo, foi um dos pontos altos da noite, com o guitarrista correndo pelo palco como um garoto. A banda soube equilibrar a fúria grunge de Animal e Porch com momentos de calmaria acústica. Just Breathe, dedicada aos casais, transformou o concreto frio do Morumbi em um cenário intimista. Homenagem aos mestres O respeito pela banda de abertura foi selado no palco principal. Durante o primeiro bis, Eddie chamou John Doe e Exene Cervenka (do X) para uma performance conjunta de The New World. Foi um momento de passagem de tocha, onde os alunos reverenciaram os mestres diante de seu público massivo. Outra surpresa foi a inclusão de Olé, uma faixa simples que a banda costumava tocar nas turnês sul-americanas, funcionando como um canto de torcida. Quando parecia que o show ia acabar, eles voltavam. O segundo bis foi uma surra de hits: Jeremy e Alive levaram o público à exaustão física e emocional. As luzes do estádio se acenderam para Rockin’ in the Free World (cover de Neil Young), criando aquela imagem clássica de milhares de braços para o alto. O encerramento com Yellow Ledbetter, sob a garoa e com as luzes acesas, teve o tradicional solo melancólico de McCready. Quase três horas depois, o Pearl Jam provou que não é apenas uma banda sobrevivente do grunge, mas uma instituição do rock ao vivo que entende o coração do fã brasileiro como poucas. Edit this setlist | More Pearl Jam setlists
X, lenda do punk californiano, dá aula de história para um Morumbi ainda morno

Para a maioria dos 60 mil presentes no Morumbi, a banda X era uma incógnita. Mas para Eddie Vedder, eles são divindades. Trazidos ao Brasil por exigência do Pearl Jam, os veteranos de Los Angeles subiram ao palco com a missão de mostrar de onde veio o DNA do rock alternativo americano. A banda, com sua formação clássica (Exene Cervenka, John Doe, Billy Zoom e DJ Bonebrake), não se intimidou com o tamanho do palco ou com a plateia ainda dispersa. O som foi cru, seco e sem firulas, exatamente como o punk exige. Billy Zoom, com sua postura imóvel e sorriso permanente de quem está se divertindo internamente, desfilou riffs rockabilly precisos em Your Phone’s Off the Hook, But You’re Not e Johnny Hit and Run Paulene. A química vocal dissonante entre Exene e John Doe, marca registrada da banda, ecoou estranha mas fascinante no sistema de som do estádio. Clássicos do álbum Los Angeles dominaram o set curto. The Hungry Wolf e Los Angeles trouxeram um peso que fez as primeiras filas (geralmente os fãs mais “hardcore” de Pearl Jam que conhecem as influências da banda) agitarem. O encerramento com Devil Doll selou uma apresentação digna. O X não tentou ser uma banda de arena; eles transformaram o palco gigantesco em um clube sujo de 1980. Saíram aplaudidos com respeito, tendo cumprido a função de educar musicalmente a multidão antes da catarse que viria a seguir. Edit this setlist | More X setlists
Red Hot Chili Peppers espanta a chuva e a saudade de Frusciante com groove e hits no Anhembi

Havia duas grandes novidades no show do Red Hot Chili Peppers no Anhembi, em São Paulo: Josh Klinghoffer, o jovem guitarrista com a missão ingrata de substituir John Frusciante, e Mauro Refosco, o percussionista brasileiro que deu um molho extra ao show. Quando a banda entrou com Monarchy of Roses, os olhares estavam todos em Josh. Tímido, curvado sobre a guitarra e vestindo roupas largas, ele não tinha a presença mística de Frusciante, mas entregou as notas com precisão e texturas interessantes. Ele passou no teste, mas quem carregou o piano (ou o baixo) foi Flea. Flea rouba a cena Flea estava possuído. Plantou bananeira, fez discursos de amor ao Brasil (“Eu rolaria pelado num campo de cactos por vocês!”) e segurou o groove com uma energia infinita. Anthony Kiedis, ostentando um visual diferente (boné de caminhoneiro do OFF!, franja estilo “emo” e uma camiseta escrita “Red Hot Peru”, gafe geográfica ou piada interna?), estava vocalmente seguro. O setlist foi uma metralhadora de hits. Can’t Stop, Scar Tissue e Otherside transformaram o Anhembi em um karaokê gigante. A chuva, que ia e voltava, não diminuiu a empolgação de clássicos como Californication. Momentos raros Um dos destaques da noite foi a improvisação. Atendendo a um cartaz de fã, Flea tocou Pea (aquela faixa solo de baixo e voz cheia de palavrões), um momento raro e divertido. A presença de Mauro Refosco na percussão brilhou em faixas como Did I Let You Know e nas jams estendidas, trazendo uma brasilidade orgânica ao funk-rock da banda. O show fechou com a trinca Dance, Dance, Dance (do disco novo), a belíssima Don’t Forget Me (ponto alto de Josh, enchendo o som de delays) e a explosão final de Give It Away. Edit this setlist | More Red Hot Chili Peppers setlists
Foals ignora a chuva e a indiferença do público com show matemático e escalada de palco no Anhembi
Abrir para o Red Hot Chili Peppers exige coragem. O público, ansioso pelos hits de rádio, costuma ser impiedoso com bandas de som mais complexo. Quando o Foals subiu ao palco do Anhembi sob uma garoa chata, 80% da plateia parecia se perguntar “quem são esses caras?”. Mas os outros 20% (e quem prestou atenção) viram uma das bandas mais interessantes daquela geração dando o sangue. Focados nos álbuns Antidotes e Total Life Forever, os ingleses trouxeram seu “math rock” dançante e quebrado. A abertura com Blue Blood mostrou uma banda tecnicamente impecável, com as guitarras entrelaçadas de Yannis Philippakis e Jimmy Smith cortando o ar úmido de São Paulo. A banda sabia que precisava de mais do que técnica para ganhar o jogo. Em Cassius e Olympic Airways, a energia subiu, com a banda se movendo freneticamente apesar do som complexo. Mas o momento que definiu o show, e que acordou o público, veio no final. Durante a execução catártica de Red Socks Pugie, o vocalista Yannis Philippakis decidiu que o palco era pequeno demais. Ele desceu para a grade, correu entre os seguranças e, num momento de pura energia, escalou a estrutura de iluminação lateral do palco. Ver o vocalista pendurado a metros de altura enquanto a banda destruía os instrumentos lá embaixo foi o cartão de visitas definitivo. O Foals saiu de cena suado e tendo convertido alguns milhares de fãs. Eles provaram que, por trás da complexidade “nerd” do som, existe uma banda de arena pronta para explodir. Foi o aquecimento perfeito, cerebral e físico, para a festa que viria a seguir. Edit this setlist | More Foals setlists