Monsters of Rock | Queensrÿche – “No heavy metal não se ouve mais muitos grandes cantores”

Após mais de uma década longe da América do Sul, o Queensrÿche volta ao Brasil como uma das atrações principais do Monsters of Rock, que acontece no dia 19 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo. Com mais de 40 anos de carreira, a banda promete uma apresentação marcante, recheada de sucessos e surpresas. Além do festival, o Queensrÿche também toca no dia 20 de abril, com o Judas Priest, no Vibra São Paulo. Ainda há ingressos disponíveis para os dois shows. “Não vamos à América do Sul há 13 anos, é um longo tempo, vamos montar um setlist que abrange alguns dos discos favoritos da banda”, afirma o vocalista Todd La Torre, que conversou com o Blog n’ Roll. “Talvez até uma ou duas faixas do nosso último álbum entrem no repertório”. O grupo, que ajudou a moldar o metal progressivo com álbuns como Operation: Mindcrime (1988) e Empire (1990), segue firme na estrada e vê sua longevidade como um diferencial em meio às mudanças da indústria. “Fazemos perto de 100 shows por ano. Estamos sempre na estrada, sempre tocando. Não tentamos seguir tendências. Escrevemos como escrevíamos na época, e isso ainda ressoa com os fãs, de adolescentes a pessoas na faixa dos 70 anos”. Apesar do status de lenda, o Queensrÿche não vive só de nostalgia. Seu álbum mais recente, Digital Noise Alliance (2022), consolidou uma nova fase criativa. “Continuamos lançando material novo, não apenas tocando os hits. Isso tem contribuído para esse ressurgimento, junto com turnês incríveis ao lado de Scorpions e Judas Priest. Estar presente, ser visto, ajuda os fãs antigos a voltarem e os novos a descobrirem”. Confira abaixo a entrevista completa com Todd La Torre. O Queensrÿche retorna ao Monsters of Rock após mais de uma década. O que os fãs podem esperar dessa nova apresentação? Não vamos à América do Sul há 13 anos, é um longo tempo, vamos montar um setlist que abrange alguns dos discos favoritos da banda. Os grandes sucessos estarão presentes, mas possivelmente vamos adicionar uma ou duas músicas do último álbum. Será um set muito diverso. Com uma carreira de mais de 40 anos, vocês já passaram por diferentes fases musicais e mudanças na indústria. Como a banda se mantém relevante e criativa depois de tanto tempo? Não sei se nós realmente pensamos em permanecer relevantes. Quer dizer, estamos sempre trabalhando, fazemos provavelmente perto de 100 shows por ano, estamos sempre na estrada, sempre em turnê, sempre tocando. Isso mostra alguma relevância no fato de que não desaparecemos, mas ainda escrevemos novos discos, gravamos, fazemos videoclipes. Mas escrevemos apenas o tipo de música que escrevemos naquela época. Não tentamos nos manter atualizados com qualquer tendência que esteja acontecendo. Mesmo assim, temos jovens adolescentes indo aos shows e às vezes crianças pequenas também, é uma coisa multigeracional. Mas diria que, obviamente, a maioria do público são pessoas mais velhas, na faixa dos 40, 50, 60, talvez até 70 anos. Se você gosta desse estilo, realmente não se importa com o que está acontecendo hoje. Se o Iron Maiden lança um álbum que soa como se fosse 1988, as pessoas ficam felizes. Acho que essa é uma palavra muito interessante para usar com uma banda de legado como essa. Essa é provavelmente a melhor maneira de responder a essa pergunta. O álbum Operation: Mindcrime é um dos mais icônicos do metal. Como vocês enxergam o impacto desse trabalho nos dias de hoje? Ainda tocamos músicas daquele disco e as pessoas simplesmente adoram, elas sabem todas as palavras. Elas estão realmente conectadas àquele disco. Ele definitivamente resistiu ao teste do tempo. A banda foi capaz de capturar algo realmente especial e mágico com aquele disco. Realmente é uma sorte que isso possa acontecer com qualquer banda. Mas, você sabe, nós ainda tocamos músicas daquele disco. E as pessoas enlouquecem quando isso acontece. Empire trouxe grande reconhecimento comercial para a banda, incluindo uma indicação ao Grammy. Olhando para trás, como esse sucesso afetou a trajetória do Queensrÿche? Fariam algo diferente hoje? Expôs a banda com um enorme apelo comercial. Então foi um desvio definitivo dos discos anteriores. Tivemos grandes sucessos como Silent Lucidity, Empire, Jet City Woman, Anybody Listening? e Another Rainy Night. Essas músicas são realmente enormes. Gostava muito de carros e aparelhos de som automotivos. Quando colocava um sistema totalmente novo no meu carro, botava Anybody Listening? ou Della Brown porque tinha a gama completa de todas as frequências. Você podia sentir os subs com essa extremidade baixa. Tinha médios, agudos, todas essas dinâmicas. No que diz respeito à trajetória, tornou-se um disco de vendas multiplatina. E foi quando a banda começou a tocar, lotando arenas e esse tipo de coisa, algo enorme na carreira da banda que a levou para o próximo nível. O que pode contar sobre os novos trabalhos e o que tem inspirado essa nova fase? Já tem um sucessor do Digital Noise Alliance sendo gravado? Temos muitas bandas mais antigas que não estão mais ativas. Talvez as pessoas tenham falecido ou se aposentado. Elas fizeram uma turnê de despedida e acabaram. Mas nós somos uma dessas bandas que estão por aí há muito tempo, ainda estamos aqui. Conforme algumas dessas outras bandas caem, o Queensrÿche meio que sobe a escada do ‘ei, somos uma dessas poucas bandas que ainda restam dessa era que você nunca pode duplicar’. Terminamos a turnê Origins, que foi centrada nos dois primeiros álbuns da banda. Ouvir essas músicas clássicas que não são tocadas desde 1984 ajudou um pouco nesse ressurgimento. E na vontade de continuar a lançar material inédito. O metal passou por muitas transformações ao longo das décadas. O que você acha do cenário atual? Não sou muito fã dos lançamentos de novas bandas de metal. Até um certo ponto da história, cada banda tinha um estilo e som muito únicos. Eles poderiam ser parecidos, mas tinham um som identificável. Se você ouviu Ronnie James Dio, sabia que era ele. Se você ouviu Bruce Dickinson, idem. Lemmy,
Monsters of Rock | Opeth – “A banda nunca se repetiu, sempre seguiu em uma nova direção”

Prestes a retornar ao Brasil para se apresentar no Monsters of Rock, no dia 19 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, a banda sueca Opeth segue reafirmando seu posto de referência no metal progressivo. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, o baterista Waltteri Väyrynen refletiu sobre a trajetória do grupo, a recepção do álbum mais recente The Last Will & Testament, e antecipou o que os fãs brasileiros podem esperar do show no festival. Além da apresentação no Monsters of Rock, a banda também tocará no dia 21, no Espaço Unimed, em São Paulo, com o Savatage, ambos com shows completos. Ainda há ingressos disponíveis para os dois shows. “Será uma mistura entre músicas novas e clássicos antigos”, promete o músico. “Faremos o nosso melhor para agradar a todos os nossos fãs brasileiros”, completa o baterista. Com pouco mais de dois anos como baterista do Opeth, Waltteri enxerga de perto a longevidade e reinvenção da banda, que completa mais de três décadas de carreira. “É algo que realmente separa essa banda de muitas outras. Cada álbum tem sido diferente e a banda nunca se repetiu. Estou muito orgulhoso de fazer parte disso”, afirma. O novo disco, considerado um dos mais sombrios e imprevisíveis da discografia, traz composições densas de Mikael Åkerfeldt e exigiu uma abordagem técnica intensa. “Definitivamente não é um álbum fácil de ouvir, mas, uma vez que você entra nele, é uma viagem muito gratificante”. Confira a entrevista completa abaixo. O Opeth tem uma trajetória de mais de 30 anos, sempre evoluindo e surpreendendo os fãs. Como vocês enxergam essa jornada e a forma como a banda se reinventou ao longo dos anos? É muito inspirador ver isso de fora. E, claro, agora estando na banda, acho que é algo que realmente separa essa banda de muitas outras de metal no mundo. Como você disse, estão sempre se reinventando, com novas ideias e conceitos. Acredito que cada álbum, desde o primeiro, tenha sido diferente um do outro. A banda nunca se repetiu, sempre seguiu em uma nova direção. Estou muito orgulhoso de fazer parte da banda. The Last Will & Testament foi descrito como o álbum mais sombrio e pesado da banda, além de conter algumas das músicas mais imprevisíveis que vocês já compuseram. O que inspirou essa abordagem? Obviamente foi Mikael (Åkerfeldt) quem compôs as músicas, então não posso realmente dizer muito em nome dele. Mas o que ouvi dele é que ele queria ter um tipo diferente de abordagem para as músicas desta vez, ao contrário de algumas canções mais antigas, onde a maioria dos riffs meio que perduram por um longo tempo antes de passar para a próxima. Mas neste álbum é muito mais claustrofóbico de certa forma. Foi tudo muito louco, ir de seções diferentes para outra o tempo todo. E depois de ouvir as músicas pela primeira vez, você só está pensando: ‘o que diabos aconteceu?’ E aí você tem que realmente se aprofundar mais e mais. Definitivamente não é um álbum fácil de ouvir. Mas uma vez que você entra nele, uma vez que você entende o que está acontecendo, vira uma viagem muito gratificante. Como foi trabalhar com Joey Tempest, do Europe, nesse disco? O que ele trouxe de especial para a sonoridade do álbum? Nenhum de nós realmente trabalhou com ele pessoalmente no álbum, porque ele estava gravando esses vocais em seu estúdio caseiro. Mas tê-lo no álbum é muito legal. E também é muito inesperado ter esse tipo de colaboração. Você já o encontrou pessoalmente? Sim, algumas vezes. Ele é um cara super legal. Eu amo o Europe. Joey veio ao nosso show em Londres quando tocamos algumas semanas atrás. Um cara sempre feliz. O Monsters of Rock tem uma história icônica no Brasil, e vocês vão dividir o palco com grandes nomes do metal. O que os fãs podem esperar do setlist e da performance de vocês no festival? Acho que será uma mistura entre algumas das músicas do último álbum combinadas com algumas boas e velhas canções. É difícil encaixar tantas músicas em um set de uma hora, mas faremos o nosso melhor para agradar todos os nossos fãs brasileiros. O Brasil sempre recebeu o Opeth com muita paixão. Há alguma lembrança especial das passagens anteriores pelo país? Sim, já fui ao Brasil muitas vezes, também com minha banda anterior, o Paradise Lost. Sempre amei o país. Especialmente na primeira vez, em 2015, quando tocamos em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Depois do último show, tirei um período de férias no Rio, foi como um sonho que se tornou realidade. O que você mais gostou? Sol e as praias, mas também a comida e as pessoas amigáveis. Acho que a vibe é sempre muito positiva, eu amo isso. Quantos dias você ficou no Rio? Acho que eu e minha namorada ficamos uma semana ou mais. Fizemos muitas coisas, incluindo as coisas turísticas, como o Cristo Redentor. Mas também fizemos um tour pela favela. Obviamente passei alguns dias nas praias de Copacabana e Ipanema. Tenho memórias muito boas dessa viagem. O metal progressivo tem muitas camadas e exige um nível técnico altíssimo. Como vocês equilibram a complexidade musical com a energia necessária para um show ao vivo? Boa pergunta! Nem sempre é tão fácil, especialmente com nossas músicas, é como se você precisasse realmente se concentrar na maioria das partes. Mas sempre que há uma batida um pouco mais direta ou algo assim, onde você pode relaxar um pouco, tento ir mais fundo e talvez balançar a cabeça um pouco e apenas mostrar a energia. Não é tão fácil fazer isso com o set que estamos tocando. Há tantas coisas que podem dar errado que você realmente precisa estar no topo das coisas o tempo todo e se concentrar muito. Desde os primeiros álbuns até os mais recentes, o Opeth experimentou bastante com estilos e influências. Existe algum território sonoro que ainda gostaria de explorar no futuro? Sempre há algo para
Entrevista | Di Ferrero – “Esse é só o início dessa nova fase mesmo”

Sete é mais do que apenas um número. Para o cantor e compositor Di Ferrero, o 7 representa ciclos, transições e renascimentos e, agora, é o fio condutor de seu novo EP, 7, que chegou ao streaming nesta segunda-feira (7), às sete da noite, acompanhado de um lindo trabalho audiovisual. “O fim do dia e o começo da noite, essa hora azul, me inspira muito. É como uma mudança de fase. E esse EP é justamente isso: um novo começo pra mim”, contou o vocalista do NX Zero ao Blog n’ Roll, que optou por lançar três faixas conectadas por um conceito mais subjetivo, reflexivo e visual. Com uma estética musical mais orgânica e crua, o EP 7 surgiu de forma espontânea, quase despretensiosa, de acordo com Di Ferrero. “Dessa vez, não fui buscar sons, eles simplesmente vieram. O EP é mais tocado, mais cru, mais transparente, como eu tô me sentindo agora”, revela. A produção ficou por conta de Felipe Vassão, com co-produção e composição de Bruno Genz (ex-Cine), um dos grandes parceiros do artista nessa nova fase. Projeto novo de Di Ferrero terá sequência Acompanhando as músicas, o cantor lançou três visualizers especiais, gravados em plano-sequência, que juntam as três canções em uma só – compondo uma trilogia. Bruno Bock (Som da Desilusão) e César Ovalle (Além do Fim e Universo Paralelo) assinam a direção. “A trilogia é uma sequência do EP, como se ele nunca parasse. Tudo começa em um sonho lúdico, o Som da Desilusão, trazendo um pouco do conceito da capa. Depois, encaminhamos para a virada, chegando nas sete horas, no horário e na cor do EP. Na sequência, em Além do Fim, retratamos um lugar onde apareço isolado, em outro mundo. Por fim, entramos no Universo Paralelo, onde temos vários Di’s com personalidade diferentes, cada um com seus próprios questionamentos”, explica Di Ferrero, revelando também a participação de nomes como Maurício Meirelles, Patrick Maia, Luccas Carlos, Day, Hodari, entre outros. Apesar de 7 ser um EP, ele não é um trabalho isolado. “Esse é só o primeiro episódio dessa nova série minha que vai começar. Já tem mais músicas prontas, e esse ano ainda vem mais lançamento. Eu tô me identificando com esse som, tô feliz e quero mostrar isso pras pessoas”. Confira a entrevista completa abaixo. O número 7 carrega muitos significados simbólicos. Em que momento da sua vida você percebeu que ele seria o fio condutor desse EP? Realmente é um novo momento pra mim. O 7 traz isso, aquela coisa que você vem pra esse mundo, até os seus sete anos, você não entende direito o que está pegando. Dos sete aos 14, você já vai tendo suas experiências que marcam sua vida na adolescência. Até os 21, seu corpo para de crescer. Depois, até os 28, tem toda aquela mudança. Mas o principal que me deu o lance de colocar o nome de 7 foi a hora do dia. Porque o fim do dia e o começo da noite, essa hora (7) me traz uma reflexão muito louca. Amo esse momento do dia, me dá inspiração. É um momento que você para, é uma mudança. O claro para o escuro. Aquele momento dessa mudança, o azul, que não é nem o amarelo do sol, nem o escuro da noite, é aquele azul. Aquela fase, aquela hora azul. Aquilo ali foi a ideia que vai ser o fio condutor do EP. E o sete é mais ou menos umas sete horas, junto com toda a simbologia desse número. E é um começo de ciclo para mim. É só o primeiro episódio dessa série nova minha que vai começar. Você falou de uma nova série. Até queria então emendar uma pergunta a respeito. Ele é um EP que vai ser seguido de outros EPs? Ou é algo que vai preparar para um álbum cheio? Ele tem sim uma continuação, posso dizer assim. Ele é o começo de um momento da minha vida. Estou há um tempo sem lançar músicas inéditas. Um ano, solo, lancei algumas coisas, mas mais pontuais. A gravação que fiz do Paralamas, que foi muito bem, por exemplo. E aí, agora sim, com essa nova fase, já tenho bastante músicas. Estou amarrando isso tudo muito com cuidado para passar da melhor forma possível para as pessoas. Venho me identificando muito com esses sons do EP. Mas posso dizer que esse ano ainda vai ter mais lançamento, mais coisas que têm a ver com essa nova fase. Esse é só o início dessa nova fase mesmo. A sonoridade de 7 é descrita como mais orgânica e musical. O que mudou no seu processo de criação em relação aos seus trabalhos anteriores? Foi muito louco porque fico buscando sons, mas nesse caso foi sem buscar mesmo, foi despretensioso. Tanto é que ele está bem orgânico mesmo. São canções que depois coloco sintetizadores e várias coisas legais junto com o Vassão, o produtor do EP. Ele é um cara que admiro, um produtor incrível. Como ele também é muito sensível, vai tirando várias coisas de mim. Esse trabalho é mais tocado, mais orgânico, mais cru. E é como estou agora, mais transparente. É um pouco uns passos pra trás, no bom sentido, de tocar junto e tal. Quem te acompanhou nesse processo? Tem alguém que foi a voz da consciência ou o braço direito? Tenho sorte de ter muitos amigos, pessoas que confio. É louco que na vida a gente vai peneirando nossas amizades, ideias, as pessoas que vão se aproximando. O cara que compôs comigo o EP foi o Bruno Gens, que toca baixo comigo, ele era do Cine. Ele é um produtor sensível, o cara produz muito também. Ele é co-produtor junto com o Vassão. Por serem pessoas próximas, conversamos muito sobre a vida. E falar sobre vida pra mim é a mesma coisa que falar sobre música, é a verdade que vivo. E aí a gente foi achando esse caminho. Por exemplo, a música O Som da Desilusão
Entrevista | Mark Morton – “Este álbum reflete o tipo de música que ouço por diversão e por amor”

Conhecido por seu trabalho visceral como guitarrista do Lamb of God, Mark Morton está prestes a mostrar uma nova faceta artística em Without the Pain, seu segundo álbum solo, que chega ao streaming na sexta-feira (11). Muito distante do metal que o consagrou, o novo projeto mergulha fundo no southern rock, com influências marcantes de blues, country e clássicos como Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, Mark Morton contou que esse novo caminho é, na verdade, um retorno às suas origens. “Cresci com esse tipo de música. Está em toda parte onde nasci. Sempre foi a base do meu amor pela música”, diz. Se no Lamb of God Mark Morton canaliza peso e agressividade, em Without the Pain, ele se permite explorar emoções mais introspectivas. A faixa Brother, por exemplo, traz uma reflexão delicada sobre rupturas familiares e o sentimento de arrependimento. “É tão comum ver pessoas desconectadas de suas famílias, e isso pesa muito. A música fala sobre isso, sobre essa dor que tantos carregam”, comenta Mark Morton. Diferente de seu primeiro álbum solo, lançado em 2019, esse novo trabalho foi construído com um espírito mais colaborativo. “No primeiro disco eu tinha uma visão mais rígida, já agora entrei nas composições com a cabeça aberta, e isso tornou tudo mais divertido”, revela. Confira a entrevista completa com Mark Morton abaixo. Without the Pain representa uma mudança significativa no seu som, mergulhando no southern rock. O que te motivou a explorar esse caminho agora? O que realmente me motivou foi um amor de longa data por esse tipo de música. Cresci com esse tipo de música ao meu redor, é realmente parte da minha vida. Se você cresce onde cresci, quando cresci, você ouviu isso em todos os lugares. Então, é realmente a base do meu amor pela música. Sempre esteve lá. Todo mundo me conhece pelo Lamb of God, e isso é ótimo. Eu também amo heavy metal. Mas este novo álbum, Without the Pain, realmente reflete o tipo de música que ouço por diversão e por amor pela música. Parece o tipo de violão que acontece quando estou em casa, tocando violão no meu tempo livre. Não digo isso para tirar nada do Lamb of God porque amo heavy metal e amo o Lamb of God. Sou muito grato pelo que podemos fazer. Mas também tenho outros interesses, e este álbum reflete isso com certeza. A faixa Brother é extremamente pessoal e aborda temas como arrependimento e reconciliação familiar. Como foi o processo emocional de escrever essa música? Acho que acabei de observar ao meu redor tantos casos de pessoas que estão desconectadas de certos membros da família ou desconectadas talvez até mesmo de toda a família. E é tão comum e um fardo tão pesado que as pessoas carregam. Acho que todos nós ouvimos e muitos de nós vivenciamos tantos exemplos disso acontecendo. E realmente não entendo porque é tão comum e universal. Mas é sobre isso que realmente estávamos escrevendo, esse fenômeno de famílias se desconectando e nem sempre necessariamente entendendo o porquê. Entre todas as faixas do álbum, existe alguma que você considera a mais representativa da sua jornada pessoal recente? Não, acho que não. Não sei qual é a minha jornada pessoal mais recente, apenas acordo todos os dias e consigo viver mais um dia, fazendo coisas emocionantes. Sou um cara muito sortudo. Acho que realmente mais do que apenas uma música, o álbum em si traz sentimentos, soa muito como um lar para mim. O álbum pareceu muito com voltar para casa. Você incluiu um cover de The Needle and the Spoon, do Lynyrd Skynyrd. Qual é a importância dessa faixa na sua formação musical? É uma das minhas músicas favoritas do Lynyrd Skynyrd. O Lynyrd Skynyrd é a grande referência de southern rock. Essa faixa é uma das minhas favoritas porque é muito guiada pela guitarra. Esse riff é tão bom, a letra é sombria e meio que um aviso. É tudo que amo no southern rock. O quanto das suas raízes musicais sulistas estão presentes em Without the Pain? Você cresceu ouvindo muito blues e country? Lynyrd Skynyrd, Molly Hatchet, Allman Brothers e ZZ Top estavam por toda parte e ainda são muito parte do que soa se você entrar na minha casa. É o que escuto normalmente. Esse é seu segundo trabalho solo. Em que aspectos ele difere do primeiro, tanto musical quanto emocionalmente? O primeiro álbum foi amplamente influenciado pelo heavy metal e diferente do Lamb porque era um pouco mais melódico, mais diverso estilisticamente. E, claro, os diferentes cantores trabalhando nele fizeram as coisas meio que saírem de ângulos diferentes. Musicalmente, isso é diferente porque o meu novo álbum é southern rock com influência de blues. Em termos de processo e meu relacionamento com o disco, acho que é amplamente mais colaborativo. No primeiro disco, tinha uma visão muito mais rígida para cada música porque sentia a responsabilidade de ter a música bem definida. E neste álbum, entrei nas sessões de composição com um conceito muito mais solto para a música e muito mais aberto a outras contribuições. Isso tornou tudo muito divertido. Como você equilibra a criação solo com o trabalho no Lamb of God? Esses dois mundos se influenciam de alguma forma? Não sei se elas influenciam uma à outra. É tudo música para mim. Então, nesse sentido, se ouço algo, é mais sobre decidir se é para Lamb of God ou não. Em termos de equilíbrio, o Lamb of God é sempre a prioridade. É um monstro tão grande, com uma base de fãs tão grande… Ficamos tão ocupados com isso que é real e menos sobre equilíbrio e mais sobre mim, trabalhando entre meus compromissos e responsabilidades com o Lamb of God. Depois do lançamento de Without the Pain, você pretende levar essas músicas para a estrada? Há planos de turnê solo, quem sabe até pelo Brasil? Uau, não seria ótimo? Ótimo! Não temos nenhuma turnê marcada.
Entrevista | Abraskadabra – “Pack Your Bags é a gente meio que saindo de uma fórmula”

Com quase duas décadas de estrada e reconhecimento internacional no circuito do ska punk, o Abraskadabra está pronto para virar mais uma página de sua trajetória com o álbum Pack Your Bags, que chegou ao streaming na última sexta-feira (4). Gravado em Gainesville (EUA) com produção de Roger Lima, baixista do Less Than Jake, o disco marca uma guinada sonora e emocional para a banda curitibana, que se prepara para uma nova turnê internacional, incluindo uma aguardada participação no Manchester Punk Festival. O título do disco funciona como metáfora e convite: é hora de arrumar as malas e encarar novos caminhos. Após os lançamentos de Welcome (2018) e Make Yourself at Home (2021), que consolidaram o nome do grupo fora do Brasil, o novo trabalho reflete uma saída da zona de conforto, da casa, de antigas fórmulas. “É um ponto de transição”, resume o saxofonista e vocalista, Thiago “Trosso”, que conversou com o Blog n’ Roll. “As letras e a sonoridade refletem esse movimento.” Musicalmente, Pack Your Bags mergulha numa sonoridade mais crua, menos polida, com fortes influências de punk rock melódico e hardcore. Referências como Hot Water Music, Raised Fist e Flatliners se misturam ao DNA ska do grupo, criando um disco intenso e multifacetado. A mão de Roger Lima também foi essencial para o resultado final, ao incentivar um processo mais direto e orgânico, cortando excessos e apostando na força das composições. Confira a entrevista completa abaixo e ouça Pack Your Bags. O título do álbum, Pack Your Bags, sugere uma viagem – tanto literal quanto emocional. Como vocês chegaram a esse nome e o que ele representa para a banda neste momento? O primeiro álbum não tinha uma ideia muito grande por trás do nome, mas é que basicamente a gente gravou e compôs o álbum inteiro na casa do Maka, o nosso baterista, e no jardim da casa dele tinha uma plaquinha escrita “Jardim da Vó Nancy”. Então esse foi o primeiro álbum (Grandma Nancy’s Old School Garden, de 2012). Daí no segundo, como a gente estava começando a fazer as coisas com a galera lá de fora, já tinha uma tour nos Estados Unidos, surgiu o Welcome (2018), que também é uma referência à casa, né? Para o pessoal se sentir à vontade. Como a gente tava mostrando o som pra uma galera nova, chamando a galera pra escutar o som da gente na gringa, essa foi a ideia. Depois veio o Make Yourself at Home (2021), então é uma escadinha. Você está lá, tem o jardim da vó Nancy, daí tem o Welcome, no qual faz o pessoal se sentir à vontade. Depois o Make Yourself at Home já está dentro de casa. Pack Your Bags é a gente meio que saindo de casa ou prestes a sair de casa, digamos assim. Muita coisa das letras e da sonoridade do álbum faz menção a gente estar saindo de casa. Tem muita coisa que a gente resgatou do começo do Abraskadabra, acho que tem algumas músicas que são bem cruas, que tem uma energia bem crua, uma guitarra, não tem muita produção. Foi um negócio bem para retratar essa coisa mais crua que a gente teve desde o começo, e começou a brincar com coisas que a gente não brincava antes. E tem a ver com a sonoridade também… Esse álbum tem muita referência de um punk rock mais dosado, mas com andamento mais leve. Sempre escutei, mas agora tentei colocar isso na música, uma parada mais Flatliners, Hot Water Music, Against Me. Tem umas duas, três músicas que são bem puxadas para trás, que deu uma balanceada no tempo das canções, mas tem algumas coisas do hardcore também, que trouxemos com It Was A Good Night. Tem bastante coisa de um hardcore mais berrado, tem uma banda que escuto muito que chama Raised Fist, que acho que coloquei nessa música. O Du (guitarrista) colocou bastante coisa de um hardcore mais Nova York nos breakdowns dele, com um andamento mais halftime, com a batera bem pegadora e uns riffs de metal junto. Então esse Pack Your Bags é a gente meio que saindo de uma fórmula que talvez não tinha esse guia, e agora estamos meio que pouco se fudendo para o que acontece nessa fórmula. A gente falou: ‘vamos tentar umas coisas novas aí, e daí vamos ver’. Provavelmente o próximo álbum vai ter uma continuidade, então vai sair mais ainda da casinha e ir para outro lado. O álbum foi gravado em Gainesville com o Roger Lima, do Less Than Jake. Como surgiu essa conexão com ele e como foi a experiência de trabalhar juntos no Moathouse Studio? A gente teve a ideia de gravar com ele no penúltimo álbum, o Make Yourself At Home. Chegamos a falar com o Roger antes de bater a pandemia. Nos conhecemos lá em Curitiba, em 2005, na primeira vez que a gente tocou com o Less Than Jake. Depois disso acho que a gente tocou com ele mais umas duas vezes lá em Curitiba. Ele sabia da banda, conhecia, a gente deu uma camiseta pra ele uma vez ou outra, e fomos nos encontrando nos Estados Unidos. Mantivemos um contato bem distante, mas a gente ficou no radar, sabíamos um do outro. Quando a gente foi gravar o Make Yourself At Home, quando estava no processo de composição dele, entrei em contato com o Roger e falei: ‘ei, a gente está gravando um álbum, se tiver afim de me trampar junto’. Daí trocamos essa ideia, só que bateu a pandemia e parou tudo. Chegamos a discutir de fazer uma consultoria virtual, mandar as músicas para ele dar uns pitacos, mas acabou não rolando nada. Agora, quando estávamos discutindo o que fazer com o Pack Your Bags, entrei em contato com ele de novo e falei: ‘chegou a hora do próximo, vamos fazer’. Daí ele falou que era só chegar, passou basicamente o esquema, e fomos para a casa dele, em Gainesville, nos Estados Unidos, onde
Entrevista | Doro – “O único objetivo é homenagear o Lemmy”

A cantora alemã Doro Pesch dispensa apresentações. Considerada a rainha do metal, ela consolidou sua carreira ao longo de quatro décadas, tornando-se um ícone do heavy metal mundial. Com sua voz potente e atitude destemida, ela influenciou gerações e segue na ativa, levando sua música para os quatro cantos do planeta. Em maio, ela retorna ao Brasil para se apresentar no Bangers Open Air, em São Paulo, e promete um show repleto de clássicos e momentos especiais. Na entrevista que concedeu ao Blog n’ Roll, Doro compartilhou detalhes sobre sua atual rotina de shows e gravações. Recém-chegada da Espanha, onde se apresentou com o Manowar, Saxon e Girlschool, a cantora já tem novos planos em andamento. Entre eles, a preparação de um DVD comemorativo de seus 40 anos de carreira, que incluirá registros ao vivo do Wacken Open Air e, possivelmente, do próprio Brasil. A artista também revelou estar trabalhando em um tributo a Lemmy Kilmister, um álbum especial reunindo todos os duetos que gravou com o lendário líder do Motörhead. Sobre a apresentação no Bangers Open Air, Doro adiantou que o setlist será uma viagem por sua discografia, contemplando clássicos como All We Are, Burning the Witches e Raise Your Fist in the Air, além de faixas do álbum mais recente, Conqueress – Forever Strong and Proud. Entre as novidades, está Fire in the Sky, que tem um toque brasileiro: foi composta em parceria com Bill Hudson, guitarrista da banda e paulista de nascimento. Doro também comentou sobre o lineup do Bangers Open Air e se mostrou empolgada para rever amigos e bandas que admira, como W.A.S.P., Blind Guardian e Saxon. Para ela, festivais são sempre oportunidades de celebração do metal e de reencontros com artistas que marcaram sua trajetória. Confira a entrevista completa com Doro abaixo Olá Doro, tudo bem? Como estão as coisas por aí? Muitos projetos em andamento? Estou na Alemanha, acabei de voltar da Espanha. Fizemos um ótimo show com o Manowar e dois dias antes com o Saxon e o Girlschool na Alemanha. E agora farei mais algumas coisas no estúdio. Depois retorno aos Estados Unidos antes de ir para o Brasil. Estou super animada. Estamos trabalhando no DVD do 40º aniversário (de carreira), CD ao vivo gravado em Wacken (2023), mas também terá algo da minha cidade natal, Dusseldorf. E, provavelmente, vamos colocar algo do Brasil também. Será um pacotão de coisas que terá o título Conquerors Forever. Além disso, estou montando algo para o Lemmy (Kilmister) porque seria seu aniversário de 80 anos em 2025 e ele está há dez anos no paraíso do rock’n’roll, além de ser 50 anos de Motörhead. Farei um picture disc com todas as nossas músicas, os duetos com Lemmy. E tenho algumas outras músicas, que tocamos com Mille (Petrozza), do Kreator, e os caras do Motörhead, como Ace of Spades, que fizemos no Wacken. Será uma grande homenagem para o Lemmy, que vamos chamar de Rock Till Death. A ideia é viajar com esse trabalho por todos os festivais novamente. E o primeiro será o Brasil. Estou super animada. O Brasil é meu lar, então isso não poderia ser melhor. Meu Deus, que agenda cheia! Doro está super ocupada. Vamos começar falando sobre sua apresentação no Banger Open Air. Este show vai focar em um álbum específico ou terá um pouco de tudo da sua discografia? Sim, todos os hits: All We Are, Burning the Witches e Raise Your Fist in The Air. E do novo álbum, estamos planejando tocar Time for Justice, Children of the Dawn e Fire in the Sky, que escrevi com o Bill Hudson, nosso guitarrista que é brasileiro e de São Paulo. Não sei quanto tempo temos exatamente, mas acho que talvez uma hora. Uma hora, às vezes, dá para umas 11 músicas, 12 no máximo. Provavelmente Hellbound também. Vamos ver, mas certamente quero passar por um pouco de cada álbum da minha carreira. O que você recorda da sua última vez no Brasil? Você tem boas lembranças? Foi um momento incrível! Tocamos no Monster of Rock, não tinha muita gente ainda, tocamos bem cedo, mas não atrapalhou nem um pouco. Conheci muitas pessoas e fiz amizade com elas. Todas as pessoas foram tão legais e super gentis. No vídeo de Time for Justice, por exemplo, tem imagens do show no Brasil. O diretor colocou muitos trechos da apresentação no vídeo. E o vídeo de Living After Midnight também. Eu amo tocar no Brasil. O que você achou do lineup do Bangers Open Air? É um grande festival, vi tantas bandas alemãs no lineup. Sou uma grande fã do Wasp, espero poder assistir. O Wasp foi minha primeira grande turnê no Reino Unido em 1986. Quero ver o Blind Guardian porque Hansi Kürsch fez muitos duetos comigo no palco. Estou muito animada para esse show. Se tiver a chance de ver todas as bandas, definitivamente aceito. Em seu último álbum, você gravou com Rob Halford. Como foi esse momento para você? Nossa, sou uma grande fã do Judas Priest. Aliás, eles foram a minha primeira turnê, antes da tour com o Wasp. Essa foi em 1986 também, mas veio antes. Naquela época, eles disseram: ‘hey, vamos dar uma chance a essa banda’. E foi um sonho que se tornou realidade. Desde então sempre mantivemos uma forte amizade e tocamos em alguns festivais, como o Hellfest. Nós estávamos conversando um pouco, Rob Halford me perguntou o que estava fazendo e falei sobre o novo álbum. Ele rebateu: “oh, isso é ótimo”. Na hora olhamos um para o outro e dissemos: “é hora de fazermos algo juntos, certo?” Sugeri Living After Midnight, ele topou. Mas depois ele disse que gostaria de fazer também Total Eclipse of the Heart (cover de Bonnie Tyler), então fechamos com as duas músicas. Espero que possamos fazer isso ao vivo eventualmente. Rob Halford é uma pessoa super legal, coração imenso, super inteligente, sensível e um cantor fantástico. Ele sempre foi um dos meus heróis absolutos. Conte-me mais
The Mönic celebra retorno de baterista com single Lobotomia

O single Lobotomia, que o The Mönic lançou nesta terça-feira (1), tem uma história muito curiosa, principalmente porque marca a volta da ex-integrante Daniely Simões. Foi assim: o baterista Coiote avisou que ia sair da banda e o vocalista Dani Buarque pediu um sinal do universo sobre o que fazer, enquanto pensava se era o caso de chamar um baterista da formação original de volta. Neste mesmo dia, sem saber da saída de um membro, a própria Daniely Simões dirigiu um riff de guitarra para ela, que na mesma hora fez um improviso de linha vocal em cima e dirigiu o arquivo de volta com essa melodia de voz composta. Assim, chamaram a Daniely para ocupar de volta seu posto, de baterista da banda. Para divulgar essa novidade a banda fez uma super estratégia nas redes sociais, contando em quatro episódios toda a saga desde a saída do Coiote, até a entrada de Daniely, coroada com o lançamento de Lobotomia. Cantado por três vocalistas, Dani Buarque, Ale Labelle e Joan Bedin, o novo single traz uma ênfase maior no rock mais pesado, no neo grunge, HC e vocais mais agressivos. A letra é uma crítica social ao jeito que todos tratamos o meio ambiente e a irresponsabilidade nos hábitos de consumo. O web clipe foi gravado no Bay Area Estúdio, em São Paulo, e dirigido por Dani Buarque e Anne Godoneo. Lobotomia é um lançamento da gravadora Deck.
Wet Leg retorna com o single “catch these fists”; ouça!

O Wet Leg anunciou que seu aguardado segundo álbum, moisturizer, será lançado em 11 de julho. Junto com o anúncio do álbum, a banda também compartilha a primeira amostra de moisturizer com seu frenético e sedutor single principal, catch these fists. Acompanhadas por Ellis Durand (baixo), Henry Holmes (bateria) e Joshua Mobaraki (guitarra, sintetizador), moisturizer é divertido, estranho e fabuloso, uma exibição irrestrita da força ao vivo que o Wet Leg desenvolveu ao longo de anos de turnês incessantes. Mais intenso, mais bonito e mais perverso onde importa, moisturizer é um álbum de canções de amor maníacas e despedidas bem cronometradas, entregues por um dos grupos mais queridos do Reino Unido. Viajando pelo mundo todo, o Wet Leg se transformou em uma máquina de apresentações afiadas e mordazes, fazendo jus ao sucesso de seu álbum debute: estreias em primeiro lugar nas paradas nacionais e internacionais, três Grammys, dois Brit Awards e mais de meio bilhão de streams. Em março de 2024, a banda se reuniu em Southwold para compor; vivendo juntos, trabalhando o dia inteiro e assistindo a filmes de terror à noite, logo entraram em sintonia criativa. Como resultado, todos os cinco integrantes do Wet Leg têm créditos de composição em moisturizer. “Estávamos apenas nos divertindo e explorando”, diz Chambers. “Nos concentramos na pergunta: Isso vai ser divertido de tocar ao vivo?” Teasdale acrescenta: “Foi muito natural escrevermos esse segundo álbum juntos.” O single catch these fists começa com um groove elétrico indomável desde os primeiros segundos, a canção é um exemplo impecável de dance-punk – notas de baixo ricocheteando contra uma parede de sintetizadores uivantes, enquanto batidas estrondosas se chocam com a ironia cruel de Teasdale. Em alguns momentos de moisturizer, a principal inspiração por trás das músicas vem de interações com homens beligerantes, como na última estrofe de catch these fists. Isso não significa que homens problemáticos sejam o foco central do álbum – por mais que mangetout, com seu refrão incisivo de get lost forever, possa soar como a versão musical da icônica foto do divórcio de Nicole Kidman. Na verdade, o álbum traz canções de amor de todos os tipos: ansiosas, apaixonadas, escandalosamente sedutoras, extasiadas, obsessivas e misteriosas. Embora Teasdale anteriormente evitasse escrever canções de amor, moisturizer é marcado por sua exuberância, e o processo de composição acabou sendo libertador para ela. Essa nova sensação de autoconfiança também se reflete na arte do álbum: um espetáculo bizarro e instantaneamente icônico, onde Chambers e Teasdale exibem longas e grotescas garras; Teasdale, de meias espalhafatosas e sem sobrancelhas, encara a câmera com um sorriso diabólico. Assim como a imagem da capa, moisturizer mostra a banda elevando a intensidade e entregando um álbum ousado, potente e sem pudores. Tracklist: 1. CPR 2. liquidize 3. catch these fists 4. davina mccall 5. jennifer’s body 6. mangetout 7. pond song 8. pokemon 9. pillow talk 10. don’t speak 11. 11:21 12. u and me at home
Dua Lipa anuncia dois shows no Brasil; veja datas e locais

A cantora britânica Dua Lipa anunciou show em São Paulo como parte da Optimism Tour 2025, que ocorre mais de três anos após a última passagem da artista pelo Brasil, em setembro de 2022. A apresentação acontece no estádio Morumbis, em 15 de novembro. A artista também se apresenta no Rio de Janeiro, no estádio Nilton Santos, em 22 de novembro. A venda de ingressos começa no dia 10 de abril no site da Ticketmaster. Fãs com cartão Visa têm pré-venda a partir do dia 8, às 10h no site e às 11h na bilheteria oficial. A turnê, que começou com apresentações em Melbourne, na Austrália, decorre do lançamento do álbum Radical Optimism, o terceiro lançado pela artista de 29 anos, em maio de 2024. Em 2022, a cantora se apresentou na Arena Anhembi, em São Paulo, e no Rock in Rio, nos dias 8 e 11 de setembro, respectivamente. À época, as apresentações integravam a turnê Future Nostalgia, mesmo nome de seu segundo álbum de estúdio, lançado em 2017. Dua Lipa – Optimism Tour 2025 – São Paulo Quando: 15 de novembro de 2025 Onde: Estádio Morumbis – pça. Roberto Gomes Pedrosa, 1, Morumbi Quanto: A partir de R$ 230,00 Onde comprar: Ticketmaster *** Dua Lipa – Optimism Tour 2025 – Rio de Janeiro Data: 22 de novembro de 2025 (sábado) Onde: Estádio Nilton Santos – Engenhão – R. José dos Reis, 425 – Engenho de Dentro, Rio de Janeiro Quanto: a partir de R$ 230,00