Muca e Roberto Menescal lançam single com anaiis

O que acontece quando você une a estética de produção londrina contemporânea com o DNA harmônico de um dos pais fundadores da Bossa Nova? A resposta atende pelo nome de Playing On The Loose Fields. A faixa é a primeira amostra do álbum Beleza, um projeto colaborativo idealizado pelo produtor, guitarrista e compositor brasileiro radicado em Londres, Muca, em parceria com Roberto Menescal. Caleidoscópio global de Muca e Menescal Movido pelo desejo de revisitar suas raízes brasileiras após 16 anos vivendo no Reino Unido, Muca concebeu o disco não apenas como um retorno pessoal, mas como uma reimaginação cultural. Para dar vida a essa visão, ele convidou ninguém menos que Menescal para tocar e co-produzir o álbum, unindo mais de seis décadas de história musical em um único projeto. “Este é, de longe, o projeto musical mais audacioso que abracei na vida”, afirma Muca. “Passar alguns dias no estúdio no Rio com o Menescal foi uma lição de vida, seu conhecimento e contribuição foram incrivelmente inspiradores.” Menescal devolve os elogios: “Me diverti muito trabalhando neste disco. Projetos como este permitem aprender algo novo e trazer pessoas e ideias frescas.” A grandiosidade do projeto se reflete no formato do disco: o álbum apresentará 12 cantoras diferentes (6 cantando em inglês e 6 em português). O line-up de vozes já confirmadas inclui nomes de peso como Liana Flores, Josyara, Fabiana Cozza, Sofia Grant, SARAH, Mirella Costa, Ilessi, Alice SK, Heidi Vogel, Joia Luz e Amanda Maria. Poesia de “Playing On The Loose Fields” Para o single de estreia, a dupla recrutou a cantora franco-senegalesa anaiis, conhecida por sua arte fluida e seu estilo vocal extremamente caloroso. A letra da canção é assinada pelo aclamado poeta britânico L.A. Salami. Seus versos transitam entre a memória e a presença, celebrando a coragem da autoexpressão. O resultado é uma música íntima, delicada e emocionalmente ressonante.
Rafael Kadashi transforma dor em poesia no single “Desilusão”

Nem todo lançamento de sexta-feira precisa ser feito para as pistas de dança. Às vezes, a trilha sonora ideal para o fim de semana é aquela que nos ajuda a olhar para dentro. É exatamente esse o convite que o cantor e compositor carioca Rafael Kadashi faz ao público com o lançamento do single Desilusão. A faixa é a principal amostra do universo conceitual do seu aguardado próximo álbum, batizado de Poemas da Meia-Noite. Cicatrizes do amor e a madrugada Fruto do subúrbio do Rio de Janeiro, Kadashi sempre construiu sua obra a partir da observação atenta das relações humanas. Em “Desilusão”, esse olhar se volta para as contradições do afeto e para as marcas deixadas pelos vínculos que inevitavelmente se desfazem. A letra mergulha na vulnerabilidade de quem tem a coragem de se entregar a um sentimento, mesmo sabendo dos riscos emocionais da queda. No refrão, o artista decreta: “A desilusão da alma tem poder / de te levar abaixo do chão”. No entanto, a música não estaciona na tristeza; ela abre espaço para uma virada reflexiva focada na superação e na força transformadora do amor próprio. “Poetizei e musiquei todos os nossos dramas noturnos. Quando não estamos bem, é nesse silêncio da madrugada que encontramos perguntas profundas sobre quem somos e para onde vamos”, explica Rafael sobre a atmosfera do novo disco. Trajetória de intensidade da Kadashi A construção dessa identidade autoral centrada na vulnerabilidade não é de hoje. A trajetória de Kadashi vem numa crescente emocional desde o EP Livre (2017), passando pelos discos Quebrado (2018) e Pedaços (2022). A fase atual, no entanto, é a mais ambiciosa do artista. Além do álbum Poemas da Meia-Noite, Rafael prepara o lançamento do seu livro de poemas, Inteireza, que dialoga diretamente com as composições. E os motores não param: ele já está trabalhando no projeto sucessor, Poemas do Meio-Dia, que promete explorar uma fase estética e emocional completamente nova e iluminada.
Dance of Days abre temporada 2026 com show catártico em São Paulo

A banda paulistana Dance of Days anunciou a abertura da sua temporada de apresentações de 2026 com um show marcado para o próximo sábado, 14 de março, na Jai Club, em São Paulo. O grupo promete entregar um espetáculo de uma hora e meia de duração, passeando de forma visceral por sucessos dos aclamados álbuns A História Não Tem Fim, Coração de Tróia, A Valsa de Águas Vivas, Lírios Aos Anjos e Insônia, além de revisitar clássicos de toda a sua discografia. Da ilha para a metrópole Fundada em 1997 e originária da Personal Choice, reconhecida como a primeira banda de emocore brasileira, a Dance of Days atravessou gerações. O público que lotava as gigs insanas no início dos anos 2000 hoje já é adulto, mas continua acompanhando o grupo com a mesma devoção e intensidade. Para a vocalista Nenê Alltro, que desde 2020 vive na pacata cidade de Cananéia (a última ilha do litoral sul paulista), o retorno aos palcos da capital tem um sabor especial de reencontro. “Quando me mudei da metrópole para a ilha, imaginava uma carreira mais tranquila, apenas com shows pontuais e especiais. Mas… São Paulo é assim, né? Nossa família gosta de se reunir, então queremos fazer sempre o nosso melhor para ela. Por isso, voltar para tocar é sempre uma alegria!”, explica Nenê. Roteiro da noite do Dance of Days A noite na Jai Club ainda contará com a energia das bandas de abertura Becold e Capitão Náufrago, aquecendo o público antes da atração principal. Após o compromisso em São Paulo, a Dance of Days já tem as malas prontas para seguir viagem rumo a duas apresentações na CAOS, em Porto Alegre. 🎫 Serviço: Dance of Days na Jai Club
Regiane Cordeiro divulga seu 1º álbum solo, “Raiz do Mundo”

Após uma década de protagonismo na cena, a cantora e compositora Regiane Cordeiro lançou o seu aguardado primeiro álbum solo, batizado de Raiz do Mundo. Lançado estrategicamente no mês que celebra as mulheres, o trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e funciona como uma poderosa reafirmação da sua identidade como mulher preta, independente e guardiã de um legado ancestral. Legado mineiro e a viola caipira no reggae O título do álbum é uma homenagem direta às origens de Regiane, que cresceu no norte de Minas Gerais. A artista é parte da tradicional Família Cordeiro, uma linhagem composta por seu pai, irmãos e sobrinhos, todos cantores e multi-instrumentistas que mantêm viva a arte regional. Essa herança sanguínea e afetiva é a grande base estética do disco. Regiane inovou ao trazer elementos do cancioneiro popular mineiro para dentro do reggae convencional. “Trago por exemplo a viola caipira para esse disco. O cancioneiro popular mineiro adora essa raiz, e eu achei importante trazer. Convidei o Moreno Overá para somar o toque da viola aos arranjos do Luizinho Nascimento”, explica a cantora. Na belíssima faixa Chão Vermelho, Regiane reverencia seus antepassados e sela um encontro emocionante com a lendária Célia Sampaio (a dama do reggae maranhense), unindo a maturidade da sua história familiar à realeza do reggae brasileiro. African voice e o encontro de mulheres Tecnicamente, a obra destaca o estilo African-voice de Regiane. A artista fez questão de não polir excessivamente a gravação, mantendo a textura, o grão da voz e a emoção crua para preservar o caráter ritualístico da sua música. Além de sua força solo, o álbum promove um verdadeiro encontro histórico de potências femininas. Confira as participações de peso que compõem o disco: Faixa Participação Especial O que a música representa Vida Importa Marina Peralta Uma celebração da confiança mútua e da vida. A Gira Mis Ivy A união da potência do Dancehall brasileiro com a força ancestral. Era das Máquinas CAYARÌ A artista indígena traz cantos em sua língua nativa falando de cura e natureza. Mulheres Reais Elaine Alves Uma nova versão para honrar as mulheres que abriram os caminhos. O disco ainda conta com a assinatura magistral do produtor Wagner Bagão na versão Mulheres Reais Dub, feita sob medida para bater forte nas caixas de som dos bailes. Para Regiane, entender a própria origem é o que permite a expansão. Como ela mesma resume: “Voltar à raiz é uma forma de encontrar poder”.
Livremente Sounds estreia com o clipe inspirador de “Solaris”

A banda paulista Livremente Sounds lançou o seu single de estreia, Solaris, que já está disponível nas principais plataformas digitais. A faixa conta com a produção caprichada de Bruno Dupre, integrante do grupo Brasativa. Composta pelo vocalista Caio antes mesmo de a banda ter sua formação completa, Solaris é, em sua essência, um hino sobre sentir-se vivo e não ter medo de encarar os desafios diários. “É sobre darmos a cara para bater e ter fé, independente da realidade que vivemos. Acreditamos que seja uma canção de esperança por um olhar mais maduro e menos utópico”, revela o cantor. Sombra do CBJR e do reggae A sonoridade da faixa nasceu de forma orgânica. Durante as sessões para criar a melodia, os integrantes estavam imersos no som do grupo norte-americano SOJA, o que naturalmente empurrou a música para uma cadência mais reggae. Mas a grande surpresa veio no ápice da composição. A banda percebeu que a explosão de esperança no final da música carregava uma influência muito direta e visceral de um dos maiores hinos do rock caiçara: “Lugar ao Sol”, do Charlie Brown Jr. “Foi uma influência que aconteceu, não pensamos nisso no primeiro momento, apenas percebemos ao terminar a canção”, afirma Caio. Essa mistura que bebe na fonte do reggae, passa pela energia do hardcore e culmina na atitude rock tem conexão direta com o DNA sonoro que sempre ferveu na Baixada Santista. Mergulho na natureza de São Paulo Para acompanhar o lançamento, a Livremente Sounds também disponibilizou um videoclipe oficial dirigido por Danilo Costa. Com roteiro assinado pelo próprio vocalista, as gravações aconteceram no distrito de Marsilac, no extremo sul de São Paulo, retratando os músicos num dia de folga em total imersão com a natureza — um contraste visual perfeito para a selva de pedra paulistana. Identidade e propósito da Livremente Sounds Formada em 2025 por Caio (voz), Dudu (guitarra), Tufê (baixo) e Funga (bateria), a banda não tem medo de rótulos, mas sabe exatamente onde quer pisar. Eles definem sua sonoridade como um rock com total abertura para experimentações. “Em nossas músicas vai ter rap, reggae, ska, punk rock, hardcore, e no final tudo é rock”, crava o vocalista. Em um cenário musical cada vez mais dominado por lançamentos acelerados e descartáveis, a banda surge com a proposta de construir uma trajetória sólida, focada no longo prazo e na conexão real com o ouvinte.
União de Aurora e Tom Rowlands libera o hipnótico single Somewhere Else

O universo da música eletrônica e da pop alternativa ganhou um novo e poderoso capítulo com o mais recente single do duo Tomora, o ambicioso projeto que une a artista norueguesa Aurora a Tom Rowlands, a mente brilhante dos eternos The Chemical Brothers. A nova faixa, intitulada Somewhere Else, já se encontra disponível em todas as plataformas de streaming, acompanhada por um videoclipe oficial impressionante realizado por Adam Smith e S T A R T. Essência pura de Aurora e Tom Rowlands em “Somewhere Else” A canção apresenta os Tomora na sua forma mais pura e destilada: uma síntese perfeita de mensagem, melodia e potência sonora. A música arranca com uma linha vocal etérea e quase extraterrestre, canalizada de forma sublime por Aurora. Aos poucos, a base rítmica de Rowlands entra em cena, conjugando uma atmosfera contemplativa com uma batida intensa. É o som do pop do século 21: íntimo, mas simultaneamente desenhado para ecoar em grandes recintos. “Somewhere Else é uma das primeiras canções que escrevemos como Tomora. E ela abriu uma grande porta para nós, para dentro do nosso próprio mundo”, comenta Aurora. Tom Rowlands acrescenta: “Desde que a Aurora cantou esta melodia para mim, ela ficou a rodar na minha cabeça e a iluminar os meus dias. Tocámos uma versão inicial no Festival de Glastonbury e foi mágico. Poder partilhá-la agora é uma alegria enorme.” Do Coachella ao álbum “Come Closer” A especulação em torno do duo começou a ganhar força quando o enigmático nome Tomora surgiu no cartaz do festival Coachella 2026. O véu começou a levantar-se com o aclamado single de estreia Ring the Alarm. A parceria, no entanto, não é fruto do acaso. A semente criativa foi plantada durante as sessões de No Geography (2019), dos The Chemical Brothers, e floresceu com a colaboração de Rowlands no álbum de Aurora, What Happened to the Heart? (2024). Agora, preparam-se para editar o seu primeiro longa-duração, Come Closer, com data de lançamento global agendada para 17 de abril de 2026 (via Fontana). Ao longo de 12 faixas, o duo constrói uma viagem que vai da psicadelia dos anos 60 ao futurismo imaginado para 2060. * 💿 Come Closer
Nanda Moura lança a visceral “Sempre Não é Todo Dia”

Após o excelente lançamento de Louca, a cantora e guitarrista Nanda Moura, uma das vozes mais marcantes e autênticas do blues rock contemporâneo brasileiro, disponibilizou o seu novo single: Sempre Não é Todo Dia. A faixa é uma releitura ousada e criativa da composição original de Oswaldo Montenegro e Mongol (que integrou a peça Aldeia dos Ventos nos anos 80 e ganhou fama na voz de Zizi Possi). Nas mãos de Nanda, a música é reconduzida por caminhos muito mais ásperos e intimistas. Desafio de Nanda Moura de reinventar um clássico Munida de um violão resonator e do clássico slide, a interpretação de Nanda assume os contornos poeirentos do blues do Mississippi, reforçando a visão da artista de que a essência da canção “é, naturalmente, um Blues”. A letra narra o amanhecer de uma mulher que percebe que nem todo dia é possível manter a postura impecável e “principesca” que a sociedade espera dela. Criar uma versão própria para uma obra tão consolidada exigiu cautela e coragem. “A maior dificuldade que eu tive foi de não cantar imitando o estilo do Oswaldo. Ele tem uma identidade muito forte”, confessa Nanda Moura. O esforço, no entanto, foi recompensado da melhor forma possível. Ao ouvir a releitura minimalista e crua, o próprio Oswaldo Montenegro reagiu com entusiasmo absoluto: “Fiquei muito honrado com sua versão. Quero muito que todo mundo ouça o que eu ouvi aqui!”. >> LEIA ENTREVISTA COM NANDA MOURA Desvio para o vermelho A faixa chega acompanhada de um belíssimo vídeo-conceito, que estreia simultaneamente no canal oficial da artista no YouTube. A produção mantém o fundo infinito branco que já havia sido apresentado no clipe de Louca, mas agora introduz o vermelho como uma nova e intensa camada simbólica. Espelhos, objetos de cena e a própria maquiagem rompem a neutralidade visual da imagem. “Cildo Meireles foi uma inspiração, especialmente na ideia do desvio para o vermelho”, explica a cantora. O lançamento marca o segundo capítulo de uma tríade audiovisual que vai culminar em um terceiro vídeo (totalmente imerso na cor), concluindo o seu aguardado EP.
Ludovic solta o visceral e reflexivo single “Pedestal”

Se existe um nome que evoca shows lendários, catarse coletiva e letras que são verdadeiros socos no estômago dentro do cenário independente brasileiro dos anos 2000, esse nome é Ludovic. E para a alegria (e melancolia) dos fãs, o quarteto paulistano acaba de dar mais um passo rumo ao seu aguardado novo disco. Nesta sexta-feira (6 de março), a Ludovi liberou nas plataformas digitais o single Pedestal. A faixa é a segunda amostra do próximo trabalho de estúdio do grupo, previsto para sair ainda neste semestre pela Balaclava Records, quebrando um jejum histórico de vinte anos desde o último álbum cheio da banda. Peso da paixão e o fim das idealizações da Ludovic Sucedendo a excelente e calorosa recepção do single anterior, Desde que eu morri, a nova faixa consegue balancear perfeitamente a sonoridade visceral, caótica e característica do Ludovic com elementos surpreendentemente novos, como harmonizações vocais elaboradas e passagens rítmicas complexas. Liricamente, o vocalista e compositor Jair Naves continua afiado. A canção aborda o perigo e a inevitabilidade das idealizações românticas que a paixão cega traz consigo. Formação de peso Citados frequentemente como influência direta por diversas bandas da nova geração, o Ludovic prova que o tempo só afiou suas garras. A formação que entra em estúdio para consolidar esse novo capítulo reúne gigantes da nossa cena alternativa:
Nevermore anuncia retorno triunfal e shows no Brasil em abril

O Nevermore, uma das bandas mais respeitadas, técnicas e influentes do metal moderno, anunciou oficialmente o seu retorno às atividades. E a melhor parte? O público brasileiro será um dos primeiros a testemunhar esse novo capítulo ao vivo no mês de abril, com direito a show em festival e uma apresentação exclusiva em São Paulo. Desde sua formação após o fim do Sanctuary, a banda construiu uma discografia intocável, entregando clássicos absolutos como Dead Heart in a Dead World e This Godless Endeavor. Agora, o legado ressurge com força total e propósito renovado. Nova formação e a fúria criativa Sob a liderança dos membros clássicos Jeff Loomis (guitarra) e Van Williams (bateria), o Nevermore apresenta uma line-up poderosa para honrar a sua história: Jack Cattoi assume as guitarras ao lado de Loomis, Semir Özerkan comanda o baixo, e a difícil missão dos vocais fica a cargo de Berzan Önen. Depois de anos afastados, a energia que sempre moveu o grupo voltou a pulsar. “Isso vem sendo gestado há bastante tempo e agora começou a se concretizar. Então que momento melhor para dar início a tudo do que agora?”, afirma o baterista Van Williams, resumindo o espírito combativo dessa nova fase. Dose dupla no Brasil: Bangers Open Air e side show 🎫 Serviço: Nevermore no Carioca Club (side show) Não marque bobeira, pois a capacidade da casa é limitada e os fãs esperaram anos por esse momento.