Australian Connection Festival traz Hoodoo Gurus, GANGgajang e RSpys para SP

Três gigantes do surf rock australiano vão compartilhar o mesmo palco em um evento inesquecível no Brasil. Celebrando 30 anos de história, o Australian Connection Festival traz na bagagem as icônicas bandas Hoodoo Gurus, GANGgajang e RSpys para uma histórica turnê pelo país. A turnê começa em Florianópolis (dia 22/08), passa por Curitiba (23), Rio de Janeiro (24) e Porto Alegre (30), antes de desembarcar em São Paulo (31). Em São Paulo, o festival acontece na Vibra São Paulo. Os ingressos estão à venda pela plataforma uhuu.com e pontos autorizados. A edição deste ano traz uma novidade: a ação “Surfista Solidário”, que oferece meia-entrada para quem doar 1kg de alimento não-perecível ou qualquer acessório de surf, como roupas, cordinhas ou até mesmo uma prancha. Entre as atrações mais aguardadas do Australian Connection Festival está a volta de Craig Bloxom, ex-vocalista da icônica banda Spy vs Spy, que retorna aos palcos após 20 anos com seu novo projeto, RSpys. O novo grupo resgata clássicos do Spy vs Spy em versões com uma pegada reggae. Após se dedicar à gastronomia durante os últimos anos, Bloxom retoma sua grande paixão, a música, e os brasileiros serão os primeiro a conferir essa nova fase. O Hoodoo Gurus também está de volta, após o sucesso estrondoso da turnê de 2023, que celebrou seus 40 anos de carreira. Hits como Out that door, Come Anytime e 1000 Miles Away vão embalar o público em uma apresentação repleta de energia. Já o GANGgajang volta ao Brasil após mais de 25 anos, trazendo na bagagem os clássicos Gimme Some Lovin, House of Cards e Sounds of Then, músicas que definiram uma geração.

Prestes a lançar álbum novo, Karate repassa a carreira em show de São Paulo

Texto: Matheus Degásperi Ojea A estreia dos norte-americanos do Karate no Brasil tinha jeito de ocasião especial desde que foi anunciada, até porque o trio havia encerrado as atividades em 2005, com o guitarrista e vocalista Geoff Farina alegando problemas na audição, só voltando a se apresentar ao vivo em 2022. Desde então, foram poucos shows espalhados entre os Estados Unidos e a Europa até chegar no Cine Joia, em São Paulo, para apresentação única na América Latina com produção do selo independente Balaclava Records. O Karate – que, além de Farina, é formado por Gavin McCarthy na bateria e Jeff Goddard no baixo – é daquelas bandas tão obscuras quanto influentes. Nunca foi um grande sucesso comercial, mas é referência para uma penca de grupos que vieram depois no rock alternativo dos anos 1990 pra cá. Apesar da euforia dos fãs que achavam que nunca iam conseguir ver eles ao vivo, o Cine Joia encheu, mas não lotou. A banda fez uma apresentação direta, com um repertório calcado na carreira pré-reunião. Do disco novo, Make It Fit – primeiro em 20 anos – com data de lançamento para outubro, a banda não tocou nem os singles já lançados. Um dos mais criativos entre os seus contemporâneos, o grupo, que tem influências que vão do jazz ao bolero, ao vivo tem espaço para se divertir com todas elas. Canções como Sever (talvez a mais conhecida do trio), ganham minutos a mais com jams que elevam a versão gravada em estúdio. Foi após Sever, inclusive, que Farina se dirigiu ao público de forma mais “carinhosa”, dizendo que quando toca em países estrangeiros e esquece a letra, pensa que não faz diferença porque ninguém vai perceber, mas que ali as pessoas perceberam. Após uma pausa para o bis, a banda escolheu encerrar o show de maneira certeira com uma execução intensa da música This Day Next Year, que arrancou lágrimas de alguns e deixou um zumbido do melhor tipo nos ouvidos de todos, causado pela banda e pelo bom som do Cine Joia. Gigante Animal A noite contou com a abertura da banda paulistana Gigante Animal, escolha inusitada, não por qualquer questão sonora, mas porque a banda não fazia um show desde 2014. Para a apresentação, Henrique Zarate (baixo e voz), Thiago Babalu (bateria) e Renato Ribeiro (guitarra) contaram com o apoio de Popoto, da banda Raça, na guitarra e na voz. A volta parece que é pra valer, visto que o show teve direito até à música nova. Muita gente na pista cantava junto com a banda, que estava bem empolgada de tocar novamente e recebeu elogios até do Karate durante o show principal da noite. Pode ter sido inusitado, mas foi um grande acerto.

Chuengue lança EP Névoa-Nada com MPB psicodélica e existencialista

Com raízes na MPB e influências psicodélicas, o cantor e compositor Chuengue lançou o primeiro EP solo, Névoa-Nada. O projeto busca nas questões universais da ciência e do existencialismo as respostas para desafios do dia a dia. O transcendental, a busca por sentido, beleza e por evolução se misturam em canções poéticas com texturas sonoras originais. O lançamento chega junto de um lyric video e curta metragem para Frames, com imagens de um curta experimental que o artista gravou em Cuba. O título simboliza a efemeridade da vida e a importância de viver o presente. “Para mim, faz sentido pensar que uma névoa representa a condição humana. Ela nos mostra o óbvio: que tudo é vapor, vento, poeira, pó; sempre a se dissipar”, explica Chuengue. “Minha escolha por este título é apenas uma lembrança de que nesta vida nos resta viver o presente, celebrando o bom que o acaso nos concede”. O projeto solo nasceu da necessidade de dar vida a canções que ficaram acumuladas ao longo dos anos de uma carreira no mercado musical e audiovisual. Ex-integrante da banda carioca Cafefrio, ele se uniu ao produtor Hugo Noguchi (Ventre, Posada e O Clã) para a realização do EP. “Eu tinha as canções prontas e as guias de cada faixa, cerca de 10 músicas violão e voz. A partir daí iniciamos esse processo que durou um ano”, conta ele. A faixa-foco, Frames, canção deliciosamente envolvente com pegada rock e levada jazzistíca, fala sobre as sensações de uma experiência audiovisual. Sobre o poder e complexidade das imagens e do som e como isso está relacionado ao subconsciente, e até mesmo à percepção de Deus. É uma música com várias camadas instrumentais, principalmente de guitarra, e traz texturas sonoras interessantes nas dobras de vozes e vocais. Pode-se dizer que é o ápice do disco. Com a colaboração de grandes nomes da cena do Rio como Felipe Duriez (guitarra), Gabriel Barbosa (bateria), Robson Riva (bateria) e Victor Cardoso (guitarra e violão), e técnicos renomados como Bruno Flores (mixagem) e Bruno Gago (masterização), o EP é composto por cinco faixas, cada uma com sua própria história. Desde a grandiosidade do cosmos (O Nascimento do Universo) até um pequeno momento de grande mudanças (Acerca da Maçã), passando por uma homenagem ao cinema (Frames) e uma faixa livremente inspirada no cultuado jogo Braid (2009) (A Torre Mais Alta) até o épico encerramento em Eu Tenho que Voar. A ilustração e o design da capa são assinados por Pedro Ryan.

Fresno lança vídeo inspirado na Maratona do Beijo que rolou em Santos

Organizar um concurso de beijos parece algo improvável e um tanto curioso. E, por isso mesmo, pode render muitas histórias, encontros e surpresas. Foi assim com a Maratona do Beijo promovida por um shopping center de Santos, em 1993. O evento, que acabou ganhando bastante atenção da mídia na época, serviu de mote para a gravação do videoclipe da música Me And You (Foda Eu e Você), da Fresno. A canção, presente no álbum Eu Nunca Fui Embora – Parte 1, lançado em abril, transporta o ouvinte para além da melancolia emo característica do grupo, adentrando um universo leve e espontâneo do amor ao abordar a história de duas pessoas que se conhecem e dão certo juntas logo de cara. “Entre as músicas da primeira parte do álbum, a gente quis dar um destaque pra esta em especial. Ela mostra um lado diferente da Fresno, que temos explorado nos últimos tempos. Procuramos dar uma balanceada entre as músicas que tratam do amor dessa maneira mais leve para contrastar com os momentos em que falamos de forma mais intensa”, explica Lucas Silveira, vocalista da banda, formada ainda por Vavo (guitarra) e Guerra (bateria). Essa mistura tem sido confirmada, inclusive, nas apresentações ao vivo. “A gente brinca que essa faixa faz parte do bloco sensual do show, porque de fato é quando deixamos um pouco aquele drama forte de lado e falamos sobre outros jeitos de se viver o amor”, completa. No videoclipe, o casal vencedor do concurso do beijo se conhece durante o próprio evento. A ideia foi baseada em histórias reais da Maratona do Beijo de 1993, que reuniu duplas das mais diferentes personalidades e origens, incluindo algumas que se formaram apenas para concorrer, como retratado no registro produzido pela banda. “Trouxemos isso justamente para mostrar que algumas coisas que surgem por acaso podem ser muito importantes e, por isso, temos de estar sempre atentos aos detalhes”, reforça Lucas. Camila Cornelsen, parceira de longa data do trio, foi responsável pela direção e roteiro deste projeto, totalmente filmado em película de 16mm. “Várias histórias interessantes permeiam o evento real e eu, de alguma forma, absorvi para colocar no videoclipe. Quando eu contei a ideia pros meninos de retratar o concurso, eles adoraram e acharam que seria interessante fazer um registro visual mais narrativo”, explica Camila. Lucas, Vavo e Guerra aproveitaram para explorar o estilo cowboy no figurino, em uma estética que se alinha com o conceito visual do álbum como um todo. “Esse videoclipe foi filmado nos Estados Unidos e tivemos a ideia de brincar com um estilo próprio de lá, que nós acabamos chamando de ‘cowboy suave’. A gente ainda não pode explicar todo o conceito, mas quando lançarmos a segunda parte de Eu Nunca Fui Embora, tudo vai ficar muito mais amarrado”, afirma Lucas. A obra audiovisual registra a leveza e a espontaneidade dos encontros românticos, e a escolha do casting reforça a diversidade que a banda tanto valoriza em seus fãs. “O nosso público é bem diverso. Por sermos uma banda com muito tempo de estrada, a gente acumulou muitas safras de fãs. Por isso, no vídeo tem casal hétero, casal gay, casal que se formou na hora, namorados, casal de emos…”, finaliza Lucas.

Xande, do Macucos, apresenta “Ela Me Faz Tão Bem” como novo single

Xande, que também é guitarrista do Macucos, lançou o single Ela Me Faz Tão Bem. A faixa foi produzida por Rodolfo Simor, renomado nome da música que já ganhou duas indicações ao Grammy Latino por ter mixado e produzido Silva Canta Marisa, álbum em que o cantor Silva homenageia a grande Marisa Monte. A faixa dialoga com os corações que vivem um lindo relacionamento, mas que contam com a adversidade das longas distâncias físicas que os separam. O músico canta sobre amor e conforto, mas também sobre medos e inseguranças no novo single. “Tenho um carinho imenso por essa canção. Escrevi literalmente na estrada entre Vitória e Rio de Janeiro. Amo o resultado, o groove e revivo todos os momentos sempre que ouço. Espero que as pessoas também se identifiquem!”, contou Xande. Sua nova aposta faz parte do seu próximo álbum, Poesia, Amor e o Mar, que conta com a inspiração em nomes do folk, reggae e do pop, como Jack Johnson, John Mayer e o próprio Silva, mas com a sua identidade impressa nele. O clipe da faixa é dirigido por Rodrigo Pysi e foi gravado na Flórida, Estados Unidos, além de ter a participação de Ana Eliza Nascimento e produção de Anastácia Nascimento, além do styling de Layse Araújo. Ele narra a energia de um lindo casal quando dois apaixonados se encontram após períodos morando e mantendo o amor a longas distâncias Seu novo projeto, com oito faixas e uma poesia declamada, marca o início da sua trajetória solo, mesmo com seus 30 anos de carreira. A produção ficou também a cargo de Rodolfo Simor, que são parceiros de trabalho desde 2019. O álbum promete ter letras inspiradoras e positivas e já chega com um grande selo de aprovação: Sérgio Fouad, produtor dos Titãs, Jota Quest, entre outros; Bruno Martini e Gabi Bonadio, filha do produtor Rick Bonadio, que já lançou nomes como Mamonas Assassinas, Manu Gavassi e NxZero no mercado, aprovaram o músico e trouxeram Xande para a Youngr Records, subsidiária da Midas Music. O lançamento está marcado para o segundo semestre de 2024.

Após lançar álbum, Slim Heck solta videoclipe da faixa “Sisu”

O rapper Slim Heck começou sua caminhada na música aos 13 anos de idade e desde então não parou mais. Nesta quinta-feira (15), aos 22, anuncia o lançamento de seu segundo álbum, Memórias Do Apocalipse. Com influências que vão do rap ao metal, Slim conta que o estilo do seu som é o Boombap, puxado para um rap sombrio. “Alguns chamam hardcore hip-hop/rap ou horrorcore. Eu defino como death rap”, explica. O disco assinado pela Indio Rock Selo conta com nove faixas produzidas por Davi Indio, que foi responsável, segundo Slim, pela transformação do seu trabalho. “Eu tinha as batidas, as letras, e algumas coisas gravadas, mas quando o Davi trabalhou nas faixas, ele adicionou muitos elementos que trouxeram a qualidade que eu sempre almejava. Essa conexão que tivemos, foi o que fez o meu álbum sair com a qualidade impecável”, revela o rapper, que anteriormente havia lançado o disco Babylônia Do Mal de forma independente. Memórias Do Apocalipse tem o intuito de retratar as vivências que aterrorizam a população de baixa renda, como a violência, o crime, a depressão e as drogas. “Digamos que é um álbum com o conceito das ruas, sobre as coisas que vi e vivi. Ele passa uma mensagem, uma visão da atual realidade que estamos e o cotidiano de uma parte da população”. A faixa escolhida para divulgar o disco é Sisu, que tem participação do DJ Terrorscreen, e ganhou um videoclipe dirigido por Slim e Diego Herrera. A dupla buscou unir o aspecto monocromático e melancólico, com crueza e agressividade contida na canção. “Eu tive a ideia de fazer esse som depois de assistir um filme chamado Sisu. Basicamente, o filme mostra que, independentemente das coisas ruins que acontecem em nosso cotidiano, temos que continuar, não importa como. Acho que o grande ponto sobre essa música, é que ela é feita para você ouvir e se fortificar. Esse som, por mais que seja sombrio, é sobre resiliência”.

Forgotten Boys lança single e pré-venda de novo álbum

A banda de rock paulista Forgotten Boys liberou mais um single que antecipa o primeiro álbum de inéditas desde 2011. A nova música, Absurd Butterfly, é o segundo single compartilhado do próximo projeto e já está disponível em todas as plataformas. Com 25 anos de estrada, os Forgotten Boys estão em sua melhor forma com o novo disco, intitulado Click Clack. O álbum será lançado no dia 25 de setembro e terá dez faixas inéditas que percorrem diferentes momentos e influências, e projeto gráfico desenvolvido pelo artista Tomas Spicolli. A pré-venda do CD e LP já está disponível, pelo site da Läjä Records. A nova faixa, Absurd Butterfly, é o segundo single do projeto, que foi anunciado com o single Sway no mês passado. Com um riff de guitarra inspirado em Ratos de Porão, a música tem uma letra niilista mas otimista, inspirada em textos de ficção científica da escritora Ursula K. Le Guin. “Assim como Sway, Absurd Butterfly também aponta para novas direções neste novo álbum dos Forgotten Boys e por isso foi escolhida como o segundo single. E assim como todas do disco, Absurd Butterfly é fruto de dois ou três takes da banda tocando ao vivo”, conta a banda. As gravações aconteceram nos estúdios Artsy Club e Jalapeño Verde em São Paulo, e o disco foi masterizado por Carl Saff em Chicago. Click Clack sairá em LP com exclusividade pela Läjä Records, CD pela Läjä + ForMusic Records e digital com exclusividade pela ForMusic Records. A banda fará shows tendo a Braba Música como parceira para booking.

Baixista original do Rolling Stones, Bill Wyman lança Drive My Car

Guiado pelo blues e pelo rock, Bill Wyman lançou seu nono álbum solo, Drive My Car. Primeiro álbum de Wyman desde 2015, este é um novo e enérgico capítulo na lendária carreira do artista, um testemunho de sua paixão em criar música. Como membro fundador dos Rolling Stones, Bill Wyman ajudou a definir o som da banda e se tornou um nome reverenciado mundialmente. Com uma carreira que abrange mais de seis décadas, ele retorna ao centro das atenções com versões e faixas autorais, incluindo a faixa-título. “Compor não é algo que faço todos os dias, mas às vezes vejo uma guitarra no canto da sala, pego para brincar e então algo encaixa”, ele explica. Gravado no estúdio caseiro de Wyman, Drive My Car apresenta uma unidade sonora formada por ele com colaboradores de longa data, incluindo o guitarrista Terry Taylor e o baterista Paul Beavis. “Um baixista e um baterista são uma equipe, vocês são a seção rítmica, a base de tudo”, enfatiza Bill. O álbum abre com uma versão de Thunder On The Mountain, de Bob Dylan, unindo elementos tanto da versão original quanto a regravação de sucesso de Wanda Jackson. “Conheço Bob desde meados dos anos 60. Ele costumava levar Brian Jones e eu aos clubes de Greenwich Village sempre que estávamos em Nova York. Fomos muito bons amigos por um tempo, ele era um cara muito legal”, diz Bill. Outro destaque é uma versão de Light Rain, de Taj Mahal, que se destaca pelo arranjo cru. Os dois têm uma longa amizade, que começou em 1968 quando Taj foi convidado a participar do especial de TV The Stones Rock ‘n’ Roll Circus. “Ele estava fascinado por eu ser membro da Royal Horticultural Society – nós nos conectamos por causa da botânica!”, ele lembra com carinho. A música country também está presente em uma versão de Ain’t Hurtin’ Nobody, de John Prine. “Fomos grandes amigos, e os Rhythm Kings fizeram algumas de suas músicas. Que letrista incrível! Eu adoro aquela linha em Ain’t Hurtin’ Nobody sobre ‘Little Richard cantando Tutti Frutti do topo de um poste de telefone’ – o que posso dizer, quem escreve assim?” Além de homenagear o passado, Bill apresenta o futuro ao trazer novos talentos como o guitarrista holandês Hans Theesink, cujo trabalho inspirou duas faixas do álbum. Apesar de nunca terem se encontrado pessoalmente, Bill é um defensor da nova abordagem de Hans sobre o blues. “Acho o trabalho dele realmente inspirador; ele traz algo novo ao gênero”. Aos 87 anos, Bill é o mais velho dos Rolling Stones (“eles todos falam sobre a guerra, mas nenhum deles lembra como eu!”), mas está em uma fase muito ativa: transformou suas memórias de infância durante a guerra e as publicou em um livro chamado Billy In The Wars enquanto gravava as faixas do álbum.