Silva lança Encantado, seu sexto álbum de estúdio; ouça!

Encantado, sexto disco autoral da carreira do cantor Silva, já está nas plataformas de streaming, via Som Livre. Para o músico, o desejo de voltar a compor e apresentar ao público um novo trabalho era imenso. “Estava sentindo falta de compor, de fazer músicas que causam emoções, que arrepiam”, comenta o artista. Foram alguns anos de amadurecimento para chegar até o conceito final do álbum. O título da obra surgiu para Silva antes mesmo do primeiro acorde ou melodia do álbum. A ideia nasceu durante o Carnaval de 2022, assistindo aos desfiles das Escolas de Samba na Sapucaí, no Rio de Janeiro. Emocionado, Silva foi unindo algumas referências para Encantado. “Essa coisa do encantamento me lembra os músicos impressionistas, que me lembra o berço da música brasileira, que me lembra o samba. Me lembra tudo que tem de melhor em nossa cultura. E sinto que agora é como se eu estivesse tendo a chance de me reformular e me apresentar de novo para as pessoas. Prazer, meu nome é Silva, encantado”. Após a definição do nome, foram muitos meses trabalhando na criação das músicas e no conceito do projeto. Ao lado de Lucas Silva, seu irmão e principal parceiro nas canções, compuseram mais de 30 faixas. Ao fim, 16 foram selecionadas para o disco, que une diferentes referências do artista, que vão do samba ao jazz, passando pelo hip hop e a MPB, descrevendo bem o momento atual de Silva. Com atmosfera solar, característica do artista, o álbum também apresenta canções com certa melancolia. Em Encantado, Silva canta, toca piano, sintetizador, guitarra, violão, baixo e violino – instrumento no qual é formado pela Faculdade de Música do Espírito Santo – além de assumir a produção musical, ao lado de André Paste. Com o currículo repleto de parcerias com nomes de peso como João Donato, Gal Costa, Tom Zé, Marisa Monte, Criolo, Liniker, Ludmilla, Lulu Santos, Anitta, Don L, Fernanda Takai, entre outros, Silva traz no álbum participações de algumas de suas referências na música, como Arthur Verocai. “Um dos maiores maestros da história da música brasileira, uma honra tê-lo no álbum”, comenta. Músico carioca de 78 anos, Verocai, que possui gravações sampleadas por 69 músicas de artistas do mundo todo, assina os arranjos de cordas e metais em Girassóis. A faixa, que também inspirou a capa do álbum, com obra inédita do artista contemporâneo Elian Almeida, traz melodia refinada ao som do piano de Silva, além de violinos, violoncelos, violas, flauta, trompete e sax alto. A música proporciona o encantamento proposto por ele ao longo de todo o disco. Marcos Valle, outra grande participação no disco, aparece em Copo D’água. Na canção de espírito leve, Silva e Valle fazem um dueto vocal e no piano elétrico. “Céu azul / água de coco / toda vez que eu te vejo fico louco / que calor / quase me mata / vem me dar um beijo ou traz um copo d’água”, diz um trecho da letra. A cantora portuguesa Carminho, uma das principais fadistas da atualidade, vem com sua voz dramática e potente em Carmesim. A faixa traz sample de O Preço de Uma Vida, de Erlon Chaves e Sua Orquestra, que fez parte da trilha da novela da TV Tupi, de 1965, e conta também com a participação da instrumentista Gabriele Leite, revelação brasileira do violão clássico. Música composta por Silva e Lucas Silva, Amanhã de manhã (Para Lecy), ganhou a participação brilhante de Leci Brandão, uma das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira. “Leci chegou de um jeito muito bonito e emocionou a todos. Foi especial contar com ela nessa faixa”. O samba expressa sentimentos de amor e nostalgia: “Já morri, já morri de saudades/ A pensar em quem não vai voltar/ Amanhã, se não for muito tarde/ Vou viver pra me reencontrar”. Os parênteses (Para Lecy) ao final do nome da faixa trazem a explicação dos irmãos autores de que a faixa foi feita em homenagem tanto à sua avó quanto à mãe de Leci Brandão. Ambas têm o mesmo nome, Lecy. Em Recomenzar, Silva conta com uma parceria inédita com o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler, onde grava em espanhol pela primeira vez na carreira. “Enviei a música ao Drexler e ele pediu para fazer a segunda parte. Fiquei muito animado. Ele é um artista incrível e uma pessoa muito aberta, criativa e generosa. Me ajudou também a achar a entonação ao interpretar em espanhol”, comenta Silva. Encantado conta com mais onze faixas, incluindo ‘Abram Alas’, que como o nome já sugere, é a primeira do disco. Segundo o artista, a música resume todo o discurso do álbum e é uma canção que evoca coragem e mostra o caminho a seguir. Na Hora Mais Bonita vem com a linha suave e suingada do álbum, com presença marcante da linha de baixo elétrico. A balada romântica Vou falar de novo traz arranjo de cordas de Silva, assim como na faixa Já Era, onde o artista assume diferentes instrumentos. 8 Segundos aparece como um interlúdio interpretado no violão e voz de Silva, além de Motivo, que dessa vez traz um solo do artista em seu instrumento predileto, o piano. O disco também conta com as batidas de Eu Gosto de Você, faixa mais dançante do álbum, e Mad Machine, que traz o artista cantando em inglês, numa clássica balada de voz e violão. Em Arrebol, Silva usa apenas a voz e faz um coral de auto-tune para homenagear o pôr do sol, tema bem presente em suas músicas. Na canção Risquei Você, que possui dois momentos, o cantor transita do sintetizador ao violão de nylon. O disco encerra com as guitarras de A Vida é Triste Mas Não Precisa Ser, deixando uma possibilidade ambígua. “É uma música que você sorri chorando ou chora sorrindo”, define o artista. Filhos de uma professora de musicalização infantil, Lúcio Silva (Silva) e o irmão (Lucas Silva) têm bases musicais muito fortes. Juntos a dupla assina a maioria das faixas
Kauan Calazans lança o primeiro álbum solo, Início Depois do Fim

O músico carioca Kauan Calazans lançou seu primeiro disco solo, Início Depois do Fim, em que ele experimenta sonoridades dentro e fora do rock brasileiro e compartilha músicas sobre dores, esperança, recomeços e alegrias. Kauan Calazans compartilha boas energias e força de vontade por meio de sua arte. Ele busca inspiração para seguir em frente; alça a motivação em si mesmo em prol equilíbrio entre o corpo e a mente, transformando tudo em música. Início Depois do Fim é uma coleção de músicas produzidas no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, sob os cuidados do produtor Felipe Rodarte. São muitas faixas com uma energia solar, com uma ímpar intensidade tanto na parte sonora quanto lírica. Uma marca registrada de Calazans desde o Folks. “É um alívio colocar essas músicas no mundo, muitas delas que eu fiz na pandemia. Sentia minha vida travada e estas canções extravasam, mostram autoconhecimento e espero que as pessoas se conectem com ela de forma universal. Que de alguma forma, entendemos todos que existe um início depois do fim”, ele conta. A brasilidade no rock n roll é uma busca pessoal de Calazans que começa aqui neste disco, que também vez ou outra conversa até com o reggae e com o blues. “Tem muita gente comigo, fortalecendo, energizando um sonho. Só vale a pena se a música tocar o coração das pessoas com essa mistura do groove com ritmos que as pessoas possam dançar”. Início Depois do Fim é, antes de tudo, um passo seguro de Calazans no universo da música, a mentalização da positividade e de cabeça erguida para o devir.
Somos Rock Festival traz Blitz, Biquíni e Frejat, no Anhembi

O festival Somos Rock Festival reúne Ira!, Humberto Gessinger, Paulo Ricardo, Frejat, Raimundos, Blitz, Biquíni, Detonautas, Di Ferrero e Ultraje a Rigor em dois palcos, neste sábado (25), no Anhembi, em São Paulo. “Esperamos um crescimento de 20% no público do festival para este ano de 2024 atrelado à alegria e diversão trazidas pela música e por um festival. Queremos proporcionar uma experiência inesquecível ao público com um lineup de peso, afirma Charles Leandro – idealizador do evento. Os ingressos já estão disponíveis pelo site da Ticket360 Serviço Realização: Tribos Music Data: 25 de maio (sábado) Horário: abertura dos portões às 11h Local: Arena Anhembi (Avenida Olavo Fontoura, 1451 – São Paulo) Ingressos: a partir de R$ 120 + taxas em até 10x Facebook: Somos Rock Festival
Saxofonista finlandês Pekka Pylkkänen se apresenta no Sesc Santos

Um dos grandes expoentes do jazz finlandês, o saxofonista Pekka Pylkkänen retorna ao Brasil após 11 anos para uma série de apresentações, acompanhado pelo também finlandês Markus Niittynen (piano) e pelos brasileiros Sidiel Vieira (contrabaixo) e Carlos Ezequiel (bateria). O primeiro espetáculo será no Sesc Santos, no dia 31 de maio, às 20 horas. Para esta vinda ao Brasil, Pekka convidou músicos com quem mantém parcerias artísticas de longa data: um dos grandes pianistas da cena finlandesa, Markus Niittynen; o contrabaixista Sidiel Vieira, com quem tocou no Brasil em 2013; e o baterista Carlos Ezequiel, que já o acompanhou em diversas turnês pela Ásia e Europa desde 2010. No repertório, o quarteto irá apresentar composições de diversas fases da discografia do saxofonista, como Harajuku, Ocean Between, Alma e Sometimes It Rains. Pekka Pylkkänen mantém uma intensa agenda de shows e projetos internacionais. Nos últimos 15 anos, realizou mais de 2 mil apresentações pelo mundo. Foi artista convidado da Thailand Philharmonic Orchestra em 2023, para concertos em Bangkok, Tailândia. Em seu país natal, foi destaque no festival Pori Jazz 2022 com seu grupo Organic Bop Quartet. Recentemente realizou uma turnê pelo Japão em duo com o pianista Phillip Strange. Seu currículo traz também concertos em festivais como Hong Kong Jazz Festival, Beijing Jazz Festival, Copenhagen Jazz Festival e La Plaza Jazz Festival. Esta turnê brasileira, que conta com produção da Engrenagens Produções e o apoio do Finnish Music Promotion Centre, da Embaixada da Finlândia no Brasil e da Business Finland, é uma nova oportunidade para o público brasileiro rever e apreciar a obra de Pekka Pylkkänen, uma mescla da sonoridade nórdica a harmonias do jazz e ritmos do hemisfério sul. SERVIÇO: PEKKA PYLKKÄNEN Data: 31 de maio, às 20 horas Local: Sesc Santos – R. Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida, Santos Telefone: (13) 3278-9800 Preços: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) e R$ 12 (credencial plena) Ingressos
Paira lança O Fio, segundo single que antecipa disco pela Balaclava

O duo mineiro Paira apresentou O Fio, segundo single do seu EP de estreia – que leva o mesmo nome da faixa, com lançamento pela Balaclava Records. Seguindo o lançamento de Como um Rio, o single evidencia a versatilidade da dupla. Enquanto o primeiro lançamento apresentou uma canção introspectiva e doce, O Fio se destaca por pela sua agressividade: 185 bpm, batidas de Drum N’ Bass e Breakcore, guitarras rápidas e distorcidas em uma explosão de energia, mas que em momentos também mostra o aspecto calmo e flutuante presente em Como um Rio. O Fio foi produzido em colaboração com o produtor Adieu e chega nas plataformas digitais acompanhado por um videoclipe, dirigido por Lucas Campos e produzido pela Limão Capeta Filmes. “A ideia para esse clipe foi trazer elementos urbanos e caóticos, mas ao mesmo tempo reforçar o lado mais lúdico e leve da banda. Usamos técnicas de filmagem como o Snorricam para evidenciar uma loucura, um desespero, uma sensação de embriaguez, e em contraponto, colocamos o André e a Clara para flutuar pela cidade, em momentos de leveza e desapego do seu entorno”, comenta Campos.
Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo anuncia tour europeia

Única banda brasileira a se apresentar nesta edição do festival Primavera Sound, em Barcelona, o quarteto Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo anunciou uma turnê europeia que vai passar por mais cinco países: Portugal, Holanda, Alemanha e França. Conhecidos por suas turnês que já lotaram casas de shows em mais de 20 cidades espalhadas pelo Brasil, além de terem sido escalados para diversos festivais, como o Coala e a edição brasileira do Primavera Sound, depois do aclamado disco Música do Esquecimento (Risco), os horizontes da banda foram expandidos depois do convite para tocar no festival espanhol. “Com certeza esse é um novo momento pra gente”, diz Sophia Chablau, guitarrista e vocalista do grupo. “O que a gente mais quer é descobrir o que andam tocando na Europa, principalmente no gênero do rock indie, mas ao mesmo tempo mostrando que existe muita coisa diferente rolando no Brasil. Estamos animados para este novo passo internacional!”, completa. Música do Esquecimento foi lançado pelo selo Risco em setembro do ano passado, com produção do compositor e pianista pernambucano Vitor Araújo. O segundo disco do quarteto paulistano figurou entre os 50 melhores lançamentos do ano da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).
Ouça The Craving, último single de Clancy, novo álbum do Twenty One Pilots
Amyl and The Sniffers lança primeira música em três anos

Amyl & The Sniffers lançou U Should Not Be Doing That, primeiro som novo em três anos, que veio acompanhado do lado B Facts. O single será lançado em edição limitada de 7”, na sexta-feira (24). Gravado com Nick Launay (Nick Cave and the Bad Seeds), é a primeira música nova do quarteto de Melbourne, Austrália, desde seu segundo álbum Comfort To Me, de 2021. U Should Not Be Doing That possui toques de Miss You, dos Stones, um toque de garage grit de Detroit, mas os vocais de Amy Taylor e o charme do grupo de Melbourne estão no centro desse novo groove. “Em termos de letra, ambas são bem autoexplicativas. U should not be doing that me faz rir, mas, de certa forma, também é uma brincadeira com o choque que as pessoas ainda sentem com um pouco de roupa curta e com o jeito de colegial que a comunidade musical ainda tem (sim, estou falando com vocês, metaleiros aleatórios de 40 anos, sentados em volta de uma mesa fazendo falas e reclamando de uma garota de 28 anos em uma banda por usar shorts e “se vender”), mas principalmente me faz rir. É inconsciente e não significava nada na época em que a escrevi, mas agora acho que é uma forma cômica de esfregar o nariz do cachorro em seu próprio xixi depois que ele fez xixi em seu tapete favorito ou algo assim”, comenta Amy Taylor, em comunicado enviado à imprensa. A Amyl and The Sniffers confirmou um pequeno show no clube Scala, em Londres, na próxima segunda-feira (27). Além disso, também será a atração principal do festival Bearded Theory, em Derbyshire, no domingo (26). Logo depois, a banda sairá em uma turnê norte-americana em julho/agosto, abrindo para o Foo Fighters. Confira o videoclipe de U Should Not Be Doing That
Alfie Templeman convoca Dan Carey para o super single Beckham

O multi-instrumentista londrino Alfie Templeman lançou o single Beckham, extraído de seu aguardado segundo álbum Radiosoul, que será lançado em 7 de junho pela Chess Club Records / AWAL Recordings. Templeman comemorará o lançamento do álbum com uma série de datas de turnê em lojas de discos. Produzido com o produtor cult Dan Carey, Beckham apresenta um groove suave, vocais leves e um refrão viciante. “O refrão dessa música é a lista de lugares para onde eu estava querendo me mudar em Londres. Eu me mudei pela primeira vez na vida no verão de 23, o que foi muito empolgante, mas os dias que faltavam para a mudança foram os momentos mais reais e dignos da minha vida. Parecia que um capítulo totalmente novo havia começado”, comentou Templeman. Expandindo sua experiência de trabalho com Carey, Templeman compartilhou que é um sonho fazer música com o produtor. “Ele confia em cérebros dispersos como o meu, onde você tem tantas ideias batendo na porta implorando para sair. Beckham aconteceu em poucas horas, é tão cheia de vida e energia. Eu realmente queria construir o final e criar todo esse pavor e pânico para que ele caísse sobre si mesmo. Há um instrumento insano durante a construção chamado Swarmatron, que usa oito tons diferentes, afinados em alturas diferentes, e os envia em uníssono até que os reunimos novamente antes do drop da música. E pegamos minha voz durante os versos e a colocamos em um sampler que tritura e cospe minhas palavras. É tudo muito louco, coisa de Dan”.