Grupo Martelo celebra a identidade e a diversidade da música brasileira no álbum Sotaque

Em um caldeirão sonoro, o quarteto de percussão Grupo Martelo lança o primeiro álbum, Sotaque, pelo selo Juá. Um registro que celebra a identidade sonora do grupo e a riqueza da música brasileira contemporânea. O trabalho reúne obras de compositores como Clarice Assad, André Mehmari, Léa Freire, Antônio Nóbrega, Débora Gurgel, Daniel Grajew, Luísa Mitre, Hércules Gomes e Sílvia Góes, reinterpretadas em uma linguagem que une a música de concerto e a popular. Formado por Danilo Valle (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo), Leonardo Gorosito (Orquestra Sinfônica do Paraná), Rafael Alberto (Orquestra Filarmônica de Minas Gerais) e Rubén Zúñiga (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), o Martelo se destaca por uma atuação colaborativa: seus integrantes, vindos de diferentes regiões e formações, se reúnem periodicamente para criar, pesquisar e experimentar novas formas de expressão. Dessa união veio o conceito de Sotaque que norteia não apenas o título do disco, mas a própria estética do quarteto. O sotaque é um fenômeno sonoro que ultrapassa fronteiras geográficas — seja ele regional, pessoal ou musical, é a marca de uma identidade única. Na música, surge da fusão entre diferentes influências e das personalidades de cada intérprete. O Martelo abraça essa ideia ao combinar a musicalidade de seus quatro integrantes com sonoridades diversas, especialmente dos instrumentos brasileiros e dos instrumentos criados pelo próprio grupo. O resultado é uma fusão viva e singular, em que cada nota carrega a identidade do quarteto. Mais do que um registro fonográfico, Sotaque é um retrato da trajetória do Martelo e da multiplicidade de suas vozes. O grupo revisita obras consagradas com uma abordagem fresca e autêntica, valorizando as raízes musicais brasileiras ao mesmo tempo em que propõe novas leituras e timbres. Essa liberdade criativa faz do disco um marco para a música instrumental contemporânea. Parceiro de marcas como Black Swamp Percussion, Alves Percussion e Zildjian, o grupo amplia com Sotaque sua presença em palcos e circuitos culturais pelo Brasil, reafirmando seu compromisso com a inovação e o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Além disso, se posiciona com uma abordagem diferente que traz uma perspectiva distinta para a música instrumental atual. O Grupo Martelo transforma vivência e experiência em uma forma de narrar musicalmente o mundo que o cerca.
Casa Natura Musical anuncia o Verão 2026 com programação especial

A Casa Natura Musical abre 2026 com uma programação vibrante que celebra o verão em sua essência mais brasileira. A agenda de shows contempla? desde o samba carioca até o movimento manguebeat, que leva um pouco do maracatu pernambucano ao palco da casa. Janeiro também será marcado por apresentações que aquecem os tambores e os corações para o carnaval, reunindo grandes nomes da música brasileira e blocos que são a alma das ruas de São Paulo. A temporada de verão da Casa Natural em 2026 começa no dia 16 de janeiro, com uma das maiores vozes do samba, Teresa Cristina, no show Jessé: As Canções de Zeca Pagodinho, uma homenagem a um dos maiores nomes da música brasileira com um repertório de composições que mistura sucessos e pérolas não tão conhecidas pelo público. No dia 17, é a vez da emblemática Nação Zumbi levar ao palco sua fusão poderosa de maracatu, rock, hip hop e manguebeat, conectando Recife e São Paulo com um repertório que percorre toda a trajetória da banda. No dia 18 de janeiro, o bloco Ilú Obá de Min, coletivo feminino de promoção à cultura afro-brasileira que abre oficialmente o carnaval de rua paulistano, inicia o esquenta carnavalesco na Casa Natura Musical. Dessa vez o bloco retorna à casa com a apresentação Tambores sempre Tambores – Okan Ópera Negra – Beijo na Alma: Girlei Luiza Miranda. Na sequência, a Casa vira palco para os blocos que arrastam multidões pelas ruas com o tradicional Forrozin, de Mariana Aydar, no dia 23, e o Bloco do Johnny Hooker, dia 24. No aniversário da cidade de São Paulo, 25 de janeiro, o icônico bloco Ritaleena se apresenta na Casa, homenageando um dos grandes nomes paulistano, ícone da música brasileira, Rita Lee, em ritmo carnavalesco. No último final de semana do mês, dia 30, o Bloco Pagu fará sua quinta apresentação na Casa, desta vez, celebrando uma década de existência. O bloco, que homenageia no nome a revolucionária, militante, escritora e ícone modernista, é composto por uma bateria 100% feminina que toca clássicos da música popular brasileira e internacional que se tornaram famosos na voz de mulheres como Carmem Miranda, Elis Regina, Marisa Monte, Gal Costa, Maria Bethânia, Dona Ivone Lara, Rita Lee, Aretha Franklin, Beyoncé, entre outras. Em seguida, para encerrar o mês, a Casa recebe pelo sexto ano o tradicional bloco paulistano Confraria do Pasmado, dia 31. Além dos sambas de autoria própria como Me dá um beijo impresso, Plutão e O mundo não vai acabar, o bloco irá passear por diversos estilos de música brasileira, com releituras de compositores consagrados e de novos nomes, trazendo roupagens contemporâneas à festa carnavalesca. PROGRAMAÇÃO DA CASA NATURAL VERÃO 2026 16/01 – Teresa Cristina em Jessé: as Canções de Zeca Pagodinho 17/01 – Nação Zumbi 18/01 – Ilú Obá de Min 23/01 – Forrozin com Mariana Aydar 24/01 – Bloco do Johnny Hooker 25/01 – Ritaleena 30/01 – Bloco Pagu 31/01 – Confraria do Pasmado
Polifonia Verão abre temporada de shows no Rio de Janeiro

O Festival Polifonia (@polifonia) está de volta e apresenta sua primeira edição de verão! O evento acontece em 11 de janeiro de 2026, no Vivo Rio (Rio de Janeiro), com um lineup plural e antenado. Supercombo, Kamaitachi, Karen Jonz, Dibob, Catch Side e Melton Sello são os nomes confirmados. A venda de ingressos já está aberta. O Polifonia Verão é apenas um ‘esquenta’ na temporada de 2026 do Festival Polifonia, que chega à sua 11ª edição. As atrações do Polifonia Verão Supercombo tem mais de 15 anos de estrada no rock alternativo nacional, combinando irreverência e experimentação sonora. Em 2025 lançou Caranguejo (Parte 1), álbum que mistura rock com ritmos brasileiros e reforçou a evolução criativa do quarteto. Kamaitachi, nome artístico de Rafael da Cruz Gonçalves, construiu carreira sólida misturando rock, rap e estética própria desde sua estreia solo em 2017. O artista lançou em 2025 um projeto acústico ao vivo abrangente e é celebrado por letras introspectivas e intensas. Karen Jonz, tetracampeã mundial de skate, vem transpondo sua vivência no esporte para a música com um som que transita entre rock alternativo, bedroom pop e lo-fi. Depois de seu álbum Papel de Carta e singles recentes como “Tóxico” (2025), Jonz une bagagem cultural e autenticidade em composições que refletem experiências pessoais e artísticas. Dibob é uma banda de pop punk carioca que marcou gerações com seu humor e energia nos anos 2000 e voltou às atividades regulares após hiatos. Clássicos como “1 x 0 Eu” e “Amante Profissional” consolidaram seu legado. Catch Side é um dos nomes emblemáticos do pop rock/emo nacional dos anos 2000. Celebrando mais de 20 anos de carreira e marcada pelo reencontro com fãs em shows recentes, a banda reafirma sua presença na cena com repertório que mistura nostalgia e energia. Melton Sello está em ascensão no rock brasileiro, conhecido por sua abordagem criativa e bem-humorada na composição e performance. Polifonia Verão Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro) Data: 11 de Janeiro de 2026 (domingo) Horário: 15h (abertura da casa) Classificação etária: 18 anos Ingressos Valores: De R$ 70,00 a R$ 260,00 (1º lote), com opções de pista e camarote
Yungblud lança versão alternativa de Zombie com Smashing Pumpkins; ouça!

Yungblud lançou uma versão alternativa de Zombie, faixa do seu álbum mais recente álbum, Idols, em parceria com a banda Smashing Pumpkins. É a primeira vez em sua trajetória que a banda participa da gravação de outro artista. Yungblud e Billy Corgan se conheceram em Birmingham, em julho passado, durante o show de despedida do Black Sabbath, Back To The Beginning, onde ambos participaram de homenagens a Ozzy Osbourne. A conexão entre eles, no entanto, é anterior: Corgan descobriu Yungblud por meio de um vídeo de uma apresentação e reconheceu imediatamente seu potencial bruto e sua voz poderosa. Em uma entrevista de 2023 com Allison Hagendorf , Corgan falou abertamente sobre a trajetória de Yungblud, observando: “Eu consigo prever para onde ele está indo e, se eu estiver certo, falaremos dele pelos próximos 50 anos”. Essa crença, reiterada recentemente no podcast de Corgan, The Magnificent Ones, onde ele comparou a evolução de Yungblud à de Elton John, ressoou profundamente com Yungblud, o que o ajudou a criar o álbum de rock que ele tanto idealizava. Fechando o ciclo, o encontro deles em Birmingham levou Yungblud a convidar Corgan para colaborar, dando origem a esta nova versão de Zombie, com o The Smashing Pumpkins agora participando de uma música que Corgan havia inspirado indiretamente anos antes. Acompanhada de um videoclipe oficial, dirigido por Charlie Sarsfield e estrelado por Yungblud e The Smashing Pumpkins, Zombie começa o ano novo da melhor maneira possível, antes da tão aguardada turnê de Yungblud pelas arenas do Reino Unido, com ingressos esgotados, que começa em 11 de abril. “Siamese Dream foi um álbum que esteve presente na minha vida de uma forma que jamais conseguiria explicar, enquanto eu crescia. Então, fazer música com a banda que o criou é realmente difícil de compreender. Billy sempre foi uma grande inspiração para mim, e mais recentemente, um grande mentor. A visão dele sobre a importância da verdade na arte é algo que sempre valorizei muito”, comentou Yungblud. O artista ainda destacou a importância da influência de Corgan. “Zombie é a música mais importante do Idols para mim. É profundamente pessoal e foi fortemente influenciada pela capacidade do The Smashing Pumpkins de misturar emoção, cinema e guitarras pesadas. Enviei um e-mail para o Billy perguntando se ele toparia reimaginar essa música comigo e, quando ele concordou, foi um sonho realizado. Ver um dos meus ídolos trabalhando em algo que eu havia escrito foi uma das maiores honras da minha vida. Adoro que essa nova versão de Zombie seja mais pesada, tenha o som icônico de guitarra do Billy Corgan, tenha mais urgência e me despedace o coração. Estou muito orgulhoso dela”. Por fim, Billy Corgan também destacou sua alegria em apoiar Yungblud no single. “A estrela de Yungblud brilha intensamente, então foi muito divertido emprestar nossa voz peculiar à sua música Zombie, que, segundo ele, foi inspirada em uma das nossas. Daí o incentivo para que tornássemos essa versão o mais pessoal possível, e tenho orgulho de dizer que conseguimos; mesmo que seja apenas para homenageá-lo”.
Com alta demanda, show do Terror em São Paulo muda para o Fabrique Club

Devido à alta procura por ingressos, a apresentação da banda norte-americana Terror em São Paulo, marcada para o dia 25 de janeiro de 2026, mudou de local. Originalmente agendado para o City Lights Hall, o show agora acontecerá no Fabrique Club, na Barra Funda, permitindo uma maior capacidade de público. A turnê, realizada pela ND Productions, também conta com uma data em Curitiba, no dia 24 de janeiro, no Belvedere. Os ingressos para ambas as datas seguem à venda. Bandas de abertura Além da atração principal vinda de Los Angeles, a noite em São Paulo contará com três nomes do cenário nacional. Foram confirmadas as bandas One True Reason, veterana do hardcore paulista, e as representantes da nova geração Arize e Dognerve. SERVIÇO – SÃO PAULO (NOVO LOCAL)
Veterana do punk curitibano, Boobarellas lança single e clipe para celebrar 30 anos de estrada

A banda curitibana Boobarellas disponibilizou seu novo single e videoclipe, intitulado Imortal. O lançamento celebra as três décadas de trajetória do grupo, completadas em 2025, e traz uma letra que reflete sobre a longevidade e os desafios enfrentados pela banda desde sua fundação no cenário independente do Paraná. O videoclipe da faixa teve como cenário o bar Bodegaa Beer e contou com a produção visual assinada por Guima. Já a identidade visual e a arte gráfica do projeto ficaram a cargo de Guaco. O lançamento reforça a estética punk rock que o grupo carrega desde os anos 90, mesclando imagens que remetem à história e à resistência da banda. No aspecto técnico, Imortal foi gravada, mixada e masterizada no Laje Estúdio, conhecido por trabalhos com diversos nomes da cena alternativa. A produção musical foi assinada coletivamente pelos próprios integrantes do Boobarellas, mantendo o controle criativo sobre a sonoridade que transita entre o pop punk, o hardcore, o ska e o punk rock clássico. Formada originalmente em 1995, a Boobarellas acumulou ao longo de sua trajetória uma discografia composta por cinco álbuns de estúdio e um DVD ao vivo. O grupo é uma das figuras carimbadas no cenário crossover e punk brasileiro, tendo construído um currículo que inclui a abertura de shows para nomes internacionais como The Misfits, CJ Ramone, The Bouncing Souls, No Use For A Name e The Adolescents.
Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morre aos 65 anos

O guitarrista e tecladista do The Cure, Perry Bamonte, morreu aos 65 anos “após uma doença recente em casa, durante o Natal”, segundo publicação da banda nesta sexta-feira (26). “Quieto, intenso, intuitivo, confiável e imensamente criativo, ‘Teddy’ era uma parte vital e de coração quente da história do The Cure”, afirma o comunicado. O músico tocou com o grupo britânico entre 1984 e 1989, mas só se tornou um membro integral em 1990. Até 2005, tocou guitarra, baixo de seis cordas e teclado em discos como Wish e Wild mood swings e se apresentou em mais de 400 shows. Depois, Bamonte voltou à banda em 2022 e participou de mais 90 apresentações. Na lista de shows recentes, Bamonte também participou da apresentação no Primavera Sound, em São Paulo, em 2023.
Assista ao novo videoclipe de Supla, “Jovem Brasileiro”

O Supla lançou nesta sexta-feira (26) o videoclipe da faixa Jovem Brasileiro, presente no álbum Nada Foi em Vão, que marca o 20º trabalho de estúdio do artista em uma trajetória de 40 anos na música. Jovem Brasileiro é definida por Supla como “uma balada de peso que cutuca uma ferida”. Ele conta que a canção foi criada numa ‘jam session’ com Os Punks de Boutique e a letra foi composta por ele, Teodoro Suplicy e Henrique Cabreira”. “A música é inspirada nos jovens brasileiros que, frente à a desigualdade, buscam um futuro e algo para acreditar nessa vida”, afirma Supla. “Todos nós queremos andar pelas próprias pernas”, completa o músico. Com direção de Victoria Brito e edição de Gustavo Araújo, Jovem Brasileiro integra a série de registros audiovisuais que acompanham o álbum Nada Foi em Vão. Das 15 faixas presentes no disco, Jovem Brasileiro é a 11º a ganhar videoclipe.
Manu Chao anuncia turnê acústica com cinco datas no Brasil

Manu Chao está de volta ao Brasil. O músico anunciou cinco datas no país entre janeiro e fevereiro de 2026. O ícone da música latina vem com uma nova turnê acústica e intimista. Os shows do Manu Chao no Brasil acontecem em Porto Alegre, no Araújo Vianna (23 de janeiro), em Florianópolis, no Vereda Tropical (28 de janeiro), em São Paulo, no Cine Joia (1 de fevereiro), em Ribeirão Preto, no Armazém Baixada (8 de fevereiro), e no Rio de Janeiro, no BCO (11 de fevereiro). Os ingressos já estão à venda no Sympla. Viva Tu, o último álbum de Manu Chao, foi uma viagem ao coração dos homens, onde as emoções não enganam. Guia de um mochileiro cujo único passaporte é a música, aquela que une corações e supera diferenças. Viva Tu foi menos um retorno do que uma confirmação: Manu Chao continuará fazendo o que lhe der na telha. Viaja de um continente a outro, toca aqui e ali, em salões lotados e em povoados que mal aparecem no mapa. E, quando decide gravar novas canções, não o faz por uma agenda, mas pelo desejo de testemunhar um pedaço de vida — a sua e a das almas que cruza ao acaso em suas peregrinações. Liberdade total. Em A me mi piace, um aceno para Me gustas tú, colaborou com Alfa, o artista italiano. Em Solamente, dirige-se ao México para um dueto com Santa Fe Klan, o rapper originário de Guanajuato. E, com Viajando por el Mundo, presenteia com o tempo de uma canção ao sol, um momento de comunhão no álbum da estrela colombiana Karol G. Hoje, ele apresenta um novo EP de sete faixas, La Couleur Du Temps. Nele estão incluídas duas faixas de Viva Tu, Tom & Lola e La Couleur du Temps, em suas versões originais e, em seguida, remixadas por Mariano Mellino, o jovem prodígio da cena eletrônica argentina. Passamos do acústico, do sussurro, para um sopro sintético, um baixo com redondezas aveludadas e um ritmo que marca o compasso perfeitamente. O remix de La vie à 2, publicado em 1998 em seu primeiro álbum solo, Clandestino, nos transporta para o passado para escrever melhor o presente. “É meia-noite em Tóquio, são 5 da manhã no Mali, que horas são no paraíso?”, canta ele. Esta canção trata de um amor que se consome na intimidade, de carícias e despedidas. Manu Chao desfia seus remorsos e lembranças em uma atmosfera quase apagada, como se sussurrasse sentimentos que se desvanecem. Aqui, Demayä, o DJ e produtor, nos revela um remix intrépido, uma imersão no coração de uma boate sem porteiros nem áreas reservadas, onde os corpos se esquecem de si mesmos dançando, suados e cúmplices, apesar dos porquês. Em seguida, temos a alegria de reencontrar Sénégal Fast Food e sua harmônica esperançosa, com Amadou e Mariam, de 2004 — um hino aos deslocados, àqueles que viajam impulsionados pela miséria, uma canção que ressoa dolorosamente em 2025, em uma época de discursos retrógrados e desinibidos… — e L’Automne est las, retirada de seu álbum gravado inteiramente em francês em 2004, Sibérie m’était contée, um pop com uma magia melancólica e mil cores, um aceno à poesia de Jacques Prévert, quando as folhas caem e a chuva anuncia o fim do verão. Por fim, a faixa Où tu veux, on y va marca a gravação conjunta de Manu Chao e Gambeat, seu amigo e baixista de longa data. Inspirada no dub, no reggae e em um espírito sem fronteiras, a canção encarna a essência de Manu Chao: uma mistura de gêneros e a vontade de superar todas as barreiras para celebrar livremente os prazeres simples da vida. É um táxi sem destino, que compreendeu que o terminal importa menos do que o caminho percorrido e que uma aventura só é bonita quando se avança juntos. É inevitável pensar no falecido Amadou quando Manu e Gambeat revivem a memória de um táxi em Bamako… É uma faixa luminosa e reconfortante, uma mão estendida para partir longe, lá onde a humanidade ainda respira.