Petit Biscuit lança hipnótico e dançante single; ouça You Don’t Ignore

Petit Biscuit lançou o hipnótico e dançante single You Don’t Ignore (Too Late), após um hiato de dois anos. A nova aposta do jovem produtor e DJ francês que estourou aos 16 anos com o hit Sunset Lover, tem tudo para virar hit nas pistas de dança ao redor do mundo. A canção é de autoria de Petit, também conhecido como Mehdi Benjelloun, e Jesse Harris (compositor de sucessos de Norah Jones). Embora acompanhado de batidas mais marcantes e um som geral mais ousado do que seus clássicos, a verdadeira diferença, entre o novo single e seus trabalhos anteriores, é a sua voz. Confiante e expressivo, Petit Biscuit tornou-se intérprete de suas próprias canções diante dos nossos olhos. Junte isso às suas habilidades de produção incrivelmente criativas, como já pudemos conferir em seus álbuns e colaborações com Diplo e JP Cooper. A jornada do jovem de 23 anos para encontrar seu verdadeiro timbre vocal é fascinante, porque veio gradualmente, se tornando óbvio para ele, em vez de ser uma estratégia desde o início da carreira. Seu álbum de estreia, Presence (2017), trouxe faixas instrumentais com alguns elementos vocais, mas seu foco permaneceu na produção. Em Parachute (2020), Petit começou a usar sua voz com alguns efeitos (Driving Through The Night), empregando-a quase como um instrumento, que funcionou muito bem em estúdio, mas era difícil de executar nos shows. Nesse ponto, ele sabia que precisava descobrir sua voz e alcance reais e, com treinamento intenso, fez exatamente isso. E, surpreendentemente, seu registro vocal é suave e incorpora falsetes que ecoam nomes como The Weeknd ou mesmo Michael Jackson. Petit Biscuit agora orgulha-se de ser um artista completo, pronto para entregar sua melhor versão aos seus fãs. “Venho trabalhando para incorporar meus próprios vocais à minha música há alguns anos, mas usei uma nova abordagem para meu novo álbum. Em vez de fazer os vocais se encaixarem no instrumental, tentei fazer o instrumental se encaixar nos vocais”, revela Mehdi. “Quanto mais escrevia dessa forma, mais me apaixonava pelo processo. Eu sempre estive cem por cento envolvido na minha música, então me senti mais confiante para começar a cantar nelas. Posso expressar sentimentos que não conseguia expressar apenas com meu instrumental”, finaliza.
Planet Hemp libera single duplo Não Vamos Desistir / O Ritmo e a Raiva Remix

Depois do retorno com o aclamado álbum Jardineiros, lançado em outubro do ano passado após um hiato de 22 anos, o Planet Hemp liberou o single duplo formado pela inédita faixa-foco Não Vamos Desistir e O Ritmo e a Raiva Remix, ambas com a participação especial de Black Alien, parceiro de longa data do grupo. Não Vamos Desistir aposta em uma mensagem de convocação à luta e à resistência, chamados sempre atemporais e característicos da trajetória da banda, atualmente formada por Marcelo D2, BNegão, Formigão, Pedro Garcia e Nobru. Com trechos como “acho que nunca vou tá pronto para o que pode estar por vir / mas se cair eu me levanto, porque não vamos desistir / um brinde aos idiotas e toda sua ganância / alimentando o caos e sufocando as esperanças / mas nós não vamos desistir, não”, a temática é potencializada pelo coral que entoa o refrão, ilustrando a ideia de coletividade. Já o remix de O Ritmo e a Raiva, canção que integra o álbum Jardineiros e que também traz a participação de Black Alien em sua versão original, é apresentado com uma sonoridade jersey – subgênero do rap popularizado no estado norte-americano de Nova Jersey, que tem como marcas o uso de beats acelerados, samples sobrepostos e sintetizadores, evocando uma estética oitentista.
João Gordo lança o álbum “Brutal Brega” em LP com edição limitada

Brutal Brega, álbum do João Gordo em parceria com o produtor Val Santos, está de volta em uma edição especial em vinil. O conglomerado de selos, Fuzz On Discos, que agrupa a AMM (All Music Matters), Melômano Discos e Neves Records, anunciou nesta quinta-feira (6) o lançamento deste projeto divertido, que traz releituras punk rock de clássicos da música brega que dominavam as rádios AM. Com 14 faixas, o disco conta com canções originalmente interpretadas por artistas como Sidney Magal, Ângelo Máximo, Reginaldo Rossi e Jane e Herondy. Entre os destaques estão os sucessos Fuscão Preto, Tô Doidão, Amante Latino e Domingo Feliz. A romântica A Namorada Que Sonhei e o dueto com a atriz Marisa Orth em Não Se Vá, revela a versatilidade de João Gordo em explorar diferentes estilos musicais. A edição limitada de apenas 300 cópias do Brutal Brega em LP, foi prensada em vinil de 180 gramas na cor laranja. “Eu tô muito feliz com o lançamento”, revela João Gordo, que também é colecionador de discos. “Para mim é muito importante o disco sair em vinil. A gente nunca deixou o formato, desde a época do CD, sempre lançamos os discos do Ratos em vinil, então eu não penso em outro formato, a não ser lado 1, lado 2, vinil colorido, encartes, capa, eu penso desse jeito. O ano passado o Ratos de Porão foi a banda que mais teve lançamentos em vinil do Brasil. Como colecionador, é uma correria sensacional”. João Gordo conta que, assim como no Ratos de Porão, este projeto também deve permanecer investindo em lançamentos em vinil. “O Brutal Brega é uma banda que foi feita na pandemia, e de um projeto só, já virou dois ou três projetos, porque daí veio o Brutal MPB e agora eu e o Val estamos fazendo o ‘Brutal Samba’, que é só samba dos anos 70. E todos terão formato de vinil colorido, capa alternativa e todas aquelas coisas que só vinil pode nos dar”, afirma. Brutal Brega em LP já está disponível e é uma oportunidade para os fãs de João Gordo experimentarem uma abordagem única e ousada do gênero brega.
Primeiro álbum solo de Filippe Dias ganha edição em LP duplo

Quando o assunto é guitarra, Filippe Dias é um dos nomes mais interessantes da atualidade. Seu trabalho dentro do blues rock o coloca na linha de frente do estilo no cenário brasileiro. Dias não é aquele tipo de guitarrista espalhafatoso, que jamais perde a chance de se exibir com demonstrações gratuitas de técnica e habilidade. Muito pelo contrário, ele não desperdiça uma nota sequer. Suas composições são sofisticadamente simples, onde cada riff tem um porquê e cada fraseado faz sentido. Filippe também se mostra um cantor competente, cujas linhas vocais funcionam como complemento ao seu estilo de tocar. Os esforços de Filippe Dias vêm sendo reconhecidos e ele acaba de faturar pela segunda vez o Prêmio Profissionais da Música, na categoria Artista de Blues (a primeira vez foi em 2019, quando lançou o EP Boderliner). Como forma de coroar este momento especial de sua carreira, o músico anuncia o lançamento em vinil de seu primeiro álbum solo. DIAS apresenta 11 canções autorais que transcendem as fronteiras do blues rumo à conquista de outros públicos. Filippe se nega a prender-se a rótulos e explora outros elementos musicais, como soul, R&B, jazz, folk e MPB. As letras são bilíngues e propõem reflexões sobre o tempo e seus efeitos. Gravado no Mosh Studios (São Paulo), o álbum foi produzido e mixado por Amleto Barboni, que também assina os arranjos orquestrais. A masterização foi realizada em Los Angeles (EUA) pelo renomado engenheiro de som Brian Lucey, que traz em seu currículo trabalhos com Liam Gallagher, Arctic Monkeys, The Black Keys e Depeche Mode, entre outros. “A ideia de lançar o álbum em vinil era algo que eu tinha em mente desde o início das gravações. Registramos o áudio analogicamente e masterizamos com o Brian Lucey, em Los Angeles, para oferecer a melhor experiência sonora possível ao ouvinte. Para viabilizar a prensagem do vinil duplo, contei com o apoio da Jack Daniel`s Brasil, que se identificou com a autenticidade do som e com a liberdade que pautou toda a produção, valores em comum com a marca”, comenta Filippe. A edição em vinil duplo de DIAS está à venda no site oficial do artista. A versão digital do álbum também está disponível nas principais plataformas de música.
O Abelha lança single híbrido de axé music, ciranda e rock psicodélico; ouça

Arvoredo é a mais enigmática música do Abelha. Híbrido de axé music, ciranda e rock psicodélico, a canção traz ainda uma letra misteriosa e cheia de imagens que remetem a paisagens bucólicas de tribos ciganas que, ao som de tambores, percorreram o mundo dançando sob luares ao redor de fogueiras em tempos imemoriais. A música, composta guitarrista da banda Ilusão Sonora, Vinikov de Moraes, foi gravada no Minotauro Estúdio. Arvoredo marca o primeiro lançamento d’O Abelha após o sucesso de seu álbum de estreia, The Clash com Banana, lançado em março deste ano. A faixa fará parte do novo disco do artista, ainda sem data de lançamento. A arte do single foi feita pelo artista plástico Drin Cortes, que já trabalhou com o Abelha em outro lançamento.
Gabriel Aragão se reinventa em debut solo produzido por Marcelo Camelo

O cantor e compositor cearense Gabriel Aragão surge sentado, em uma manhã, em meio a um parque em uma imagem que remete ao clássico All Things Must Pass na capa de seu disco de estreia solo, Rua Mundo Novo. Se o álbum clássico de George Harrison foi um marco de reinvenção do Beatle, Aragão se encontra em paz, em nova fase de vida e alma pronto para sentir que pra ele tudo passa e ele pode recomeçar. É assim que ele se mostra no debut em que se despe do indie em prol de uma MPB contemporânea. “Pra mim, os conceitos vão se desenhando e ganhando nitidez até pouco depois de lançar, que é quando o público absorve letra e som, ressignifica. Aí eu sinto que fecha o ciclo e fico pronto pro próximo. Em Rua Mundo Novo, percebi, ainda em estúdio, que eu estava falando sobre o nordestino que mora no Sudeste, por vários ângulos: a luta pelo seu lugar ao sol, estranhamento, saudade de pessoas e da terra natal, situações difíceis, adaptação e dar a volta por cima. Nunca passei tanto tempo trabalhando em um disco. Tem sido uma alegria a cada etapa dessa construção ao lado de tantos parceiros desde a composição ao lançamento. Bem desafiador, uma montanha a ser escalada, mas a vista é maravilhosa”, reflete Gabriel. O álbum marca uma fase de renovação artística para ele. O artista recentemente lançou o primeiro EP solo, ABRECAMINHOS, e a releitura de Caminando, Caminando, uma canção de resistência e liberdade composta por Víctor Jara que Aragão regravou ao lado de Mateo Piracés-Ugarte (francisco, el hombre). Os lançamentos vieram na sequência da sua estreia literária, O Livro das Impermanências (Editora Letramento, 2021), do lançamento da trilha para o filme Malhada Vermelha e de mais de uma década à frente da banda Selvagens à Procura de Lei, referência no indie rock nacional. Com participação especial de Laura Lavieri, o álbum traz parcerias com Roberta Campos, Tagore, Mateus Fazeno Rock e com o próprio Marcelo Camelo dialogando liricamente com gerações diferentes. “Esse disco, ao pé da letra, me abriu como compositor e intérprete para novos horizontes. A Sorte, música minha e do Marcelo, foi um gol desses que surgem aos 45 do segundo tempo. Como eu já tinha esgotado as temáticas do disco, nessa, em particular, me inspirei na minha própria viagem a Portugal, vindo do Ceará, com muita garra pra fazer esse disco. Desejos Carnais, minha e do incrível Mateus Fazeno Rock, é uma antiga parceria que apenas agora encontrou um colo pra repousar. Tinha que ser nesse disco, valeu a espera. Sampa Sampa, minha e do Tagore, continua a temática do nordestino no Sudeste, que é algo que permeia todo o disco. Turva, minha e da Roberta, faz parte de uma série de composições que fizemos juntos ao longo da pandemia. Isso fora parcerias com Daniel Medina e Italo Azevedo, compositores de Fortaleza de mão cheia”, reflete Gabriel. Gravado em Portugal em uma imersão criativa no estúdio de Marcelo Camelo, o disco conta com mixagem de Ricardo Riquier e masterização de Carlos Freitas. “O Marcelo resgatou em mim uma leveza para compor que eu tinha esquecido. Talvez por conta da dureza do desgoverno que vivemos, da pandemia que me deixou bem deprê, tantas coisas. Mas lembro que nas primeiras trocar da gente ele me sugeriu deixar o meu lado solar brilhar mais. Isso me fez muito bem no lado da escrita, mas também pessoalmente, sabe? Além disso, acho que quando o produtor também é artista, as coisas levam mais tempo, a gente abstrai muito mais. É luxo se dar tempo para maturar hoje em dia em que tudo é pra ontem, mas deixar as coisas assentarem e dar respiro entre as etapas foi um trunfo que me trouxe até aqui e me sinto preparado pra entregar esse novo som para as pessoas”, reflete Gabriel.
YMA e Jadsa lançam clipe de “Meredith Monk/Mete Dance”

Na terça-feira (4) estreou o clipe de YMA e Jadsa, Meredith Monk/Mete Dance. Dirigido por Mooluscos, o clipe é dividido em dois atos, o primeiro trata-se da música Meredith Monk, composição de YMA. Já o segundo é Mete Dance, composição de Jadsa, ambas músicas lançadas no EP Zelena, parceria entre as artistas. A narrativa fala de duas personagens que se envolvem em situações diversas em dois multiversos que se conectam através de um sonífero verde. No primeiro ato, a atmosfera é de um sonho estranho, com referências estéticas que vão de David Lynch à própria Meredith Monk. Também conta com participações dos artistas, Lau e Eu, Marcelle e Jonnata Doll. No segundo ato, as personagens são transportadas para um não-lugar e passam a executar uma música, conforme elas vão tocando, as paredes vão se fechando. O styling é assinado por Anuro Anuro e a maquiagem por Suy Abreu. “O grande desafio foi conciliar todo esse filme em duas diárias sem perder nenhum elemento. Com uma mudança ali e aqui entre as cenas conseguimos realizar essa façanha sem ter que cair com quase nenhuma cena. Fomos bem ousados com os mapas de luz que o Pedro Savioli, nosso diretor de fotografia, criou pra dar os moods na casa. A estrutura da casa era o maior desafio, mas o nosso gaffer Humberto Catta Preta foi lá e deu um jeito em tudo”, conta o diretor Mooluscos.
Garotas Suecas critica novo Plano Diretor de São Paulo em Gentrificação

São Paulo, uma das maiores metrópoles mundiais, acaba de aprovar as novas diretrizes de seu Plano Diretor, que atualiza e flexibiliza a atual lei urbanística. Com isso, tornam-se cada vez mais maleáveis as regras sobre construção de prédios sem limite de altura, o que nos leva à estimativa de que a área a ser verticalizada nessas condições pode aumentar em até 160%. E o Garotas Suecas não poderia deixar de falar neste momento da canção que encerra o seu quarto disco, previsto para 19 de julho. Gentrificação traz o humor característico do quarteto paulistano em um blues de letra ácida sobre um dos maiores problemas urbanos. “No final da pandemia, eu fui despejado do meu predinho, que foi abaixo para dar lugar a um novo prédio mais alto e bem mais luxuoso. Escrevi a música a partir da experiência de viver em São Paulo, refletindo sobre as mudanças na cidade. O canto onde vivia foi arrasado pelas construtoras, autorizadas pela nova regulamentação urbana. A revisão do plano diretor da cidade tornou a música ainda mais atual. Um talking blues com humor e lamento, como deve ser”, complementa Tomaz Paoliello. A faixa faz parte de 1 2 3 4, quarto disco da banda, que será lançado no Brasil pelo selo paulistano Freak e internacionalmente pelo selo espanhol Vampisoul. O Garotas Suecas é: Fernando Perdido (baixo e voz), Irina Bertolucci (teclados e vocal), Nico Paoliello (bateria e voz) e Tomaz Paoliello (guitarra e voz).
Com Julies, banda Expressão (Reggueira) lança Fruta Proibida

Em nova fase musical, a banda Expressão, originalmente conhecida como Expressão Reggueira e dona do hit Lembranças de um Luau, lançou o single Fruta Proibida, feat com Julies. Composta por Julies em parceria com Deko, além de produzida também por Julies em parceria com o produtor Gabiru e André Mastiga, líder do Expressão, Fruta Proibida é uma conversa com Deus, uma confissão realizada antes mesmo do pecado e traz uma mistura do trap, com pop e reggae. O clipe, dirigido por Rodrigo Pysi – responsável por trabalhos de nomes como Planta & Raiz, Maneva, Planta & Raiz e Badi Assad- foi gravado em Holambra, capital das flores, e traz uma estética bem colorida, principalmente, com a flor de lavanda que também é trazida na letra da canção. Este é o segundo single do próximo EP – ainda sem nome – do Expressão, que deve chegar aos aplicativos no final do ano e produzido em parceira com a Oitava Produções.