The Red Jumpsuit Apparatus adia show em São Paulo para agosto

A apresentação da banda norte-americana The Red Jumpsuit Apparatus, inicialmente marcada para o dia 28 de março, foi reagendada para o dia 8 de agosto (sábado). O local do evento permanece inalterado: o Hangar 110, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Segundo o comunicado oficial, a mudança de data ocorreu devido a motivos pessoais dos integrantes da banda, sendo uma decisão alheia ao trabalho da produtora brasileira Áldeia Produções Artísticas. Ingressos e política de reembolso Para os fãs que já haviam garantido presença, a organização reforça que todos os ingressos adquiridos seguem válidos para a nova data em agosto, sem necessidade de troca. Para aqueles que não puderem comparecer no dia 8 de agosto e optarem pelo estorno do valor, o contato deve ser feito diretamente com a plataforma Pixelticket através do e-mail (contato@pixelticket.com.br) ou pelo WhatsApp de suporte (11 97135-5496). Turnê ‘Don’t You Fake It’ A passagem do grupo pelo Brasil integra a turnê internacional que celebra os 20 anos de lançamento do álbum Don’t You Fake It (2006). O disco cravou o nome da banda no auge da cena emo e do rock alternativo da primeira década dos anos 2000. O grande diferencial do The Red Jumpsuit Apparatus na época foi furar a bolha do underground com o single Face Down. Diferente de seus contemporâneos que focavam em desilusões amorosas, a faixa trazia uma denúncia explícita contra a violência doméstica, narrando a história de uma mulher vítima de agressões. A postura direta fez com que a música fosse adotada em campanhas de conscientização contra relações tóxicas e violência de gênero. O show no Hangar 110 será focado na execução desse álbum clássico na íntegra (incluindo sucessos como False Pretense e a balada Your Guardian Angel), além de abrir espaço para singles mais recentes, como Perfection e Slipping Through. 🎫 Serviço: Nova Data – The Red Jumpsuit Apparatus A doação de 1kg de alimento não perecível ou de um pacote de absorvente feminino garante o benefício do Ingresso Promocional Solidário.
El Negro foge do estúdio e grava o álbum “Bronco” no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre

A padronização sonora dos estúdios modernos fez a banda gaúcha El Negro buscar uma rota de fuga radical para o seu quarto disco. O trio disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Bronco, um trabalho cuja sonoridade foi moldada diretamente pela arquitetura do local onde foi concebido. Fugindo das cabines de gravação tradicionais, o grupo formado por Mumu (vocal, guitarra e teclados), Fabian Steinert (baixo e guitarra) e Leandro Schirmer (bateria e percussão) montou seus equipamentos no subsolo da antiga prefeitura de Porto Alegre, um prédio de arquitetura neoclássica no centro da capital gaúcha. El Negro aposta na acústica do porão e rejeição à IA A escolha do porão não foi um mero capricho estético. A banda utilizou o espaço como um elemento ativo na captação do áudio, capturando a reverberação e a crueza do ambiente para encorpar a sua mistura de rock de garagem com electro rock. Segundo o vocalista Mumu, a decisão é uma resposta direta à plastificação da música atual. “Fizemos testes em diferentes lugares antes de escolher a antiga prefeitura. Isso era feito nos anos 70 e me parece muito atual em épocas de inteligência artificial. A busca é por um som com mais presença, textura e personalidade em um momento em que a padronização técnica é cada vez mais acessível”, explica o músico. Conexões com o rock gaúcho Para além da experimentação acústica, Bronco solidifica suas raízes na cena do Rio Grande do Sul ao recrutar dois nomes de peso para o repertório:
Mari Romano canta em inglês e flerta com o krautrock no inusitado single “Mosquito”

Um jogo de palavras aleatórias durante uma residência artística foi o gatilho para o single Mosquito, da cantora e compositora carioca Mari Romano. A faixa ocupa um papel central em seu próximo álbum de estúdio, batizado de Além da Pele. A composição surgiu quando Mari e o artista de Los Angeles Oto-Abasi decidiram sortear palavras em inglês para criar poemas como forma de passar o tempo. A partir dos termos mosquito, flower e cry, a carioca pegou o violão e estruturou o que viria a ser a única faixa cantada em idioma estrangeiro do seu novo disco. Krautrock e microfones vintage em Mosquito, de Mari Romano Fugindo de estruturas convencionais, Mosquito assume um clima soturno e de faroeste. A sonoridade rítmica e hipnótica da faixa carrega forte influência da banda alemã Can (um dos pilares do krautrock dos anos 70). A base musical foi gravada com a cozinha afiada formada por Guilherme Lírio (baixo) e Jeremy Gustin (bateria). O tratamento vocal também recebeu atenção técnica específica. A captação ocorreu no estúdio do músico Vovô Bebê, com operação de Rafaela Prestes. “A voz principal foi gravada com a técnica de emparelhar lado a lado um microfone moderno com um microfone super antigo. Isso gerou um efeito quase de rádio antigo, dando um caráter próprio para a interpretação”, detalha a produção. Liricamente, a faixa traça um paralelo sobre a mortalidade, comparando a fragilidade da vida de um inseto à condição humana diante das leis da natureza. Remix para as pistas O lançamento duplo também joga a faixa diretamente nas pistas de dança. Mosquito ganhou um remix oficial assinado pelo DJ e produtor Vinicius Tesfon, que transformou a levada soturna original em um groove no estilo house/disco, adicionando inclusive um novo verso cantado em espanhol. A força da versão eletrônica foi tamanha que a faixa acabou sendo prensada em vinil para integrar uma coletânea exclusiva da Mov Dome, a tenda de música eletrônica do festival Rock The Mountain.
Must Be Wrong resgata a velocidade do skatepunk no segundo álbum “Fools Paradise”

A banda suíça de skatepunk Must Be Wrong disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Fools Paradise. Composto por dez faixas, o disco foca nas raízes do gênero dos anos 90: andamentos rápidos, guitarras distorcidas e refrões melódicos em coro. Liricamente, o trabalho aborda questões de saúde mental, injustiça social e as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Conexão com The Blasting Room Formado em 2019, o grupo suíço decidiu investir pesado na ficha técnica deste segundo lançamento para garantir a sonoridade clássica do estilo. As gravações ocorreram no Carving Room Studio e a mixagem no Soundfactory Studio, ambos na Suíça. No entanto, a masterização do álbum foi enviada para os Estados Unidos, ficando a cargo do produtor Jason Livermore no lendário The Blasting Room (estúdio fundado por Bill Stevenson, do Descendents, e responsável por discos históricos do NOFX, Rise Against e Propagandhi). A arte da capa, que reflete o tom crítico das composições, é assinada pelo artista visual Oscar Puig, de Barcelona. Currículo do Must Be Wrong na estrada A busca pela sonoridade crua do skatepunk no estúdio reflete a experiência que o Must Be Wrong vem acumulando nos palcos. Nos últimos anos, a banda solidificou sua presença no circuito europeu abrindo shows para gigantes da cena punk mundial na Alemanha, Áustria e na própria Suíça. O currículo de turnês conjuntas do grupo já inclui apresentações ao lado de bandas como Less Than Jake, A Wilhelm Scream, Authority Zero e ITCHY.
The Mönic celebra mulheres da cena no We Are One Tour 2026

A The Mönic será o único nome nacional a integrar a We Are One Tour 2026, turnê que reúne nomes consagrados da cena como Pennywise, Millencolin e Mute. Mais do que uma participação de destaque no line-up internacional, a série de shows também marca um posicionamento claro da banda de ampliar a presença de mulheres em uma cena que historicamente sofre uma desigualdade no gênero. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo link. Para a turnê, o grupo preparou um set especial e decidiu transformar o palco em um espaço coletivo. Em todas as cidades, exceto Porto Alegre, uma guitarrista convidada de bandas locais se junta à apresentação para tocar uma música com a banda, além dos feats nos dois shows em São Paulo. Compartilhar o palco com outros artistas não é novidade para a The Mönic, que já incorporou colaborações em festivais e apresentações importantes antes como Rock in Rio, The Town, Knotfest e Se Rasgum. “Esse mês fazemos oito anos de banda, as coisas melhoraram muito em questão de presença das minas nos line-ups nestes últimos anos, mas a conta ainda é muito desigual. Não adianta só se indignar, e aproveitar o espaço só para nós mesmas. Queremos mais minas do nosso lado quando estamos ocupando lugares de destaques”, comenta a vocalista da banda, Dani Buarque. As convidadas confirmadas são Jessi Gonçalves (Dirty Grills) em Florianópolis, Rubia Oliveira (Cigarras) em Curitiba, Camila Araújo (Punho de Mahin) em São Paulo (28), Isabela Lorio (Fake Honey) no Rio de Janeiro (29) e Luisa Phoenix (Swave) na data extra em São Paulo (31). Além dessas participações na guitarra, os shows na capital paulista terão dois feats especiais de Charlotte Matou Um Cara, no dia 28, e MC Taya, no dia 31. A We Are One Tour 2026 passa por seis datas no Brasil, sendo Porto Alegre será a única cidade do roteiro em que a The Mönic ainda não se apresentou: 24/03 – Porto Alegre – URB Stage 25/03 – Florianópolis – Life Club 27/03 – Curitiba – Tork n Roll 28/03 – São Paulo – Terra SP 29/03 – Rio de Janeiro – Sacadura 154 31/03 – São Paulo – Audio (data extra)
Ginger, do The Wildhearts, é diagnosticado com câncer raro, mas mantém turnê e gravação

Nesta segunda-feira (16), o mundo do rock foi pego de surpresa com um comunicado oficial emitido pela equipe da banda britânica The Wildhearts. Ginger Wildheart, o carismático vocalista, foi diagnosticado com uma forma rara e agressiva de câncer, o Linfoma de Células do Manto (MCL). De acordo com a nota, os primeiros sinais do problema surgiram em dezembro de 2025, durante a turnê More Satanic Rites pelo Reino Unido. Sentindo dores intensas que o obrigavam a fazer pequenas pausas durante os shows, Ginger demonstrou sua dedicação inabalável aos palcos: à base de analgésicos, ele garantiu que nenhum fã saísse decepcionado e entregou cada riff com a atitude de sempre. Foi apenas após o fim da turnê que o músico buscou investigar a fundo a causa das dores, culminando no triste diagnóstico recente. No entanto, se engana quem pensa que isso vai parar a máquina de fazer rock n’ roll que é Ginger. O comunicado tranquiliza os fãs ao afirmar que, neste momento, o músico está com o ânimo excelente. Ele segue compondo ativamente, tanto para o The Wildhearts quanto para projetos solo. Inclusive, o álbum sucessor de The Satanic Rites… (2025) já está em fase de finalização e ganhará novidades ainda este ano via Snakefarm/Universal. Em uma demonstração de força imensa, a equipe confirmou a notícia mais aguardada pelos fãs: todos os shows da turnê de primavera anunciados para abril e maio de 2026 no Reino Unido estão mantidos. “Enquanto processamos esta notícia e aguardamos mais orientações médicas, Ginger quer que todos saibam que a força e a positividade prevalecerão e que o show VAI continuar”, destaca o comunicado, que carrega no topo uma frase muito propícia para o momento: “Você tem que acreditar que pode melhorar”. Aqui do Blog n’ Roll, onde Ginger sempre teve cadeira cativa pelas suas composições geniais e atitude, enviamos nossas melhores energias para que sua recuperação seja plena. Como a própria banda frisou: o The Wildhearts está soando maior e mais revigorante do que nunca. Longa vida ao Ginger!
Os Inimigos do Rei transformam o sufoco do fim do mês em sátira no single “Medo”

Ficar sem dinheiro no fim do mês é um pesadelo universal, mas a banda Os Inimigos do Rei resolveu transformar essa tensão rotineira em música. O grupo fluminense disponibilizou nas plataformas digitais o single Medo, faixa que serve como base para a nova turnê do sexteto, batizada de Vem Kafka comigo!. Composta por Marcus Lyrio (música) e Luiz Guilherme (letra), a canção usa o humor como ferramenta de sobrevivência para lidar com a ansiedade provocada pelos boletos acumulados. Crônica do salário curto pelo Inimigos do Rei Embora tenha ganhado uma nova produção em 2025 pelas mãos de Bruno Costa e Vini Lobo, a letra nasceu de uma situação real vivida há duas décadas. A composição foi escrita originalmente em 2006, em um momento de alta pressão econômica para o vocalista Luiz Guilherme. “Eu começava meu segundo casamento, morava em apartamento alugado e minha filha estudava em faculdade particular. Ou seja, o fim do mês era um medo bem real”, relembra o cantor. Apresentada pela primeira vez em um show no Circo Voador naquele mesmo ano de 2006, a faixa foi resgatada para o atual momento da banda por dialogar com a realidade atemporal do país. Luiz Guilherme classifica a letra como “vertical”, capaz de atravessar diferentes camadas sociais. “É o medo de não ter dinheiro para superar o fim do mês. Seja o salário para esticar, a mesada que acabou, as contas deixadas para depois”, completa. A formação atual que dá corpo à faixa conta com:
Detonautas mistura rock, tecnobrega e Carnaval no nono álbum de estúdio “Rádio Love Nacional”

A banda carioca Detonautas decidiu recalcular a rota sonora após quase 30 anos de estrada. O grupo disponibilizou na última sexta-feira (13) o seu nono álbum de estúdio, batizado de Rádio Love Nacional. Lançado através da gravadora Deck, o projeto com 11 faixas inéditas afasta a banda de sua zona de conforto ao mesclar a base do rock com pop, tecnobrega e batidas eletrônicas. Essa guinada de estilo não aconteceu da noite para o dia e tem raízes nas conexões virtuais feitas durante o isolamento da pandemia. Do Clubhouse para o estúdio O vocalista Tico Santta Cruz conheceu o produtor Pablo Bispo (nome forte do pop nacional) em salas de bate-papo do aplicativo Clubhouse. Dessa aproximação nasceu a faixa Potinho de Veneno, que definiu a identidade de todo o novo disco. A convite de Bispo, o também produtor Ruxell entrou no processo criativo. A ideia inicial do Detonautas era gravar um álbum apenas com regravações usando essa nova roupagem estética. No entanto, o diretor artístico da Deck, Rafael Ramos, ouviu o material e incentivou a banda a compor um disco 100% inédito. “Fomos para o estúdio criar juntos mais 10 músicas que não existiam e nem tinham qualquer rascunho”, explica Tico Santta Cruz, ressaltando que as letras também abordam temas ligados à espiritualidade e à convivência de décadas da banda. Milton Cunha e estética de rádio em Rádio Love Nacional A fusão de gêneros atinge o pico na faixa Vampira, que conta com a participação inusitada do carnavalesco e comentarista Milton Cunha. A colaboração aproxima o rock do Detonautas da estética do Carnaval e do imaginário popular brasileiro. O título do álbum, escolhido na reta final de produção, sintetiza o conceito da obra. Segundo a banda, Rádio Love Nacional funciona literalmente como uma estação de rádio, sintonizando diferentes frequências, estilos e experiências musicais. O lançamento do disco é acompanhado por um videoclipe para a faixa-título, gravado com uma estética road trip (pé na estrada) em Florianópolis (SC).
Jack Harlow absorve a atmosfera de Nova York no novo álbum de estúdio “Monica”

O rapper norte-americano Jack Harlow disponibilizou nas plataformas digitais o seu quarto disco de estúdio, Monica, via Atlantic Records e com distribuição da Warner Music Brasil. O álbum chega com a responsabilidade de suceder o bem-sucedido Jackman., projeto que estreou no topo da parada Top Rap Albums da Billboard em seu lançamento anterior. Experiência nova-iorquina de Jack Harlow Para a construção de Monica, Harlow mudou sua base de operações. O rapper passou os últimos anos morando na cidade de Nova York e escolheu o icônico Electric Lady Studios para a gravação do material. A intenção declarada do artista era absorver a energia urbana e o peso histórico do estúdio para moldar a sua sonoridade. Essa busca por uma “experiência nova-iorquina” se reflete diretamente na seleção técnica do disco. A produção das nove faixas foi dividida entre nomes que assinam trabalhos para gigantes da indústria, incluindo: Colaborações e tracklist Fugindo de um disco lotado de participações para focar na própria narrativa, Jack Harlow selecionou os convidados a dedo. O álbum conta com contribuições vocais e instrumentais de Robert Glasper, Ravyn Lenae, Omar Apollo e do artista de R&B James Savage (natural de Louisville, cidade natal de Harlow). Confira a tracklist completa de Monica: