Dormente faz synth pop sobre luta de classes e contra a opressão em Radicalizar

Duo de synthpop que não esconde suas opiniões, Dormente traz uma sonoridade mais agressiva e arrojada influenciada pela witch house, big beat e synthwave no álbum Abismo Informação, lançado no fim do ano passado. Um dos destaques é um olhar pop sobre o desenvolvimento social, consciência de classe e defesa dos trabalhadores na faixa Radicalizar, que acaba de ganhar clipe. Formado por Victor Fortes e Ítalo Riber, Dormente começou suas atividades no final de 2020, quando lançou o álbum de estreia Parestesia. O duo traz em sua formação toda a experiência de Riber, que já tocou com diversos nomes da música brasileira como Tim Bernardes, Tulipa Ruiz, Mauricio Pereira, Bocato e Big Chico. Ele é curador e produtor do Festival Febre desde 2016 e diretor artístico do selo Lastro Musical desde 2019. Tudo isso atrelado à inventividade de Fortes, músico, compositor e produtor musical com uma extensa discografia de sua autoria, passando por projetos de diversos gêneros como as bandas Branch of Yore, Pobre Orfeu, Fragata Júpiter e Enforcation. No ano passado eles lançaram o álbum Abismo Informação, onde buscam uma sonoridade mais agressiva, fecundado em um ambiente digital intoxicado por fake news, isolamento social e um governo genocida. Mostrando que a luta ainda não acabou, Dormente começa 2023 com um desabafo sobre viver socialmente, juventude, política mas, acima de tudo, sobre sentimentos reais.
The Brian Jonestown Massacre confirma dois shows no Brasil

A banda norte-americana de rock psicodélico The Brian Jonestown Massacre, formada em São Francisco (EUA), confirmou seus primeiros shows no Brasil. Serão dois shows: dia 20 de abril em São Paulo, no Cine Joia, e em Brasília, no dia 21 de abril, na Praça Portugal, em evento gratuito no aniversário da cidade. A inédita vinda do The Brian Jonestown Massacre é produzida pela MAR, uma nova empresa de eventos, e acontece em meio à divulgação de dois discos recém-lançados, o incendiário Fire Doesn’t Grow on Trees (2022) e o destemido The Future Is Your Past (2023), respectivamente o 19º e 20º disco da banda – em 30 anos de carreira. Muito do som destes dois últimos álbuns exalta a própria gênese da banda: músicas com diferentes tons e intensidades, guitarras estridentes e ritmos fraturados. É a implacável forma do The Brian Jonestown Massacre descarregar músicas pulsantes, vívidas, com uma ira e rebeldia peculiar. A mente criativa – não raramente distorcida e distópica – é Anton Newcombe, que hoje vive em Berlim (Alemanha), um faz-tudo no The Brian Jonestown Massacre. Lá, ele compõe praticamente tudo e grava em seu próprio estúdio – o bunker de um gênio que ali emerge em prol da arte barulhenta. A atividade frenética em estúdio – e em palcos – do grupo escancara a relevância de Anton Newcombe e banda na engrenagem da indústria musical mundial, um rolo compressor psicodélico, com altivos riffs e solos de guitarra para delírio e deleite de qualquer fã do rock plural, sem fronteiras ou bandeiras. Formado em 1990, o grupo é uma fusão intensa e prolífica de folk, eletrônica, psicodelia, blues e garage rock. O nome da banda é uma junção do nome do guitarrista/fundador dos Rolling Stones, Brian Jones, e o Massacre de Jonestown, suicídio em massa ocorrido em 1978 em Jonestown, na Guiana, conduzido pelo líder religioso Jim Jones. A banda também ganhou fama pelo documentário Dig!, de 2004, da cineasta norte-americana Ondi Timoner, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance daquele ano. A produção mostra a relação de amor e ódio entre Courtney Taylor (vocalista do Dandy Warhols) e Anton Newcombe (a mente do Brian Jonestown Massacre). Ao longo da carreira, o The Brian Jonestown Massacre figurou em diversas trilhas sonoras: Straight Up And Down é música tema da série televisiva da HBO, Boardwalk Empire; The Way It Was foi usada na trilha sonora do video game de corrida Need For Speed: The Run; Going To Hell fez parte da trilha sonora do clássico da comédia americana American Pie (1999); Not if You Were the Last Dandy on Earth aparece na trilha sonora de seu filme Broken Flowers. Shows de abertura Os shows de abertura do show do The Brian Jonestown Massacre em São Paulo serão muito especiais. Às 20h, sobe ao palco o quarteto paulista Bike, um dos maiores expoentes do rock psicodélico brasileiro e que está prestes a lançar seu quinto álbum, Arte Bruta. Antes do show, o Bike fará mais uma turnê internacional, dessa vez pela América do Norte. Logo depois do Bike, o MAR trará um show-surpresa. SERVIÇO The Brian Jonestown Massacre em São PauloData: 20 de abril de 2023 (quinta-feira)Horário: 19hLocal: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SPVenda on-line Ingressos: R$ 180,00 (Meia Entrada/Promocional – 1º Lote); R$ 360 (Inteira – 1º Lote) Classificação etária: 18 anos Observação: Ingresso Promocional para não estudantes doando 1kg de alimento não perecível. The Brian Jonestown Massacre em Brasília ( Picnik Festival)Data: 21 de abril de 2023 (sexta-feira, feriado)Local: Praça PortugalEndereço: St. de Embaixadas Sul – Brasília/DFEntrada gratuita
EP da Tio Guéder reflete sobre o comportamento nocivo nas redes

Nesta segunda-feira (27) o power trio mineiro Tio Guéder lançou, através do selo Sarcastic Records, o EP Novo Mundo. O trabalho, que conta com as faixas Todo Mundo, Nova Política, Stalker, Dois Conhaques e Quero, busca refletir sobre o modelo comportamental da sociedade desenhado pelas redes sociais. “O EP gira em torno de um conceito”, revela o vocalista e guitarrista Rodrigo Lara. “Alertar para o fato de que a perfeição é uma invenção e a positividade pode ser tóxica (Todo Mundo); que a desinformação nos dividirá, favorecendo seus difusores (Nova Política); que a hiperexposição esconde perigos (Stalker); que os excessos trarão consequências (Dois Conhaques); e que a vida pode ser boa com desejos relativamente simples (Quero)”. Todo Mundo, single escolhido para representar o lançamento, aborda a falsa realidade imposta pelas redes sociais, em um retrato de mundo excepcional, sem que defeitos, derrotas ou sentimentos negativos façam parte do cenário, muitas vezes encenado, da vida virtual. “Em nome das aparências, não só se esconde sentimentos que fazem parte da vida, como tristeza, frustração, depressão, mas esses quadros podem ainda se agravar, causando estragos muitas vezes irreparáveis em seus usuários, que logo são abandonados pela comunidade virtual, ou a abandonam em busca de saúde mental”, diz Lara, responsável pela letra da música. Para retratar a atmosfera do EP, a banda convidou Júlio Brilha, quadrinista e ilustrador, para assinar a arte de capa. Novo Mundo já está disponível nas principais plataformas digitais. Além de Rodrigo Lara, fazem parte da banda os músicos Jiva Oliveira (baixo) e Talmo Rosa (bateria). Formada em 2017, na cidade de Passos, interior de Minas Gerais, a Tio Guéder mistura influências que vão de Barão Vermelho a Foo Figthers.
Felipe S (Mombojó) fala em confiança na nova música Longe do Medo

Felipe S acaba de lançar o terceiro single pelo selo Toca Discos. É a música Longe do Medo, que o experiente músico pernambucano – também da banda Mombojó – compôs como uma mensagem de confiança para a filha pequena. O lançamento acontece dentro do Aceleração LabSonica 2.0 Toca do Bandido, um projeto da Oi Futuro em parceria com o estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, dos produtores Felipe Rodarte e Constança Scofield. O ritmo da música faz uma viagem ao longo da canção, que começa num maracatu e termina num samba rock. Na letra, Felipe vislumbrou a descrição de uma trilha no meio da natureza e, a partir desta imaginação, fez um paralelo com os caminhos da vida. Longe do Medo, como revela Felipe S, teve muita influência do produtor Felipe Rodarte. “Arranjamos juntos a música toda. Ele esteve em todo o processo até a gravação e finalização”. Em breve, o single ainda ganhará um videoclipe filmado em Super8 e que será rodado no Carnaval deste ano de Recife e de Olinda. Os músicos que tocaram nessa faixa foram: Arquétipo Rafa (bateria) Pedro Dantas (baixo) Homero Basílio (percussão) e Felipe Pacheco (guitarra).
Hurricanes irá abrir o show do The Black Crowes em São Paulo

A banda Hurricanes foi anunciada como o show de abertura para o The Black Crowes. Conhecidos por shows enérgicos e influenciados pela explosão artística das bandas inglesas dos anos 1970, a banda dividirá a noite com os americanos do Black Crowes no Espaço Unimed, em São Paulo, no próximo dia 14. A banda foi fundada pelo guitarrista Leo Mayer e o vocalista Rodrigo Cezimbra em 2016, no sul do Brasil. Em 2018, mudam-se para São Paulo, onde conheceram o baterista Guilherme Moraes e o baixista Henrique Cezarino. A banda começou a investir em produções autorais que resultaram no lançamento de três singles, uma live session no Family Mob Studio e a composição do disco de estréia. O primeiro disco da banda, que será lançado em 2023 pelo selo ForMusic Records, se concentra nas raízes do blues e do rock, e busca levar o público a uma experiência que mistura a essência dos anos 1970 com uma sonoridade contemporânea.
Fernanda Takai lança single trilha do livro Um Ponto, Tantos Pontos

Cantora, compositora e escritora, Fernanda Takai lança hoje a música que fez como trilha sonora do livro Um Ponto, Tantos Pontos (Ed. Cachecol). A autora Vana Campos já conhecia os livros da Fernanda e gostou da ideia de ter uma trilha para o seu, como Fernanda havia feito com O Cabelo da Menina e por isso a convidou para o projeto. “Ela me mandou o texto base do que seria o livro e resolvi fazer a música usando 100% dele. Quem tem o livro físico vai experimentar várias brincadeiras com os pontinhos que vem perfurados nas páginas e acessa um vídeo com a canção através de um QR Code”, explica. “Agora temos a música disponível também nas plataformas, contudo, recomendo a experiência completa com o livro em mãos”. A obra literária conta ainda com as ilustrações e projeto gráfico do renomado Daniel Kondo, que, após muitos estudos, chegou à solução gráfica que enriqueceu ainda mais o projeto.
Chvrches surpreende fãs com Over; ouça o single!

O Chvrches surpreendeu os fãs com o lançamento do single Over, já disponível nas plataformas de streaming. Over, primeira música em mais de um ano, chega anunciado uma nova fase, depois que o Chvrches se despediu de sua aclamada era Screen Violence com uma série triunfal de shows na Austrália e na Ásia. Associado ao produtor e compositor Oscar Holter (The Weeknd, Charli XCX, Coldplay e BTS), o trio escocês criou um hino pop alternativo que sai agora, antes dos nove shows que faz no Brasil em março, como banda de abertura do Coldplay. “Over é uma canção que escrevemos com Oscar Holter, um produtor que realmente respeitamos e admiramos. Normalmente coletamos músicas ao longo de meses (ou anos!) até termos o material para um álbum. Mas desta vez só queríamos lançar algo que realmente nos entusiasmasse. Queríamos dar aos fãs algo novo para marcar o fim da era de Screen Violence e o início do que quer que seja o próximo capítulo do Chvrches”. Formado em Glasgow em 2011, o Chvrches estourou com seu single de estreia, The Mother We Share. Em seus quatro álbuns, a banda acumulou mais de 234 milhões de streams no Reino Unido e 1,7 bilhão de streams globais.
Punkelelê: Nacho Martin une Ramones ao ukulelê em “Dreams”

Se você achava impossível unir o punk rock dos Ramones ao som característico do ukulele, o músico argentino Nacho Martin mostra que você está muito enganado. Acaba de chegar às plataformas de streaming e no YouTube, com um webclipe, a faixa Dreams, balada romântica em estilo “ramônico”, com pitadas de Green Day. A música, que tem letra em inglês, foi composta após um sonho de Nacho Martin. “Sonhei que conheci o amor da minha vida em um pub, mas deu tudo errado. Acabou que fiquei sonhando com ela dentro do meu próprio sonho. Quando acordei, fiz a letra e música na hora”, explica o músico. Com produção do próprio Nacho, a música tem as participações de Felipe Rossi no baixolele, Rafael Pinto, da banda Cerveza de Fortaleza (CE), na escaleta e os percussionistas Sesé Paoliello e Juliano Hodapp (Planta e Raíz). Foi gravada no Estúdio Paulo B., em São Paulo e conta com distribuição digital da OneRPM. A faixa sucede outros lançamentos de Nacho, vocalista da banda Guantas, em carreira solo, entre elas O Tempo, com participação de Nilvo Krauze e produção de Edu Z, Nesses Tempos Modernos e Volver com produção de Master P, Deixa eu Amar com produção de Àlamo e Dori da Mondo Bizarro e, agora, Dreams.
Marina Sena anuncia álbum com “Tudo pra amar você”

Ela está de volta. Após o estrondoso sucesso com seu álbum de estreia, De primeira, Marina Sena lançou hoje (24) Tudo pra amar você, single que apresenta seu segundo disco, com lançamento previsto ainda para este primeiro semestre. Composta pela norte-mineira em parceria com Iuri Rio Branco – também produtor da faixa – a canção comprova que Marina Sena tem um jeito autêntico de fazer música pop e por isso tem se destacado de forma tão enfática na cena contemporânea. Um videoclipe dirigido por Vito Soares, acompanha o lançamento. Uma super produção com muita dança, flerte, jogatina e cenas quentes. A capa, o clipe, o vídeo de assinatura com a nova gravadora Sony Music e o figurino dos shows de Carnaval. Toda estética, desenvolvida pela diretoria criativa formada por Fernanda Fiuza e Vito Soares e pelo stylist Leandro Porto envolve o baralho, a mais nova paixão da cantora e compositora nascida em Taiobeiras. O som está ainda mais pop e internacional com um afrobeat cheio de malemolência. “É o início de uma fase muito importante da minha carreira. Casa nova, disco novo e composições nascidas de vivências totalmente diferentes”, afirma Marina. “Acho que este single é uma dose bem gostosa de muita coisa boa que está por vir”, completa. O clipe também é motivo de empolgação para a artista. “Ficou tudo tão lindo, com uma narrativa bem ao meu estilo. Muita sensualidade, movimento, tensão sexual, um casting só com gente linda, e eu sendo gostosa e curtindo a vida, do jeito que eu gosto”, comemora. O álbum ainda não vai ter o nome revelado, mas a artista está certa que trará ainda mais conceito e prestígio para sua carreira, iniciada há dois anos e recheada de conquistas.