Jade Baraldo desafia seus medos em Insegurança; assista!

Acostumada a rasgar-se e remendar-se, Jade Baraldo se coloca frente a frente com seus medos no single Insegurança, que chegou em todos os tocadores digitais e com clipe potente – com roteiro assinado por ela – nesta sexta-feira (14). Em Insegurança, Jade Baraldo descreve uma relação mentirosa, tóxica, que a coloca totalmente vulnerável com seus traumas – mas, por amor, ela quer ir até o fundo: “Me acalma, me arrasta / Se desgasta, não maltrata o meu amor / Me engana e explana / Por quem ama, vale a pena toda a dor”. O audiovisual, com roteiro de Jade e direção de DUPLA, traz todo esse clima de suspense e entrega ao sofrimento com a artista dividindo cena com diversos seres desfigurados e sombrios que foram todos interpretados por fãs da Jade.
Mawaca faz viagem global e ancestral pela feminilidade em oitavo álbum

Mawaca, icônico grupo da cena paulistana, está de volta com seu oitavo álbum, Nama Pariret. O trabalho faz uma viagem aos cantos femininos de várias partes do mundo, em um repertório gravado à capella com as seis cantoras do grupo assumindo a percussão. Com lançamento marcado para a próxima sexta (21), o álbum foi antecipado pelo single Los Dos Amantes. “Esta música faz parte do vasto cancioneiro sefaradi, de judeus que migraram para vários países do Mediterrâneo, onde se falava o ladino, idioma judaico-espanhol, formado pela mistura de espanhol e hebraico, com um pouco de árabe, grego, turco, francês e português. A melodia se apresenta em uma escala oriental e a letra é a narrativa de uma mulher que tem dois amantes, el Particuler e el Pantalonero, tendo o primeiro como preferido”, conta a arranjadora Magda Pucci. Ela explorou o movimento oriental da melodia e acrescenta dissonâncias às harmonias criando uma textura potente com as vozes de Angélica Leutwiller, Cris Miguel, Rita Braga, Zuzu Leiva junto ao arranjo de percussão de Valéria Zeidan, que canta também. Este novo álbum dialoga com o início do projeto, há 27 anos, e joga luzes sobre um repertório cantado por grupos minoritários em diversos dialetos como occitane, mongol, ladino, carélia, pugliese, línguas como espanhol, xhosa e búlgaro, além de português. Nama Pariret apresentará dois conceitos que permeiam o trabalho das artistas: nama é a força vital para a etnia Dogon do Mali e pariret é o termo usado pelos Ikolen-Gavião para se referir às coisas belas. “Esse projeto teve como foco a imersão nas vozes de mulheres de diferentes lugares do mundo, buscando explorar as vocalidades desses cantos femininos, que apresentam demandas de todo tipo. O álbum joga luzes sobre um repertório cantado por grupos minoritários em diversos dialetos e línguas. Nos despimos da instrumentação poderosa que sempre nos acompanhou e nos debruçamos sobre pérolas musicais delineando os caminhos percorridos por mulheres em tempos remotos e atuais”, conta Magda, fundadora do projeto que já venceu três Prêmios Profissionais da Música. Esse projeto da Mawaca foi contemplado pelo Edital ProAC Expresso destinado a apoiar a gravação de álbuns musicais inéditos.
Amefrican Grunges une psicodelia e noise para repensar a diáspora negra

Amefrican Grunges pensa a tradição como algo a ser desconstruído e reconstruído com todo o legado da cultura negra. Esse é o peso que o projeto quer trazer em seu homônimo EP de estreia. Indo do rock psicodélico, ao folk e ao noise, passando pela MPB de Gil e Macalé, o trabalho é uma experiência sonora que chega a todas as plataformas de música via selo QTV. Projeto do compositor, violonista e vocalista Luís Augusto, Amefrican Grunges marca as experiências sonoras de um criador plural. Natural de São Pedro da Aldeia, o artista também transita pelas artes visuais e cinematográficas. Participou como cantor e compositor no grupo Deixa Queimar, em 2008, junto a nomes como Negro Léo, Ava Rocha e Mariana de Moraes, além de ter sido um dos intérpretes no coro do projeto Baile Primitivo de 2011. Com Negro Leo é compositor de Hermética, gravada por Ava Rocha em Ava Pátria Yndia Yracema, seu aclamado segundo álbum. Fez a arte de capas de discos, cartazes e cenários para Chinese Cookie Poets, Bruno Cosentino, Negro Léo e Vovô Bebê. Para este projeto Luís contou com a presença de amigos músicos e importantes nomes da nova cena musical carioca, a banda Amefrican Grunges tem o próprio Luís (violão e voz), Felipe Zenícola (baixo), Eduardo Manso (guitarras), Vovô Bebê (baixo e guitarra), Renato Godoy (bateria) e Felipe Ridolfi (efeitos) e ainda conta com os percussionistas Thomas Harres em “Amefrican Grunges”, Pablo Carvalho e Índio da Cuíca em “Be Sunshine”. “Amefrican Grunges foi pensada como uma introdução e ao mesmo tempo algo que soasse como uma síntese do som da banda. Por este motivo talvez tenha ganhado o caráter de uma evocação, buscando tanto o senso de presença dos músicos como também a sintonia, a conexão com a tradição e/ou a ancestralidade que exala por nossas presenças e nos permite, por meio de nossas singularidades, que expressemos o que somos e como fazemos as coisas. A kind of Amefrican way!”, conta ele. QTV é um selo que tem a música como elemento central para promover articulações com diferentes áreas de experimentação artística, em especial o design, o audiovisual e a performance. Criado em 2014 no Rio de Janeiro, a label já lançou mais de 50 álbuns de artistas brasileiros e internacionais e produziu shows e festivais no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Nova Iorque. Entre seus lançamentos recentes está Delta Estácio Blues, de Juçara Marçal. A sua proposta é reunir e amplificar as vozes de uma nova geração de artistas interessados em inventar procedimentos renovadores do campo da arte, conectando-os através de uma dinâmica colaborativa.
S.E.T.I. traz esperança e leveza em seu novo disco “Vivo”

Depois de muita dor, choro e raiva, o projeto de synthpop e dream pop S.E.T.I. consegue enxergar a beleza em meio ao caos e celebrar que simplesmente ainda está por aqui. Vivo, novo álbum do duo, celebra os 10 anos de S.E.T.I misturando tons oníricos e dançantes em um trabalho que chega como um abraço. “Acho que esse momento em que o disco irá nascer é uma época muito significativa para a sociedade, para o mundo. Estamos, ainda timidamente, nos sentindo de volta à vida, florescendo. As composições e o visual refletem isso, à nossa maneira, com uma carga de cor e leveza”, reflete Roberta Artiolli, responsável por voz e synths. Ao seu lado está Bruno Romani na guitarra, baixo e programação, que completa: “Em Êxtase (2015), a gente via o mundo de forma melancólica, menos colorida. Em Supersimetria (2018), os sentimentos dominantes eram de luta e ‘vamos pra cima’. Agora, a ideia é deixar tudo o que há de ruim para trás, seguir vivo e olhar para as cores que nos cercam. Essa abordagem em relação ao mundo está refletida nas letras e também nos arranjos, o que resultou no trabalho mais pop da banda”. Formado em 2012, S.E.T.I. explora samples, reverbs, eletronika e guitarradas, e tirou seu nome da sigla em inglês para Search for Extraterrestrial Intelligence (busca por inteligência extraterrestre), utilizada para projetos e pesquisas sobre a vida fora da Terra. Na discografia, constam os EPs Inviolável Fim (2013) e Êxtase, além do álbum Supersimetria. Em 2016, o S.E.T.I. participou do disco O Pulso Ainda Pulsa, que homenageou e recebeu atenção dos Titãs. Dois anos mais tarde, foi a vez de colaborar com o disco Das Verdades que Eu Sabia, que homenageou e ganhou elogios de Guilherme Arantes. Em 2017, o S.E.T.I. foi escolhido pela marca de roupas Levi’s para participar do projeto Original’s Studio, o que rendeu a gravação do single O Ilusionista e a participação, decidida por votação popular, no show Casa Levi’s. Agora, depois de 10 anos de estrada, Roberta e Bruno estão prontos para uma nova fase criativa, evoluindo sua estética musical, visual e lírica sem perder a identidade que os trouxe até aqui. Com participação especial de Lucas Macedo (da banda About a Soul) na faixa Dinamite, o novo álbum, Vivo, está disponível em todas as plataformas digitais.
Acústicos & Valvulados relança “Fim de Tarde com Você” com Frejat

Há mais de três décadas na estrada com a bandeira do rock gaúcho sempre hasteada, a banda Acústicos & Valvulados lançou, nesta sexta-feira (14), o single Fim de Tarde com Você (Paulo James). Versão revisitada e remodelada de um dos maiores sucessos do grupo, a novidade chega acompanhada de um videoclipe e traz a participação especial de Frejat. “Pra mim foi uma alegria enorme receber esse convite para participar dessa música tão bacana. E também fiquei feliz de estar presente neste momento de celebração. Achei que o resultado ficou lindo, o arranjo é belíssimo. Parabéns, e que venha muito sucesso para os meus queridos amigos do Acústicos & Valvulados”, declarou Frejat. O cantor Rafael Malenotti responde: “Para nós é uma imensa honra termos a benção desse monstro sagrado do rock brasileiro, chancelando nossa trajetória artística e perpetuando, além da nossa amizade, esse novo registro maravilhoso dessa música – que foi lançada originalmente em 1999, no nosso álbum homônimo – e que talvez seja a composição mais emblemática da nossa história”. Rafael Malenotti (vocal), Paulo James (bateria e percussão), Alexandre Móica (guitarra), Daniel Mossmann (violão) e Diego Lopes (baixo e violão) gravaram a faixa no Estúdio Tabuleiro, localizado em Porto Alegre. Já Frejat (vocal), gravou sua parte no Rio, no Estúdio Du Brou. A produção ficou a cargo de Diego Lopes, que também cuidou da mixagem e masterização. A capa do single traz uma ilustração do designer gráfico Paulinho Tscherniak. Muito embora se trate de um lançamento isolado, Fim de Tarde com Você pode ser encarada como integrante do mesmo movimento que foi iniciado pelo Acústicos & Valvulados no ano passado, com a coletânea de releituras Diamantes Verdadeiros Vol.II – With a Little Help From Our Friends. Além de marcar as comemorações dos mais de 30 anos de carreira, o principal objetivo da ação é apresentar a banda a uma nova geração de ouvintes. “Queremos chegar a novos ouvidos, fãs de música que surgiram na era do streaming. Para isso, estamos explorando nossa sonoridade original de uma forma diferente, revitalizando o repertório através de arranjos mais atuais”, destaca o baterista e compositor Paulo James.
Maikão e André Abujamra expõem contradições políticas brasileiras no single “Invasão”

Duas forças da música se unem em uma frente ampla contra a hipocrisia. O cantor, compositor e multi instrumentista Maikão se une ao grande André Abujamra na pesada Invasão. Esta é uma faixa que une rock e rap para criticar as relações promíscuas entre extremismos religiosos, milicianismos e corrupção endêmica enquanto pessoas sofrem por coisas básicas. Manifestações musicais do interior de São Paulo fazem parte do mergulho que Maikão fez em Ascender, celebrando suas origens. As levadas percussivas ganham elementos eletrônicos em cinco faixas onde os temas vão da importância das raízes a questões políticas e a reflexão da legalização da maconha. Sal Grosso é um exemplo do olhar multifacetado de um artista que dialoga com questões mundanas ao mesmo tempo que dialoga com o sagrado. Exú ou Elegbara é quem cuida, protege e alerta os seres humanos, um orixá de respeito que foi demonizado por diversas manifestações religiosas. O trabalho de Maikão é marcado pela atitude artística, presença e potência humana, assim como pela valorização das tradições populares e a interação com o universo da música pop alternativa. Maikão vive a música – como trabalho, terapia, como encanto e estilo de vida. Ele se dedica ao Baque Caipira, grupo percussivo de maracatu fundado em 2013, e ao grupo tradicional de Samba de Lenço Mestre Antônio Carlos Ferraz, além de desenvolver atividades de música e expressões para idosos e adolescentes.
Return of the Dream Canteen: ouça o segundo álbum do Red Hot Chili Peppers em 2022
A Grande Aventura: bellizio transcende a música pop para refletir sobre vida

A vida é feita de escolhas e momentos. Isto é, um novo horizonte é desvendado a cada decisão tomada — o que torna o amanhã imprevisível. Por isso, é tão importante valorizar quem está ao nosso lado, construindo a vida com grandiosidade e clareza. Esta é a inspiração do novo single do cantor bellizio, “A Grande Aventura”. Para trazer essa sentimentalidade à tona, bellizio se remete principalmente à musicalidade de nomes como Vitor Kley e Melim. A faixa foi gravada no estúdio da Angorá Music, em São Paulo (SP), contou com as cordas de Daniel Fonseca e arranjos do produtor maBê. Para bellizio, A Grande Aventura é uma faixa que harmoniza as casualidades do dia a dia à perspectiva do quão especial é viver. “A vida, por si só, é uma “Grande Aventura”, cheia de possibilidades, figurantes, coadjuvantes e estrelas, onde cada qual é o ator/atriz principal de sua própria história. Por isso, busquei uma sonoridade grandiosa, que destacasse o quão inspirador é viver tendo em mente que cada instante é único” No meio independente desde 2003, bellizio estreou como artista solo apenas no início de 2022, com o single Callmaria, remetendo-se ao rock e à música urbana. No entanto, o artista goza de versatilidade e já busca novas sonoridades, tendo novos materiais previstos para o segundo semestre que se distinguem da perspectiva pop de A Grande Aventura.
FISTT lança “A Arte de Perder”, o primeiro álbum em dez anos; ouça!

Clássica do cenário paulista de hardcore, a banda FISTT lançou A Arte de Perder, o primeiro álbum em 10 anos. O disco foi produzido por Paulo Gervilla (Metade de Mim), com a mixagem e masterização do ganhador de Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr. CPM 22). Quem assina a arte gráfica é Daniel Ete (Muzzarelas). Aliás, o lançamento marca a estreia do grupo no selo Maxilar Discos, além de apresentar a nova formação da banda, que outrora foi um quarteto e hoje conta com F.Nick apenas nos vocais, dando espaço para entrada de Fila Benário (ex-Nazarenos HC) no baixo. As 12 faixas de Arte de Perder passeiam pela sonoridade característica do grupo, pautada no hardcore melódico e enérgico, com letras sagazes, irônicas e, também, melancólicas, como é o caso do single Ex-Underground, lançado no mês anterior, contando com a participação especial de Camilo Quadros, da banda Cueio Limão. Outros destaques do novo álbum são as canções Liquidação, que apresenta um FISTT raivoso e veloz, em apenas 23 segundos de música. Ninguém Anda Sozinho, que mostra uma banda ativista e preocupada com a degradação do meio ambiente, além da faixa-título, que carrega em sua letra um ode à derrota, em cima de uma sonoridade coesa e melódica. Há também em A Arte de Perder espaço para nostalgias, como o resgate do single Lápis de Cor, lançado pela banda originalmente em 2015, mas que aparece repaginado no novo álbum e com a participação especial da cantora Érika Martins (Autoramas). Além de uma homenagem a banda The Invisibles (RJ), com a regravação do single 29 Months, cantada pelo guitarrista Ricardo Dariva. “Foram dez anos sem lançar um disco de estúdio, e em Arte de Perder entregamos o que o FISTT sabe fazer de melhor. É um disco para matar as saudades e também celebrar os nossos 28 anos de trajetória”, afirma F.Nick, vocalista do grupo. FISTT no Hangar 110 em novembro O show de lançamento de A Arte de Perder vai acontecer no Hangar 110, em São Paulo, no dia 12 de novembro, com a abertura das bandas La.Marca, Social Breakdown e Lozanos, além da discotecagem da DJ Rratinix. Os ingressos antecipados podem ser adquiridos no Pixel Ticket.