Der Baum lança lyric video de Phoenix

Em sua fase mais performática e com figurino customizado pela estilista Fernanda Cerantola, a banda Der Baum lançou o lyric video de Phoenix, dirigido por Ian Veiga. A faixa integra o recém lançado álbum autointitulado da banda, que passa pelo post punk, new wave, synthwave e industrial. “Alguns vídeos foram produzidos para serem projetados no show de lançamento do disco, no Sesc Av. Paulista, especificamente para essa ação ao vivo com o público. Gostamos muito do resultado e escolhemos lançar o lyric de Phoenix, também por ser uma faixa cantada em português, mostrando que não nos esquecemos da nossa origem brasileira e que o disco também reflete isso”, explica o trio.
Rock brega psicodélico: LunaLibre lança seu terceiro EP “Amasso”

LunaLibre, banda brasileira de rock brega psicodélico, lançou seu terceiro EP, Amasso. Desta vez, artistas exploram um lado mais romântico, flertando, também, com temas políticos e existenciais. O grupo estreou no final de 2020, durante a pandemia, e já conta com três EPs lançados, além de um single e três videoclipes. A LunaLibre mistura as letras sentimentalistas e cotidianas, como pede uma boa canção brega, com uma sonoridade típica do rock psicodélico: riffs, distorções, reverbs, delays, além das programações eletrônicas. A ideia é explorar a suposta contradição entre os estilos emo e tropical para buscar identificação com o público. A formação da banda traz Thiago Lucas (vocal e baixo), Vicente Jacomini (guitarra), Rafael Pacheco (guitarra), Gustavo Carvalho (teclado) e Thiago Gomes (bateria). A sonoridade do repertório, neste novo trabalho, dá continuidade ao projeto estético experimentado em HUM (2020) e Queria Que Você Gostasse (2022). Amasso é, então, o fechamento da trilogia de EPs que marcam a estreia do grupo. “Estamos felizes com essa estreia. Queremos emocionar, queremos tocar as pessoas, queremos divertir e entreter”.
John Bianchi adiciona mais eletrônicos ao rock em Não Quis Confiar

Finalista do Aceleração Musical LabSonica 2.0 – Toca do Bandido (em parceria com a Oi Futuro), o cantor e compositor carioca John Bianchi estreou no selo Toca Discos com o single Não quis confiar, em que incrementa ainda mais seu rock alternativo com elementos eletrônicos. Com mais elementos pop e eletrônicos do que os lançamentos anteriores, ‘Não Quis Confiar’ sugere em melodias e palavras o sentimento de medo de iniciar e confiar em relações. A mensagem em Não Quis Confiar também recai sob a capa do single, que aposta em um conceito setentista: traz John flutuando na água em movimento, lutando para se manter na superfície, metáfora para não querer se aprofundar no amor e trazendo referencia também ao livro Amores Líquidos de Bauman, o qual fala sobre o amor nos tempos modernos. Não Quis Confiar é uma das oito faixas do EP que antecede o primeiro disco do artista, previsto para sair em julho de 2023 pelo selo Toca Discos. O disco, conta John, está em produção desde novembro de 2021 “com carinho e cuidado”. “São faixas muito viscerais e emocionantes. Queremos entregar algo com muita qualidade e arte. Já gravamos bateria, baixo, teclados, guitarras, faltando os últimos detalhes da produção, edição, mix e master”, ele completa. É possível contribuir para os detalhes finais do álbum por meio de uma acessível campanha de financiamento coletivo. Ouça Não Quis Confiar, do John Bianchi
Trio alternativo dozaj estreia com clipe para “parede alta vista curta”

dozaj é um trio instrumental formado por Gabriel Arbex (guitarras e programações), Luccas Villela (bateria) e Fernando Dotta (baixo). Os integrantes transitam há mais de uma década na cena underground do país, músicos nas bandas Zander, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Single Parents, respectivamente. Com lançamento pelo selo Balaclava Records, o single de estreia parede alta vista curta traz influências variadas que remetem ao rock alternativo dos anos 1980 e 1990. A faixa, assim como em todo o álbum, conta com as percussões da multi-instrumentista carioca Larissa Conforto. Gravada em dezembro de 2021 no Estúdio Sítio Romã em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, a música dá início ao lançamento do disco de estreia água envenenada e vem acompanhada de videoclipe, com montagem e direção por Luccas Villela.
Gigante da música brasileira, Gal Costa morre aos 77 anos
Primavera Sound: saiba o que funcionou ou não no festival

A primeira edição brasileira do Primavera Sound chegou ao fim no último domingo (6), com um saldo muito positivo. Curadoria cuidadosa, divisão de palcos e horários muito boa, além de uma programação paralela de tirar o fôlego. Confira abaixo o que funcionou ou não. FUNCIONOU 1 – Headliners de pesoDifícil falar quem é headliner em um lineup tão recheado de nomes de peso. Mas Björk, Arctic Monkeys, Travis Scott, Lorde, Charli XCX, Mitski e Phoebe Bridgers, só para citar alguns, mostraram que a primeira edição teve uma curadoria impecável. E, no palco, todos corresponderam às expectativas. 2 – Mix de artistas brasileirosDe L7nnon a Amaro Freitas, de Hermeto Pascoal a Tasha & Tracie, passando por Tim Bernardes, Terno Rei e Medulla. Sim, a primeira edição do Primavera Sound contou com tudo isso. E tudo correu da melhor forma possível. Todas as apresentações contaram com forte apoio do público. E o melhor exemplo disso foi o show de L7nnon logo após o Arctic Monkeys, ambos no Palco Beck’s. Quem achou que a pista ficaria vazia, se surpreendeu com o que viu. 3 – Seleção espanholaConfesso não ser o maior especialista em música espanhola, apesar de morrer de amores por Hinds e Wake Up, Candela. Mas Amaia, Carolina Durante e Los Planetas saíram do festival com uma base de fãs ainda maior. Eu fui um deles. Que mantenham isso nas próximas edições. O intercâmbio foi um golaço da curadoria. 4 – Horários estendidosUm festival tão grande dividido em apenas dois dias? Isso não foi problema para o Primavera Sound, principalmente pela agenda estendida, que invadiu a madrugada nos dois dias. Quem ficou até o fim, conseguiu assistir shows incríveis como Charli XCX, Boy Harsher, Father John Misty e Beach House. Ou seja, valeu demais madrugar. 5 – Primavera na CidadeSe a programação principal do festival foi de encher os olhos, o que dizer do Primavera na Cidade? Palácio das Convenções do Anhembi, Cine Joia e Audio receberam dezenas de shows de alto nível. Só para citar três lineups diários, destaco: Bebé, Amaia, Juçara Marçal, Céu e Liniker no Palácio das Convenções do Anhembi; Molho Negro, Black Pantera, Crypta, Ratos de Porão e Dead Fish na Audio; Gab Ferreira, Brvnks, Ana Frango Elétrico, Deekapz e Vhoor, no Cine Joia. 6 – Ocupação totalO Primavera Sound foi o primeiro festival de música a ocupar a totalidade dos quase 400 mil metros quadrados do Distrito Anhembi. Sim, aproveitou toda a área para construir seus cinco palcos, praça de alimentação, entre outras atrações. NÃO FUNCIONOU 1 – Palco Beck’sO Palco Beck’s foi alvo do maior número de reclamações dos fãs. O motivo? A quantidade de árvores tapando a visão do público. Confesso que só fui me dar conta disso após publicações nas redes sociais. Como cheguei cedo no sábado e fiquei com foco na programação do Palco Beck’s, estava muito próximo ao stage. Tive a melhor visão possível dos shows. Mas quem fez a rota de migrar de um palco para o outro ao longo do dia, sofreu uma grande decepção na hora do Arctic Monkeys. O espaço destinado para esse palco é muito bom, mas talvez seja mais interessante deixar para shows mais intimistas. 2 – Rota entre os palcosApesar de uma grande pista conectando um palco ao outro, o deslocamento ficava prejudicado ao término de shows maiores. Ou seja, quem assistiu Arctic Monkeys certamente perdeu boa parte do Beach House, que se apresentou no Palco Primavera, do outro lado do Distrito Anhembi. O trânsito era muito intenso nesse horário. 3 – Transmissão via TikTokA ideia de transmitir o festival por uma rede social tão popular como o TikTok seria um grande acerto não fosse a instabilidade no sinal, a falta de divulgação prévia das atrações que seriam transmitidas, além do bloqueio de alguns nomes. Claro que o último ponto não tem a ver com a produção. O mesmo acontece com o Multishow em outros festivais.
Na véspera do aniversário, Lorde celebra o amor com show vibrante em SP

Na véspera de seu aniversário de 27 anos, Lorde mostrou mais uma vez, em São Paulo, que é uma artista em pleno desenvolvimento. Atração de destaque do Palco Primavera, neste domingo (6), a cantora neozelandesa estava ainda mais desenvolta e com um cenário grandioso na comparação com suas duas primeiras vindas ao Brasil, no Lollapalooza 2014 e Popload Festival 2018. Uma coisa não mudou: as canções seguem consistentes e o jeitinho quase confidente, de conversar abertamente com os fãs sobre particularidades da vida, continua ativo. Em determinado momento do show, Lorde chegou a falar sobre o início da carreira, quando era uma menina apenas. Em resumo, cantora estourou mundialmente com 16 anos e veio ao Brasil pela primeira vez aos 17. “Eu sou do outro lado do mundo e vocês estão cantando músicas de quando era adolescente de volta para mim. Nós somos os estranhos, os que passam do ponto, os que pensam demais, os que variam de humor”, disse. “E vocês são as pessoas que mais escutam minha música”. Divulgando o terceiro álbum de estúdio, Solar Power, cuja tônica é de um som mais orgânico e de contemplação e amor à natureza, Lorde apresentou um repertório muito equilibrado, com seis faixas de Melodrama (2017), cinco do Solar Power (2021) e outras quatro de Pure Heroine (2013). Lorde lulista Tal como em 2018, Lorde estava vestida de vermelho da cabeça aos pés. No entanto, dessa vez foi mais incisiva para falar do figurino: “o vermelho é uma cor bem apropriada, combina com esse país lindo”. “Duas coisas muito interessantes aconteceram no Brasil na última semana. Bom, vocês conseguiram um presidente novo e colocaram uma música minha de dez anos atrás em primeiro lugar no iTunes porque queriam que eu a tocasse”, disse em referência a Bravado, tocada pela primeira vez na atual turnê. Para quem acompanha a cantora nas redes, o recado foi claro. No último domingo (30), logo após o término da apuração das Eleições, Lorde postou nos stories: “Tão animada e honrada por estar com vocês neste momento. Lula! Obrigado! Deus”. Após comemorar a vitória do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, Lorde compartilhou, em um e-mail que envia para os fãs, um recado um tanto quanto intenso para Jair Bolsonaro: “Vai se fuder Bolsonaro e boa viagem”, escreveu no final do texto. Surpresas no repertório de Lorde Falando sobre o repertório, que reuniu hits como Liability, Royals, Green Light, entre outros, Lorde trouxe duas surpresas para os fãs. A primeira foi logo no início do show, quando chamou Phoebe Bridgers, que havia terminado o show há pouco, para cantar Stoned at the Nail Salon. “Essa música provavelmente não existiria sem essa pessoa”, disse. Posteriormente, Lorde cantou Bravado, canção do primeiro álbum, que não havia sido tocada ainda na atual turnê. A faixa, aliás, roubou o lugar de dois hits fortes do mesmo disco, Team e Tennis Court, que ficaram de fora. Por fim, Solar Power deu números finais ao show, que contou com apoio intenso do público do início ao fim. Haja disposição agora para correr até o outro palco e ver Travis Scott, no Palco Beck’s
Em casa, Terno Rei toca Gêmeos quase na íntegra no Primavera Sound

Segunda atração do Palco Primavera, neste domingo (6), no Distrito Anhembi, em São Paulo, logo após a norte-americana de origem indiana Raveena, a banda paulistana Terno Rei mostrou muita força diante de um espaço cheio.Com um repertório inteiramente dedicado aos dois últimos álbuns, Gêmeos (2022) e Violeta (2019), o Terno Rei mostrou que a escolha foi certeira. Recentemente criticamos o Planet Hemp por lançar o incrível Jardineiros na Virada SP, em Santos, e tocar apenas uma faixa do disco, que havia sido liberado um dia antes. Gêmeos é mais “antigo”, chegou ao streaming em março, mas foi representado com dez canções no Primavera Sound. Para quem já viu o Terno Rei em outros festivais ou abrindo shows internacionais na Capital, a mudança de foco é necessária. E corajosa, claro. As primeiras três canções do show vieram desse álbum: Esperando Você, Difícil e Brutal. Todas muito bem recebidas e cantadas pelo público. Antes de mudar o foco para o antecessor, Violeta, o vocalista e baixista do Terno Rei, Ale Sater, comentou a emoção de estar no palco do Primavera Sound. “A gente sempre quis ter esse festival aqui. Estamos muito felizes de tocar na nossa cidade preferida, no nosso festival preferido”, disse Sater. A reta final do show, que durou uma hora, guardou os maiores sucessos de stream da banda: Solidão de Volta, Dia Lindo, Retrovisor, Yoko, Olha Só e Dias da Juventude. SETLIST Esperando Você Difícil Brutal 93 Medo Sorte Ainda Internet Estava Ali Isabella Luzes de Natal Trailers Solidão de Volta Dia Lindo Retrovisor Yoko Olha Só Dias da Juventude
Do Culto ao Coma lança clipe abstrato e subjetivo de Céu Sombrio de Ontem

A banda paulista de rock alternativo Do Culto Ao Coma, que mistura tendências do rock moderno e progressivo, lançou o videoclipe com atmosfera abstrata e densa de O Céu Sombrio de Ontem, faixa do elogiado disco de estreia Imago. A música, que em estúdio teve participação do violonista Antonio Celso Monteiro da Costa, explora o lado folk do rock progressivo, com variações harmônicas que despertam contraditórias sensações, e que se resolvem na parte final. O panorama da música se completa com uma letra reflexiva sobre o peso das nossas decisões contrapondo passado e futuro. Toda a estrutura sonora autêntica e subjetiva criada pelo Do Culto Ao Coma é projetada neste videoclipe, criado, produzido e dirigido pela própria banda durante o auge da pandemia. Com a vontade de convidar o público à introspecção sugerida pela música, a banda pensou em criar um ambiente abstrato, subjetivo, e dar a chance do espectador se inebriar com as sensações sensoriais que o tema trata. Para traduzir essa jornada videograficamente, e claro, de conseguir produzir isso de maneira segura, sem envolver uma grande aglomeração de profissionais, e valendo-se da experiência que alguns dos integrantes têm no mundo do audiovisual, a banda compreendeu que precisava criar algo que eles mesmos pudessem gerenciar, criação, direção e produção. Foi aí que vieram as ideias de silhuetas contrastadas com o gelo seco, que criam o universo ideal para que o público sinta mais e raciocine menos, que elementos sejam apenas sugeridos e não mostrados. Complementando a atmosfera quase onírica e o tema abordado na letra, vem as composições vitrais que misturam e confundem os integrantes, e a inserção da máscara e da borboleta, símbolos máximos da metamorfose sonora contida no disco Imago, compondo os complexos sinais mitológicos da nossa psique.