Ludovic retorna com o single “Desde que eu morri”

Para quem acompanhou o underground brasileiro dos anos 2000, o nome Ludovic evoca memórias de shows catárticos e letras viscerais. Após duas décadas desde o lançamento de seu último álbum de estúdio (Idioma Morto, de 2006), o quarteto paulistano está finalmente pronto para escrever um novo capítulo. O jejum foi quebrado nesta terça-feira (3) com o lançamento do single Desde que eu morri. A faixa é a primeira amostra do aguardado novo disco, previsto para chegar ao mercado ainda neste primeiro semestre, via Balaclava Records. Vida, mente e caos na Ludovic A escolha da música para capitanear essa nova fase não foi por acaso. Segundo a banda, ela funciona como uma ponte: mescla a sonoridade clássica e urgente do grupo com novos elementos e arranjos mais complexos. Liricamente, o vocalista Jair Naves mantém sua escrita afiada, abordando temas como o apego à vida, a luta para manter a calma em momentos de crise e o estigma que ainda envolve a saúde mental. “Em termos de sonoridade, creio que reúne as características que as pessoas normalmente associam ao Ludovic, com alguns elementos novos… Foi a primeira faixa que finalizamos no processo do álbum novo. Acho bem simbólico iniciarmos essa nova fase lançando justamente essa como single”, explica Jair.
Wilza une doçura e caos em álbum de estreia homônimo

Imagine uma bala que começa doce na boca, mas revela um recheio ácido e corrosivo logo em seguida. É essa a “experiência de contraste” que a banda paulistana Wilza propõe em seu álbum de estreia homônimo, que acaba de chegar às plataformas de streaming. Após pavimentar o caminho no final de 2025 com singles de nomes curiosos e provocativos, Terapia, Glicose Matinal e Luigi Mangione, o grupo entrega agora a obra completa. O som é uma expansão do universo onde a crueza punk colide com uma psicodelia em tecnicolor. Humor, raiva e distorção no som da Wilza A própria banda define seu território sonoro como “punk pirulito”: um lugar onde melodias indie e vocais mergulhados em reverb são subitamente atropelados por paredes de guitarra e gritos enfurecidos. As letras seguem a mesma dicotomia. São crônicas irônicas que tratam desde o drama cotidiano da classe média (como conciliar o orçamento para pagar a terapia) até o desejo catártico de ver o império de bilionários e big techs em chamas. Para quem sente saudade da “barulheira com classe” dos anos 90, as referências são claras: Nirvana, Veruca Salt e Sonic Youth. Mudança na cozinha Formada na capital paulista entre o fim de 2024 e o início de 2025, a Wilza nasceu do encontro de músicos ativos na cena autoral. O disco foi gravado pela formação original: DW Ribatski (guitarra/voz), Ligia Murakawa (baixo) e Clara do Prado (bateria). No entanto, após as gravações no Estúdio Quadrophenia, Clara mudou-se para Brasília. Quem assumiu as baquetas foi Isabella Pontes (da banda Schlop), que agora integra a formação oficial e já traz seu peso para os palcos. Ficha técnica A produção do disco é assinada pela própria banda em parceria com Breno Della Ricca. A engenharia de som ficou a cargo de Sandro Garcia, com mixagem de DW Ribatski e masterização de Rafael Panke.
“Man on the Run”: documentário explora o renascimento de Paul McCartney com os Wings

O que acontece na manhã seguinte ao dia em que você deixa a maior banda de todos os tempos? Essa é a premissa de Paul McCartney: Man on the Run, novo documentário dirigido pelo vencedor do Oscar Morgan Neville, que ganha detalhes de lançamento nesta segunda-feira (2). O filme foca na década transformadora de 1970, cobrindo desde o lançamento do álbum solo McCartney (1970) até a ascensão global de sua nova banda, os Wings. É um olhar sobre o momento em que o único plano do ex-Beatle era, em suas próprias palavras, “crescer”. Entrevistas e arquivos inéditos em Man On The Run A produção promete uma perspectiva vulnerável desse período, utilizando fotografias tiradas por Linda McCartney e imagens de arquivo raras. Além da família McCartney (Paul, Linda, Mary e Stella), o documentário traz depoimentos de figuras de peso, como Sean Ono Lennon, Mick Jagger, Chrissie Hynde e ex-integrantes dos Wings. Cinemas e streaming A estratégia de lançamento é híbrida. O filme chegará aos cinemas de países selecionados por tempo limitado. Quem assistir na tela grande terá acesso a um conteúdo bônus exclusivo: uma conversa especial entre Paul e o diretor Morgan Neville. Renascimento dos Wings O filme coroa uma série de lançamentos recentes focados na reavaliação crítica dos Wings. Em 2025, o mercado recebeu o livro Wings: The Story of a Band on the Run, a antologia musical WINGS e edições comemorativas do álbum Venus and Mars, solidificando a importância do grupo na trajetória de McCartney.
Emicida anuncia turnê imersiva “Racional MCMV” com homenagem aos Racionais

Tem coisas que só um fã faz pelo ídolo, e Emicida decidiu elevar essa máxima à potência máxima. Após lançar o disco onde dialoga com a obra dos Racionais MC’s, o rapper paulista prepara-se para levar essa experiência aos palcos de forma imersiva. Nesta segunda-feira (2), foram anunciadas as datas e locais da Emicida Racional MCMV Tour. Realizada pela 30e, a turnê tem estreia marcada para 30 de abril, em São Paulo, e passará também por Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Belo Horizonte. Einstein e a relatividade do rap O conceito do show vai além da música. A sigla da turnê (MCMV) refere-se ao álbum Mesmas Cores & Mesmos Valores, mas também faz alusão ao ano de 1905 em algarismos romanos — o ano em que Albert Einstein publicou a Teoria da Relatividade. A ideia de Emicida é propor que tempo e espaço são relativos, criando um show que redefine o conceito de apresentação de rap (ou rep, como ele prefere, enfatizando Ritmo e Poesia). “O que pretendemos fazer com esse espetáculo é levar ao palco esse nível de emoção… queremos que essa equação seja parâmetro para alcançar o máximo que um MC pode ser no palco e elevar isso ao quadrado. É igual a um MC ao quadrado”, explica o artista. O repertório, com direção musical do próprio rapper e produção de Fejuca, mesclará faixas novas como “Finado Neguim Memo?” com clássicos que vão da primeira mixtape (2009) ao aclamado AmarElo (2019). Ingressos A venda de ingressos será dividida em duas etapas no site da Eventim. Agenda da turnê Confira abaixo as datas e locais confirmados: São Paulo (estreia) Rio de Janeiro Curitiba Recife Belo Horizonte
Bad Religion confirma show único em São Paulo; ingressos à venda nesta terça

Com mais de quatro décadas de serviços prestados ao punk rock e ao pensamento crítico, o Bad Religion tem um novo encontro marcado com os brasileiros. E dessa vez, a oportunidade é exclusiva. A Live Nation Brasil confirmou nesta segunda-feira (2) que a banda californiana fará uma apresentação única no país. O show acontece no dia 28 de abril, no Espaço Unimed, em São Paulo. Ingressos para o Bad Religion em São Paulo Para os fãs que pretendem garantir presença, a ação precisa ser rápida. A venda de ingressos começa já nesta terça-feira, 3 de fevereiro. O parcelamento pode ser feito em até 3x sem juros. 45 anos de razão e melodia Donos de hinos como American Jesus, 21st Century (Digital Boy) e Sorrow, o grupo liderado por Greg Graffin (que também é doutor em história da ciência) mantém sua relevância ao unir velocidade melódica com letras que defendem o humanismo e a razão. O trabalho de estúdio mais recente, Age of Unreason, serve como base para o discurso atual da banda, abordando o declínio de valores iluministas e a ascensão da intolerância política. “A banda sempre defendeu os valores do Iluminismo. Hoje, esses valores de verdade, liberdade, igualdade, tolerância e ciência estão em sério perigo. Este disco é a nossa resposta”, explica o guitarrista Brett Gurewitz. Esta será a enésima visita do grupo ao país, que já tocou em festivais como The Town, Primavera Sound e Lollapalooza, mas o formato de show solo promete um setlist mais extenso e focado nos clássicos da carreira. Serviço: Bad Religion em São Paulo PREÇOS Pista: R$ 220,00 (meia) e R$ 440,00 (inteira) Pista premium: R$ 325,00 (meia) e R$ 650,00 (inteira) Mezanino: R$ 340,00 (meia) e R$ 680,00 (inteira) Camarote A/B: R$ 360,00 (meia) e R$ 720,00 (inteira)
Chapterhouse anuncia show inédito no Brasil com abertura da terraplana

Dizem que o Chapterhouse sempre teve o talento de estar no lugar certo na hora errada: psicodélicos na era acid house, shoegazers na germinação do grunge. Mas a retrospectiva fez justiça e, 35 anos após o lançamento de seu álbum de estreia, o “tempo certo” finalmente chegou para os fãs brasileiros. Nesta segunda-feira (2), a Balaclava Records anunciou a vinda inédita da banda inglesa ao país. A apresentação única acontece no dia 29 de setembro, no Cine Joia, em São Paulo. Para tornar a noite uma celebração completa do gênero, a abertura ficará a cargo dos curitibanos da terraplana, um dos nomes mais vitais do rock alternativo nacional atual. Lendas de Reading Formado em 1987, o Chapterhouse é frequentemente citado na trindade sagrada do shoegaze/dream pop noventista, ao lado de RIDE e Slowdive. O álbum de estreia, Whirlpool (1991), é um marco que conta com a colaboração de Robin Guthrie (Cocteau Twins) e figura na lista dos melhores do gênero da Pitchfork. O setlist deve revisitar clássicos como Pearl, faixa que originalmente conta com backing vocals de Rachel Goswell (Slowdive) e sample de bateria inspirado em John Bonham. Após um hiato que durou de 1995 a 2008, o grupo retornou à ativa antes mesmo da onda de reuniões de seus contemporâneos. A formação que vem ao Brasil traz Stephen Patman, Andrew Sheriff, Robin Light, Ashley Bates e Michael Secker. O momento da terraplana A escolha da banda de abertura não foi aleatória. A terraplana vive um momento de ascensão, divulgando o álbum natural, lançado em março de 2025. O grupo mistura a nostalgia do shoegaze com post-hardcore e slowcore. A banda brasileira também está escalada para o Lollapalooza Brasil (em março) e para o festival americano Slide Away Fest (em maio), onde curiosamente também dividirá o line-up com o próprio Chapterhouse. Serviço: Balaclava apresenta Chapterhouse e terraplana Ingressos
Assista ao primeiro trailer de “Michael”, estrelado pelo sobrinho do astro

A história de um dos artistas mais influentes (e complexos) da cultura pop está prestes a ganhar as telas grandes com um toque de DNA familiar. A Universal Pictures divulgou nesta segunda-feira (2) o primeiro trailer e o cartaz de Michael, a aguardada cinebiografia de Michael Jackson. O filme tem estreia confirmada nos cinemas brasileiros para 23 de abril. Jaafar Jackson assume o manto O grande destaque da produção é a escalação de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, para interpretar a fase adulta do Rei do Pop. A semelhança física e a capacidade de emular os movimentos icônicos do tio têm sido o foco da divulgação. Para a fase infantil, o papel ficou com o ator Juliano Valdi. Equipe por trás de “Bohemian Rhapsody” A produção carrega o peso de tentar repetir o sucesso de outras biografias musicais recentes. Para isso, o filme é produzido por Graham King, o mesmo nome por trás do oscarizado Bohemian Rhapsody (do Queen). A direção é de Antoine Fuqua, cineasta conhecido por dramas urbanos e de ação como Dia de Treinamento e Invasão à Casa Branca. Michael além dos palcos Segundo a sinopse oficial, o longa pretende ir além da música. A trama cobrirá desde a descoberta do talento no The Jackson 5 até a consolidação de sua carreira solo e a busca incansável para se tornar o maior artista do mundo. O filme promete mostrar “a vida de Michael fora do palco” e recriar performances históricas. O elenco de apoio traz nomes de peso: O filme será lançado inclusive em versões IMAX. Assista ao trailer abaixo
Supla e The 69 Eyes lançam a gótica “Trip Scene”

Há uma coincidência numérica, e sonora, que une o passado de Supla aos finlandeses do The 69 Eyes. Aproveitando a passagem da banda de rock gótico pela América Latina, o “Papito” reuniu seus Punks de Boutique para gravar uma colaboração inédita. Nesta segunda-feira (2), chegou às plataformas o single Trip Scene, faixa que conta com a participação de Jyrki 69 (voz) e Bazie (guitarra). Resgate de Nova York A música não é exatamente nova, mas sim um resgate dos arquivos pessoais de Supla. A faixa foi composta originalmente durante o período em que o músico morou em Nova York (1994-1999) e liderava a banda Psycho 69. A nova versão mantém a estrutura instrumental da original, mas ganha o peso das “vozes de catacumba” e o estilo dark dos convidados finlandeses. “Os Punks de Boutique fizeram um excelente trabalho junto com o guitarrista Bazie, que adicionou interessantes riffs no refrão. E nos vocais rolou algo diferente, onde eu acabo repetindo o que Jyrky cantava. Isso trouxe um plus inusitado para a canção: duas vozes graves saindo das catacumbas”, comenta Supla. Clipe com imagens de arquivo O lançamento é acompanhado de um videoclipe que mescla o presente e o passado. As cenas da gravação atual no estúdio em São Paulo são intercaladas com registros raros de performances do Psycho 69 nos palcos de Nova York nos anos 90.
Silibrina apresenta o espetáculo “Sonambulando” com Antônio Nóbrega

Esqueça a imagem do show instrumental estático e silencioso. Quando a Silibrina sobe ao palco, a proposta é transformar o jazz e a música brasileira em uma experiência feita para o corpo. Nesta quinta-feira (5), a banda liderada pelo pianista Gabriel Nóbrega ocupa a Casa Natura Musical, em São Paulo, para apresentar o espetáculo Sonambulando. O projeto, inspirado no terceiro álbum do grupo, expande o formato tradicional de concerto. Com bailarinos, alegorias e iluminação cênica, o show busca recriar a atmosfera coletiva das festividades juninas e dos bailes populares. Encontro de gerações A apresentação marca um momento especial de família e tradição no palco. O multiartista Antônio Nóbrega (pai de Gabriel) junta-se ao grupo como convidado especial, trazendo voz, violino e sua performance cênica característica. Além dele, a noite conta com a participação do bloco de maracatu das Marabrilhosas, reforçando a percussão e a energia de rua que a banda incorporou nesta nova fase. “Mais do que um show, esse evento será uma festa de celebração… vamos levar pro palco e pra pista toda a energia do raio da Silibrina”, comenta Gabriel Nóbrega. Nova fase da Silibrina Na estrada desde 2016 e com passagens por festivais na Europa e América do Norte, a banda vive um momento de amadurecimento. O novo repertório mantém a fusão de jazz, pop e eletrônica com ritmos como frevo e baião, mas aposta em uma sonoridade mais dançante. A formação atual destaca a presença de Oliver na percussão e Sintia no saxofone, trazendo novas dinâmicas aos arranjos. Serviço: Silibrina | ‘Sonambulando’ part. Antonio Nóbrega Valores (lote 1) Política de gratuidade: A Casa Natura Musical oferece ingressos gratuitos para pessoas trans, travestis e não-binárias. A retirada deve ser feita via Sympla (sujeito à lotação).