Violet Grohl homenageia David Lynch em single etéreo

Hoje, terça-feira (20), o mundo da arte recorda o nascimento do visionário David Lynch. Para marcar a data, Violet Grohl decidiu transformar a saudade em música e lançou o single What’s Heaven Without You. A faixa chega como um tributo direto ao falecido diretor. Enquanto Violet canta sobre a necessidade de estar com um parceiro, a homenagem a Lynch se torna evidente na sonoridade. Sua voz flutua sobre uma atmosfera instrumental misteriosa, criando um som que é, ao mesmo tempo, “lynchiano” e ousadamente original. Luto e criação após os incêndios em LA A composição nasceu de um momento de vulnerabilidade coletiva. Segundo Violet Grohl, a música surgiu logo após o caos dos recentes incêndios em Los Angeles. “Esta música foi escrita em memória de David Lynch, juntamente com dois dos meus colaboradores favoritos no mundo, Persia Numan e Justin Raisen. Alguns dias após a devastação dos incêndios em Los Angeles, nos unimos em nossa tristeza e luto e deixamos que isso transbordasse nesta música”, explicou a artista em comunicado. Ela completa reforçando o legado do cineasta: “O impacto que ele deixou na arte é verdadeiramente mágico, sentimos sua falta, David”. Carreira solo de Violet Grohl em ascensão Este lançamento consolida o caminho solo de Violet Grohl. A novidade chega apenas um mês após a divulgação de seus primeiros singles, THUM e Applefish, mostrando que a artista vive um período prolífico de produção. A colaboração com Justin Raisen também chama a atenção, já que o produtor tem trabalhado com nomes de peso da vanguarda, como Kim Gordon (cujo novo álbum Play Me também conta com produção dele). Ouça What’s Heaven Without You abaixo. What's Heaven Without You de Violet Grohl

Morre Rob Hirst, baterista do Midnight Oil, aos 70 anos

Rob Hirst, baterista original e fundador do Midnight Oil, morreu aos 70 anos. O músico lutava há três anos contra um câncer no pâncreas. A banda confirmou a notícia através de sua página oficial no Facebook, destacando a coragem do companheiro durante o tratamento. “Após lutar heroicamente por quase três anos, Rob agora está livre da dor, ‘um vislumbre de luz no deserto’. Ele faleceu em paz, cercado por seus entes queridos.” Mais tarde, os integrantes remanescentes, Jim Moginie, Martin Rotsey e o vocalista Peter Garrett, completaram a homenagem: “Estamos devastados e de luto pela perda do nosso irmão Rob. Por agora, não há palavras, mas sempre haverá canções.” Rob Hirst era o coração do Midnight Oil Hirst não foi apenas o baterista, ele foi o coração rítmico do grupo desde o início. Ele formou o Midnight Oil em Sydney, em 1976. Sua presença foi constante e vital. Rob tocou em todos os 13 álbuns de estúdio da banda, desde a estreia homônima em 1978 até o derradeiro Resist, de 2022. Sua bateria impulsionou hits globais como Beds Are Burning, Blue Sky Mine e Forgotten Years. Além das baquetas, Hirst contribuía com vocais de apoio e, ocasionalmente, assumia o vocal principal. Sua última atividade com o grupo ocorreu em outubro de 2022, quando o Midnight Oil encerrou sua emotiva turnê de despedida. Uma batalha difícil Rob Hirst revelou publicamente sua doença em abril do ano passado. Na época, ele comentou que já havia tentado “praticamente todos os tratamentos conhecidos pelo homem”. Infelizmente, essa é a segunda grande perda recente para a família Midnight Oil. O baixista de longa data, Bones Hillman, também faleceu vítima de câncer em novembro de 2020, aos 62 anos. Os fãs que desejarem prestar homenagens podem fazer doações para a Pankind (Fundação Australiana de Câncer de Pâncreas) ou para a Support Act.

Eric Melvin processou Fat Mike horas após o último show da banda

O fim do NOFX parecia ter sido uma celebração emocionante de 42 anos de carreira, mas os bastidores contam uma história bem diferente e amarga. O baterista Erik Sandin revelou recentemente que o guitarrista Eric Melvin processou o vocalista Fat Mike por “má conduta financeira”. O detalhe mais chocante é o timing da ação: os advogados de Melvin entregaram a intimação na manhã seguinte ao último show da banda, realizado em outubro de 2024. Revelação sobre Eric Melvin no Museu do Punk Sandin contou essa história durante uma sessão de perguntas e respostas no The Punk Rock Museum, em Las Vegas. O evento celebrava a inauguração de uma exposição de fotos do NOFX e a ausência de Melvin foi notada pelos fãs. O baterista leu uma declaração preparada para explicar a situação: “Às 8h da manhã de segunda-feira, após o último show do NOFX, os advogados de Eric Melvin entregaram a Fat Mike uma intimação judicial acusando-o de irregularidades financeiras. Dez horas antes, tínhamos acabado de fazer o último show da nossa carreira… Aquela carta partiu meu coração, assim como o do resto da banda e da equipe.” Sandin defendeu o companheiro de banda, afirmando categoricamente que, apesar de Fat Mike ser uma “pessoa complexa”, ele não é um ladrão. O baterista também informou que Melvin orientou que qualquer comunicação sobre o assunto deve passar por seus advogados. Documentário “40 Years of Fuckin Up” Apesar do clima pesado, a banda tem novidades. O NOFX anunciou o lançamento de um documentário abrangente sobre sua carreira, intitulado 40 Years of Fuckin Up. A estreia está prevista para abril deste ano. O filme promete ser cru e honesto. Fat Mike descreveu a produção como um “Spinal Tap, só que real”, contendo cenas de uso de drogas, situações bizarras e até momentos hospitalares. Curiosamente, o trailer do documentário (que possui restrição de idade) já menciona a ação judicial, indicando que a banda não vai esconder a sujeira debaixo do tapete.

Gilsons abre 2026 com feat histórico dos Veloso e homenagem a Preta Gil

O trio Gilsons começa 2026 escrevendo um novo e profundo capítulo em sua história. José, João e Fran lançaram duas faixas que abrem os caminhos para o próximo álbum do grupo: Minha Flor e Bem Me Quer. Os lançamentos mostram os dois lados da moeda do grupo: a celebração rítmica e a emoção crua. O novo disco, que chega em breve, é definido por eles como um “retrato de luz” após um ano difícil marcado pela partida de Preta Gil, mãe de Fran, em 2025. O encontro dos clãs Gil e Veloso A faixa Minha Flor carrega um peso histórico e afetivo imenso. Escrita em parceria com Arnaldo Antunes, a música promove a união de duas das maiores dinastias da música brasileira. Os Gilsons recebem Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso nos vocais. Fran explica que a música serviu como um processo de cura e conexão espiritual com sua mãe. “A forma como se deu tudo em relação a esse encontro… é o retrato desse vínculo que a gente tem. Ainda mais nesse momento todo da minha mãe… Eu me conecto muito com ela através dessa música. Para mim, ficou uma coisa muito clara, muito pessoal”, desabafa Fran. O clipe, dirigido por Felipe Fonseca, foi filmado em película 16mm, trazendo uma estética orgânica e documental que respeita a intimidade desse encontro no estúdio. A volta da parceria de sucesso Se Minha Flor traz a sensibilidade, Bem Me Quer traz o balanço. A faixa reedita a parceria de sucesso com Narcizinho Santos, o mesmo compositor do megahit Várias Queixas. Desta vez, Narcizinho não só compôs como também canta na faixa. A música abraça a sonoridade clássica do grupo, com referências ao Olodum e à música afro-baiana. “Bem Me Quer abraça a nossa história… tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho é um abraço à nossa trajetória”, comenta Fran. Evolução sonora do Gilsons e produção José Gil assina a produção de ambas as faixas. Ele buscou dar um passo à frente sem perder a essência da banda. A sonoridade mantém os violões e tambores gravados acusticamente, mas incorpora beats eletrônicos modernos para criar o molho inconfundível dos Gilsons.

MIS anuncia exposição inédita de Janis Joplin no dia em que ela faria 83 anos

Hoje, 19 de janeiro, é uma data especial para a história do rock. A lendária Janis Joplin completaria exatos 83 anos se estivesse viva. Para celebrar esse legado, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo escolheu o dia para anunciar a data de abertura da exposição inédita Janis. A mostra abrirá as portas para o público geral no dia 16 de abril de 2026. Com curadoria de André Sturm, diretor-geral do museu, a exposição promete uma imersão completa na vida da artista. Acervo exclusivo de Janis vindo de Los Angeles O público brasileiro terá uma oportunidade única. A exposição trará mais de 300 itens pessoais da cantora, cedidos diretamente pela família da artista em Los Angeles. Pela primeira vez no Brasil, os fãs poderão ver de perto figurinos icônicos, fotografias raras, manuscritos de letras e instrumentos. É a chance de conhecer a intimidade da mulher por trás da voz rouca que mudou o rock mundial. Acesso VIP e Clube MIS Para os fãs mais ansiosos, o MIS preparou uma ação especial. A partir desta quarta-feira (21), o museu abre uma campanha exclusiva válida até 8 de fevereiro. As primeiras 100 pessoas que assinarem o Clube MIS (programa de sócios da instituição) garantirão acesso VIP à exposição. O valor da adesão é de R$ 192,00. O pacote VIP inclui: Serviço Exposição “Janis” no MIS

The Bombers revira o baú e lança Achados e Perdidos Volume 2 com pérolas de 2007

Após celebrar três décadas de dedicação ao punk rock em 2025, a banda The Bombers decidiu começar o novo ciclo olhando para o passado, mas com a maturidade do presente. O grupo acaba de disponibilizar nas plataformas de streaming o EP Achados e Perdidos Volume 2, que completa um ciclo iniciado há quase 20 anos. O novo trabalho reúne quatro faixas que, até então, estavam guardadas nos arquivos da banda. Elas são sobras de estúdio das gravações do aclamado álbum Democracia Chinesa (2007) e complementam o primeiro volume de Achados e Perdidos, lançado em 2019. Arqueologia punk em Achados e Perdidos Volume 2 Para entender o lançamento, é preciso voltar a 2019. Naquele ano, o The Bombers lançou o primeiro volume desta coletânea de raridades, revelando cinco músicas que não entraram na tracklist final do disco de 2007. Porém, a “arqueologia” não estava completa. “Essas músicas são as que ficaram de fora do Achados & Perdidos, de 2019. Ficaram quatro de fora e agora resolvemos liberar elas no Volume 2”, explica o vocalista, Matheus Krempel. A decisão de lançar o material agora vem de um senso de justiça com a própria obra. Segundo o grupo, independentemente dos motivos que deixaram essas faixas na gaveta anteriormente, era fundamental que elas estivessem disponíveis para o público, fechando o quebra-cabeça daquela era. Maturidade e mudanças nas letras O lançamento de Achados e Perdidos Vol. 2 também traz uma reflexão interessante sobre o passar do tempo. Revisitar músicas compostas por jovens músicos no meio dos anos 2000 exigiu um olhar crítico dos integrantes atuais. Na época, a banda buscava ser um contraponto à “enxurrada de bandas com letras de amor” que dominava o cenário, apostando em temas diferentes. No entanto, ao ouvir o material hoje, o grupo reconhece a ingenuidade de algumas passagens. Essa autocrítica resultou em uma intervenção artística curiosa na faixa Sempre Assim. O grupo optou por alterar a gravação original. “As letras são bem mais ingênuas do que gostaríamos que fossem, mas isso retrata quem éramos naquela época”, pontua Krempel, reforçando a honestidade do lançamento. O que esperar de 2026? Se o início do ano é marcado por esse resgate histórico, o restante de 2026 promete celebrar a energia da banda no palco. Os planos para a temporada envolvem o lançamento do aguardado disco Ao Vivo de 30 Anos, cujo registro foi gravado em outubro do ano passado, em São Paulo. O projeto é ambicioso: além do álbum nas plataformas, haverá uma versão em vídeo e o lançamento em formato físico.

Hollow Coves inicia turnê inédita no Brasil hoje em Curitiba

O duo australiano Hollow Coves desembarcou no Brasil pela primeira vez e dá o pontapé inicial em sua turnê hoje (19). A estreia acontece em Curitiba, no palco do Tork n’ Roll. Matt Carins e Ryan Henderson trazem na bagagem uma sonoridade que mistura harmonias vocais etéreas e violões acústicos. O som deles evoca paisagens abertas e momentos de calmaria, algo que conquistou o mundo com o hit viral Coastline. Mensagem de esperança e gratidão do Hollow Coves Além dos sucessos antigos, o duo apresenta as canções do álbum Nothing To Lose (2024). O disco funciona como um chamado para valorizar o presente em meio à pressão da era digital. As letras exploram a gratidão, a simplicidade e a beleza natural. A imprensa mundial costuma destacar a capacidade da dupla de transformar temas complexos, como ansiedade e desafios pessoais, em simplicidade poética e esperança. >> LEIA ENTREVISTA COM O HOLLOW COVES Abertura nacional Para aquecer o público nas quatro datas, a produção escalou o talento brasileiro Rafael Witt. O cantor e multi-instrumentista gaúcho, natural de Caxias do Sul, tem se destacado no cenário do pop alternativo e fará a abertura de todos os shows. Depois de Curitiba, a banda segue para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e encerra a passagem por aqui em São Paulo, no próximo sábado. Confira o roteiro completo abaixo e garanta os últimos ingressos. Serviço Ingressos: Disponíveis no site da Fastix. Curitiba/PR (HOJE – 19/01) Belo Horizonte/MG (21/01 – Quarta) Rio de Janeiro/RJ (23/01 – Sexta) São Paulo/SP (24/01 – Sábado)

Debrix lança “Brisa de Espelho” e consolida nova fase em português

O quinteto Debrix acaba de lançar nas plataformas digitais o single Brisa de Espelho. A faixa consolida a nova fase criativa da banda, que aposta em letras em português e em uma sonoridade cada vez mais robusta. Este lançamento sucede a dinâmica Nada pra Falar, apresentada em novembro de 2025. Agora, o grupo entrega uma mensagem de confronto interno necessária para os tempos atuais. Um grito de guerra contra a manipulação Brisa de Espelho funciona como um convite ao despertar. A letra mergulha na temática da manipulação e questiona como tentamos nos encaixar em “mundos mentirosos”. A música captura o exato momento em que a pessoa olha o próprio reflexo, enxerga sua essência e decide agir. Com um refrão direto (“Esperando o que aqui? Olha pra você!“), a Debrix deixa o abstrato de lado para entregar uma verdadeira pedrada. “É sobre refletir mesmo, enxergar sua verdade e se perguntar: agora que você entendeu, está esperando o que aqui? Vai pra cima!”, define a banda. Produção e evolução sonora da Debrix Musicalmente, a faixa mostra a evolução da identidade do grupo. Felippo entrega uma interpretação vocal visceral, sustentada pelos novos riffs de guitarra de Friggi e pelas camadas de baixo e teclado de Alisson Magno. A própria banda (Friggi e Alisson) assina a produção. Já a captação de bateria, mixagem e masterização ficaram a cargo de Felipe Rinke, do AS Estudio. Show gratuito em São Paulo Para celebrar este momento, a Debrix sobe ao palco no dia 28 de fevereiro (sábado). O show acontece no Burning House, em São Paulo. A apresentação faz parte do evento de lançamento do álbum Unleashed Fury, da banda Válvera. Ambas integram o cast da Vênus Concerts e a entrada será gratuita.

Yellowcard e Good Charlotte lançam versão de “Bedroom Posters” e confirmam turnê

O Yellowcard lançou uma versão do single Bedroom Posters, desta vez com a participação especial do Good Charlotte. A faixa original faz parte do álbum Better Days (2025), o primeiro trabalho de estúdio do Yellowcard em quase uma década. Agora, a música ganha uma nova vida com os vocais de Joel Madden, celebrando a amizade entre as duas bandas. Nostalgia e memórias da cidade natal O vocalista Ryan Key explicou o significado emocional da canção. Segundo ele, a letra fala com qualquer pessoa que guarda com carinho as memórias de sua cidade natal. “Você já voltou para visitar sua cidade natal e se sentiu esmagado por todas as memórias que levaram ao dia em que partiu? Você já sentiu que se estabelecer em algum lugar significava desistir do seu sonho? Se sim, ‘Bedroom Posters’ é para você”, diz Key. Ele acrescenta que a entrada de Joel na música elevou a faixa a um lugar ainda mais impactante, transportando o ouvinte de volta ao quarto onde se apaixonou por sua banda favorita pela primeira vez. Joel Madden confirma turnê do Yellowcard e Good Charlotte A colaboração, apelidada carinhosamente de “GC x YC”, veio acompanhada de uma notícia bombástica. Joel Madden, vocalista do Good Charlotte, celebrou a parceria e confirmou que as bandas vão excursionar juntas. “GC e Yellowcard finalmente têm uma música juntos e parece tão certo… E agora vamos sair em turnê! Essa é a nossa linguagem do amor e espero que todos que ouçam sintam o amor que ambas as bandas têm uma pela outra”, declarou Madden. O toque de Travis Barker Vale destacar que o álbum Better Days tem um peso extra na produção. O onipresente Travis Barker (Blink-182) atuou como produtor executivo e tocou bateria em todas as faixas, incluindo Bedroom Posters e o hit Better Days, que rendeu ao Yellowcard seu primeiro número 1 nas rádios alternativas.