Graveyard no Brasil 2026: datas, locais e abertura da banda Bike

A aclamada banda sueca Graveyard confirmou seu retorno à América Latina. O grupo traz seu hard rock clássico para o Brasil em maio de 2026, realizando uma série de quatro apresentações imperdíveis. A produtora Xaninho Discos organiza a turnê, repetindo a parceria de excursões passadas. Desta vez, o quarteto vem divulgar o álbum 6, além de tocar os grandes sucessos que consolidaram sua reputação mundial. Datas e cidades do Graveyard A agenda brasileira concentra-se na primeira quinzena de maio. O giro começa no Sul e sobe para o Sudeste: Abertura de peso com a banda Bike Para tornar as noites ainda mais especiais, o Graveyard terá uma companhia de luxo. A banda brasileira Bike fará a abertura de seis das oito datas da turnê latina, incluindo todos os shows no Brasil. O grupo de rock psicodélico e experimental, formado em São José dos Campos, vive um excelente momento. Diego Xavier, vocalista e guitarrista da Bike, celebra a oportunidade inédita de viajar pela América do Sul com uma atração internacional. “Estamos preparando um repertório focado nos últimos discos, mas em especial no Noise Meditations, lançado em setembro de 2025″, revela Diego. A fase do álbum “6” Lançado originalmente em 2023, o álbum 6 mostra uma evolução clara na sonoridade dos suecos. O disco soa mais lento, introspectivo e carregado de soul do que seus antecessores. Segundo o vocalista Joakim Nilsson, a banda buscou intencionalmente essa mudança. Eles queriam um trabalho mais centrado nas guitarras, diferenciando-se dos grooves rítmicos do disco Peace (2018). Portanto, o público pode esperar um show dinâmico, misturando a “pancadaria” antiga com a nova atmosfera sombria e elegante do grupo. * 🎟️ Serviço e ingressos Porto Alegre (07/05): Compre aqui Curitiba (08/05): Compre aqui São Paulo (09/05): Compre aqui Belo Horizonte (10/05): Compre aqui

Arlo Parks anuncia álbum “Ambiguous Desire” e lança single “2SIDED”

A cantora britânica Arlo Parks anunciou seu novo álbum. O disco se chama Ambiguous Desire e a gravadora Transgressive Records agendou o lançamento para o dia 3 de abril. Para celebrar a notícia, a artista compartilhou imediatamente o single inédito 2SIDED. A faixa já estreou com destaque na BBC Radio 1 e mostra uma mudança clara e empolgante na sonoridade da compositora. Mergulho na noite e novos sons Nos últimos dois anos, Arlo explorou intensamente a vida noturna. Ela buscou inspiração no hedonismo queer do Paradise Garage, em Nova York, e nos beats melancólicos de nomes britânicos como The Streets e Burial. A lista de referências inclui ainda a catarse do LCD Soundsystem e os grooves de Theo Parrish. Por isso, Ambiguous Desire apresenta a artista em sua fase mais confiante e experimental. Desta vez, ela substituiu as sessões tradicionais com banda ao vivo por sintetizadores modulares e samplers. O objetivo é capturar a energia frenética das pistas de dança, mas sem perder o lirismo poético que a tornou tão querida pelos fãs. O conceito do desejo de Arlo Parks A própria Arlo Parks comentou sobre o processo criativo. Segundo ela, a dança e as novas amizades no submundo de Nova York foram fundamentais para a concepção do disco. O visual de ‘2SIDED’ O novo single oferece o primeiro vislumbre prático desse universo. A música fala sobre a esperança delicada de um novo amor e a expectativa de reciprocidade. Sonoramente, sintetizadores densos e baterias eletrônicas ágeis conduzem a melodia. Além disso, o lançamento chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Molly Burdett. O filme foca na conexão humana através do movimento e do ritmo. Assista ao clipe abaixo e prepare-se para a nova era de Arlo Parks.

Luella une rock e samba em “Como Se Eu Não Soubesse”, sua estreia em português

A cantora e compositora Luella iniciou um novo e ousado capítulo em sua trajetória. Até agora, ela consolidava sua identidade no pop alternativo com letras em inglês. No entanto, o novo single Como Se Eu Não Soubesse quebra essa barreira e marca sua primeira composição totalmente em língua portuguesa. A faixa funciona como uma verdadeira declaração de liberdade artística. Sonoramente, a artista explora camadas inéditas. Ela aposta em uma levada de samba, mas abraça de vez as distorções roqueiras e texturas eletrônicas. Tudo isso mantém a essência existencial e irônica que define sua obra. Uma resposta de Luella aos críticos A inspiração para a letra nasceu de uma provocação recorrente. Muitas pessoas questionavam: “Por que ser uma artista brasileira que só compõe em inglês?”. Luella transformou esse questionamento em um discurso de autoconfiança. “Sinto que essa faixa é uma resposta irônica e afetiva que se direciona para quem duvidou da minha capacidade. ‘Vocês acham que eu não sei fazer? Posso fazer tudo, inclusive, o que vocês acham que não posso’”, provoca a cantora. Ela explica que a composição surgiu de uma epifania criativa rápida, onde letra e melodia vieram de uma só vez. A artista decidiu não forçar nada e deixou a música fluir naturalmente em seu idioma materno. Produção imersiva e futuro Para materializar essa mistura de gêneros, Luella produziu a faixa em parceria com o produtor musical Azullllll. A dupla mixou o trabalho em Dolby Atmos, com o objetivo de envolver o ouvinte em uma experiência de imersão sonora completa. A produção executiva ficou a cargo de Rodolpho Rebuzzi. “Como Se Eu Não Soubesse” antecipa um futuro trabalho da cantora, que promete ser um mosaico de estilos. Luella deixa claro que a música não tem fronteiras e que ela mistura tudo o que a atravessa.

Natália Xavier lança single “Gansos Selvagens” inspirado em Mary Oliver

A cantora e artista visual Natália Xavier apresenta uma obra que une profundidade poética e experimentação sonora. Ela lançou o single Gansos Selvagens, faixa que encerra uma série especial de quatro lançamentos contemplados pela Lei Aldir Blanc e pela Prefeitura de São Caetano do Sul. A inspiração para a música vem da literatura. A artista baseou a composição no poema homônimo da aclamada escritora Mary Oliver. Com isso, a faixa investiga uma “selvageria íntima”, transformando coragem e vulnerabilidade em música. Atmosfera ritual e raízes brasileiras Sonoramente, a canção constrói uma paisagem única. O arranjo guia o ouvinte através de percussões inspiradas no toque de barravento, enquanto as guitarras abrem frestas de ar na melodia. O resultado cria uma atmosfera de rito, convocando a persistência e o retorno ao próprio centro. Esse cuidado estético não é por acaso. Natália Xavier é uma artista múltipla, com mestrado em Poéticas Visuais pela Unicamp e formação musical sólida. Filha de mãe pernambucana e pai baiano, ela evoca tradições do Norte e Nordeste — como maracatu, coco e ijexá — para dar corpo às suas canções. Um ciclo artístico completo de Natália Xavier Gansos Selvagens marca o fim de uma etapa criativa importante, iniciada no segundo semestre de 2025. Antes deste lançamento, a artista apresentou as faixas Merthiolate não arde, Relampejo e Seiva. Além da música, Natália também assina a arte visual do single, reafirmando sua capacidade de costurar palavra, som e imagem. Vale lembrar que ela já possui o álbum Eu também sou teus rios (2022) e o livro de poemas Eu pedi pelos tigres no currículo. Portanto, este novo single consolida a trajetória de uma artista que transita com naturalidade entre a ancestralidade e a contemporaneidade.

Astra Vaga: pop alternativo português estreia com álbum “Unção Honrosa”

O músico português (e neto de brasileira) Pedro Ledo decidiu romper com a rotina de escritório para criar algo novo. Assim nasceu o Astra Vaga, projeto que acaba de lançar seu disco de estreia, intitulado Unção Honrosa. O trabalho chega ao mercado pelo selo Saliva Diva, conhecido por movimentar a cena independente de Portugal. Musicalmente, o artista cruza referências de dream pop e pós-punk, criando uma sonoridade envolvente e nostálgica. Do terno e gravata à liberdade criativa de Astra Vaga Pedro Ledo acumula mais de uma década de trajetória na música, com passagens pelas bandas The Miami Flu e Lululemon. No entanto, o Astra Vaga surgiu de uma ruptura pessoal. O músico adotou o terno e gravata, inspirado nos salaryman japoneses, mas ressignificou o traje com um propósito artístico. O título do álbum reflete esse momento. Segundo Pedro, Unção Honrosa evoca reconciliação com o passado e reparação interior. Ele compôs e produziu as nove faixas em estúdios improvisados na cidade do Porto. Geralmente, as gravações ocorriam em sessões tardias, após o trabalho, o que moldou o tom introspectivo e urbano da obra. Estética lo-fi e novo clipe O universo visual é uma parte fundamental do projeto. Pedro trabalha com videoarte analógica e traz referências de jogos japoneses dos anos 90 e glitch art. Essa estética de “baixa fidelidade” cria uma sensação de memória distorcida. Para acompanhar o lançamento, o artista divulgou o clipe da faixa Nada a Meu Favor. O vídeo se junta aos singles anteriores Lamento, Cor-de-rosa, Noite a Cair e Roxo. Conexão profunda com o Brasil Apesar da origem europeia, o Brasil ocupa um lugar especial nos planos do Astra Vaga. Pedro Ledo revelou um fascínio antigo pela nossa cultura e planeja uma turnê pelo país. “A música brasileira influenciou a minha formação como músico desde cedo: a harmonia rica da bossa nova; a música louca e psicodélica dos Mutantes; o groove do Tim Maia e o rock da Legião Urbana”, conta o artista. Ele acredita que a energia do Brasil vem das pessoas e da forma como elas se relacionam. Portanto, ouvir Unção Honrosa é também descobrir como essas influências tropicais ecoam, mesmo que sutilmente, na melancolia portuguesa de Pedro Ledo. Ouça o álbum completo e assista ao novo clipe nos links abaixo.

Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies para focar na família e projetos

O baterista Jay Weinberg deixou o Suicidal Tendencies. De acordo com o músico, a decisão ocorreu de forma totalmente amigável e planejada. Weinberg, que assumiu as baquetas da banda em março de 2024, encerra este ciclo após pouco menos de dois anos de estrada. Paternidade e novos rumos para Jay Weinberg O principal motivo para a saída envolve uma grande mudança de vida. Jay revelou que será pai pela primeira vez ainda este ano. Portanto, ele decidiu priorizar a chegada do bebê e dedicar mais tempo à sua família neste momento especial. Além disso, o baterista tem planos artísticos ambiciosos. Ele citou o projeto Portraits of an Apparition, uma série crescente de colaborações, e a construção de um espaço criativo adequado em sua casa. Misterioso, ele também mencionou que trabalha em “novos projetos em desenvolvimento” que ainda não pode anunciar. Gratidão e a mensagem de “You Can’t Bring Me Down” Em seu comunicado oficial no Instagram, Jay demonstrou profunda gratidão aos companheiros de banda. Ele agradeceu nominalmente a Mike Muir, Dean Pleasants, Ben Weinman e Tye Trujillo. O músico destacou como o grupo o acolheu em um momento delicado de sua carreira (logo após sua saída do Slipknot). Segundo ele, a banda permitiu que ele sentisse na pele a mensagem do clássico You Can’t Bring Me Down quando ele mais precisava. “Mike, Dean, Ben e Tye: vocês apoiaram um amigo quando ele estava em baixa… Sou imensamente grato por isso e mal posso esperar para ver o que vocês farão a seguir”, escreveu o baterista. Repercussão e legado Colegas como Ra Diaz, Greyson Nekrutman e Branden Steineckert enviaram mensagens de apoio nos comentários da publicação. Jay finalizou sua despedida reafirmando seu amor pelo legado do grupo e pelos fãs que conheceu em seis continentes. Ele encerrou o texto com a frase que resume seu sentimento: “ST para sempre!”.

Morre Matt Kwasniewski-Kelvin, cofundador do Black Midi, aos 26 anos

Matt Kwasniewski-Kelvin, guitarrista e cofundador da banda britânica Black Midi, faleceu aos 26 anos. A família confirmou a notícia através de um comunicado divulgado pela gravadora Rough Trade. Segundo a nota oficial, o músico enfrentava uma “longa batalha contra problemas de saúde mental”. Infelizmente, ele sucumbiu à doença, apesar de todos os esforços para sua recuperação. A formação de uma sonoridade única Matt Kwasniewski-Kelvin desempenhou um papel crucial na criação da identidade sonora do Black Midi. Ele conheceu seus companheiros de banda, Geordie Greep, Cameron Picton e Morgan Simpson, na Brit School, em Londres. Juntos, eles lideraram a vibrante cena do sul da cidade, frequentando a famosa casa de shows Windmill, em Brixton. Matt se destacava por alternar riffs delirantes de post-hardcore com ruídos abstratos e improvisados. Essa energia definiu o aclamado álbum de estreia do grupo, Schlagenheim (2019). Afastamento e legado de Matt Kwasniewski-Kelvin O guitarrista deixou a banda em 2021, pouco antes do lançamento do segundo disco, Cavalcade. Na época, ele explicou aos fãs que precisava se afastar para cuidar de sua mente. O restante do grupo seguiu como um trio até anunciar uma pausa indefinida em 2024. Mesmo longe dos grandes palcos, Matt continuou a criar. Ele fez uma participação especial no álbum de Wu-Lu em 2022 e lançou gravações solo recentemente, abordando temas políticos. O apelo da família A família descreveu Matt como um “músico talentoso e um homem gentil e amoroso”. O comunicado termina com um pedido comovente e necessário para todos nós: “Por favor, reserve um momento para verificar como estão seus entes queridos para que possamos impedir que isso aconteça com nossos jovens.”

Bowling For Soup e Able Machines lançam cover de “Connection”, do Elastica

A banda Bowling For Soup uniu forças com a dupla Able Machines para lançar um inusitado cover de Connection. A faixa original, gravada pelo Elastica, é um dos maiores hinos do Britpop dos anos 90. Uma longa amizade motivou essa parceria. O vocalista Jaret Reddick mantém uma relação próxima com Linus Of Hollywood, integrante do Able Machines e produtor de longa data do Bowling For Soup. Juntos, eles decidiram transformar a música. Uma nova roupagem eletrônica do Bowling For Soup Enquanto a versão original do Elastica focava em guitarras distorcidas e energia crua, o novo cover segue outro caminho. A banda apostou em uma pegada mais eletrônica, respeitando a sonoridade do Able Machines. Jaret Reddick explicou como a ideia surgiu. Segundo ele, a música sempre fez parte da trilha sonora da banda na estrada. “Eu sempre amei essa música! A gente tocava ela sem parar na van! Um dia eu estava ouvindo uma música nova do Able Machines e pensei… Meu melhor amigo, o produtor do Bowling For Soup, Linus of Hollywood, está numa banda de música eletrônica! A gente devia fazer uma Connection juntos!”, contou o vocalista. Felizmente, Linus e Tay (a outra metade do Able Machines) toparam o desafio imediatamente. O resultado agradou a todos e gerou também um videoclipe divertido. A produção visual presta uma homenagem à ficção científica retrô e você pode conferir o resultado abaixo. Turnê e grandes palcos O Bowling For Soup vive um momento grandioso. No mês passado, o grupo liderou um show histórico na Wembley Arena, em Londres. Agora, eles já planejam o retorno ao Reino Unido para o verão. A banda fará uma turnê conjunta com Frank Turner, batizada de Bowl My Bones. A série de shows começará em 25 de junho no Dreamland, em Margate. Ao todo, eles farão nove apresentações, encerrando a jornada no icônico Eden Project, em Cornwall.

Black Veil Brides lança “Certainty” e questiona crenças absolutas

O Black Veil Brides decidiu começar o ano com intensidade. A banda, liderada por Andy Biersack, lançou hoje (9) o single Certainty. A faixa fará parte do próximo álbum de estúdio do grupo e já chega acompanhada de um videoclipe impactante. A formação atual conta com Biersack nos vocais, os guitarristas Jake Pitts e Jinxx, o baixista Lonny Eagleton e o baterista Christian Coma. Juntos, eles entregam uma sonoridade que mistura a identidade clássica da banda com novas reflexões filosóficas. Inspiração cinematográfica e crítica social em Certainty Segundo Andy Biersack, o conceito de “certeza” permeia todo o novo disco. Curiosamente, o filme Conclave inspirou a criação da letra. O vocalista reflete sobre como sistemas de crença rígidos podem se tornar prisões. “Quando a certeza se cristaliza, curiosidade, crescimento e disposição para mudar se tornam impossíveis”, explica Biersack. Além disso, a música critica o cenário atual. O cantor aponta que grande parte do discurso político e social existe dentro de “câmaras de eco”, onde as pessoas apenas reforçam suas próprias crenças absolutas. Essa tensão narrativa impulsiona a nova fase da banda. Videoclipe com estética de cinema Para ilustrar essa mensagem, o Black Veil Brides convocou o diretor George Gallardo Kattah. A equipe filmou o videoclipe em Bogotá, na Colômbia, aproveitando a passagem da banda pelo país. O resultado visual impressiona. Com uma cinematografia que remete aos filmes da produtora A24, o vídeo interpreta o medo e o orgulho como “gêmeos bíblicos”. Biersack classificou a produção como uma das favoritas de sua carreira, elogiando a interpretação visual dos temas da canção. Uma trajetória de sucesso A faixa Certainty surgiu de última hora. Jake Pitts enviou a ideia inicial e a banda finalizou a gravação em poucos dias, sentindo que ela era essencial para o álbum. Vale lembrar que o grupo vive um ótimo momento. O disco anterior, The Phantom Tomorrow, alcançou o topo da parada Top Hard Rock Albums da Billboard. Agora, com o selo Spinefarm e após 15 anos de estrada, o Black Veil Brides renova seus votos com o BVB Army e mostra que ainda tem muito a dizer. Assista ao clipe abaixo.