Bad Religion confirma show único em São Paulo; ingressos à venda nesta terça

Com mais de quatro décadas de serviços prestados ao punk rock e ao pensamento crítico, o Bad Religion tem um novo encontro marcado com os brasileiros. E dessa vez, a oportunidade é exclusiva. A Live Nation Brasil confirmou nesta segunda-feira (2) que a banda californiana fará uma apresentação única no país. O show acontece no dia 28 de abril, no Espaço Unimed, em São Paulo. Ingressos para o Bad Religion em São Paulo Para os fãs que pretendem garantir presença, a ação precisa ser rápida. A venda de ingressos começa já nesta terça-feira, 3 de fevereiro. O parcelamento pode ser feito em até 3x sem juros. 45 anos de razão e melodia Donos de hinos como American Jesus, 21st Century (Digital Boy) e Sorrow, o grupo liderado por Greg Graffin (que também é doutor em história da ciência) mantém sua relevância ao unir velocidade melódica com letras que defendem o humanismo e a razão. O trabalho de estúdio mais recente, Age of Unreason, serve como base para o discurso atual da banda, abordando o declínio de valores iluministas e a ascensão da intolerância política. “A banda sempre defendeu os valores do Iluminismo. Hoje, esses valores de verdade, liberdade, igualdade, tolerância e ciência estão em sério perigo. Este disco é a nossa resposta”, explica o guitarrista Brett Gurewitz. Esta será a enésima visita do grupo ao país, que já tocou em festivais como The Town, Primavera Sound e Lollapalooza, mas o formato de show solo promete um setlist mais extenso e focado nos clássicos da carreira. Serviço: Bad Religion em São Paulo PREÇOS Pista: R$ 220,00 (meia) e R$ 440,00 (inteira) Pista premium: R$ 325,00 (meia) e R$ 650,00 (inteira) Mezanino: R$ 340,00 (meia) e R$ 680,00 (inteira) Camarote A/B: R$ 360,00 (meia) e R$ 720,00 (inteira)

Chapterhouse anuncia show inédito no Brasil com abertura da terraplana

Dizem que o Chapterhouse sempre teve o talento de estar no lugar certo na hora errada: psicodélicos na era acid house, shoegazers na germinação do grunge. Mas a retrospectiva fez justiça e, 35 anos após o lançamento de seu álbum de estreia, o “tempo certo” finalmente chegou para os fãs brasileiros. Nesta segunda-feira (2), a Balaclava Records anunciou a vinda inédita da banda inglesa ao país. A apresentação única acontece no dia 29 de setembro, no Cine Joia, em São Paulo. Para tornar a noite uma celebração completa do gênero, a abertura ficará a cargo dos curitibanos da terraplana, um dos nomes mais vitais do rock alternativo nacional atual. Lendas de Reading Formado em 1987, o Chapterhouse é frequentemente citado na trindade sagrada do shoegaze/dream pop noventista, ao lado de RIDE e Slowdive. O álbum de estreia, Whirlpool (1991), é um marco que conta com a colaboração de Robin Guthrie (Cocteau Twins) e figura na lista dos melhores do gênero da Pitchfork. O setlist deve revisitar clássicos como Pearl, faixa que originalmente conta com backing vocals de Rachel Goswell (Slowdive) e sample de bateria inspirado em John Bonham. Após um hiato que durou de 1995 a 2008, o grupo retornou à ativa antes mesmo da onda de reuniões de seus contemporâneos. A formação que vem ao Brasil traz Stephen Patman, Andrew Sheriff, Robin Light, Ashley Bates e Michael Secker. O momento da terraplana A escolha da banda de abertura não foi aleatória. A terraplana vive um momento de ascensão, divulgando o álbum natural, lançado em março de 2025. O grupo mistura a nostalgia do shoegaze com post-hardcore e slowcore. A banda brasileira também está escalada para o Lollapalooza Brasil (em março) e para o festival americano Slide Away Fest (em maio), onde curiosamente também dividirá o line-up com o próprio Chapterhouse. Serviço: Balaclava apresenta Chapterhouse e terraplana Ingressos

Assista ao primeiro trailer de “Michael”, estrelado pelo sobrinho do astro

A história de um dos artistas mais influentes (e complexos) da cultura pop está prestes a ganhar as telas grandes com um toque de DNA familiar. A Universal Pictures divulgou nesta segunda-feira (2) o primeiro trailer e o cartaz de Michael, a aguardada cinebiografia de Michael Jackson. O filme tem estreia confirmada nos cinemas brasileiros para 23 de abril. Jaafar Jackson assume o manto O grande destaque da produção é a escalação de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, para interpretar a fase adulta do Rei do Pop. A semelhança física e a capacidade de emular os movimentos icônicos do tio têm sido o foco da divulgação. Para a fase infantil, o papel ficou com o ator Juliano Valdi. Equipe por trás de “Bohemian Rhapsody” A produção carrega o peso de tentar repetir o sucesso de outras biografias musicais recentes. Para isso, o filme é produzido por Graham King, o mesmo nome por trás do oscarizado Bohemian Rhapsody (do Queen). A direção é de Antoine Fuqua, cineasta conhecido por dramas urbanos e de ação como Dia de Treinamento e Invasão à Casa Branca. Michael além dos palcos Segundo a sinopse oficial, o longa pretende ir além da música. A trama cobrirá desde a descoberta do talento no The Jackson 5 até a consolidação de sua carreira solo e a busca incansável para se tornar o maior artista do mundo. O filme promete mostrar “a vida de Michael fora do palco” e recriar performances históricas. O elenco de apoio traz nomes de peso: O filme será lançado inclusive em versões IMAX. Assista ao trailer abaixo

Supla e The 69 Eyes lançam a gótica “Trip Scene”

Há uma coincidência numérica, e sonora, que une o passado de Supla aos finlandeses do The 69 Eyes. Aproveitando a passagem da banda de rock gótico pela América Latina, o “Papito” reuniu seus Punks de Boutique para gravar uma colaboração inédita. Nesta segunda-feira (2), chegou às plataformas o single Trip Scene, faixa que conta com a participação de Jyrki 69 (voz) e Bazie (guitarra). Resgate de Nova York A música não é exatamente nova, mas sim um resgate dos arquivos pessoais de Supla. A faixa foi composta originalmente durante o período em que o músico morou em Nova York (1994-1999) e liderava a banda Psycho 69. A nova versão mantém a estrutura instrumental da original, mas ganha o peso das “vozes de catacumba” e o estilo dark dos convidados finlandeses. “Os Punks de Boutique fizeram um excelente trabalho junto com o guitarrista Bazie, que adicionou interessantes riffs no refrão. E nos vocais rolou algo diferente, onde eu acabo repetindo o que Jyrky cantava. Isso trouxe um plus inusitado para a canção: duas vozes graves saindo das catacumbas”, comenta Supla. Clipe com imagens de arquivo O lançamento é acompanhado de um videoclipe que mescla o presente e o passado. As cenas da gravação atual no estúdio em São Paulo são intercaladas com registros raros de performances do Psycho 69 nos palcos de Nova York nos anos 90.

Silibrina apresenta o espetáculo “Sonambulando” com Antônio Nóbrega

Esqueça a imagem do show instrumental estático e silencioso. Quando a Silibrina sobe ao palco, a proposta é transformar o jazz e a música brasileira em uma experiência feita para o corpo. Nesta quinta-feira (5), a banda liderada pelo pianista Gabriel Nóbrega ocupa a Casa Natura Musical, em São Paulo, para apresentar o espetáculo Sonambulando. O projeto, inspirado no terceiro álbum do grupo, expande o formato tradicional de concerto. Com bailarinos, alegorias e iluminação cênica, o show busca recriar a atmosfera coletiva das festividades juninas e dos bailes populares. Encontro de gerações A apresentação marca um momento especial de família e tradição no palco. O multiartista Antônio Nóbrega (pai de Gabriel) junta-se ao grupo como convidado especial, trazendo voz, violino e sua performance cênica característica. Além dele, a noite conta com a participação do bloco de maracatu das Marabrilhosas, reforçando a percussão e a energia de rua que a banda incorporou nesta nova fase. “Mais do que um show, esse evento será uma festa de celebração… vamos levar pro palco e pra pista toda a energia do raio da Silibrina”, comenta Gabriel Nóbrega. Nova fase da Silibrina Na estrada desde 2016 e com passagens por festivais na Europa e América do Norte, a banda vive um momento de amadurecimento. O novo repertório mantém a fusão de jazz, pop e eletrônica com ritmos como frevo e baião, mas aposta em uma sonoridade mais dançante. A formação atual destaca a presença de Oliver na percussão e Sintia no saxofone, trazendo novas dinâmicas aos arranjos. Serviço: Silibrina | ‘Sonambulando’ part. Antonio Nóbrega Valores (lote 1) Política de gratuidade: A Casa Natura Musical oferece ingressos gratuitos para pessoas trans, travestis e não-binárias. A retirada deve ser feita via Sympla (sujeito à lotação).

Grammy 2026: Bad Bunny faz história com Álbum do Ano; Caetano e Bethânia vencem

A 68ª edição do Grammy Awards quebrou barreiras linguísticas e celebrou o retorno de lendas, mas a manchete principal pertence a Porto Rico: Bad Bunny conquistou o prêmio mais cobiçado da noite, o de Álbum do Ano, com Debí Tirar Más Fotos. É a consagração definitiva da música urbana latina no palco mais conservador da indústria. O “Coelho Mau” superou concorrentes de peso como Beyoncé, Lady Gaga e Kendrick Lamar. Além do prêmio principal, ele também levou para casa o gramofone de Melhor Álbum de Música Urbana e Melhor Performance Global. Aliás, vale lembrar que Bad Bunny fará shows em São Paulo em fevereiro. Antes disso, no entanto, ele se apresenta no badalado show do intervalo do Super Bowl. Além de Bad Bunny, Kendrick, Billie e Lady Gaga também brilham Nas outras categorias principais (o chamado “Big Four”), a diversidade de gêneros imperou. Quem também teve uma noite de gala foi Lady Gaga. A artista dominou as categorias pop, levando Melhor Álbum Vocal Pop por Mayhem e Melhor Gravação Dance Pop por Abracadabra. Retorno do rock e alternativo A noite também foi de celebração para o The Cure. A lendária banda britânica venceu Melhor Álbum de Música Alternativa com Songs of a Lost World e Melhor Performance Alternativa. Já no rock pesado, o Turnstile confirmou sua ascensão, levando Melhor Álbum de Rock por Never Enough. Brasil no topo A música brasileira foi muito bem representada. Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram a categoria Melhor Álbum de Música Global com o projeto Caetano e Bethânia Ao Vivo, superando nomes como Burna Boy e Anoushka Shankar. 🏆 Lista completa de vencedores do Grammy 2026 Álbum do Ano Gravação do Ano Música do Ano (Prêmio aos Compositores) Artista Revelação Produtor do Ano, Não Clássico Compositor(a) do Ano, Não Clássico Melhor Performance Solo Pop Melhor Performance de Duo/Grupo Pop Melhor Álbum Vocal Pop Melhor Gravação de Dance/Eletrônica Melhor Gravação de Dance Pop Melhor Álbum de Dance/Eletrônica Melhor Gravação Remixada Melhor Performance de Rock Melhor Desempenho em Metal Melhor Música de Rock Melhor Álbum de Rock Melhor Performance de Música Alternativa Melhor Álbum de Música Alternativa Melhor Performance de R&B Melhor Performance de R&B Tradicional Melhor Música de R&B Melhor Álbum de R&B Progressivo Melhor Álbum de R&B Melhor Performance de Rap Melhor Performance de Rap Melódico Melhor Música de Rap Melhor Álbum de Rap Melhor Álbum de Poesia Falada Melhor Performance de Jazz Melhor Álbum Vocal de Jazz Melhor Álbum Instrumental de Jazz Melhor Álbum para Grande Conjunto de Jazz Melhor Álbum de Jazz Latino Melhor Álbum de Jazz Alternativo Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo Melhor Álbum de Teatro Musical Melhor Performance Solo de Música Country Melhor Performance Country em Dupla/Grupo Melhor Música Country Melhor Álbum de Música Country Tradicional Melhor Álbum de Música Country Contemporânea Melhor Performance de Música Tradicional Americana Melhor Performance Americana Melhor Canção de Raízes Americanas Melhor Álbum de Americana Melhor Álbum de Bluegrass Melhor Álbum de Blues Tradicional Melhor Álbum de Blues Contemporâneo Melhor Álbum de Folk Melhor Álbum de Música Regional de Raízes Melhor Performance/Canção Gospel Melhor Performance/Canção de Música Cristã Contemporânea Melhor Álbum Gospel Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea Melhor Álbum de Gospel Tradicional Melhor Álbum de Pop Latino Melhor Álbum de Música Urbana Melhor Album de Rock Latino ou Alternativo Melhor Álbum de Música Mexicana Melhor Álbum Tropical Latino Melhor Performance Musical Global Melhor Performance de Música Africana Melhor Álbum de Música Global Melhor Álbum de Reggae Melhor Álbum de New Age, Ambient ou Chant Melhor Álbum de Música Infantil Melhor Álbum de Comédia Melhor Gravação de Audiolivro Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual Melhor Trilha Sonora para Videogames Melhor Canção Escrita para Mídia Visual Melhor Videoclipe Melhor Filme Musical Melhor Pacote de Gravação Melhor Capa de Álbum Melhores Notas de Álbum Melhor Album Histórico Melhor Álbum de Engenharia de Som, Não Clássico Melhor Álbum de Engenharia de Som, Clássico Produtor do Ano, Música Clássica Melhor Álbum de Áudio Imersivo Melhor Composição Instrumental Melhor Arranjo, Instrumental ou A Cappella Melhor Arranjo, Instrumentos e Vocais Melhor Performance Orquestral Melhor Gravação de Ópera Melhor Performance Coral Melhor Performance de Música de Câmara Melhor Solo Instrumental Clássico Melhor Álbum de Música Clássica Solo Vocal Melhor Compêndio Clássico Melhor Composição Clássica Contemporânea

Superalma convida S7lermo para o solar “Derretendo com Você”

Se o último trabalho do Superalma foi um mergulho denso na filosofia do tempo, o passo seguinte é sentir o calor na pele. O trio formado por Bella Vox, Frankstation e U.F.O. disponibilizou nas plataformas de streaming a faixa Derretendo com Você, marcando uma mudança de direção em sua sonoridade. Diferente do disco-manifesto Todo Tempo Que Virá Depois Desse Momento – Volume 2, que priorizava a reflexão, a canção aposta em uma atmosfera solar e imediata. Afrobeat e conexão carioca A música une afrobeat, pop e R&B, funcionando como uma trilha para o verão. A letra narra o encontro de duas pessoas sob o sol do Rio de Janeiro, focando na presença e no prazer sem culpa. Para somar nessa construção, o grupo convidou o rapper carioca S7lermo, que traz a identidade do trap para dialogar com os vocais de Bella Vox. A produção é assinada por Mvzza, responsável por costurar os beats e criar a textura envolvente da faixa. “Se [o álbum anterior] se debruçava sobre o instante como conceito filosófico e emocional, o single escolhe vivê-lo no corpo”, descreve o material de divulgação. Ouça a faixa abaixo

The Snuts aborda depressão pós-parto em “Summer Rain”

A euforia dos palcos muitas vezes camufla os dramas silenciosos da vida doméstica. Para os escoceses do The Snuts, o choque de realidade ao voltar para casa serviu de combustível para abordar um tema raramente explorado no indie rock. O grupo disponibilizou o single Summer Rain, marcando seu primeiro material inédito desde 2024. A faixa nasce de um período de reconexão da banda com suas raízes em West Lothian, mas o cerne da composição é pessoal e doloroso. O vocalista Jack Cochrane revelou que a letra trata da depressão pós-parto enfrentada por sua esposa. “Eu tive que crescer”, diz o vocalista do The Snuts Cochrane explica que o nascimento do filho coincidiu com um momento caótico profissionalmente, logo após o lançamento do terceiro álbum e durante uma turnê. “Minha esposa estava lutando muito contra a depressão pós-parto… Tivemos um filho quando a banda tinha acabado de lançar o terceiro álbum e estava em turnê. É coisa demais para se fazer com um recém-nascido”, compartilhou. A letra reflete o impacto dessa mudança brusca e a tentativa, muitas vezes falha, de tentar resolver tudo racionalmente. “Eu pensei que poderia apenas consertar isso, é uma coisa clássica de homem, então eu tive que realmente crescer. Liricamente, a música expressa o medo do futuro, mas também uma vontade ou apelo para recomeçar e reivindicar a felicidade funcional”. Musicalmente, Summer Rain canaliza esses obstáculos pessoais em uma sonoridade que busca a superação.

Thundercat anuncia álbum “Distracted” com feat inédito de Mac Miller

“Se não é uma garota, são os impostos. Se não são os impostos, é a Terceira Guerra Mundial.” É com essa síntese agridoce da vida moderna que Thundercat encerra um hiato de seis anos. O baixista virtuoso confirmou para o dia 3 de abril a chegada de Distracted, seu quinto álbum de estúdio, via Brainfeeder Records. O projeto dá sequência aos temas de luto explorados no disco anterior, It Is What It Is (2020), mas amplia o escopo das colaborações. O destaque imediato da tracklist vai para She Knows Too Much, uma faixa inédita gravada com seu falecido amigo e colaborador frequente, Mac Miller. Coração partido e convidados de peso Para apresentar a nova fase, Thundercat liberou o single I Did This To Myself, que conta com a participação de Lil Yachty. A produção do disco reúne um time de peso: além do parceiro de longa data Flying Lotus, aparecem nos créditos Kenny Beats e o duo The Lemon Twigs. Sobre a temática do disco, o músico reflete no comunicado de imprensa: “Eu não acho que o coração partido tenha parado… Se não é a Terceira Guerra Mundial, é uma nova atualização no telefone.” Além de Mac Miller e Yachty, o álbum traz participações de A$AP Rocky, Channel Tres, Willow e Tame Impala (na faixa No More Lies). Tracklist: Distracted