Arnaldo Antunes anuncia show com Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal em SP

O ex-Titã Arnaldo Antunes anunciou um show inédito e histórico no Espaço Unimed, em São Paulo, marcado para o dia 22 de maio (sexta-feira). Para celebrar a turnê do seu disco mais recente, Novo Mundo (2025), o cantor e poeta convidou ninguém menos que Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal para dividirem o palco. A noite será registrada para dar origem a um álbum ao vivo e um projeto audiovisual. Peso de “Novo Mundo” e o palco visual de Arnaldo Antunes Se nos últimos anos Arnaldo excursionou com o espetáculo intimista Lágrimas no Mar (ao lado do pianista Vitor Araújo), a fase Novo Mundo traz uma sonoridade muito mais pesada, dançante e urgente, refletindo as angústias dos tempos atuais. Acompanhado de uma banda espetacular, que conta com nomes como Curumin (bateria) e Kiko Dinucci (guitarras), Arnaldo traz um show com direção artística de Batman Zavareze. Esqueça os tradicionais painéis de LED: a cenografia aposta pesado em luzes e lasers como elementos narrativos, criando atmosferas e sombras que “dançam” com as canções. Setlist imprevisível “Poder celebrar esse momento juntando pela primeira vez no palco Marisa, Ana e Vandal, artistas que participaram do álbum, é motivo de imensa gratificação e alegria”, conta Arnaldo Antunes. * 🎫 Serviço

The Second Half of the Sun estreia com a hipnótica “Time’s Super Run”

Em uma era dominada pela urgência dos algoritmos e por músicas que entregam o refrão nos primeiros quinze segundos, estrear com uma faixa tensa, imersiva e de 7 minutos de duração é um ato de coragem e de resistência artística. É exatamente esse o convite que o duo The Second Half of the Sun faz ao público nesta quinta-feira (5) com o lançamento do seu primeiro single, Time’s Super Run. Encontro de duas mentes criativas do The Second Half of the Sun O projeto nasce da união de dois músicos já muito experientes e respeitados na cena paulista: Will Geraldo (Violent Attitude If Noticed, The Opposite of Hate) e Leandro TG Mendes (Do Culto ao Coma). A sonoridade da dupla não se prende a moldes fixos. A música passeia com fluidez pelo espaço que existe entre o pop eletrônico e o metal industrial, equilibrando ritmos programados de forma milimétrica com a performance humana das guitarras. O grande trunfo de Time’s Super Run é a sua construção baseada na repetição e no controle. Não espere por clímax evidentes ou viradas dramáticas fáceis; a música constrói uma atmosfera envolvente que hipnotiza os ouvidos mais atentos, desenvolvendo-se gradualmente. Composição como terapia Para a dupla, a criatividade e a execução caminham de mãos dadas com a reflexão existencial. O próprio nome da banda já carrega esse tom dilatado e contemplativo sobre a passagem do tempo, que é, inclusive, o tema central que guia as jornadas do projeto. “A ideia inicial era simplesmente exercitar nossa criatividade e dar forma a pensamentos musicais e existenciais por meio de algumas músicas, quase como uma oficina de composição”, revela Will. Leandro complementa a dinâmica do duo: “Costumamos brincar que nossas sessões de gravação também são sessões de terapia”. Muitas vezes, a dupla deixa a cama instrumental guiar os sentimentos primeiro, para só depois decidir onde e como as linhas vocais (e as mensagens) devem se encaixar nessa arquitetura sonora.

Lúcio Maia lança o imersivo clipe de “Fetish Motel”

Fundador da Nação Zumbi e um dos arquitetos do manguebeat, Lúcio Maia disponibilizou nesta quinta-feira (5) o seu novo single e videoclipe, Fetish Motel. O lançamento, que sai pelo selo Opium em parceria com a ForMusic Records, é a primeira grande amostra do seu segundo e homônimo disco solo, que tem data de chegada às plataformas marcada para o dia 16 de abril de 2026. Atmosfera cinematográfica Se você espera apenas riffs de guitarra tradicionais, prepare-se para ser surpreendido. “Fetish Motel” é uma viagem sensorial que mistura elementos de dark funk com sintetizadores marcantes. A atmosfera cinematográfica da faixa remete diretamente à estética dos clássicos filmes noir dos anos 1960. Segundo o próprio artista, a música serve como uma trilha sonora para os encontros com os seres que habitam o nosso interior, uma exploração profunda da fantasia individual e daquela linha tênue entre o real e o imaginário. A ficha técnica é de peso. Além da produção assinada pelo próprio Lúcio, a faixa conta com a mixagem do lendário Mario Caldato Jr. (conhecido por seus trabalhos geniais com os Beastie Boys e Marcelo D2). A banda de apoio traz Arquétipo Rafa na bateria, Marco Gerez no baixo e Pedro Regada nos synths, consolidando a música como um dos grandes destaques do pop alternativo instrumental deste ano. O clipe imersivo tem direção e produção de Miwa Shimosakai. 🎫 Lançamento ao vivo no Sesc Avenida Paulista Para celebrar a chegada de Fetish Motel e já preparar o terreno para o próximo single (Tábua das Horas), o guitarrista fará um show imperdível na capital paulista no sábado, dia 14 de março, às 19h30, no Sesc Avenida Paulista. As novas faixas do repertório flertam com o futurismo, movimento do início do século 20 que exaltava a modernidade, a velocidade e a tecnologia. O espetáculo visual ficará completo com as projeções operadas por Miwa Shimosakai e Julia Ro, além da iluminação de Cris Souto. * 🎫 Serviço: Lúcio Maia em São Paulo

Felipe Antunes lança samba urbano e reflexivo “Pode Apostar”

O cantor e compositor Felipe Antunes apresentou ao público o single Pode Apostar, um samba envolvente que inaugura os primeiros passos de seu próximo álbum de estúdio, Dança do Universo (com previsão de lançamento para abril). Com um olhar urbano e uma pulsação coletiva, a nova fase amplia a pesquisa do artista em torno das relações humanas. A proposta é uma travessia sensorial que busca no encontro e no movimento as respostas para as nossas mais profundas inquietações individuais. Do mar para o asfalto Se no seu aclamado trabalho anterior, Embarcação, Felipe usava um mar metafórico para falar de forças que tentam nos afundar e movimentos que nos mantêm à tona, agora o foco desce para o chão da cidade e para as conversas que nos atravessam diariamente. Pode Apostar nasce como um samba sofisticado, que entende o amor e as relações não como uma disputa de egos, mas como uma construção inteiramente compartilhada. A ética afetiva da canção propõe trocar a competição pela escuta, como o próprio artista canta de forma brilhante. “Não há quem perca, nem vai ganhar / Uma conversa sempre vai ser / Uma conversa, não pra vencer”. O samba sustenta lindamente a tensão entre a individualidade e o coletivo, reafirmando que amadurecer também é reaprender a dialogar em um mundo cada vez mais ruidoso. DNA criativo de Felipe Antunes Para quem acompanha a cena mais atenta da música nacional, o talento de Felipe Antunes não é novidade. Com uma trajetória marcada pelo diálogo fluido entre música, literatura e artes cênicas, ele consolida sua identidade autoral transitando entre os palcos, os estúdios e a dramaturgia. O currículo fala por si: o artista já foi indicado três vezes ao Grammy Latino com a excelente banda Vitrola Sintética. Além disso, assina trilhas premiadas para o teatro e projetos híbridos aclamados, como o Visão Noturna, ao lado do multiartista angolano Nástio Mosquito.

Venom anuncia o brutal álbum “Into Oblivion” e lança single inédito

A lendária banda britânica Venom anunciou o lançamento do seu 16º álbum de estúdio, Into Oblivion. O disco chegará ao mercado no dia 1º de maio de 2026, através da gravadora Noise/BMG. Para já dar um gosto do caos sonoro que está por vir, o trio liberou nas plataformas digitais o primeiro single do projeto, a explosiva Lay Down Your Soul. Legado e a formação mais duradoura do Venom Formado em Newcastle em 1979, o Venom dispensaria apresentações. O grupo é amplamente reconhecido como um dos mais influentes da história, tendo literalmente batizado e pavimentado o caminho para o desenvolvimento do black metal. Décadas depois, o legado da banda continua inspirando gerações dentro da música pesada. Into Oblivion marca o primeiro material inédito do grupo desde Storm The Gates (2018). O trabalho traz a formação consolidada por Cronos (baixo, vocais e membro fundador), Rage (guitarra) e Dante (bateria). A química do disco reflete a longevidade dessa line-up, que já soma impressionantes 17 anos juntos. “Passou num piscar de olhos! Tudo se resume à amizade e ao respeito mútuo”, resume o baterista Dante. Sangue, suor e “Lay Down Your Soul” O álbum reúne 13 faixas que carregam o DNA clássico do Venom: peso absoluto, atmosfera sombria e refrões marcantes feitos para berrar ao vivo. A produção mistura o espírito cru dos anos 80 com uma abordagem ligeiramente mais moderna e progressiva. O processo de criação levou anos, esbarrando na pandemia e na obsessão da banda em alcançar o resultado perfeito. “Este álbum realmente ultrapassou limites, mas se você quer fazer um disco matador, paga por isso com sangue, suor e lágrimas”, cravou o frontman Cronos. O guitarrista Rage endossa o peso da obra: “Estou extremamente orgulhoso deste álbum, é impressionante! Ele soa diferente, mas ao mesmo tempo familiar. A sonoridade deu um grande salto.” O single de estreia, Lay Down Your Soul, é a prova viva dessa evolução. Com uma energia que remete diretamente à clássica faixa “Black Metal”, a música promete se tornar um novo hino nos mosh pits. “Acho saudável reconhecer coisas do passado e trazê-las para um novo contexto. Os fãs vão enlouquecer com isso”, completa Cronos. Formatos Into Oblivion já está disponível em pré-venda e chegará aos fãs em formatos de colecionador. Atenção colecionadores: As pré-vendas das edições físicas feitas diretamente pela loja da Noise Records incluirão um photo card limitado assinado por Cronos, Dante e Rage (enquanto durarem os estoques). Tracklist de “Into Oblivion”:

Mariana Nolasco reúne 12 artistas na versão ao vivo de “Pra Todas as Mulheres”

Antecipando as reflexões e a força do Dia Internacional da Mulher, a cantora e compositora Mariana Nolasco entregou ao público um lançamento de arrepiar. Nesta quinta-feira (5), chegou às plataformas de streaming e ao YouTube a versão ao vivo e o videoclipe de Pra Todas as Mulheres. O lançamento, via Ditto Music, amplia de forma grandiosa o significado da canção original. O que nasceu inicialmente como um desabafo íntimo e pessoal de Mariana, hoje se consolida como um poderoso chamado coletivo de união e resistência. Set 100% feminino de Mariana Nolasco A letra, que diz “Abafaram nossa voz, mas se esqueceram de que não estamos sós”, ganha um contorno emocionante nessa releitura. Se antes Mariana cantava a faixa sozinha, agora a música se transforma em um verdadeiro coral de vozes e talentos. Ao todo, 12 mulheres ocupam a cena no videoclipe: E o engajamento foi além das câmeras. Todo o projeto, passando pela produção, fotografia, direção criativa e direção musical, foi realizado exclusivamente por mulheres. “Foi mágico olhar pro meu lado no set e ver tanta mulher incrível junta”, comemora a cantora. Fim de uma era irracional No foco central da canção está a busca incessante por respeito, cura e transformação estrutural. O trecho “diga sim para o fim de uma era irracional, patriarcal” funciona como um manifesto urgente. “É como se a gente tivesse chegado em um nível de estafa mental e cansaço tão grande, que representa um basta. É uma cura em finalmente conseguir se posicionar, dizer ‘não’ e não sentir culpa por isso”, reflete Mariana Nolasco.

OVM lança o intenso single duplo “Depois?” e mergulha no alt-rock dos anos 90

A arte não tem a obrigação de ser confortável, e a banda OVM sabe muito bem disso. O grupo acaba de lançar nas plataformas digitais, via selo Casalago Records, o denso e reflexivo single duplo Depois?, composto pela faixa-título e pela visceral As Pedras. O lançamento marca a segunda de cinco etapas de entregas previstas até o terceiro trimestre de 2026. Todo esse material será compilado no aguardado segundo disco cheio da banda, o primeiro desde a sua estreia em 2018. Saúde mental, ansiedade e fugas As composições deste novo projeto foram maturadas ao longo de cinco anos e compartilham um tema central pesado e urgente: as condições da psique humana e a neurodivergência. O objetivo lírico não é romantizar a dor, mas gerar empatia. A banda trata a massa social como uma entidade imprevisível, exigindo que transtornos sejam integrados à equação das nossas relações diárias. “A OVM não fala para quem quer ouvir boas notícias; nosso conteúdo é calcado na realidade. A ideia é provocar o desejo de dançar através dos arranjos e grooves, enquanto expomos as incoerências e pensamentos intrusivos que afetam a sociedade”, afirma o grupo. Fúria dos anos 90 e a produção rigorosa Com dez anos de estrada na bagagem, a OVM consolidou sua identidade na intersecção perfeita entre a agressividade e a melancolia do grunge, do post-punk, do alt-rock e do noise dos anos 90. A produção deste novo trabalho é assinada pelo maestro Gui Godoy (Casalago Records). Para garantir que o futuro disco de 2026 soe como um soco no estômago coeso e unificado, a banda adotou uma estratégia técnica rigorosa inspirada em gigantes da produção, como Butch Vig, Andy Wallace e Rick Rubin: todos os instrumentos de todas as faixas estão sendo gravados exatamente com o mesmo setup e nas mesmas sessões.

City Mall mergulha em tensões no novo single “Golden Eye”

Conectar-se com o outro também significa atravessar territórios invisíveis e, muitas vezes, áridos. É exatamente essa a sensação que a banda City Mall explora em Golden Eye, seu mais novo single que chegou às plataformas digitais nesta quarta-feira (4). Inaugurando os trabalhos do grupo em 2026 e abrindo o calendário de lançamentos do elogiado selo Cavaca Records (que cravou dois discos na lista dos 100 melhores do ano da APCA em 2025), a faixa transforma expectativa, tensão e silêncio em uma atmosfera musical densa e envolvente. De 007 a Emily Dickinson no City Mall Embalada por um synthpop de pulsação contida, a música chama a atenção pelo contraste genial de suas referências. O título remete imediatamente ao imaginário cinematográfico do agente 007. No entanto, o clássico License to kill (Licença para matar) surge no refrão não como ação, mas como uma metáfora emocional, ampliando as leituras da obra. Em contrapartida à frieza do espião, a ponte da canção bebe diretamente na fonte da poeta norte-americana Emily Dickinson. Versos reflexivos deslocam a ideia de uma batalha física para o campo puramente subjetivo, tratando os conflitos das relações humanas como crianças brincando de pega-pega. Mais do que a ação, a City Mall investiga o instante suspenso, o momento exato antes de qualquer movimento. Sintético e o orgânico No campo sonoro, o diálogo entre o orgânico e o sintético é a grande força motriz de Golden Eye. A música nasceu de experimentações com sequências rítmicas eletrônicas, moldando-se até incorporar o peso da bateria real aos samples. Com influências que vão de Boards of Canada a DIIV, a fusão cria uma paisagem sonora imersiva, aquela trilha sonora perfeita para colocar nos fones de ouvido durante um fim de tarde nublado caminhando pela orla de Santos, deixando a mente vagar entre a batida e o som do mar. Frieza visual Para envelopar o conceito, a arte de capa traz um lettering feito à mão por Pedro Spadoni sobreposto a uma pintura clássica de John Singer Sargent. “A imagem que, nas nossas cabeças, guiou todo o processo de composição e produção, era a de uma fortaleza isolada no meio da neve, do gelo, inacessível. Por isso, a capa traz essa frieza também”, reforça Pedro.

Will Calhoun faz show intimista no Blue Note SP neste domingo

Will Calhoun, baterista e membro fundador da icônica banda norte-americana Living Colour, sobe ao palco do Blue Note São Paulo neste próximo domingo, 8 de março. Nascido no Bronx, em Nova York, Will é mundialmente celebrado por ser um dos grandes pioneiros em misturar gêneros com uma técnica absurdamente avançada. Seu estilo é uma fusão explosiva de rock, funk, jazz e elementos de música étnica. O talento inegável já lhe rendeu dois prêmios Grammy e outras quatro indicações ao longo de sua carreira brilhante. DNA do Living Colour e a benção de Mick Jagger Para entender o peso desse show, é preciso voltar a 1984, quando o Living Colour foi formado em NY pelo guitarrista Vernon Reid. A banda ganhou projeção mundial após ser descoberta por ninguém menos que Mick Jagger. O vocalista dos Rolling Stones não apenas apresentou o grupo ao grande público, como também os convidou para abrir os shows da turnê de sua própria banda. Desde então, o Living Colour se tornou uma potência global, e a bateria de Will sempre foi o coração pulsante desse som. Show no Blue Note Para a apresentação intimista em São Paulo, Will Calhoun não estará sozinho. Ele será acompanhado por um trio de peso da música instrumental brasileira: Vitor Alcântara (sax e flauta), Marcos Romera (piano) e Carlos Ribeiro (baixo). A promessa é de uma noite inesquecível, onde Calhoun mostrará toda a sua virtuosidade na bateria, com um repertório recheado de surpresas que passeiam pelo jazz, jazz fusion, rock, punk-hardcore e música experimental. 🎫 Serviço: Will Calhoun no Blue Note SP Os ingressos já estão à venda e a procura é grande. Garanta o seu lugar para ver essa lenda de perto!