Santos celebra os 50 anos do Iron Maiden com show e documentário

Se existe uma banda que faz parte do DNA de qualquer fã de heavy metal, essa banda é o Iron Maiden. Em 2026, o grupo liderado por Steve Harris completa meio século de uma trajetória que mudou a história do rock. Para celebrar esse marco, o Cine Roxy 5, em Santos, preparou um evento especial para o dia 8 de maio: o Up the Roxy! Aquecimento com a Flight of the Maiden A programação começa cedo, às 20h, no foyer do cinema. A banda santista Flight of the Maiden, conhecida pela fidelidade técnica ao repertório dos ingleses, fará um show gratuito para o público. No setlist, hinos que atravessam décadas como The Trooper, Fear of the Dark, Run to the Hills e Wasted Years. Estreia: Burning Ambition Na sequência, às 22h, o foco se volta para a Sala 5 com a exibição do documentário oficial Iron Maiden: Burning Ambition. Lançado mundialmente em maio de 2026, o longa revisita os 50 anos da Donzela de Ferro. O filme traz: Serviço: Up the Roxy! – Iron Maiden 50 Anos

Dinamite Club quebra hiato de 9 anos com o visceral “Cortisol”

Manter uma banda de rock no Brasil é um exercício de resiliência. Para o Dinamite Club, essa jornada de 16 anos acaba de ganhar seu capítulo mais denso e honesto. O grupo lançou o álbum Cortisol, via Crocante Records, quebrando um jejum de nove anos sem um disco cheio. O trabalho é o primeiro registro da banda como trio, com Bruno Peras (voz/baixo), Márcio Rodrigues (guitarra/voz) e Jaime Xavier (bateria), e funciona como um expurgo sonoro de quase uma década marcada por perdas irreparáveis, burnout, ansiedade e o isolamento da pandemia. Do ensolarado ao confessional Se nos álbuns anteriores, como Nós Somos Tudo o Que Temos (2017), o Dinamite Club flertava com um pop-punk enérgico e por vezes ensolarado, Cortisol segue o caminho oposto. O título não é por acaso: o disco trata do hormônio do estresse e da tentativa de sobreviver a um cotidiano que “acelera e massacra a gente”, como define o guitarrista Márcio Rodrigues. O disco nasceu sob a sombra do luto pela perda de Leon, integrante fundador falecido em 2018, e das profundas transformações psíquicas dos membros. “A gente nunca ia conseguir negligenciar tudo o que passou para continuar falando só sobre coisa boa. Seria desonesto”, explica Márcio. O resultado é um instrumental mais pesado, cadenciado e letras que não escondem o desgaste da vida adulta. Arte e estratégia do Dinamite Club A capa do disco, desenhada à mão pelo baterista Jaime Xavier, ilustra uma cabeça formada por comprimidos — uma referência direta aos tratamentos terapêuticos e medicamentosos que atravessaram o processo criativo. Musicalmente, o álbum foi gravado e mixado por Ali Zaher Jr. (baixista do CPM 22) no Sunrise Studios. A faixa Invisível foi escolhida como foco inicial por servir de ponte entre o passado melódico da banda e o presente mais denso. O disco ainda conta com a participação de Renan Sales (Metade de Mim) na música Hoje, Só Amanhã. Vitória da catarse Para Bruno Peras, o nascimento de Cortisol é uma vitória contra o acúmulo de dificuldades que quase paralisaram o grupo. “Esse disco é fruto de um sentimento contra tudo e contra todos”, resume. Em vez de focar em singles prévios, a banda optou por lançar a obra completa, permitindo que o público mergulhe na narrativa sem interrupções.

Nasi, do Ira!, lança álbum experimental guiado por IA

Quem espera o tradicional blues-rock de Nasi em seu novo trabalho solo terá uma surpresa, e das grandes. O cantor lançou na última sexta-feira (24), via Ditto Music, o álbum nAsI – Artificial Intelligence. O projeto é uma incursão audaciosa por gêneros como samba da velha guarda, trap, corrido mexicano e cumbia, utilizando a IA como uma ferramenta de co-criação para reinventar composições de sua própria carreira. “Esse não é um disco de rock ou blues. É um disco experimental que, ajudado pela IA, me levou a cantar gêneros que são muito distantes da minha seara”, explica o artista. Segundo Nasi, a ideia começou como uma “brincadeira que ficou séria”, resultando em seis faixas que desafiam o preconceito dos puristas. Reinvensão do repertório Com a colaboração do músico Augusto Júnior, Nasi selecionou “pepitas” de seu catálogo e as transformou radicalmente. Confira o que esperar de cada faixa: Humano vs. artificial Apesar do uso da tecnologia, o disco mantém o toque humano com participações de peso, como o guitarrista Johnny Boy e instrumentistas de sopro e cordas. Nasi é enfático: “Isso não é o futuro da minha música, nem o futuro da música. Mas o futuro pertence à interação entre humano e artificial, disso não tenho dúvida”.

Gustavo Spínola estreia projeto com bênção de Ivan Lins

A música brasileira ganha um novo roteiro emocional com o lançamento de Do Acaso ao Cais – Volume 1, o primeiro movimento do novo álbum de Gustavo Spínola. O trabalho, que será apresentado em três etapas ao longo dos próximos meses, explora a ideia de encontros casuais que acabam se tornando portos seguros na vida de cada um. Neste primeiro volume, Spínola apresenta duas canções que sintetizam a sofisticação e a identidade autoral do projeto. A abertura fica por conta de Voa, composição de Gustavo que ganha um peso histórico com a participação de Ivan Lins. O dueto não é apenas uma colaboração, mas um selo de aprovação de um dos maiores mestres da nossa harmonia. “Eu fiquei impressionado com esse jovem músico e compositor. Trabalho elaborado e intrigante”, declarou Ivan Lins sobre a experiência em estúdio com Gustavo. Ansiedade do cotidiano e o toque de New Orleans Se Voa traz o lirismo, a faixa que encerra o EP, O Dia, mergulha na narrativa do cotidiano. A música captura aquele sentimento universal de esperar por alguém enquanto o tempo parece congelar. A construção sonora de O Dia é um espetáculo à parte: Convite à escuta atenta Consolidando este primeiro volume com uma faixa inédita, Gustavo Spínola se firma como uma das vozes mais interessantes da MPB moderna, capaz de unir a tradição da canção a elementos globais com extrema sensibilidade.

Bangers Open Air confirma edição 2027; venda do Blind Ticket começa na quinta

A poeira do mosh pit de 2026 mal baixou e o Bangers Open Air já está olhando para o horizonte. Após reunir mais de 40 nomes de peso do metal e do hard rock em uma edição histórica, o festival confirmou oficialmente que retornará ao Memorial da América Latina nos dias 24 e 25 de abril de 2027. Consolidado como uma das experiências mais relevantes do gênero na América Latina, o Bangers não é apenas um festival, mas um ponto de encontro para a comunidade metal nacional. Integrando o calendário oficial de eventos de São Paulo, o festival reforça a força da economia criativa e do turismo voltado ao rock na capital. Blind Ticket Para os fãs que confiam de olhos fechados na curadoria do festival, a organização abre a venda dos Blind Tickets nesta quinta-feira, 30 de abril, às 10h. Essa modalidade de “ingresso no escuro” permite garantir o passaporte para os dois dias com valores significativamente reduzidos, antes mesmo do anúncio do line-up oficial. Historicamente, os Blind Tickets esgotam em poucas horas, já que o público sabe que o Bangers sempre entrega nomes lendários e revelações do metal mundial. O que esperar? Embora o line-up de 2027 ainda seja um segredo guardado a sete chaves, a estrutura de alto nível no Memorial da América Latina está garantida. Palcos monumentais, praça de alimentação temática e uma organização que prioriza o conforto do fã são marcas registradas que devem se repetir com padrão ainda mais elevado. Serviço: Bangers Open Air 2027

Ed Sheeran confirma “Loop Tour” em São Paulo com abertura de Finneas

Ed Sheeran confirmou a passagem da Loop Tour pelo Brasil, com apresentação única marcada para o dia 5 de dezembro de 2026, sábado, no Allianz Parque, em São Paulo. A turnê sucede a colossal Mathematics Tour, que rodou o mundo por três anos. Desta vez, Sheeran apresenta um design de palco renovado e uma produção focada na intimidade dos grandes estádios, misturando momentos acústicos intensos com a energia pop de seu novo álbum, Play. Abertura de Finneas A noite ganha um brilho adicional com a participação de Finneas. Além de ser o cérebro por trás dos sucessos de sua irmã, Billie Eilish, o artista detentor de Oscars e Grammys traz ao Brasil o repertório de sua elogiada carreira solo, incluindo os discos For Cryin’ Out Loud! e o recente The Dream. É uma dobradinha de compositores que raramente se vê em um mesmo palco. Fronteiras musicais O álbum Play, que serve de base para a turnê, revela um Ed Sheeran explorador. Inspirado por viagens e culturas musicais da Índia e da Pérsia, o disco funde ritmos orientais com a tradição folk irlandesa. Singles como Azizam e Sapphire mostram um artista revitalizado e pronto para entregar um show visualmente impactante e musicalmente eclético. Ingressos da Loop Tour, do Ed Sheeran, em São Paulo Para garantir que os fãs consigam os ingressos pelo preço justo, a produção adotará medidas rigorosas. Os ingressos serão exclusivamente digitais, acessados apenas pelo aplicativo da Eventim, impossibilitando a impressão de PDFs e dificultando a revenda ilegal. Tabela de preços e setores As vendas ocorrem pelo site da Eventim. Setor Inteira Meia-entrada Pista Premium R$ 880,00 R$ 440,00 Pista R$ 490,00 R$ 250,00* Cadeira Nível 1 Lateral R$ 760,00 R$ 380,00 Cadeira Nível 1 Central R$ 730,00 R$ 365,00 Cadeira Superior R$ 440,00 R$ 220,00 *Valor promocional de meia-entrada sujeito a alteração de lote. Cronograma de vendas Condições de parcelamento

Youth of Today traz formação clássica ao Brasil em dezembro

O hardcore nova-iorquino tem seus pilares, e o Youth of Today é, sem dúvida, um dos mais inabaláveis. No dia 12 de dezembro de 2026, o Fabrique Club, em São Paulo, será o cenário de um dos shows mais aguardados da década: a turnê Break Down The Walls South America 2026. Realizada pela New Direction Productions e Powerline Music & Books, a apresentação traz algo raríssimo e precioso: a formação clássica da banda. Teremos no palco Ray Cappo (vocais), John Porcell (guitarra), Walter Schreifels (baixo) e Sammy Siegler (bateria). É o time que ajudou a transformar o hardcore em um movimento de comportamento, ética e positividade. Instituição do “Youth Crew” Formado em 1985, o Youth of Today liderou o movimento youth crew, injetando uma dose de otimismo e disciplina em uma cena punk que muitas vezes flertava com o niilismo. Através de álbuns seminais como Break Down The Walls (1986) e We’re Not In This Alone (1988), a banda colocou no centro do debate temas como o straight edge (vida livre de álcool e drogas), o vegetarianismo, a amizade e a crítica social. Mais do que música, o quarteto definiu um vocabulário visual e ético que orienta a cena independente até hoje. A influência dos integrantes é tão vasta que se ramifica em outras bandas essenciais como Shelter, Gorilla Biscuits, Quicksand, Judge e CIV. O que esperar do show Um show do Youth of Today é conhecido por apagar a fronteira entre palco e plateia. Espere por uma noite de alta intensidade física, com muitos stage dives, rodas e um coro coletivo ensurdecedor em hinos como Positive Outlook, Flame Still Burns, No More e, claro, a faixa-título Break Down The Walls. Serviço: Youth of Today em São Paulo

Hayley Williams anuncia show solo em São Paulo para novembro

Os fãs brasileiros de Hayley Williams já podem preparar o coração. A vocalista do Paramore confirmou que a sua nova turnê, The Hayley Williams Show, desembarcará em São Paulo no dia 12 de novembro, ocupando o palco do Espaço Unimed. Após esgotar datas em tempo recorde na América do Norte e Europa, Hayley traz ao Brasil a celebração de sua carreira solo, com foco especial no aclamado álbum Ego Death At A Bachelorette Party (2025). O trabalho, lançado de forma independente pelo seu próprio selo, o Post Atlantic Records, rendeu à artista quatro indicações ao Grammy no último ano e consolidou sua posição como uma das vozes mais influentes da música alternativa atual. Celebração Se nas etapas anteriores da turnê a cantora apresentava o novo disco na íntegra, a fase The Hayley Williams Show promete ir além. O setlist deve reunir músicas de seus três álbuns solo (Petals for Armor, Flowers for Vases / descansos e o recente Ego Death), além de surpresas que podem incluir releituras e colaborações. Hayley, que recentemente abriu a The Eras Tour de Taylor Swift na Europa com o Paramore, vive seu auge criativo. 20 anos de legado Enquanto brilha em carreira solo, o legado de Hayley com o Paramore também segue vibrante. O álbum de estreia da banda, All We Know Is Falling, acaba de completar 20 anos, e o retorno com This Is Why (2023) rendeu ao grupo dois Grammys, tornando-os a primeira banda liderada por uma mulher a vencer a categoria de Melhor Álbum de Rock. Ingressos A realização é da 30e e a venda será feita pela plataforma Eventim. Fique atento ao cronograma: * The Hayley Williams Show em SP

Beck evoca o brilho melancólico de “Morning Phase” no single “Ride Lonesome”

Para quem sentia falta do Beck introspectivo, mestre das paisagens sonoras acústicas e orquestrais, a espera acabou. O músico soltou Ride Lonesome, uma faixa que funciona como um “sucessor espiritual” de seus trabalhos mais aclamados pela crítica: o clássico Sea Change (2002) e o vencedor de Álbum de Rock do Ano no Grammy, Morning Phase (2015). A música é uma produção do próprio Beck, mas traz um selo de qualidade que faz toda a diferença para os audiófilos: a mixagem de Nigel Godrich. A parceria entre os dois sempre resultou nos momentos mais sublimes da carreira do cantor, e em Ride Lonesome isso se repete através de acordes de violão hipnóticos e um refrão carregado de emoção. Paisagens sonoras e nostalgia em Ride Lonesome Desde os primeiros segundos, a faixa estabelece uma atmosfera cinematográfica. O videoclipe, que já está disponível no YouTube, complementa essa estética de isolamento e beleza crua. Embora Beck tenha passado os últimos anos explorando o funk, o pop e o psicodelismo dançante, este novo lançamento aponta para uma direção que, embora familiar, parece revigorada para 2026. Turnê norte-americana Acompanhando o lançamento, o artista anunciou a Ride Lonesome Tour, que contará com 25 datas em alguns dos teatros e anfiteatros mais renomados da América do Norte. Nada do Brasil por enquanto. A última vez por aqui foi em 2023, no Primavera Sound, em São Paulo.