Selvagens À Procura de Lei lançam Pivete, álbum conceitual que narra a vida de um marginal urbano

A banda cearense Selvagens À Procura de Lei disponibilizou nas plataformas de streaming o seu mais ambicioso projeto até o momento: o álbum Pivete. A obra é um projeto conceitual denso e visceral que acompanha a jornada completa, do nascimento à morte, de um personagem marginalizado em um ambiente urbano. O grupo, formado por Aragão (guitarra/vocal), Matheus Brasil (bateria), Jonas Rio (baixo) e Plínio Câmara (guitarra), abraçou uma abordagem analógica e livre, desafiando padrões da indústria. Segundo Aragão, o álbum busca a espontaneidade: “Vamos contra as ideias estabelecidas: se a música pede mais de 3 minutos ou se o projeto precisa de 20 faixas, nós fazemos. É pelo desafio de criar algo com as próprias mãos”. Um elenco de estrelas na construção do universo sonoro de Pivete Para dar vida à complexidade da narrativa de Pivete, a banda convocou colaboradores de peso que transitam entre a música, o ativismo, a literatura e as artes cênicas: Uma jornada musical por texturas e décadas O álbum é uma colagem de influências que vão desde o rock psicodélico e o grunge latino-americano até o stoner rock e o dub. Faixas como Eu Não Moro Mais Aqui dialogam com a sensibilidade de Tame Impala e Legião Urbana, enquanto Menino De Ouro flerta com o gingado brasileiro e guitarras carregadas no fuzz. A sonoridade nostálgica do rock dos anos 2000 também se faz presente em Revoada, contrastando com momentos experimentais como Gira Gira e o encerramento catártico de Cidade Baixa, que funciona como um coro de resistência.
Show de mgk (Machine Gun Kelly) em São Paulo muda de local para a Audio

A produção do show de mgk (Machine Gun Kelly) em São Paulo anunciou a mudança de local da apresentação, marcada para o dia 6 de setembro de 2026. O evento, que acontecia originalmente em outro espaço, foi transferido para a Audio. Validade dos ingressos e realocação de setores Para quem já garantiu a entrada, os ingressos continuam válidos e não é necessário realizar troca física. A organização confirmou a realocação automática dos setores conforme o mapeamento abaixo: Observação: Não será permitida a troca de setores fora da regra de realocação estabelecida. Política de reembolso e cancelamento Caso o público não possa comparecer ao novo local e opte pelo cancelamento, o reembolso poderá ser solicitado a partir desta quarta-feira, 20 de agosto (às 15h), até o dia 28 de agosto de 2026 (às 23h59). O estorno é realizado de forma integral (incluindo taxas). Prazos de estorno: Serviço: mgk em São Paulo
Hot Chip anuncia show em São Paulo em novembro para celebrar 20 anos do álbum The Warning

O grupo britânico Hot Chip está de volta ao Brasil. Liderada por Alexis Taylor e Joe Goddard, a banda realizará uma apresentação única no país no dia 22 de novembro de 2026 (um domingo), na casa de shows Audio, localizada na Barra Funda, em São Paulo. A noite especial cumpre um duplo propósito: promover a antologia definitiva de carreira da banda, Joy in Repetition (lançada no final de 2025), e celebrar o aniversário de 20 anos de The Warning, disco lançado em 2006 que se tornou um marco na fusão entre o rock alternativo e a música eletrônica de pista. Uma rara experiência em formato de clube Completando sua sétima passagem pelo Brasil, o Hot Chip repetirá um formato raro em sua história por aqui: apresentar-se em um clube fechado (algo que não acontecia em São Paulo desde a passagem pelo Cine Joia em 2013). A acústica intimista e a iluminação controlada prometem transformar a Audio em uma imersiva indie-rave, garantindo graves potentes e a catarse coletiva que caracteriza os shows da banda. No repertório, o público pode aguardar uma sequência implacável de hinos que definiram os anos 2000 e 2010, como Ready for the Floor, Over and Over, Flutes, Boy from School e o lançamento mais recente Devotion. Serviço: Hot Chip em São Paulo Setores e valores:
Balu Brigada inicia nova fase com o lançamento do single BedHead

Após uma passagem memorável pelo Brasil durante o Lollapalooza 2026, a aclamada dupla neozelandesa Balu Brigada está de volta. Os irmãos Henry e Pierre Beasley apresentaram hoje o single BedHead, a primeira novidade inédita desde o lançamento de seu elogiado álbum de estreia, Portal (2025). A faixa já está disponível em todas as plataformas digitais, acompanhada de um videoclipe oficial no YouTube. Conceito por trás de BedHead Com uma sonoridade que mantém a marca registrada do duo, o equilíbrio entre sintetizadores envolventes, guitarras nostálgicas e letras introspectivas, a nova canção carrega um peso pessoal e reflexivo sobre os sacrifícios necessários para viver de música. “BedHead fala sobre trocar o sono por um sonho”, explicam os irmãos. “É ter consciência de todas as dores e desilusões que inevitavelmente surgem quando você decide se dedicar a um projeto pelo qual é apaixonado e, ainda assim, concluir que vale a pena. […] fala, de forma doce, sobre os sacrifícios que fazemos nos relacionamentos, no sono e na vida em casa e chega à conclusão de que não gostaríamos que fosse de outro jeito.” Ascensão meteórica O Balu Brigada vem consolidando uma trajetória de destaque no cenário alternativo global. Seu álbum de estreia, Portal, já ultrapassou a marca de 328 milhões de streams globais e conta com o sucesso So Cold, que atingiu o 1º lugar na parada Alternative Airplay da Billboard e integrou a trilha sonora do EA Sports FC 25. O reconhecimento internacional da dupla foi reforçado recentemente ao serem convidados pelo Twenty One Pilots para integrar a Clancy World Tour em diversos continentes, além de realizarem uma turnê própria com ingressos esgotados pela Europa e Reino Unido. Com BedHead, Henry e Pierre Beasley não apenas dão sequência a esse sucesso, como também preparam o terreno para uma nova etapa criativa em sua carreira.
Foo Fighters anuncia shows em Belo Horizonte e São Paulo em 2027 com a turnê Take Cover

O Foo Fighters confirmou seu retorno ao Brasil para fevereiro de 2027 com a turnê Take Cover Tour 2027. A banda passará por duas capitais brasileiras, trazendo no setlist clássicos de sua trajetória e as faixas do álbum mais recente, Your Favorite Toy (2026). As apresentações contarão com as aberturas da cantora Karen Dió e da banda paulistana Deb and The Mentals. Datas e locais da turnê no Brasil Ingressos e calendário de vendas A comercialização de ingressos acontecerá através da plataforma oficial Ticketmaster e nas bilheterias físicas autorizadas (sem taxa de conveniência). Clientes do Santander contarão com pré-vendas exclusivas e condições facilitadas de parcelamento. Condições de pagamento: Serviço rápido: Bilheterias oficiais (sem taxa) Aviso importante: Os ingressos para os shows são exclusivamente digitais e deverão ser ativados através do aplicativo Quentro.
A mensagem política do pós-punk

CHRIS RITCHIE Você já se perguntou por que escuta a música que escuta? Ou por que acredita no que acredita? Neste artigo, não vamos discutir gosto musical, religião ou estilo de vida, mas consciência de classe e dignidade para todos, o fulcro da mensagem do hardcore. Ao refletir sobre a evolução e o papel da música popular hoje, quando a polarização das opiniões e o poder dos tecnocratas na aniquilação do pensamento crítico é tão evidente quanto indesejável a quem preza a capacidade cognitiva humana e a justiça social, me perguntei por que a clara e objetiva mensagem política do hardcore tem um alcance limitado aos fãs do gênero, sem chegar à maioria dos oprimidos que, conhecendo-a, poderiam compreender melhor sua condição de existência, aprender a reivindicar seus direitos constitucionais e votar em candidatos com competência e planejamento para garanti-los; também me perguntei como a potência de manifesto antissistema do hardcore pode ser subjugada por gêneros que comunicam quase que somente platitudes, submissão ou lascívia, gêneros a que, independente de gosto ou escolha, em uma espécie de tirania sonora, estamos expostos em salas de espera, supermercados, bares, transportes, passeios etc. ou dentro de casa, a depender dos vizinhos. O que está por trás do alcance de massa e aceitação de gêneros musicais como o sertanejo universitário, o gospel neopentecostal e o funk proibidão, por exemplo, em detrimento do hardcore? Ou da música clássica, que se aprofunda nas emoções e, portanto, seria um meio para a autopercepção? Ou mesmo do glorioso samba, esse gênero que contém a alma brasileira? Quem já pensou a respeito do assunto poderia concluir que a resposta está na própria pergunta: o princípio do pão e circo para controle da população, que destitui a complexidade humana com a premissa de que basta não passar fome e estar se divertindo para aceitar e/ou defender a autoridade que governa sua vida, não importando a qualidade desse poder. Ou seja, o que está por trás do produto massificado é o que interessa a quem domina a indústria cultural, os meios de comunicação, hoje majoritariamente tecnológica, e os meios de produção para conservar e aumentar seu lucro e seu poder. E, para tanto, é necessário manter a população acrítica, anestesiada, desmobilizada, individualizada, obediente a estímulos controladores e ignorante de sua força como maioria, por exemplo, quando não existe negociação ou o diálogo falha, na organização de um boicote a um serviço, um produto ou um governo. Sobre esse poder, Patti Smith canta, desde 1988, People have the power to redeem the work of fools (O povo tem o poder para se redimir da ação dos idiotas). Para responder às perguntas aqui colocadas, é possível argumentar que o hardcore, com sua bateria em bombardeio, as guitarras rasgadas e os vocais gritados ou guturais, afastaria quem busca paz de espírito. Este, porém, é o ponto nevrálgico da música hardcore: se nem os monges do Tibet conseguem ficar zen diante do poder que esmaga sua cultura, como você vai encontrar paz em meio ao abuso e à injustiça de um sistema que promove manobras para favorecer uma elite econômica que, por sua vez, apoia esse sistema desde que o Brasil é um país? Para ilustrar a impossibilidade de se alcançar essa paz, segue um trecho do poema em prosa de Marcelino Freire, cuja apresentação por uma Naruna Costa revoltada é consoante com a voz do hardcore: “A paz nunca vem aqui, no pedaço. Reparou? Fica lá. Está vendo? Um bando de gente. Dentro dessa fila demente. A paz é muito chata. A paz é uma bosta. Não fede nem cheira. A paz parece brincadeira. A paz é coisa de criança. Taí uma coisa que eu não gosto: esperança. A paz é muito falsa. A paz é uma senhora que nunca olhou na minha cara. Sabe a madame? A paz não mora no meu tanque. A paz é muito branca. A paz é pálida. A paz precisa de sangue.” A paz referida no poema é a paz de cemitério, a paz que persegue, pune e mata quem não se adequa ao sistema instalado. Já a paz da justiça se faz com enfrentamento embasado, com reflexão crítica, com estudo e preparo, onde a palavra é uma arma potente de destruição do sistema opressor, portanto, a música que se propõe a acompanhá-la deve ser um arsenal – sem espaço para suavidade, a não ser por ironia ou sarcasmo. O hardcore é sinônimo de protesto, denuncia os esquemas, conclama à revolta e à reflexão, escancara todo tipo de manipulação. Não existe eufemismo no hardcore, ele é brutalmente sincero ao expor os abusos e apresentar as soluções para que cessem: uma atitude ética firme e consistente. Em Mídia, música de abertura do álbum 400% (1995), a banda Sociedade Armada avisa: A mídia é o veículo de divulgação de regras que a sociedade te obriga a seguir. Se você quer ser famoso, estrelinha do sistema, terá que se vender se quiser subir. Por isso nós gritamos: cuidado com a mídia, por isso somos livres, no agir e no pensar. Por isso nós gritamos: cuidado com a mídia. Tocar é nossa forma de protestar. Cuidado com a mídia, não se deixe influenciar. Cuidado com a mídia, eles querem te enganar. Enquanto Dead Fish dá o recado sobre A Inevitável Mudança: A narrativa vinda do colonizador tingiu de branco nossa história e sem escrúpulo omitiu e apagou o outro lado da moeda, mas cada dia mais janelas vão se abrir e a diversidade vai brilhar ao Sol (…) Do ponto cego da história brotam vozes de resistência e de luta . Quando o oprimido finalmente se expressa o resto, [a gente] cala e escuta, tirando aqueles que nunca querem ouvir, fecham os olhos e sonham com aquilo que nunca mais será. Do mesmo modo, no Riot Grrrl, movimento dos anos 1990, a raiva, esse sentimento genuíno de alerta quando nossos limites são desrespeitados, na voz de Kathleen Hanna do Bikini Kill ou Corin Tucker do Heavens to Betsy, também traduz a
Banda sueca Avatar anuncia show único em São Paulo com a turnê Don’t Go In The Forest
A banda sueca de heavy metal Avatar confirmou sua volta ao Brasil com a turnê mundial Don’t Go In The Forest. O grupo de metal teatral fará uma apresentação única em São Paulo, marcada para o dia 10 de janeiro de 2027. A passagem pela América Latina coroa uma fase de grande projeção internacional para os suecos, impulsionada pelo lançamento de seu mais recente álbum de estúdio, Don’t Go In The Forest, e por uma temporada de shows ao lado do Metallica na Europa durante a M72 World Tour. Ingressos e datas de venda Os ingressos estarão disponíveis nas seguintes datas: Serviço: Avatar em São Paulo
Patrícia Ahmaral lança o EP Nem Musa Nem Pavão, seu primeiro trabalho inteiramente autoral

A cantora e compositora mineira Patrícia Ahmaral disponibilizou nas plataformas digitais o EP Nem Musa Nem Pavão (ouça aqui). Com mais de 30 anos de trajetória e cinco álbuns lançados como intérprete, este é o primeiro projeto de sua carreira dedicado exclusivamente a composições de sua própria autoria, unindo letra e música. Com produção musical assinada por Gigi Magno (Nômade Orquestra), o trabalho de seis faixas costura paisagens acústicas, com violões, percussão, piano e cordas, a programações eletrônicas e efeitos. O projeto também contou com colaborações na produção de Thiago Corrêa e do DJ Comum, além de parcerias e participações conceituais. Temas políticos e reflexões contemporâneas Nas letras, Patrícia adota um tom confessional sem deixar de lado uma forte atmosfera político-social. O repertório aborda a opressão e a objetificação feminina na faixa Uma Mulher (que traz um poema incidental de sua irmã, Valéria Batista Amaral), o impacto da pressão por performance nas redes sociais em Lálálálá Likes, e a propagação da mentira em Você (Mente), esta última marcada por um sample de Mentira (1998), de Manu Chao, e vozes de colaboradores de várias partes do mundo entoando a frase final em diferentes línguas. “Trazer a realidade à consciência, mergulhar em profundidade, observar e questionar, quando o convite é para permanecer na superfície, é o primeiro degrau para qualquer transformação”, reflete a artista. O EP encerra com a vinheta Reset And Dance, que traz scratches e bases rítmicas construídas em diálogo com a estética do hip-hop. O material serve como um aperitivo conceitual para um futuro álbum completo, que já possui repertório reunido.
Banda Manacá da Serra lança o álbum Déjà Vu unindo forró e conexões interestaduais

O grupo Manacá da Serra disponibilizou nas plataformas digitais o seu mais novo projeto de estúdio, intitulado Déjà Vu (ouça aqui). O álbum consolida a força do forró na musicalidade da banda, misturando referências afetivas, memórias e a sensação nostálgica que dá nome ao trabalho. O repertório é composto por nove faixas, sendo oito autorais (seis inéditas e duas regravações) e uma composição assinada por um parceiro de longa data da história musical do grupo. Nova ponte musical entre Minas Gerais e São Paulo O processo de gravação marcou uma nova fase na trajetória do Manacá da Serra, estabelecendo uma ponte criativa entre Belo Horizonte (MG), cidade de origem da banda, e Sorocaba (SP), base do produtor musical Gustavo Marques. O projeto conta ainda com a coprodução e direção artística de Theo Lustosa. Participações especiais e homenagens Para celebrar este momento, o álbum traz colaborações de grandes ídolos e parceiros da música brasileira: