Concerto histórico de Bad Bunny em Porto Rico terá transmissão global e forte impacto social

O “Coelho Mau” prepara-se para fechar com chave de ouro a sua aclamada residência na sua terra natal, e desta vez, o mundo inteiro está convidado. O Amazon Music anunciou hoje uma colaboração inédita com Bad Bunny para transmitir globalmente o espetáculo No Me Quiero Ir de Aquí: Una Más, que terá lugar no dia 20 de setembro (sábado), no Coliseu José Miguel Agrelot, em Porto Rico. Pela primeira vez, a residência do artista será transmitida ao vivo. Os fãs poderão acompanhar tudo a partir das 21h30 (horário de Brasília) através da aplicação do Amazon Music, no canal da Twitch do Amazon Music e também via Prime Video. Um tributo a Porto Rico O evento marca o encerramento da residência que teve início a 11 de julho, onde Bad Bunny dedicou nove datas exclusivamente aos residentes da ilha. A performance final, agendada para o oitavo aniversário do Furacão Maria, carrega um simbolismo profundo de resiliência e amor pela comunidade local. Mas a parceria vai além do palco. A Amazon e o cantor anunciaram um pacote robusto de iniciativas para impulsionar a economia e a educação na ilha, que incluem: “O Benito incorpora o espírito de Porto Rico, e juntos estamos a criar uma celebração que transforma a sua paixão pela ilha num impacto real para o seu povo”, afirmou Rocío Guerrero, Diretora de Música para a América Latina e Península Ibérica do Amazon Music. Vinil exclusivo e curadoria Para celebrar o momento, Bad Bunny assumiu o controlo da Platino, a principal playlist latina do serviço de streaming. Além disso, os colecionadores podem preparar-se: uma edição limitada em vinil de Debí Tirar Más Fotos, com fotografias exclusivas da residência, ficará disponível para pré-venda mundialmente no dia 20 de setembro.

“Nada Vai Durar” é o single de estreia da Fatigati, banda que ‘nasce sem pressa, mas com intensidade’

Formada em Poços de Caldas, Minas Gerais, pelo vocalista e guitarrista paulista Michel Angelo, a banda de hardcore melódico Fatigati lançou nesta segunda-feira (15) o single Nada Vai Durar. A música, que mistura elementos do punk e de post-hardcore marca a estreia da banda, composta ainda por Luciano “Shan” no baixo e Elvis Vitório na bateria. De acordo com Michel Angelo, Nada Vai Durar, assinada pelo selo independente Tapebox Records, é um mergulho no luto e na impermanência. “A faixa nasceu da morte repentina de um primo muito jovem e traduz em versos crus a dor de lembrar de quem não volta mais, a raiva diante da finitude e a crítica ao apego a divindades e promessas de salvação que tantas vezes revelam mais hipocrisia do que consolo”, revela o vocalista. “A música reflete a fragilidade da vida como um diálogo interno em colapso, vários eus tentando suportar a ideia de que no fim nada permanece. Ao mesmo tempo, deixa uma reflexão otimista: é justamente porque nada dura, seja dor, sofrimento, alegria, prazer, nascimento ou morte, que vale viver intensamente o agora”. Com mixagem e masterização de Anderson Kabula, da banda Ordinals, de Aracaju (SE), Nada Vai Durar foi produzida pelo próprio Michel Angelo no home studio da banda. Já as vozes foram registradas no Jam Studio com a colaboração de Christian Lago. O vocalista diz que a banda Fatigati nasce sem pressa, mas com intensidade. “A Fatigati não busca seguir fórmulas ou revolucionar a música, mas criar algo honesto, intenso e emocional. O objetivo não é buscar mercado ou números, e sim manter viva a chama da cena underground. Queremos tocar onde fizer sentido, mesmo que poucas vezes ou para poucas pessoas, lançar materiais físicos em pequena escala e inspirar novas bandas”. Confira o vídeo de Nada Vai Durar abaixo

Toda Vez, Primeira Vez é o terceiro single da banda paulistana Walfredo em Busca da Simbiose

Toda Vez, Primeira Vez é o terceiro single da banda paulistana Walfredo em Busca da Simbiose, que antecede a chegada do tão aguardado terceiro disco do projeto, intitulado como Mágico Imagético Circular, produzido por Lou Alves, e que será lançado ainda este ano em parceria com o selo independente Balaclava Records. Entre versos e ecolalias, a banda nos apresenta a nova faixa com uma roupagem atípica das anteriores, ritmos mancos e timbres aparentemente incomuns, ruídos fluidos, barulhinhos, mas misturados a melodias coloridas, saborosas, fáceis de cantar. Cuidado! A música pode ser viciante como vídeo game, e nos convida a fechar os olhos e sentir todo um universo gamificado dos anos 80/90 a nossa volta. Meio nintendo, meio mega drive, não importa, a faixa conduz há um universo meio “16/ 8-bits.” Com um refrão marcante; Que toda vez, seja a primeira vez podemos cantar sem medo de sermos felizes. “Arranjei essa canção pra ser divertida, embora fale de amor próprio, e abandono. Eu gosto do contraste e de todo enigmatismo que envolve. Quem tem medo do abandono, geralmente nos abandona. Mas nós não, nós não vamos nos abandonar”, pontua Lou Alves, vocalista e idealizador do projeto. A arte da capa foi feita pela designer e ilustradora Lis Ayrosa, o single e todo disco que está por vir foi produzido e mixado por Lou Alves, baterias gravadas por João Lopes, captadas por Fernando Rischbieter e Masterizado por Pedro Vince na Matraca Records. Walfredo em Busca da Simbiose nasceu em 2016, e é idealizado por Lou Alves (Guitarrista, Compositor e produtor) , que atualmente conta com os melhores músicos do mundo, Uiu Lopes (baixo), João Lopes (bateria) e Dizzy Vargas (sintetizadores).

Massive Attack e Cavalera farão show no Espaço Unimed, em São Paulo

O Massive Attack será a atração principal de um show exclusivo no dia 13 de novembro – em colaboração com os artistas brasileiros Cavalera (co-fundadores do Sepultura, Max e Iggor Cavalera) – com o intuito de apoiar e dar visibilidade aos esforços dos povos indígenas do Brasil e do G9 da Amazônia (organizações indígenas de nove países amazônicos) em alcançar justiça climática, reconhecimento e proteção imediatos das terras indígenas no país. Realizado pela 30e,o espetáculo é chamado de A Resposta Somos Nós e acontece em São Paulo, no Espaço Unimed, com ingressos disponíveis a partir desta terça-feira (16), ao meio-dia, no site da Eventim. Este show singularmente diverso será executado enquanto líderes mundiais, corporações globais e o movimento climático em geral chegam ao Brasil para a cúpula da COP 30, sediada na região amazônica de Belém. Enquanto outros eventos culturais serão promovidos por marcas transnacionais e ONGs ocidentais, o Massive Attack e o Cavalera projetaram este evento em São Paulo com intervenções em coordenação direta com grupos indígenas, em apoio às demandas urgentes dessa comunidade. Representantes desses povos estarão presentes no show e as duas bandas ainda promoverão esforços no Brasil para apoiar demandas do movimento indígena da Amazônia, acomodadas e engajadas no mais alto nível político. Mais anúncios sobre essa atuação serão feitos em breve. “É uma honra para nós colaborar com Iggor e Max em apoio à extraordinária integridade e ao papel vital dos povos indígenas do Brasil e de toda a região amazônica. Isso é mais do que uma simples troca de palavras. É uma oportunidade de ouvir o conhecimento, a autoridade moral e a sabedoria das alianças indígenas e ajudar a garantir que sejam ouvidas nas salas de negociação da COP30. Nunca precisamos tanto da presença deles nesse espaço político distorcido quanto agora”, comenta Robert Del Naja (3D), que forma o Massive Attack ao lado de Grant “Daddy G”. “Nós, povos indígenas, subiremos ao palco como quem acende um fogo antigo no coração da noite. Ao lado de Massive Attack e Cavalera, transformaremos o som em levante. Nossas vozes – vivas, ancestrais, indomáveis – vão rasgar o ar, atravessar fronteiras e unir povos, da Amazônia ao Pacífico. Somos raíz que resiste, futuro que insiste. Nunca deixamos de estar aqui. Viemos lembrar que a Terra tem memória. E, por nós, ela pede: o desmonte da máquina que a devora. A resposta já está entre nós – ela brota do chão que pisamos coletivamente. A Resposta Somos Nós. Todos nós. Avançaremos”, comentam os movimentos COIAB, APIB & G9. “Em tempos de polarização tão presente, quando as pessoas se sentem divididas e distraídas, temos a honra de unir forças com o Massive Attack e os Povos Indígenas do Brasil e da Amazônia para tecer uma narrativa de positividade e mudança. Estamos muito animados para trabalhar ao lado de uma banda como o Massive Attack e somos fãs há muitos anos. Cultivamos uma relação próxima com os povos indígenas e trabalhamos ao lado deles há muitos anos. É um privilégio dividir o palco com ambos”, declaram Max e Iggor Cavalera. A apresentação do Massive Attack em São Paulo é parte de ÍNDIGO, ecossistema de curadoria musical da 30e, que tem como objetivo (re)unir comunidades a partir de uma label curatorial com foco em sons indie, do underground ao mainstream.

De férias na Europa: Gibby Haynes toca Butthole Surfers com adolescentes em uma igreja

Matheus Degásperi OjeaPoucos textos que começam com a frase “eu estava de férias na Europa”, ou alguma variação dela, realmente valem a pena. Acontece que em agosto deste ano eu realmente estava de férias na Europa e meio que vai ser sobre isso mesmo, então não tenho muito pra onde correr. Claro que estaria escrevendo para o blog errado se fosse só a viagem, mas aproveitei a minha estadia por aquelas bandas para ver alguns shows e é disso que eu pretendo falar nesse e em mais uns quatro ou cinco textos que devem começar de maneira menos estranha. Inicialmente planejando realizar um sonho antigo e casar o rolê com um dos grandes festivais do verão europeu, fui impulsionado pelo mantra ‘só se vive uma vez’ e pelo mesmo tipo de irresponsabilidade financeira que deu origem à viagem e acabei vendo dois festivais e alguns shows solo em três países pelo caminho, incluindo aí artistas que devem vir para o Brasil (eu vi a Chappell Roan, mas só estou adiantando o nome dela pra gerar interesse pros próximos posts), outros que provavelmente não vão vir, como o desse texto, e um que era pra ter vindo mas que não rolou por conta de uma hérnia. Tudo isso aconteceu há quase um mês, mas eu não ia escrever na hora, afinal, estava de férias. Como foi à meio mundo de distância, como diria o Oasis (que eu ainda não vi), tomei a liberdade de violar o imediatismo jornalístico, bem como algumas outras regras, e acreditar que ainda assim exista algum interesse no que eu tenho a dizer. Sem mais delongas, o primeiro show que eu vi foi do Gibby Haynes, vocalista do Butthole Surfers, lá em Amsterdam, na lendária casa de shows Paradiso, no dia 12 de agosto. Paradiso A Paradiso é a melhor casa de shows do mundo. Se a Terra funcionasse de acordo com a minha vontade, ela ficaria em Santos e todos os shows do planeta seriam feitos lá (obviamente eu resolveria algumas outras coisas antes disso). O local funciona há décadas no que era uma antiga igreja perto de um dos canais de Amsterdam. Por dentro, os vitrais ficam atrás de onde hoje é o palco, dando um visual único para qualquer apresentação ou festa. Além disso, a acústica combinada com o equipamento do lugar e, claro, os profissionais envolvidos, produzem um dos sons mais perfeitos que eu já ouvi ao vivo, capaz de fazer estudantes de conservatório parecerem a melhor banda do mundo. Eu não tô exagerando, eu vi uma banda de conservatório tocando lá, mas já vamos chegar nisso, assim que eu terminar de elogiar a Paradiso. Além de mundialmente famosa, a casa é motivo de orgulho para os holandeses. Um dia depois do show, enquanto eu fazia a coisa mais de turista possível na cidade – das que não envolvem o café que vendem lá – e andava de barco pelos canais, o timoneiro, nascido e criado em Amsterdam, nos conduziu pela frente do lugar e o apresentou dizendo que “praticamente todas as bandas do mundo já tocaram aí”. A guia que acompanhava, uma italiana que vive na cidade há alguns anos, complementou dizendo que as bandas maiores costumam tocar no Ziggo Dome, outro espaço da cidade que comporta a capacidade de uma arena, ao que o timoneiro prontamente retrucou dizendo que “não, as bandas grandes também tocam aí porque eles gostam”. E ele tem razão. A casa, que tem capacidade pra umas 1.500 pessoas, até hoje conta com uma programação bem variada e, só nesse ano, já recebeu artistas como Lucy Dacus, The Wombats, Franz Ferdinand, Nação Zumbi e Liniker (sim, os ‘nossos’ Nação Zumbi e Liniker). Mesmo as bandas grandes que não têm a vontade de ‘encolher’ por uma ou duas noites para tocar no local têm grandes chances de terem passado por lá antes de ficarem maiores. Provavelmente esse longo preambulo já deixou clara a minha empolgação para ver um show na Paradiso. A minha estadia em Amsterdam coincidiu com a apresentação do Gibby Haynes. Apesar de gostar do som da antiga banda dele – que não toca desde 2016 – e me divertir com grande parte das entrevistas que ele já deu, eu não sabia bem o que esperar de um show solo e o local do evento com certeza pesou na hora de comprar o ingresso. O resultado foi uma noite de algumas surpresas, a começar antes do show principal. Scott Thunes Institution of Musical Excellence Pouco depois de eu entrar na Paradiso e comprar uma Heineken – o local não aceita dinheiro em espécie e o cartão de débito que fiz pra viagem não passava lá (e nem na principal rede de mercados da cidade, que também não aceita dinheiro em espécie, então na dúvida é bom levar mais de um tipo de cartão, coisa que eu não fiz, apesar dos vários avisos como o que eu acabei de dar que eu recebi), mas a casa disponibiliza um cartão próprio para carregar com euros físicos na bilheteria – o primeiro show de abertura começou. A já citada banda de conservatório era do norte-americano Scott Thunes Institution of Musical Excellence, formada por músicos de 16 a 24 anos, que apresentou um repertório de covers predominantemente de punk rock, com bandas como Minutemen e Dead Kennedys. Os membros se revezavam entre os instrumentos e, apesar de não ser a escolha mais empolgante para abrir um show, a apresentação foi honesta e a presença deles ali seria ainda seria justificada. Evischen rouba a noite Depois da primeira apresentação, a mesa de DJ mais estranha que eu já vi na vida foi colocada no meio da pista da casa. O que se seguiu foi tão bizarro quanto a mesa, pelo menos eu nunca vi ao vivo nada como o set da norte-americana Victoria Shen, mais conhecida como evischen. Com um trabalho completamente experimental, a DJ parecia capaz de fazer música estranha – ou, como muitos vão preferir chamar, não sem razão,

Damiano David lança versão estendida do álbum solo Funny Little Fears Dreams

Damiano David, vocalista da Måneskin, lançou uma versão estendida de Funny Little Fears Dreams. A nova edição traz cinco faixas inéditas como presente especial para os fãs antes de sua grande turnê mundial. Ao anunciar o lançamento surpresa em suas redes sociais na última semana, Damiano disse: “Transformei meus medos em sonhos. Este é meu presente para vocês e para todos que vão me acompanhar na turnê.” A nova versão abre com o single Talk to Me, em colaboração com a sensação sul-africana e vencedora do Grammy Tyla, além do lendário Nile Rodgers. A faixa une o estilo vocal marcante de Tyla ao groove inconfundível de Nile Rodgers. “Damiano me enviou essa música e eu me apaixonei instantaneamente pela sensação nostálgica que ela traz. Me imaginei nela logo de cara. Estou animada com o quanto isso soa novo para mim, meus tygrs vão amar muito”, comentou Tyla. “Quando recebi a música de Damiano e Tyla, adorei a vibe e quis que minha guitarra fosse a terceira voz. Talk To Me foi muito divertido de trabalhar!”, completou Nile Rodgers. O álbum continua com Cinnamon, em parceria com Albert Hammond Jr (The Strokes). Uma faixa vibrante, guiada pela guitarra, em que os riffs característicos de Hammond Jr se entrelaçam à intensidade melódica de Damiano, trazendo uma energia contagiante à coleção. Em Naked, Damiano apresenta uma balada íntima e minimalista, explorando vulnerabilidade e honestidade emocional. Mysterious Girl traz uma atmosfera de dark-pop cinematográfico e envolvente, com um refrão irresistível, mostrando a habilidade de Damiano em criar intriga através da música. A última faixa inédita da versão estendida é Over, uma canção catártica e arrebatadora em que a dor da desilusão se transforma em esperança, encapsulando perfeitamente a jornada do álbum do medo ao sonho. Damiano David se apresenta em 7 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Os ingressos já estão esgotados, assim como em boa parte da turnê.

Emmano saúda Iemanjá e mergulha em nova fase com o single Rainha do Mar

Entre marés e melodias, um novo ciclo nasce para Emmano. Batizado na umbanda, o cantor entrega ao mundo Rainha do Mar, um canto sagrado que reverencia Iemanjá, a grande mãe das águas, guardiã dos mistérios e acolhimento. “Poder transformar minha fé e minha entrega espiritual em música, reverenciando a energia, proteção e o acolhimento de Iemanjá é uma realização pessoal e um convite para sentir a vibração, mergulhar nas ondas da fé e celebrar a religião com respeito e devoção”, compartilha o artista, que tem raízes musicais fincadas no reggae. Com 156 mil seguidores em seu Instagram e mais de 11 mil ouvintes mensais no Spotify, Emmano carrega o legado do pai, Vagner Beraldo (Água de Coco), mas agora sua voz se ergue como prece. O novo momento tem viralizado nas redes sociais e atingiu um novo público ao mostrar sua fé e devoção pelo sagrado.  Gravada na Blessed Records, estúdio pioneiro e especializado em reggae, Rainha do Mar foi produzida por Thiago Jahbass — que já assinou obras ao lado de nomes como Armandinho e Hélio Bentes — e ganhou corpo com Bruno Chelles (3030) e Gabriel Gimenez. Juntos, deram forma a uma melodia que desliza como onda serena, evocando a leveza do axé e a imponência da ancestralidade.  O videoclipe, filmado nas praias do Rio de Janeiro sob a direção de Diego Barral (que também comandou o registro de “Mais que Desejo”, parceria das bandas Ponto de Equilíbrio e Maneva), é um ritual imagético. As águas, o horizonte e o corpo do cantor em comunhão revelam um elo profundo entre natureza e religiosidade afro-brasileira. “Reverencio a energia, a proteção e o acolhimento da grande Orixá das águas salgadas diretamente do lugar que sinto essa comunicação e conexão fluindo com ela”, afirma Emmano, em entrega plena. Não se trata apenas de mais um lançamento. É o anúncio de uma nova fase: o artista agora assume sua caminhada espiritual como parte inseparável da sua arte. E prepara, ainda para este ano, um álbum que trará sonoridade brasileira, ritmos afro-brasileiros e a força de um chamado ancestral.

Twenty One Pilots lança álbum “Breach”, que conclui fase de dez anos

A banda Twenty One Pilots lançou o álbum Breach, pela Atlantic Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. Junto ao lançamento, o duo compartilhou o videoclipe de City Walls, faixa de abertura do disco, dirigido por Jensen Noen. O vídeo dá continuidade à narrativa iniciada em Paladin Strait (também dirigido por Noen) e culmina em uma batalha que leva dez anos para se concretizar. Breach reúne os singles já lançados Drum Show e The Contract, este último marcou a maior estreia da carreira da banda. Fruto de uma trajetória de mais de uma década, Breach oferece a tão aguardada conclusão da história iniciada com Blurryface. Nesse período, o Twenty One Pilots realizou turnês esgotadas em estádios ao redor do mundo, inclusive com datas no Brasil, acumulou bilhões de streams e tornou-se um dos apenas 18 artistas no planeta a conquistar múltiplas certificações de Diamante pela RIAA.

Entrevista | A Olívia – “Houve uma curadoria consciente das músicas”

A Olívia lançou recentemente o álbum Obrigado Por Perguntar, trabalho que marca um novo momento na trajetória do grupo paulistano. Com 13 faixas que transitam entre o rock, reggae, punk, indie e referências da música brasileira, o disco é resultado de um processo coletivo, diverso e reflexivo. Ideia Maluca, uma das faixas em destaque do novo álbum, ganhou um videoclipe internacional gravado em Buenos Aires. Aproveitando sua primeira turnê fora do país, A Olívia registrou todos os momentos que antecederam os shows na capital da Argentina em junho passado. O clipe passa por alguns dos principais bairros de CABA (Cidade Autônoma de Buenos Aires) e foca na arte de rua, nos museus, nas paisagens inusitadas e nos personagens da cultura pop que unem o universo latino americano. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista e guitarrista Louis Vidall e o baixista Pedro Tiepolo falaram sobre as temáticas do álbum, o processo criativo, a experiência de gravação, a parceria com a ForMusic e os discos que mais os influenciaram. Confira abaixo. O novo álbum reflete bastante o momento atual do mundo. Como as inquietações globais influenciaram o processo criativo? Louis: A gente tenta soar atual, tanto na sonoridade quanto nas letras. Duas músicas centrais do disco, Boa Tarde e Insustentável, foram escritas em 2017 e continuam atuais. Isso mostra como temas como guerra e sustentabilidade sempre voltam. A rotina traz essas questões pra perto, mesmo sem a gente querer. Mesmo compostas anos atrás, as letras ainda soam atuais. Como vocês enxergam isso depois da pandemia? Louis: Muitas faixas vieram de antes, mas a pandemia trouxe um olhar mais introspectivo. Quando entrei na banda, passamos a falar de temas mais amplos e, no álbum, conseguimos amarrar tudo em um conceito claro. Pela primeira vez houve uma curadoria consciente das músicas que realmente fariam sentido juntas. Como surgiu o título Obrigado Por Perguntar? Louis: Foi uma síntese das letras e intenções. É reflexivo e desabafo, mas também tem ironia: ninguém perguntou, mas a gente quis falar. A frase vem de Boa Tarde e traduz essa ideia de desabafar quando alguém pergunta se está tudo bem. O pano de fundo é a empatia, esse espaço de conversa que a capa do disco também simboliza. A sonoridade é bastante diversa. Isso é planejado ou acontece naturalmente? Louis: Os dois. Temos influências variadas e fomos encontrando o som da Olívia ao longo dos EPs. No álbum, mais da metade das músicas foram feitas em 2023, e a diversidade veio de forma intuitiva: ora reggae, ora mais pesado, sempre lapidando até soar como Olívia. Não seguimos uma lista de estilos. A ideia é justamente não ter preconceito com os caminhos sonoros. Quais as influências mais presentes no som da banda? Louis: Trago muito do indie mais atual, mas também gosto dos clássicos. O Pedrão é mais ligado ao rock clássico e jazz, o Murilo vem do hardcore, o Marcelo puxa pro Deep Purple e solos de guitarra. Todos têm pontos em comum: Beatles, Talking Heads, Red Hot Chili Peppers, Clube da Esquina. Entre as nacionais, Titãs e Paralamas são referências diretas, inclusive já tocamos cover deles. O disco teve parte da gravação na Serra da Cantareira. Como foi essa experiência? Louis: Gravamos bateria e baixo na Da House, vozes no Flap Studios e as guitarras na Serra. Eu cresci lá, então fez sentido. Como eram muitas guitarras, seria inviável pagar horas de estúdio. Na Serra tivemos tempo, tranquilidade e até a companhia da cachorra, que ajudava a aliviar a tensão. Isso deixou o processo mais leve. O que representa a parceria com a ForMusic? Pedro: Foi natural, até porque já trabalho lá. Sempre existiu essa possibilidade, mas quisemos esperar o momento certo. Agora a banda cresceu e precisava desse apoio. Estar com a ForMusic dá corpo ao projeto. Saímos da lógica de adiar decisões para um compromisso real, com mais profissionais envolvidos. Isso fortalece a banda. Quais os três discos que mais influenciaram vocês? Louis: Cabeça de Dinossauro (Titãs), London Calling (The Clash) e a coletânea azul dos Beatles. Pedro: Speaking in Tongues (Talking Heads), Vamos Pra Rua (Maglore) e Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (Arctic Monkeys).