Rey Pila mistura guitarras futuristas e sintetizadores em novo álbum

A banda mexicana de dance-rock Rey Pila, conhecida por sua atmosfera noturna e estética sombria, acaba de lançar seu quarto álbum de estúdio, Estan Strange I. Com o novo trabalho, a banda mexicana segue explorando suas raízes no synth-pop e no rock alternativo, ao mesmo tempo em que apresenta uma sonoridade inovadora e experimental. Estan Strange I reúne 13 faixas autorais, incluindo os singles lançados ao longo do ano: No Me Arrastres, Ojos De Terror, Friend Request, Online Soul, Ani Oni e Fantasma. Nesta nova fase, Diego Solórzano, Andrés Velasco e Rodrigo Blanco combinam instrumentos virtuais, programação e sequenciadores com sua inconfundível mistura de guitarras de rock futuristas e sintetizadores. A faixa de trabalho, Running Blood, é um pop eletrônico envolvente, repleto de ganchos do indie pop. O álbum mistura influências de artistas como Boards of Canada e The Cars, incorporando novos elementos à fórmula, como o som sombrio do witch house, a vibrante cena eletrônica francesa, além de referências a The Prodigy, The Chemical Brothers, techno e as raves clássicas do Reino Unido, entre outras.
Linkin Park libera vídeo de Two Faced gravado em São Paulo

O Linkin Park lançou um vídeo ao vivo de Two Faced gravado em São Paulo. A faixa é um dos destaques do álbum From Zero, o primeiro completo da banda desde 2017. A banda retornará à estrada para a segunda etapa da From Zero World Tour, em 2025, que se inicia no dia 31 de janeiro na Cidade do México, visitando vários países ao redor do mundo e terminando em 15 de novembro em Porto Alegre. Convidados especiais como Queens of the Stone Age, Spiritbox, AFI, Architects, Grandson, Jean Dawson, JPEGMAFIA e PVRIS participarão em datas selecionadas. Além do vídeo ao vivo, Two Faced ganhou um videoclipe intenso dirigido por Joe Hahn. Sem poupar nada, a faixa revive os elementos reconhecíveis do som característico da banda, temperando distorção granulada com arranhões caóticos de turntable, rimas afiadas e um refrão catártico. Um riff cru ancora a faixa enquanto Mike Shinoda rima nos versos, e Emily Armstrong alterna entre um refrão marcante e um grito cortante: “I can’t hear myself think”.
Matanza Ritual lança single distópico “O Paciente Secreto”; assista!

O Matanza Ritual retornou com O Paciente Secreto, single que expande as fronteiras entre a lucidez e a loucura em uma narrativa obscura. A faixa, lançada pela gravadora Deck, é uma antecipação do novo álbum da banda, previsto para 2025. Com sua fusão característica de thrash metal, hardcore e country, a música aborda uma visão apocalíptica de um paciente isolado, portador de uma “verdade” perturbadora sobre o destino humano. Na letra, o “paciente secreto” está trancado e mantido em isolamento, carregando uma “verdade” desalentadora. Ele prevê o colapso da humanidade e afirma que antigos deuses já não podem oferecer proteção. Em um estado entre a sanidade e a profecia, insiste que a sociedade ignore a iminência do fim. “É um futuro distópico onde os iluminados precisam ser afastados da realidade ou somente um louco uivando para a lua? Negacionistas calando as vozes dos que insistem em apontar o inevitável ou um lobo solitário tentando justificar a próxima vítima? A grande vantagem de compor arte é que podemos simplesmente deixar a charada para quem quiser continuar a história”, explica Jimmy London, vocalista da banda. Formada em 2019, a Matanza Ritual traz nova intensidade ao cenário musical pesado. A banda é composta por Jimmy London (vocal), Felipe Andreoli (baixo), Antônio Araújo (guitarra) e Amílcar Christófaro (bateria), e carrega o legado do Matanza original, porém com um peso e uma maturidade artística singulares. Em faixas como Rei Morto e Morte Súbita, já haviam abordado temas críticos e agressivos, refletindo sobre as incoerências do cotidiano e o lado sombrio da sociedade.
Brasativa e Bloco do Caos lançam vídeo de Preciso Te Encontrar, gravado em Santos

A banda Brasativa, que há mais de dez anos acompanha o cantor Rael, e Bloco do Caos, se unem no lançamento de Preciso Te Encontrar. A faixa chega recheada de influências que vão do reggaeton ao afrobeat, temperadas pela inconfundível brasilidade dos artistas. O single vem acompanhado de um clipe gravado em Santos, trazendo as paisagens históricas e icônicas da cidade como cenário. Com a batida de Bruno Dupré e a coprodução de Ruxell, nomes que já assinaram hits de grandes artistas como IZA e Gloria Groove, Preciso Te Encontrar é um show de produção musical. A letra, que fala sobre a busca por conexão e desejo, é a cereja do bolo, completando uma canção que é pura energia. O videoclipe, dirigido por Rodrigo Pysi, é uma verdadeira ode à cidade de Santos. Com imagens deslumbrantes do bairro histórico do Valongo e do Mont Serrat, o vídeo cria uma atmosfera única que conecta a modernidade da música com as raízes culturais brasileiras. Preciso Te Encontrar é o primeiro single do novo EP da Brasativa, que promete trazer ainda mais novidades e surpresas para os fãs. Essa é mais uma prova da força e da criatividade dessa banda que, há mais de uma década, vem revolucionando a cena musical brasileira. A união entre Brasativa e Bloco do Caos é a receita perfeita para o sucesso. As duas bandas já haviam colaborado anteriormente em Somos Todos Um, um projeto que reuniu grandes nomes do reggae nacional.
David Cross celebra disco clássico do King Crimson em concerto em SP

*A temporada mais grandiosa da história da Balaclava Records, que trouxe Smashing Pumpkins, Dinosaur Jr, King Krule, The Vaccines, entre tantos outros nomes incríveis em 2024, teve um desfecho ainda mais incrível. Na intimista Casa Rockambole, em São Paulo, a produtora levou David Cross, lendário integrante do King Crimson, para um show memorável na noite da última quinta-feira (28). Acompanhado de John Mitchell na guitarra/vocal, Sheila Maloney nos teclados, Mick Paul no baixo e Jeremy Stacey na bateria, David Cross relembrou sua passagem pela banda que revolucionou o rock progressivo incorporando elementos da música clássica, jazz, folk, heavy metal, entre tantos outros gêneros. David Cross teve uma passagem curta pelo King Crimson, entre 1972 e 1974, mas tempo suficiente para gravar dois álbuns marcantes da discografia do grupo inglês: Larks’ Tongues in Aspic (1973) e Starless and Bible Black (1974). Em São Paulo, o violonista foi fiel ao legado e dedicou uma grande parte da apresentação para tocar na íntegra, e em ordem, Larks’ Tongues in Aspic. Para quem prestigiou o King Crimson em sua única vinda ao Brasil, em 2019, o concerto de Cross foi um grande complemento, se levarmos em consideração que apenas duas faixas de Larks’ foram tocadas naquela ocasião. Larks’ Tongues in Aspic marcou um novo momento na carreira do King Crimson. E em boa parte por culpa de David Cross. Foi nesse disco que o grupo substituiu as tendências jazzísticas por uma textura diferente, na qual se destaca principalmente Larks Tongues In Aspic Part I, com um dos riffs mais pesados da história da banda. Talking Drum é outro destaque do álbum, novamente com muito crédito a David Cross, que exibe influências da world music. Professor de música na London Metropolitan University por décadas, David Cross entregou um workshop de alto nível na Casa Rockambole. E ainda teve espaço para algumas faixas de sua carreira solo, com destaque para Starfall, além de músicas de outras fases do King Crimson, aqui não podemos deixar de mencionar Red e Starless, que foi tocada no bis. *Texto por Tássio Ricardo
Sleaford Mods e Hot Chip lançam as faixas Nom Nom Nom e Cat Burglar

Sleaford Mods e Hot Chip se uniram para um single colaborativo com as novas faixas Nom Nom Nom e Cat Burglar, que foram gravadas no Abbey Road Studios. As músicas foram lançadas pela gravadora e loja de discos Friendly Records, de Bristol, para ajudar a instituição de caridade War Child. A arte desse lançamento exclusivo foi criada especialmente para o projeto pelo aclamado artista britânico David Shrigley. A colaboração surgiu quando a banda londrina convidou a dupla de Nottingham para participar de uma das inovadoras e revolucionárias Lock In Sessions de Abbey Road. Convidando talentos a se unirem para criar algo novo dentro das paredes do icônico estúdio, cada sessão é totalmente documentada e um curta-metragem capturando os “Hot Mods” – como as bandas se apelidaram. A faixa principal, Nom Nom Nom, combina as melhores características de ambas as bandas, criando um groove suave, porém ousado, que é tão feliz na pista de dança quanto no mosh-pit. “No dia, entramos frios e simplesmente nos entregamos a ele. Nom Nom Nom é uma continuação lírica do nosso álbum UK GRIM sobre o riff do teclado de Andrew, construído por Hot Chip e terminando com um excelente refrão de Alexis”, explica Jason Williamson, do Sleaford Mods. “Cat Burglar é uma jam estranha de rock progressivo e B52s que explora os corredores estreitos da experiência humana moderna.” Hot Chip acrescenta que as sessões representam os resultados de uma troca de ideias e músicas verdadeiramente livre e encorajadora entre os dois grupos, o que significa que ambas as músicas foram escritas e gravadas em Abbey Road em apenas algumas horas. “Fazer essas músicas em um dia em Abbey Road foi uma experiência incrível”, explica a banda. “Chegamos sem um plano, mas rapidamente começamos a trabalhar juntos de forma harmoniosa, com muita improvisação e muito pouco ego. Somos muito gratos ao Sleaford Mods por ter se juntado a nós e estamos muito orgulhosos do resultado.” Percebendo que haviam feito algo especial juntos, o Sleaford Mods decidiu que as faixas seriam perfeitas quando a Friendly Records abordou a dupla para participar de seu projeto com a War Child, proporcionando a Nom Nom Nom e Cat Burglar o lar perfeito. “A arte da capa, criada pelo grande David Shrigley, é a cereja do bolo, pois representa perfeitamente a música e a letra”, continua Jason Williamson, do Sleaford Mods. “Deixando toda a criatividade de lado, e o mais importante, doamos as músicas para a War Child. Eles estão fazendo um trabalho importante em uma época em que o mundo está um caos e, embora não possamos consertar o caos, podemos fazer um pouco para ajudar.” A Abbey Road Lock In Session, que serviu de trampolim para o projeto, é a mais recente de um projeto contínuo organizado pelos estúdios londrinos, que não apenas reúne diferentes talentos em suas salas lendárias, mas também oferece aos fãs uma visão única do processo criativo, já que cada sessão é documentada e filmada. “Ao reunir Hot Chip e Sleaford Mods pela primeira vez, as duas bandas usaram o estúdio como uma sala de jogos criativa sem limites. Foi um dia incrível de criatividade e colaboração”, diz Mark Robertson, diretor de marca da Abbey Road, sobre a sessão, que se seguiu ao fato de o estúdio ter recebido bandas como Fontaines D.C., Porridge Radio, Hak Baker e Bernard Butler para colaborações semelhantes. “A música resultante é algo raro – algo verdadeiramente único que, de alguma forma, mistura as assinaturas de ambas as bandas, criando algo novo, vibrante e essencial”, acrescenta Robertson. O single conjunto resultante está sendo lançado como parte da série da Friendly Records para a War Child, que já lançou anteriormente faixas de bandas como Portishead e Idles. Sleaford Mods são Jason Williamson e Andrew Fearn. Hot Chip é formado por Alexis Taylor, Joe Goddard, Al Doyle, Owen Clarke e Felix Martin.
The Exploited será headliner da segunda edição do Upfront Festival em SP

The Exploited, uma das bandas mais importantes e influentes do cenário punk britânico e mundial, colocou o Brasil em maio de 2025 na rota da The Final Tour. Em São Paulo, o The Exploited será a atração principal da segunda edição do Upfront Festival, dia 11 de maio, no Carioca Club. Os ingressos já estão à venda. A segunda edição do Upfront Festival também terá outra lenda do punk, Ratos de Porão, com a incansável turnê que tanto celebra os mais de 40 anos de atividade como divulga o feroz álbum Necropolítica. A realização é da Agência Sobcontrole. Mais cinco bandas completam o diversificado e único lineup da segunda edição do Upfront Festival: The Chisel, Fang, Escalpo, Urutu e Punho de Mahin. Fang é uma banda americana de hardcore punk, com um som direto e empolgante, do início da cena punk rock da Califórnia, nos Estados Unidos, nos anos 1980. O carismático vocalista Sammytown é sempre um show à parte! Da Inglaterra, The Chisel é mais uma representante do punk rock e está na ativa desde 2020, formada por músicos que tocaram na Violent Reaction, Arms Race e Chubby & The Gang. O último álbum é What A F*cking Nightmare, que lembra os ouvintes de todas as coisas que são tão impactantes e duradouras sobre a música punk: há uma vitalidade, suor tangível, sangue e pegadas de botas que deixam uma marca muito tempo depois de serem feitas. O Urutu é a personificação do metal punk paulista, com riffs poderosos, letras em português e uma energia devastadora, principalmente ao vivo. Já o Escalpo vem com seu d-Beat metálico diretamente do interior paulista com passagem explosiva pela Europa. O quinteto divulga o debut Unnus, a mistura única entre a urgência do punk e o peso do metal, sempre com agressividade sonora e lírica, com críticas contundentes e ferozes contra governos opressores e excludentes. Punho de Mahin completa o lineup. Desde sua fundação em 2018, tem sido uma voz essencial na luta contra o racismo estrutural, machismo e outras mazelas sociais. Com um som contundente que mistura punk rock, hardcore e D-beat, suas letras profundas ecoam as experiências e resistências da população negra. A edição de estreia do Upfront, com Bad Manners, que aconteceria em 2024, foi transferida para 26 de janeiro de 2025, também no Carioca Club. SERVIÇO Upfront Festival com The Exploited Data: 11 de maio de 2025 Local: Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiro, São Paulo/SP Horário: 14h às 21h Ingressos Valores 1º lote – Pista: R$150,00 2º lote – Pista: R$180,00 1° lote – Camarote: R$220,00 2° lote – Camarote: R$250,00
St. Vincent é a segunda atração confirmada no Popload Festival 2025
Maturidade do 5 a seco surge em Sentido, primeiro álbum após hiato

“O novo é o velho e o velho é o novo.” Quinto álbum na discografia do 5 a seco, Sentido encontra o quinteto paulistano em um diálogo com o tempo – ou, tantas vezes, com O Tempo, aquele ser maiúsculo que descongela tudo. Ele é o elemento constante nas 15 faixas, implícito ou nomeado, “mordendo o próprio rabo”. Vem vestido de “os anos”, “o futuro e o passado”, “o antes”, “o hoje e o ontem”, “os momentos”. E em “ponteiros”, “agoras”, “lembranças desbotadas na memória”. Após hiato de cinco anos, o grupo anunciou o retorno às atividades em setembro passado, durante histórica apresentação no festival Coala. São 15 anos do grupo desde a estreia. E o amadurecimento – musical e poético – é flagrante nesse novo trabalho de estúdio. Com participação especial de Chico Buarque, o álbum foi produzido por Tó Brandileone e gravado entre fevereiro e julho deste ano. Sentido traz o conjunto de canções mais plural da história do 5 a seco. Esse repertório inclui desde temas compostos para peças de teatro até baladas de amor. De canções existenciais complexas a delicadezas autobiográficas, como uma canção escrita para esperar a chegada de um bebê. O amadurecimento individual e o adensamento das vidas pessoais dos cinco integrantes estão à frente de tudo. E a volta do grupo só foi possível porque a pausa foi feita no tempo certo. Retomando. O 5 a seco fez seu hiato logo após o lançamento de Pausa (2019), o álbum anterior. E essa interrupção teve que acontecer por uma questão prática: para além do trabalho coletivo, todos os integrantes sempre mantiveram suas carreiras individuais. E elas foram tomando espaço cada vez maior nas vidas de cada um. Leo Bianchini foi inventar nova vida em Portugal; Pedro Altério e Pedro Viáfora seguiram com seus projetos solo – incluindo aí o duo Pedros, que une ambos; Tó Brandileone se tornou um produtor requisitado em diversos gêneros; e Vinicius Calderoni tem se dedicado cada vez mais ao teatro, dirigindo e escrevendo espetáculos. Tornaram-se adultos, portanto. E bandas requerem a disponibilidade da pós-adolescência. A conta não estava fechando. Para a reconfiguração atual, fizeram as devidas adaptações para que o 5 a seco voltasse a caber na vida adulta de todos. Isso significou fechar um período para a gravação do álbum e, logo em seguida, guardar mais alguns pares de meses para a turnê. Passado esse tempo pré-definido, todos voltam para as suas vidas e o 5 a seco entra em novo hiato. É talvez o melhor caminho para manter uma banda depois de chegada a vida adulta. Originalmente, 5 a seco era o nome de um show criado em 2009 que reuniria cinco artistas emergentes da cena musical paulistana, cada um com sua carreira solo. Seriam apenas quatro apresentações na Sala Crisantempo, espaço alternativo na Vila Madalena. Mas o poder do encontro se impôs e, logo após a estreia, a demanda brotou, gerando mais e mais apresentações em quinteto. Acabaram se tornando eles mesmos o 5 a seco. E o grupo logo tomou maior proporção do que os trabalhos individuais. Ainda assim, os cinco integrantes não queriam admitir a ideia de banda. Chamavam-se de um “coletivo de compositores”, mas involuntariamente se tornaram uma coisa só. Que agora se recria. Dos tempos da Sala Crisantempo, está de volta em Sentido o protagonismo do piano, elemento presente na origem do quinteto, antes de os violões dominarem a cena e o som. Outros instrumentos, como clarinete e bandolim, que também estão de volta agora, remetem àquele período inicial.