Lvcas “Inutilismo” lança EP amnd e consolida identidade autoral no metal moderno

Lvcas lançou o EP amnd, sigla para Abatido Mas Não Derrotado, trabalho que marca um ponto de virada em sua trajetória musical e consolida o artista como compositor e produtor. O novo registro sucede o álbum Humanamente, lançado em 2024, e apresenta um som mais coeso, pesado e focado, refletindo um momento decisivo de amadurecimento artístico. Com cinco faixas, o EP constrói uma narrativa centrada em conflitos pessoais, culpa, repetição de erros e a recusa em desistir, mesmo diante de um cenário de desgaste emocional. Três das músicas ganharam videoclipes, ampliando o universo conceitual do projeto. O EP nasce de uma fase conflituosa e reflexiva da vida de Lucas, em que o artista questiona escolhas, caminhos e o próprio propósito como músico. As letras são introspectivas e lidam com dilemas como perdão, resiliência e continuidade, reforçando a ideia de que seguir em frente não significa negar a dor, mas se recusar a aceitar a derrota como destino. Em um dos momentos centrais do trabalho, o verso “viver em frente sem olhar para a estrada que não trilhei” sintetiza o espírito do EP. Sonoramente, amnd se apoia no metal moderno, com influências claras de nu metal, metalcore e elementos industriais. As faixas transitam por referências como Korn, Limp Bizkit, The Prodigy e Rammstein, explorando diferentes atmosferas sem perder a unidade. A produção opta por uma identidade mais crua e suja, com destaque para breakdowns agressivos e uma dinâmica mais orgânica. Uma das principais evoluções em relação ao trabalho anterior está na substituição das baterias programadas por gravações orgânicas, assinadas pelo baterista Bruce. A mudança confere mais peso e vitalidade às músicas, reforçando o caráter direto e visceral do EP. A ordem de lançamento dos singles também faz parte do conceito. Mea culpa abre o trabalho como um marco de metamorfose para o compositor, apresentando de imediato o aumento de peso e a mudança de direção sonora. A ideia é causar impacto em um território que o público já reconhece, mas sob uma nova perspectiva. O universo visual de amnd acompanha a densidade do som. Os clipes exploram cenários de abandono e uma estética suja, especialmente em mea culpa e bico do corvo, materializando a sensação de um inferno astral. Lvcas se apresenta de forma vulnerável no corpo, mas firme na postura, criando uma conexão direta com ouvintes que também enfrentam batalhas silenciosas. Para quem conhece Lvcas apenas por sua trajetória na internet com o Inutilismo, o EP funciona como uma afirmação clara de que a música não é um projeto paralelo ou passageiro. Amnd firma os pés no chão e aponta consciência artística, evolução técnica e maturidade criativa. Com sonoridade coesa, letras sinceras, produção centrada e identidade visual bem definida, amnd abre caminho para novos shows, turnês e para a consolidação de uma base de fãs cada vez mais conectada à fase autoral do artista.
Teatro musical sobre Gilberto Gil estreia em agosto de 2026

A vida e a obra de Gilberto Gil vão ganhar sua primeira biografia musical nos palcos. O espetáculo Gil – Andar com Fé estreia em 22 de agosto de 2026, no Teatro Santander, em São Paulo, como parte das comemorações dos 10 anos da casa. Com direção de Miguel Falabella e texto de Newton Moreno, a montagem revisita momentos centrais da trajetória do artista baiano, com foco em sua formação cultural, no impacto do Tropicalismo e no período de exílio em Londres, fase determinante para a ampliação de sua visão musical e política. A produção é apresentada pelo Ministério da Cultura e reúne nomes experientes do teatro musical brasileiro, com realização da Barbaro! Produções e Aurora Produções, além da co-produção da Atual Produções. No palco, a narrativa percorre desde a infância no interior da Bahia até a consolidação de Gil como um dos principais nomes da música brasileira. Entre os recursos dramatúrgicos, o espetáculo utiliza um personagem simbólico chamado Tempo-Rei, responsável por conduzir o público por diferentes fases da vida do artista. O roteiro também resgata episódios marcantes, como o show de despedida no Barra 69, em Salvador, antes da saída forçada do país durante a ditadura militar. O repertório reúne canções que atravessam gerações e ajudam a costurar a narrativa, como Andar com Fé, Aquele Abraço, Domingo no Parque, London, London e Se Eu Quiser Falar com Deus, utilizadas como parte essencial da construção cênica. Com quase sete décadas de carreira, Gilberto Gil construiu uma obra marcada pelo diálogo entre tradição e inovação, atravessando gêneros, épocas e contextos sociais. O musical propõe um olhar afetivo e histórico sobre essa trajetória, reafirmando a importância de Gil como um dos grandes personagens da cultura brasileira. Serviço GIL – ANDAR COM FÉQuando: estreia em 22 de agosto de 2026Onde: Teatro Santander, São PauloIngressos: à venda a partir de 21 de janeiro
Entrevista | Health – “Vivemos no limite entre tentar agradar os outros e ser fiel a nós mesmos”

Antes de se apresentar como atração de abertura do Pierce The Veil no Espaço Unimed, em São Paulo, nesta terça-feira, 16 de dezembro, o Health falou sobre o momento atual da banda. A repórter Mayara Abreu entrevistou o baterista BJ Miller, que falou sobre o momento atual da banda com seu novo álbum. O show marcou mais um capítulo da fase intensa vivida pelo grupo, impulsionada pelo lançamento de seu sexto álbum de estúdio, Conflict DLC, que chega como a consolidação de uma trajetória marcada por peso extremo, experimentação sonora e uma estética que abraça o desconforto como linguagem. Anunciado em setembro, Conflict DLC reúne 12 faixas de metal industrial em alta voltagem e aprofunda os subtextos existenciais que se tornaram marca registrada do Health. O disco transita sem concessões entre ruído eletrônico, industrial pop e estruturas quase dançantes, como nos singles Ordinary Loss, Vibe Cop e Shred Envy, sempre sustentados por riffs massivos, batidas explosivas e um clima melancólico que reflete o caos da vida moderna. Definido pela própria banda como uma coleção de “sad bangers” para o fim dos tempos, o álbum dialoga diretamente com sua base de fãs, uma coalizão de subculturas unida pela intensidade emocional e pela busca de conexão em meio à escuridão. Falando sobre o Health, minha primeira pergunta é sobre o último álbum, Conflict DLC. Eu li que o disco é descrito como uma coleção de “sad bangers”. Esse álbum é mais um espelho desse mundo ou um jeito de escapar dele? Isso é difícil de responder e eu estou tentando responder para todos agora. Certamente está espelhando nossos tempos, mas nós temos intenção de ser um escapamento. Nossos livestreams são sempre bons, esperamos, um espelho e um lançamento do que se tornou, mais ou menos, um monte de ansiedade no mundo. Quando eu estava lendo sobre o Health e ouvindo a banda, percebi que os fãs vêm de diferentes cidades e de diferentes subculturas. Como vocês mantêm o Health verdadeiro a si mesmo enquanto falam com públicos tão diversos? Bem, a gente não consegue agradar todo mundo o tempo todo. Eu odeio citar o Mitch Hedberg, porque vocês já sabem disso, mas ele tem uma frase ótima sobre isso. No fim das contas, todas essas pessoas estão no nosso show. Só que é impossível atender a todas as expectativas. A gente vive constantemente nesse limite entre tentar agradar os outros e ser fiel ao que faz sentido para nós mesmos. Por isso, a decisão quase sempre começa pelos nossos instintos, que é agradar a nós mesmos. Ao mesmo tempo, a gente observa as reações, especialmente o que aparece no Discord, que o John costuma chamar de um tipo de grupo de foco da internet. Tentamos filtrar esses retornos e levar em conta o que o público responde. Muitas vezes isso acontece em tempo real. Tocamos uma música nova, percebemos que não funcionou tão bem, reavaliamos, mudamos a ordem ou voltamos a testá-la em outro momento. Quando tocamos algo e a resposta vem forte, fica claro que aquilo conecta. A ideia é que essa energia seja contagiante. Mesmo que alguém não esteja totalmente convencido no começo, a empolgação de quem está ao lado acaba envolvendo todo mundo. De repente, a pessoa se vê ali, abraçada àquele momento, pensando que, no fim das contas, aquilo faz sentido. Falando especificamente dos shows, eles parecem sempre funcionar como um ritual, não apenas como um concerto comum. O que você quer que as pessoas sintam quando saírem de um show do Health? Você sabe, nós não somos pessoas muito religiosas, e o espiritual não está geralmente no nosso vocabulário, mas eu espero que seja uma experiência espiritual de algum tipo. Para encerrar, uma pergunta rápida. Pop extremo ou industrial clássico? Oh, você disse pop extremo? Sério? Eu não sei, o que é pop extremo? Tipo, super pop? Industrial, sim, eu acho, você sabe, mas nós dois, eu quero dizer, nós dois, nós todos gostamos de ambos, então, sim, aqui estamos. Um show perfeito para você. Um show perfeito para assistir? Tool no ano passado foi bastante incrível. Deus, se eu pudesse ver o Nirvana tocar.. E o novo álbum em uma palavra? Uau! Isso funciona? Foto: Renan-Facciolo
Pierce the Veil reforça conexão com o Brasil em show intenso e participativo

Pierce the Veil passou pelo Brasil com a turnê “I Can’t Hear You”, incluindo apresentações em Curitiba e São Paulo. Na capital paulista, em apresentação realizada na última terça (16), a banda norte-americana entregou um show marcado por intensidade constante, equilíbrio entre diferentes fases da carreira e uma conexão direta com o público do Espaço Unimed. A abertura da noite ficou por conta do Health, que preparou o ambiente com um set denso e atmosférico, baseado em camadas eletrônicas, peso industrial e climas sombrios. A proposta funcionou como aquecimento eficiente antes da entrada do Pierce the Veil, com o público já atento e participativo desde os primeiros momentos. Quando a banda principal subiu ao palco, a reação foi imediata. O início do show colocou a pista em movimento, com o público cantando em coro e ocupando cada espaço disponível. O repertório alternou faixas recentes com músicas que ajudaram a consolidar a trajetória do grupo, criando uma dinâmica que manteve a atenção do começo ao fim. Ao longo da apresentação, o Pierce the Veil construiu momentos de explosão coletiva e passagens mais melódicas, sem perder intensidade. A condução segura do set, aliada à resposta constante da plateia, transformou o Espaço Unimed em um grande coro, com poucas pausas e energia elevada mesmo nos momentos de respiro. Mais do que revisitar a própria história, a banda mostrou estar confortável com o presente. A execução precisa, a comunicação direta e a escolha de repertório reforçaram a relevância do Pierce the Veil no circuito atual, confirmando em São Paulo uma relação sólida com o público brasileiro. Confira o Setlist abaixo:1. Death of an Executioner2. Bulls in the Bronx3. Pass the Nirvana4. I’m Low on Gas and You Need a Jacket5. I’d Rather Die Than Be Famous6. Yeah Boy and Doll Face7. She Makes Dirty Words Sound Pretty8. I Don’t Care If You’re Contagious9. Wonderless10. May These Noises Startle You in Your Sleep Tonight11. Hell Above12. Emergency Contact13. Circles14. Disasterology15. Hold On Till May16. King for a Day Foto: Marcos Oliveira
Por conta da Copa do Mundo, Festival João Rock muda data para 1º de agosto de 2026

O Festival João Rock anunciou a mudança de data de sua edição de 2026. Inicialmente marcado para 13 de junho, o evento agora acontece em 1º de agosto de 2026, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada por conta do calendário da Copa do Mundo, que prevê a estreia da seleção brasileira justamente no dia em que o festival seria realizado, em partida contra o Marrocos. De acordo com a organização, a alteração busca evitar o choque entre dois grandes interesses do público brasileiro. “A nova data permite que o João Rock aconteça sem conflitar com uma das paixões do brasileiro, que é torcer pelo seu time. Vamos todos acompanhar a seleção e também em seguida curtir o festival de forma integral”, explica Luit Marques, um dos organizadores. Segundo ele, a decisão foi construída em conjunto com bandas, produtores, patrocinadores e fornecedores. Em sua 23ª edição, o João Rock espera reunir mais de 55 mil pessoas de diferentes regiões do país. Estão confirmados o Palco João Rock, com apresentações alternadas e sem intervalos, o Palco Fortalecendo a Cena, dedicado à música urbana e independente, o Palco Aquarela, que celebra a diversidade da música brasileira, e o Palco Brasil. Em 2026, esse último traz o tema De Norte a Sul, com artistas que representam a pluralidade cultural e sonora do país. O concurso cultural “Aniversariantes João Rock” já realizado segue válido, e o vencedor mantém todos os benefícios previstos inicialmente, mesmo com a mudança de data. A organização também informou que um novo concurso será lançado para contemplar um aniversariante do dia 1º de agosto. As regras e o período de participação serão divulgados em breve nos canais oficiais do festival. Criado em 2002, o João Rock é um dos principais festivais de música do Brasil e se consolidou como um espaço dedicado exclusivamente à música nacional. Ao longo de mais de duas décadas, o evento já promoveu cerca de 300 shows e encontros marcantes entre nomes do rock, rap, reggae, MPB e outros gêneros que ajudam a contar a história e a diversidade da música brasileira.
Entrevista | Adi Oasis – “Qualquer pessoa com bom gosto musical conhece e respeita a música brasileira”

Adi Oasis inicia um novo capítulo na carreira com o EP Silver Lining, um trabalho que reflete maturidade artística, renovação criativa e um olhar mais consciente sobre o presente. Conhecida pelas linhas de baixo marcantes, vocais potentes e uma fusão elegante entre soul, funk e R&B contemporâneo, a artista franco-caribenha apresenta um projeto que nasce da vivência. Entre novas parcerias, como a colaboração inédita com o produtor Carrtoons, e uma abordagem mais ousada em estúdio, o EP traduz um momento de evolução natural, sem rupturas, mas com claras expansões sonoras e emocionais em relação aos trabalhos anteriores. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Adi Oasis fala sobre esse período de transformação, impulsionado por experiências pessoais, pela maternidade e pela busca por esperança em tempos turbulentos. A artista comenta o processo criativo por trás de Silver Lining, a construção de faixas como “Stuck In My Head”, a importância de manter uma conexão honesta com o público e a relação cada vez mais forte com o Brasil, hoje um dos mercados mais relevantes da sua carreira. Entre reflexões sobre identidade, presença de palco e futuro, Adi reforça sua posição como um dos nomes mais consistentes e expressivos da nova cena soul contemporânea. Falando sobre o seu novo EP, Silver Lining, esse trabalho marca um novo capítulo na sua jornada. Como você descreveria esse momento em comparação aos lançamentos anteriores? Eu não sei se gosto de comparar. Para mim, é mais sobre evolução. Eu sempre falo sobre o que estou vivendo, e agora estou em um novo capítulo da minha vida. Desde o último álbum, me tornei mãe, conheci novas pessoas, vivi experiências diferentes e simplesmente coloquei tudo isso na música. Gosto de pensar em evolução porque é sempre algo muito especial. Já que você mencionou a maternidade e o fato de escrever sobre suas próprias experiências, como isso afetou sua composição? Afetou muito menos do que eu imaginava. Fiz recentemente uma entrevista com a Kadhja Bonet, que é uma das minhas artistas favoritas e também mãe de uma menina. Ela me lembrou que você não é apenas uma mãe, e isso é algo que estou aprendendo. Ser mãe me ensinou a fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas também a focar completamente em uma coisa de cada vez. Hoje eu escrevo mais rápido porque tenho menos tempo. Quando estou com meu bebê, sou totalmente mãe. Quando estou no estúdio, sou totalmente artista. No fim das contas, continuo sendo a mesma pessoa que eu era antes. Esse EP marca sua primeira colaboração com o produtor Carrtoons. Como essa parceria começou e de que forma ela mudou seu processo criativo? Eu entrei em contato com ele porque realmente gostava da música que ele fazia e também porque ele é baixista. Tive a sensação de que nós nos entenderíamos. Eu adoro como ele constrói as bases. Nos encontramos em um festival em Londres, eu vi o show dele, ele viu o meu, e sentimos que precisávamos colaborar. Fomos direto para o estúdio. Ele tem um processo muito diferente do meu, e foi exatamente por isso que quis trazer essa parceria para o EP. O resultado é algo bem único em relação ao que eu costumo fazer. Normalmente, eu gravo tudo de forma muito rápida e ao vivo. Faço instrumentação ao vivo nos meus álbuns. Com o Carrtoons, ele trabalha muito mais como um beatmaker. Eu queria experimentar isso nesse projeto e confiei totalmente nele para conduzir esse processo. Stuck In My Head é um dos destaques deste trabalho e traz uma energia muito particular. Qual é a história por trás dessa música e o que ela representa para você hoje? Stuck In My Head foi, na verdade, a primeira música que fiz com o Carrtoons. A ideia veio para mim de forma muito espontânea, como geralmente acontece. Às vezes as músicas surgem quando acordo ou antes de dormir. Eu simplesmente ouvi “Stuck in my Head” na minha cabeça e pensei: e se eu escrevesse uma música assim? Foi um momento muito mágico. Criar arte é se conectar com uma frequência e capturar um momento. Sem que eu precisasse explicar, ele parece ter sentido exatamente o que eu estava ouvindo na minha cabeça. Tudo se encaixou perfeitamente com o que eu imaginava. Eu queria fazer algo mais agitado, algo que pudesse performar de forma intensa no palco. Eu amo cantar alto, amo essas notas grandes, no estilo da Chaka Khan. Essa música, para mim, representa exatamente isso: capturar quem eu sou como cantora em uma gravação. Para encerrar esse bloco, você lançou a série Bathrobe Confessions, mostrando bastidores e conversas mais íntimas. Como essa conexão direta com os fãs se relaciona com a fase atual da sua carreira? Eu estou em um processo constante de aprender sobre mim mesma e sobre como ser uma artista melhor. Acho importante que as pessoas saibam mais sobre quem somos de verdade. Quem escuta nossa música precisa lembrar que somos humanos, que passamos por coisas reais. Quanto mais compartilhamos nossas experiências, mais fácil fica entender que não estamos sozinhos. Eu gosto muito quando um artista diz que quer ser melhor. Para mim, é isso que importa. Falando sobre sua carreira, já faz um tempo que você mudou seu nome artístico para Adi Oasis. Qual é o significado dessa mudança e como ela representa quem você é hoje? Adi Oasis é completamente quem eu sou. Eu encontrei meu som e minha imagem antes, e o nome veio depois. Para algumas pessoas é o contrário, mas para mim foi assim. Quando me encontrei artisticamente, ficou muito claro quem eu queria ser e o que esse projeto significava. Esse nome representa exatamente isso. Sua presença de palco chama muita atenção, assim como sua identidade artística. Como você desenvolveu esse estilo? Foi natural ou teve alguma inspiração? Eu cresci no palco. Comecei a me apresentar quando tinha seis anos de idade. É o que eu sei fazer. Eu me sinto muito mais confortável no palco do que em qualquer outro lugar, mais até
Entrevista | Josh Beauchamp – “Um EP é algo que vejo acontecendo em breve”

Josh Beauchamp inicia oficialmente uma nova fase da carreira com o lançamento do single Love You Again, já disponível em todas as plataformas digitais. Inspirada em um relacionamento do passado e no processo de autoconhecimento que veio após o fim, a faixa apresenta um Josh mais íntimo e consciente de si, agora também como compositor. A música foi criada em parceria com os produtores Andy Schmidt e Jonathan Yoni Asperil e simboliza um recomeço artístico após a saída do Now United no final de 2022. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Josh Beauchamp comentou que este novo capítulo representa seus primeiros passos como artista solo, após um período de reconstrução pessoal e criativa. O cantor também destacou a importância do Brasil nesse momento da carreira e a vontade de colaborar com artistas daqui no futuro, como Jão e Anitta. Quando você decidiu que era o momento certo para iniciar oficialmente sua carreira solo? Eu tomei essa decisão em 2022, antes da nossa última turnê com o Now United, a Forever United Tour. Foi ali que entendi que era hora de seguir meu próprio caminho. Depois disso, passei um tempo explorando minha identidade artística e entendendo o que eu realmente queria fazer com a música. Só alguns meses atrás eu decidi que Love You Again seria o primeiro single. Tudo acabou se encaixando naturalmente para esse lançamento. Depois de anos vivendo a intensidade do Now United, qual foi o maior desafio emocional ao seguir sozinho? O maior desafio foi perceber que agora tudo dependia de mim. No grupo, nós aparecíamos, fazíamos nosso trabalho e recebíamos orientações o tempo todo. Quando saí, achei que ainda teria alguém me dizendo o que fazer, mas não foi assim. Eu precisei assumir o papel de capitão do meu próprio navio. Levei bastante tempo para entender isso e me adaptar, mas foi um aprendizado essencial. Love You Again vem de uma experiência pessoal. Como transformar a dor em música ajudou no seu processo de autoconhecimento? Essa música é uma entre muitas que escrevi nos últimos anos. Foram cerca de 50 canções nesse período. Love You Again foi uma das primeiras que escrevi com o Andy Schmidt, produtor com quem trabalho bastante hoje. Ela conta a história de um relacionamento que, na época, eu gostaria de ter tido mais uma chance. É uma música sobre amor, mas também sobre reflexão e amadurecimento. Como o feedback dos fãs brasileiros ao ouvir a música ao vivo influenciou sua confiança nessa nova fase? Foi fundamental. Eu tinha receio de como os fãs reagiriam à minha música solo, se eles continuariam comigo ou se minha base de fãs mudaria completamente. Mas a reação foi incrível. Eles abraçaram a música, demonstraram muito carinho e apoio, organizaram festas de streaming, criaram edições e conteúdos. Isso me lembrou quem eu sou como artista. Depois de sair do grupo, minha confiança tinha diminuído um pouco, mas ver essa resposta ao vivo me fez acreditar novamente que eu posso fazer isso sozinho. Muitos artistas já passaram por transições parecidas, mudando de uma boy band ou girl band para carreira solo. Quais são suas principais influências nesse processo? Uma grande referência para mim é o Justin Timberlake. Vejo muitas semelhanças no caminho, no estilo e na forma como ele construiu a carreira solo. Também me identifico bastante com o Zayn (One Direction), principalmente pela forma como ele lidou com a própria arte e seguiu seu caminho depois de sair de um grupo. Esses dois são influências muito fortes para mim. Qual é a história de viagem mais inesquecível da época do Now United? Há muitas lembranças, mas um momento muito especial foi na última turnê, quando fiz um cover de Night Changes, do One Direction, como uma despedida. Em um trecho da música, eu caminhava para o fundo do palco e via todos os integrantes do Now United, pessoas com quem vivi por cinco anos e que se tornaram minha família. Foi um momento extremamente marcante para mim. Como foi fazer parte de um grupo com pessoas de tantos países diferentes? Isso te mudou como pessoa? Isso moldou completamente quem eu sou hoje. Eu cresci com dois irmãos e nunca tive irmãs. No grupo, passei a conviver com várias garotas que se tornaram como irmãs para mim, o que me ensinou muito. Aprendi com cada integrante, seja sobre música, palco, confiança ou simplesmente sobre a vida. Também aprendi que, apesar das diferenças culturais, a experiência humana é muito parecida em qualquer lugar do mundo. Você planeja lançar um EP ou um álbum completo em breve? Acho que o primeiro passo será um EP. Sempre quis lançar um trabalho completo, mas isso exige um processo maior, tanto criativo quanto logístico. Um EP é algo que vejo acontecendo em breve com mais clareza. O Brasil teve um papel importante nesse novo capítulo, especialmente com sua performance em São Paulo. Quais são seus planos para voltar ao país? Eu sempre vou voltar ao Brasil. Eu amo o país e sinto que esse carinho é recíproco. Quero voltar em fevereiro, inclusive para viver o Carnaval, algo que ainda não fiz. Sinto que já deveria ter feito isso há muito tempo. Você acompanha a música brasileira? Existe vontade de colaborar com artistas daqui? Com certeza. Antes mesmo do Now United, eu já conhecia o funk brasileiro e me apaixonei. Por alguns anos, sempre tinha músicas de funk no meu Spotify Wrapped. Também comecei a explorar a bossa nova, misturada com pop, algo mais moderno. No futuro, adoraria colaborar com artistas brasileiros, desde que faça sentido criativamente. Tem um artista que admiro muito, o Keel. Conheço ele há bastante tempo, desde nosso primeiro show do Now United no Brasil, e hoje ele cresceu muito. Acho que poderíamos criar algo interessante juntos. Também sou muito fã do Jão, acho o trabalho dele fenomenal. E, claro, Anitta, que é a rainha do Brasil. Seria incrível. Se você pudesse reviver um show do Now United agora, em carreira solo, qual seria? É difícil escolher, mas
5 Seconds of Summer volta ao Brasil com novo álbum e shows em São Paulo e Belo Horizonte

Após mais de dois anos de espera, o 5 Seconds of Summer retoma o contato direto com o público brasileiro em um momento de renovação artística. A banda australiana anunciou a turnê internacional de EVERYONE’S A STAR!, novo álbum que marca uma fase mais madura do grupo e traz o quarteto de volta ao país para duas apresentações em setembro. Os shows acontecem no dia 18 de setembro, em São Paulo, no Suhai Music Hall, e no dia 20 de setembro, em Belo Horizonte, no BeFly Music Hall. As datas fazem parte de uma extensa rota mundial que passa por Europa, América do Norte, Austrália e América Latina, com a proposta de aproximar ainda mais a banda de seus fãs. EVERYONE’S A STAR! simboliza um retorno em grande estilo. O disco estreou em primeiro lugar no Reino Unido e alcançou o Top 10 da Billboard 200, reforçando a força do 5 Seconds of Summer quase 15 anos após o início da carreira. Gravado entre Los Angeles e Nashville, o álbum explora a dualidade entre fama e identidade artística, combinando pop, rock e punk em um repertório direto e atual. O novo trabalho também abre espaço para que cada integrante evidencie sua própria assinatura musical. Singles como “Not OK”, “Boyband” e “Telephone Busy” ganharam grande repercussão nas redes sociais e nas plataformas de streaming, enquanto o repertório ao vivo deve dialogar com hits que marcaram a trajetória do grupo, como “Youngblood”, “She Looks So Perfect” e “Amnesia”. Segundo os integrantes, o álbum carrega um sentimento de redescoberta. Cada música parece viva, como um lembrete das razões que os levaram a começar a fazer música. Essa energia é a base da nova turnê, pensada para ser intensa, próxima e emocionalmente conectada ao público. A venda de ingressos para o público geral começa no dia 11 de dezembro, a partir das 10h online e das 11h nas bilheterias oficiais. A realização é da Live Nation Brasil. Serviço5 Seconds of Summer no BrasilSão PauloData: 18 de setembro de 2026Local: Suhai Music Hall Belo HorizonteData: 20 de setembro de 2026Local: BeFly Music Hall
Di Ferrero apresenta SE7E em São Paulo com abertura de Aliados e Pe Lanza

Di Ferrero leva a turnê SE7E a São Paulo neste sábado, 20 de dezembro de 2025, em apresentação marcada para a Varanda Estaiada. O show integra a nova fase da carreira solo do artista e conta ainda com participações de peso no mesmo dia, com apresentações da banda Aliados e de Pe Lanza. Os últimos ingressos seguem à venda. A turnê SE7E nasce após o lançamento dos EPs 7 e SE7E e traduz um momento de renovação artística, intensidade sonora e maior conexão com o público. No palco, Di aposta em um espetáculo contínuo, com músicas emendadas do início ao fim, valorizando a dinâmica do show e a interação com a plateia. As faixas inéditas já fazem parte do repertório e dividem espaço com sucessos que ajudam a contar essa nova etapa da trajetória do cantor. “A turnê SE7E chega num momento muito especial da minha carreira. É uma apresentação que não para, é pra cima, com energia de show grande, muita interação com o público e um visual lindo. Esse show já é também uma preparação pros novos lançamentos que virão como uma sequência”, afirma Di Ferrero, destacando que a turnê seguirá ganhando novidades enquanto percorre o Brasil. Após o êxito da Outra Dose Tour, Di constrói agora um espetáculo que atravessa diferentes momentos de sua história musical. O setlist inclui faixas recentes como Som da Desilusão, Além do Fim e Unfollow, além de clássicos do NX Zero e músicas marcantes da carreira solo, costuradas por influências que passam por diferentes gêneros e atmosferas. No palco, Di Ferrero é acompanhado por Thales Stipp na bateria, Bruno Genz na guitarra e Marina Izaac no baixo, formação que sustenta a proposta intensa da turnê SE7E. ServiçoData: 20 de dezembro de 2025, sábadoLocal: Varanda Estaiada, São PauloAbertura dos portões: 14hIngressos: https://ingresse.com/garage011-apresenta-di-ferrero-pe-lanza-aliados/