Review: BAD LUV lança Nós, um disco intenso, moderno e cheio de identidade

O álbum “NÓS”, da BAD LUV, foi lançado há apenas duas horas pelo selo Rockambole. E ele marca não apenas o lançamento de um novo disco, mas a consolidação de uma super banda que carrega a experiência de anos na estrada em projetos que marcaram a cena emo/hardcore. Com Gee Rocha (ex-NX Zero) na guitarra, João Bonafé (ex-Gloria e integrante da banda de apoio de Di Ferrero) no baixo e Vitor Peracetta (baterista do Matuê), o quinteto ainda conta com Caio Weber nos vocais e Murilo Amancio na outra guitarra. O resultado é um álbum cheio de identidade, peso emocional e amplitude estética, que passeia entre o pop, o emo e o metal moderno sem perder o eixo. Com atmosfera de recomeço, o disco “NÓS” nasce de uma crise interna que quase colocou fim ao grupo. Ao invés disso, serviu como catalisador criativo. Os singles “Cicatrizes” e “Reaprender” deram o tom do que viria, e o novo vocalista Caio rapidamente se encaixou como peça-chave dessa nova fase. Segundo Gee Rocha, a banda optou por não fazer shows até ter um álbum pronto. “A gente queria ter um disco novo para trabalhar e sentir que o show tivesse mais sentido, mais completo”, explica o guitarrista no Instagram. O plano se concretizou com um repertório que revela a maturidade de quem viveu muito na cena. Entre os destaques, a visceral “Autorretrato” traz screams intensos e flerta com o metal moderno, enquanto “Me Faz Tão Bem” e “Nós2” apontam para o pop com sensibilidade. “Tradução de Saudade” aparece como uma balada moderna e cheia de peso emocional. Já “Talvez Não” encerra o álbum com atmosfera que mistura o emo dos anos 2000 e agressividade. João Bonafé destacou recentemente a versatilidade do grupo no perfil da banda: “Temos influências muito diferentes, e estamos felizes com a sonoridade que encontramos juntos.” Entre beats eletrônicos, riffs pesados e vocais que vão do melódico ao gritado com fluidez, o álbum ganha força nos extremos. O trabalho vocal de Caio Weber emociona e surpreende, mas é a bateria precisa e cheia de textura de Vitor Peracetta que amarra a estética e garante energia constante, sendo um dos pontos altos do álbum. Nota: 4/5
Cachorro Grande celebra 25 anos com show histórico da formação clássica em São Paulo

A lendária banda gaúcha Cachorro Grande encerra a turnê de aniversário de 25 anos com um show especial nesta sexta-feira (8/8), no Carioca Club, em São Paulo. A apresentação reúne novamente a formação clássica com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Gabriel Azambuja (bateria) e Pedro Pelotas (teclado), encerrando a passagem pelo estado paulista em grande estilo. O show marca a celebração de uma trajetória que começou em 2000, quando a banda porto-alegrense começou a construir seu legado com disco homônimo e hits que conectaram rock garage com referências setentistas e atmosferas psicodélicas. Nesses 25 anos, Cachorro Grande consolidou clássicos como Lunático, Sexperienced, De Baixo do Meu Chapéu e Dia Perfeito, além de uma presença consistente em circuitos nacionais independentes e festivais como Planeta Atlântida. Com abertura da banda Hurricanes, influenciada diretamente pela sonoridade da Cachorro Grande, os ingressos para o show estão disponíveis no Clube do Ingresso. Se você mora em São Paulo e ainda não viu essa formação ao vivo, essa é a última chance em 2025 para sentir na pele o vigor e a autenticidade que definiram a banda por mais de duas décadas. ServiçoData: Sexta-feira, 8 de agosto de 2025Local: Carioca Club – R. Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo/SPAbertura da casa: 22hAtrações: Hurricanes (abertura) + Cachorro GrandeIngressos: A partir de R$90Vendas online: clubedoingresso.com
Entrevista | Sergio Britto – “Resolvi explicitar ainda mais a bossa nova neste disco”

Sérgio Britto nunca esteve tão confortável com sua própria sonoridade. Em Mango Dragon Fruit, seu sexto álbum solo, lançado em abril pela Midas Music, o músico mostra um equilíbrio entre a elegância da bossa nova, a leveza do pop e a liberdade do jazz, tudo costurado por letras pessoais e uma estética cada vez mais refinada. O trabalho representa um passo firme em sua trajetória individual, com participações de nomes como Ed Motta, Bebel Gilberto, Fernanda Takai, Brothers of Brazil e Roberto Menescal. O título inusitado, inspirado em uma bebida tropical da Starbucks, reflete o clima sensual e inventivo da faixa homônima. Entre composições próprias e releituras como Eu Sou do Tempo, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Sérgio dá continuidade à busca por uma identidade musical que vem lapidando desde que começou a se afastar do rock direto dos Titãs. “Acho que cheguei em um resultado que me satisfaz muito. Esse disco tem arranjos mais ousados e espaço para improviso”, comentou o cantor. Em bate-papo com o Blog n’ Roll, Sérgio Britto falou sobre o processo de criação do álbum, a colaboração com artistas de diferentes gerações, sua relação com a música brasileira e, claro, relembrou momentos marcantes do Titãs e comentou sobre sua ligação com a cidade de Santos. Confira a íntegra abaixo. Percebi que o disco tem uma sonoridade bem interessante. Gostei da ideia de você misturar bossa nova com um pouquinho de música latina e também um flerte com o jazz, que acho que dá o grande charme do álbum. Como foi esse processo criativo e quais as influências para chegar nessa sonoridade? Sergio Britto – Olha, isso é algo que venho desenvolvendo há algum tempo. Não é só nesse disco, já tenho seis discos solo. Desde que comecei a trilhar esse caminho, estava em busca de uma sonoridade própria. Sempre fui muito ligado à MPB e, mais especificamente, à bossa nova. É uma linguagem com a qual tenho intimidade desde garoto. Quando comecei a pensar no meu trabalho solo, percebi que esse era um caminho que me diferenciava dos Titãs e me distinguia como artista. Então, passei a misturar esses elementos com ingredientes da música pop e outros sons, buscando uma bossa nova com a minha cara. E o título do álbum? Vi que remete a um drink da Starbucks, uma mistura de manga com pitaya. Achei curioso! Como surgiu essa ideia? Você está sempre buscando referências no seu dia a dia? Sergio Britto – Tem coisas que me chamam a atenção e ficam comigo. Esse drink era muito popular entre adolescentes, e isso ficou na minha cabeça. Quando estava compondo a faixa que deu título ao disco, relacionei esse “blend” com a ideia do fruto proibido, do despertar do desejo. A música fala disso: “todos os desejos, até mesmo os que negar, todos os desejos de algum jeito têm lugar”. Achei que o título sintetizava bem a ideia do álbum e da música. Você comentou que esse disco representa um avanço na sua identidade artística, apesar das raízes na bossa nova. O que mudou no seu olhar para a própria música desde seu primeiro álbum solo? Sergio Britto – Esses elementos sempre estiveram presentes, mas de forma sutil. Com o tempo percebi que, por estar tão associado ao rock e ao pop, as pessoas não percebiam esse lado. Resolvi então explicitar isso mais e deixar de lado outros estilos. Neste disco, todas as faixas carregam esse elemento da brasilidade, da bossa, misturado com outros sons. É o álbum mais coeso nesse sentido. Uma das faixas que me chamou atenção foi Eu Sou do Tempo, da Rita Lee. Como foi ter acesso a essa música (nunca foi gravada) e o que representa gravá-la após a perda dela? Sergio Britto – Descobri a música em um documentário, onde ela e o Roberto a tocam de forma bem intimista. Ela me chamou atenção por estar dentro do universo que estou explorando: uma bossa nova pop com bom humor e acidez. Fiz um arranjo, gravei e mandei para o Roberto, que adorou e autorizou. Já tinha uma relação antiga com eles. A Rita, inclusive, participou da minha música Pura Bossa Nova em 2013. Ela sempre foi muito generosa. Uma história curiosa foi que mandei mensagem para o Roberto pelo Facebook e ele só respondeu dois meses depois, dizendo que estavam no Caribe e que ela topava participar. Gravaram no estúdio deles e me mandaram o material. Depois ainda convidei a Rita para o clipe, e ela topou também, foi uma das últimas coisas que ela fez com outro artista. Guardo isso com muito carinho. Falando em participações, o Ed Motta é o mais popular no Spotify, mas o álbum também tem Bebel, Fernanda Takai, Roberto Menescal e Brothers of Brazil (Supla e João Suplicy). Como foi o processo de escolha? Sergio Britto – Foi bem pensado. Escolhi artistas que tivessem afinidade com esse universo da bossa e do jazz. O Menescal nem precisa de explicação. A Fernanda tem uma trajetória que mistura pop e homenagens à Nara Leão. O Supla e o João Suplicy têm esse projeto Brothers of Brazil, que também brinca com bossa. O Ed Motta mergulhou no jazz nos últimos trabalhos. Achei que todos tinham a ver com as músicas e com o conceito do disco. E como foi gravar com o Supla, que é uma figura irreverente? Sergio Britto – Foi divertido. Ele topou, mas ficou meio na dúvida sobre o estilo: “isso é bossa nova tradicional?” Ficamos nesse embate. A música tem uma letra debochada, cheia de excessos. Ele acabou interpretando um personagem, o chato do sexo, drogas e rock’n’roll e eu, o chato quieto. Foi uma brincadeira que funcionou bem. Ele levou a sério, gravou várias vezes até acertar. Foi divertido. Como você equilibra a carreira solo com os Titãs? Sergio Britto – Consigo porque há uma zona de intersecção. Nos meus shows solo, toco metade do repertório dos meus discos e metade de músicas dos Titãs, em versões que
Brasília quer repetir fórmula de sucesso do “Rio para Todos” com super show gratuito de rock em 2026

Depois do sucesso estrondoso do Rio para Todos, evento que levou Madonna e Lady Gaga para shows gratuitos em Copacabana, Brasília se movimenta para entrar no circuito de megashows ao ar livre. A capital federal pretende realizar, no primeiro semestre de 2026, um evento gratuito de grandes proporções inspirado no modelo carioca, com foco no público do rock, DNA da cidade. O palco seria montado na Esplanada dos Ministérios, com estrutura voltada para a Praça dos Três Poderes, criando um cenário imponente e simbólico para a apresentação. A ideia é transformar a Esplanada em uma espécie de “arena a céu aberto”, com transmissão televisiva e capacidade para centenas de milhares de pessoas. Segundo apuração, o evento já está em fase de negociação com uma banda internacional de rock que já foi headliner do Rock in Rio. A intenção é garantir uma atração de peso para repetir o impacto global que o show da Lady Gaga gerou no Rio em maio deste ano. Caso venha a se concretizar, o projeto quer consolidar Brasília como palco de grandes eventos culturais gratuitos e de acesso democrático, além de impulsionar o turismo na região Centro-Oeste. Foto destaque: Arquivo/Agência Brasil
Sworn Enemy anuncia seu primeiro show no Brasil

Veterana do hardcore nova-iorquino, a banda Sworn Enemy desembarca pela primeira vez no Brasil em outubro para um show único em São Paulo. A apresentação será no dia 19, um domingo, na tradicional casa Burning House, no bairro da Água Branca. Os ingressos já estão à venda pelo site Fastix, com valores promocionais a partir de R$ 120. Na ativa desde 1997, o Sworn Enemy mistura a brutalidade do hardcore com riffs cortantes que flertam com o thrash metal e o crossover. A formação atual conta com Sal Lococo (vocal e único membro original), Jeff Cummings (guitarra), Matt Garzilli (guitarra), Mike Pucciarelli (baixo) e Jackson (bateria). Reconhecidos pelas performances explosivas, a banda alcançou projeção mundial com o disco As Real As It Gets (2003), que os levou a dividir turnês com nomes como Anthrax, Sepultura e Biohazard. O disco mais recente, Gamechanger (2019), marcou uma fase de renovação criativa. Produzido por Robb Flynn (Machine Head), o álbum foi comparado ao clássico Urban Discipline, do Biohazard, em resenha da Metal Insider. Com groove pesado e breakdowns certeiros, o trabalho reafirma a essência crua e combativa da banda. A produção do show é da New Direction Productions, que encerra o mês de julho com seu sexto e último anúncio de turnê internacional. O evento ainda contará com bandas nacionais de abertura, que serão divulgadas em breve. SERVIÇOSworn Enemy (Nova Iorque – EUA) em São Paulo Data: 19 de outubro de 2025 (domingo)Horário: a partir das 16hLocal: Burning House (Avenida Santa Marina, 247 – Água Branca – São Paulo/SP)Venda online: fastix.com.br/events/sworn-enemy-eua-em-sao-paulo Ingressos em Lote Promocional:R$ 120,00 (Meia Entrada / Solidária)R$ 240,00 (Inteira)
Billy Idol deve anunciar turnê pela América do Sul com datas no Brasil

O ícone do punk e do rock oitentista, Billy Idol, deve retornar ao Brasil em novembro deste ano como parte de uma nova turnê pela América do Sul. O anúncio oficial está previsto para o dia 5 de agosto, mas fontes ligadas à produção local já apontam shows confirmados em território brasileiro, além de datas na Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Caso a confirmação se concretize, essa será a segunda visita do cantor ao país em menos de três anos. Em 2022, Billy Idol se apresentou no Rock in Rio, com um show elogiado por sua energia e hits nostálgicos. Ele também passou por São Paulo, em um sideshow que antecedeu o festival. A nova turnê faz parte da sequência de shows comemorativos que Billy tem feito desde o retorno definitivo aos palcos na última década. O repertório deve incluir clássicos como Rebel Yell, White Wedding, Dancing with Myself e Eyes Without a Face, além de faixas de seus projetos mais recentes. Com mais de quatro décadas de carreira, Billy Idol se consagrou como uma das vozes mais marcantes do rock mundial. Surgiu na cena punk britânica com o Generation X antes de embarcar em carreira solo nos anos 80, onde conquistou o sucesso global com sua mistura de atitude rebelde, visual icônico e uma sequência de hits que o tornaram um símbolo daquela geração. Joan Jett Joan Jett pode ser a grande surpresa na turnê sul-americana de Billy Idol. A roqueira está em negociações para ser a atração de abertura dos shows no Brasil e em outros países da região. Caso o acordo não se concretize, a equipe da cantora já estuda um retorno solo ao país em 2026, com um show próprio celebrando seus maiores sucessos. Ícone absoluto do rock desde os anos 70, Joan Jett ficou conhecida como fundadora da banda The Runaways e, depois, à frente do Joan Jett & The Blackhearts, emplacou hits como I Love Rock ‘n Roll, Bad Reputation e Crimson and Clover. Com atitude punk, voz marcante e presença de palco lendária, ela se mantém como um dos nomes mais influentes da história do gênero.
Há 15 anos, Zander derrubava um streaming inteiro com lançamento do Brasa

O Zander iniciou uma turnê temática tocando seu álbum de estreia, Brasa, na íntegra. Em 2010, os tempos eram outros e as bandas independentes lançavam suas músicas na plataforma Trama Virtual, que resistiu até 2013 com a ascensão do Spotify. Quem conta a história do disco é Gabriel Zander, vocalista, guitarrista e fundador da banda. “Foi nosso primeiro álbum cheio, e foi a partir do Brasa que a galera começou a encher os shows e acompanhar a banda”, relembra. Ele completa dizendo que o Zander estava no lugar certo e na hora certa para o lançamento do disco. “A gente achou que o site tinha saído do ar bem no dia do lançamento, aí ligamos para lá e eles disseram que caiu porque estava muita gente baixando e o site não aguentou.” No último sábado (26), o Zander foi headliner do Santos Criativa Rock ao lado do Bayside Kings e tocou o álbum Brasa na íntegra, além de hits que marcaram a carreira da banda. Voltar à cidade tem um gosto especial e nostálgico para Gabriel. A primeira vez que o vi em ação, ele ainda era o Bil do Noção de Nada, abrindo para o CPM 22, antes da fama. Ele conta que esse foi seu primeiro show em Santos e se empolgou com a casa lotada, mesmo que o saudoso Armazém 7 mal comportasse 100 pessoas. “Depois, quando voltamos para Santos, nosso show estava bem mais vazio, e aí entendemos que não estávamos com aquela bola toda. Mas era uma época boa, a gente dormia na casa da galera, passava a semana toda aqui. São boas lembranças”, completa. Próximos Shows da Turnê do Brasa:31/07 – São Paulo/SP01/08 – Americana/SP02/08- Curitiba/PR – Com Rancore e Hateen03/08- Santo André/SP
Bayside Kings convida ex-integrantes em busca de sua obra prima

O Bayside Kings está comemorando 15 anos da melhor forma possível: em estúdio, gravando o novo álbum “Modo de Sobrevivência”. Em busca de sua obra-prima, a banda convidou dois ex-integrantes emblemáticos para o processo de composição e pré-produção. Marcão, hoje na Apnea, integrou os discos Resistance (2016) e Yin Yang (2018), enquanto Léo, atualmente no Surra, participou da era Warship (2013) e Waves of Hope (2015). No último sábado (26/07), a banda se apresentou com Marcão na guitarra — foi a primeira vez com cinco integrantes nos últimos sete anos. O show aconteceu durante o Santos Criativa Rock, evento anual em homenagem ao mês do rock. Em entrevista ao Blognroll, o vocalista Milton Aguiar contou que a ideia dessa nova formação é tornar a banda mais “palpável”, sem perder o DNA selvagem que sempre marcou o Bayside Kings. O álbum está em estágio de pré-produção, com quase 20 faixas compostas, e a previsão é lançar um single ainda em 2025. A temática de Modo de Sobrevivência gira em torno do cotidiano e das batalhas diárias do cidadão comum. E um dos focos dessa nova fase é se consolidar de vez com letras em português. “No início, todas as nossas referências cantavam em inglês, então foi um caminho natural”, explica Milton. “Se naquela época a gente decidisse criar em português, soaria muito parecido com o Dead Fish — que é uma banda que eu gosto muito. Mas depois que criamos nossa identidade e muita gente começou a pedir músicas em português, resolvemos seguir esse caminho. Todo mundo abraçou, e foi um baita acerto”, conclui.
Entrevista | Mike Hranica (The Devil Wears Prada) – “Vem um novo álbum da banda, vamos anunciar em breve”

Após pouco mais de uma década, o The Devil Wears Prada retorna ao Brasil para uma série de dois shows em São Paulo e Curitiba. E tive a oportunidade de bater um papo com o vocalista Mike Hranica sobre as lembranças do último show no país e também os planos para o futuro. Confira a entrevista completa com Mike Hranica abaixo. Uma pergunta curiosa: Como a produção do filme Diabo Veste Prada 2 afeta o The Devil Wears Prada nas buscas do Google ou algoritmo do Instagram? Mike Hranica – Ah, a gente faz piadas com isso. Um amigo meu me mandou mensagem ontem fazendo piadas. Mas não presto muita atenção nisso. Estava ouvindo uma banda chamada “Shiner” e quando jogo ela no Google aparece sobre uma cerveja Shiner, que é uma cerveja do Texas. Mas, eu não sei. As pessoas podem achar a gente se elas quiserem. Faz 13 anos do último show do The Devil Wears Prada no Brasil que, inclusive, foi no mesmo local. Quais são as lembranças que você tem dessa época? Mike Hranica – Excelentes memórias. Esta será a nossa terceira vez no país. A primeira vez foi muito louca, a segunda foi incrível. E agora, depois de tanto tempo, estamos voltando. Olhando para trás, realmente foi bem divertida a nossa primeira passagem. O mais engraçado é que fomos tratados meio que uma “boy band”. As pessoas ficaram malucas em ver a gente no Brasil. Geralmente nos outros lugares a gente é reconhecido, mas de uma maneira normal. Mas no Brasil a gente parece celebridades. Tem alguma coisa muito louca que aconteceu aqui? Mike Hranica – Nós tivemos no Brasil com o Whitechapel e tivemos um grande problema no hotel. Acho que bebemos demais. Não quero falar muito sobre isso (risos). Mas nós nos divertimos muito. Ninguém estava armado ou quebrou nada. E o que motivou o Devil Wears Prada voltar agora? Mike Hranica – Nós só aproveitamos a oportunidade. A logística para ir para ai é bem difícil comparado a ir para a Europa ou para girar aqui na América do Norte. Mas dessa vez as coisas deram certo e estamos muito felizes em voltar. Você tem notícias de como está o público brasileiro hoje em dia? Alguma expectativa? Mike Hranica – Espero o mesmo nível de entusiasmo. Vi o que o Bring Me The Horizon fez ai e foi totalmente insano. Certamente não espero nada menos do que a energia que recebemos das últimas vezes. Nessa nova fase agora, depois de 13 anos, Ritual e For You mostram um lado diferente da banda. Como vocês definem o atual momento do Devil Wears Prada? Mike Hranica – Eu digo que é um momento crucial. As músicas que tocávamos da última vez eram diferentes do que estamos fazendo agora com a fase Color Decay. Estou bem animado que as pessoas vão ver nossa evolução em relação às músicas antigas. Posso chamar a For You de uma música de amor? Mike Hranica – Certamente não é uma música de amor feliz, mas conta sobre a história de uma relação que não deu certo, onde um lado não fez sua parte tão bem para tudo funcionar. Essas músicas farão parte de um novo álbum do Devil Wears Prada ou serão apenas singles individuais? Mike Hranica – Elas serão parte de um novo álbum. Sei que estamos um pouco atrasados desde que começamos a lançar músicas novas, mas vamos fazer um anúncio oficial em breve. Ritual tem uma energia bem interessante. Ela foi feita pensando na atmosfera do show ao vivo? Mike Hranica – Sim e a reação tem sido maravilhosa. Nós estamos tentando melhorar ainda mais isso. Estamos o verão inteiro tocando Ritual e For You, tem sido incrível. O The Devil Wears Prada surgiu no boom do metalcore dos anos 2000. Como você vê a cena hoje em dia? Mike Hranica – Vejo maior do que nunca. Pensando em 25 anos atrás com bandas como Killswitch Engage estava tentando descobrir um caminho e isso tudo chegou ao mainstream. O fato é que as bandas que “gritam” e fazem “breakdowns” estão na rádio. É como se uma maré alta levasse todos os navios ao mesmo tempo. Eu, como adolescente, só queria ouvir as músicas mais pesadas possíveis e é ótimo que essas bandas estejam hoje no mainstream. Tem alguma coisa de metal moderno que te inspira nesse momento? Mike Hranica – Acredito que sim, essa é uma pergunta para o John que produz as nossas músicas e cria várias letras. E como o que ele tem ouvido e o que ele tem trazido para o cenário. Eu, particularmente, tenho ouvido bastante Killswitch Engage e Beartooth agora. Também ouço bastante Parway Drive, I Prevail, Alpha Wolf e Amity Affliction. Procuro ver outras bandas que me inspiram. A energia que o Caleb traz ao Beartooth é realmente muito inspiradora. Então, isso realmente me ajuda quando estou criando ou escrevendo Muita gente tem percebido um revival do emo e rock dos anos 2000. Você tem percebido isso também? Mike Hranica – Com certeza. Assim como percebi um crescimento da cena metalcore, também percebi um crescimento das músicas dos anos 2000 pós pandemia. Nós ficamos um período privados de ver e ouvir o que amamos. Não que eu agradeça por isso, mas eu estou bem agradecido de onde a cena está agora. A covid tirou nossa liberdade e agora nós apreciamos ter isso de volta e podemos viver tudo com mais intensidade. E você acha que essa onda de nostalgia tem trazido novos ouvintes para a banda? Mike Hranica – Acho que o revival de Nu Metal com bandas como Deftones, Korn e Limp Bizkit tem feito um bom trabalho hoje em dia. Elas fizeram parte de uma geração de bandas que ouvia quando era mais novo. Então, sim, acho que essa onda de nostalgia está gigante para todos os cenários. O próprio emo, vejo o My Chemical Romance lotando estádios e é tudo muito louco. Como tem sido o