Zakk Wylde volta ao Brasil para turnê com Black Label Society e Zakk Sabbath

Após ser uma das atrações do Bangers Open Air, o Black Label Society anunciou uma nova turnê pelo Brasil para outubro deste ano. Liderada por Zakk Wylde, guitarrista histórico da carreira solo de Ozzy Osbourne e integrante da atual formação do Pantera, a banda fará seis apresentações pelo país, além de um show especial do projeto Zakk Sabbath, que revisita clássicos do Black Sabbath em homenagem ao legado de Ozzy. A turnê brasileira começa no dia 10 de outubro, em Curitiba, no Tork n’ Roll. Na sequência, o Zakk Sabbath sobe ao palco do Carioca Club, em São Paulo, no dia 11 de outubro, em uma apresentação única no país. O Black Label Society retorna à estrada no dia 13, em Belo Horizonte, no Mister Rock, segue para Brasília no dia 15, no Toinha Brasil Show, passa pelo Rio de Janeiro no dia 17, no Sacadura 154, volta à capital paulista no dia 18, no Terra SP, e encerra a passagem pelo Brasil em Limeira, no interior de São Paulo, no dia 20 de outubro, no Mirage Eventos. Os ingressos para todas as datas começam a ser vendidos às 13h desta quarta-feira, 20 de maio. As entradas para São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília estarão disponíveis pelo Clube do Ingresso, enquanto Curitiba e Limeira terão vendas pela Fastix. A nova passagem pelo Brasil também marca a divulgação de “Engines of Demolition”, álbum lançado mundialmente em março. O disco encerrou um intervalo de cinco anos sem trabalhos completos inéditos do Black Label Society e recolocou a banda em uma intensa agenda internacional. Entre as faixas do álbum estão “Name in Blood”, “Broken and Blind”, “The Gallows”, “Lord Humungus” e “Ozzy’s Song”, composição criada por Zakk Wylde em homenagem a Ozzy Osbourne após a morte do cantor, em julho de 2025. Formado em 1998, o Black Label Society construiu uma trajetória marcada por riffs pesados, influência de blues e baladas carregadas de dramaticidade. Ao longo de mais de duas décadas, a banda lançou trabalhos como “Sonic Brew”, “1919 Eternal”, “The Blessed Hellride”, “Mafia”, “Order of the Black” e “Doom Crew Inc.”, consolidando uma identidade própria dentro do heavy metal contemporâneo. A relação entre Zakk Wylde e Ozzy Osbourne atravessou quase quatro décadas e se tornou uma das parcerias mais duradouras do metal. Wylde entrou para a banda de Ozzy no fim dos anos 1980 e estreou em estúdio no álbum “No Rest for the Wicked”. Desde então, participou de diferentes fases da carreira solo do cantor e esteve presente em momentos importantes, incluindo o show de despedida “Back to the Beginning”, realizado em Birmingham. Serviço Black Label Society em CuritibaData: 10 de outubro de 2026Local: Tork n’ Roll Zakk Sabbath em São PauloData: 11 de outubro de 2026Local: Carioca Club Black Label Society em Belo HorizonteData: 13 de outubro de 2026Local: Mister Rock Black Label Society em BrasíliaData: 15 de outubro de 2026Local: Toinha Brasil Show Black Label Society no Rio de JaneiroData: 17 de outubro de 2026Local: Sacadura 154 Black Label Society em São PauloData: 18 de outubro de 2026Local: Terra SP Black Label Society em LimeiraData: 20 de outubro de 2026Local: Mirage Eventos

The All-American Rejects abandona nostalgia e aposta em reinvenção em novo álbum “Sandbox”

Depois de 14 anos sem lançar um álbum de estúdio, o The All-American Rejects retorna com Sandbox, disco que abandona qualquer obrigação de funcionar como uma simples cápsula do tempo dos anos 2000. A banda, atração da primeira edição do I Wanna Be Tour, até poderia ter seguido o caminho mais seguro e recriado a fórmula radiofônica de Move Along ou When the World Comes Down, mas escolheu fazer exatamente o contrário. O quinto álbum de estúdio do grupo nasce como uma tentativa clara de reconstrução artística, refletindo uma banda mais velha, mais introspectiva e consciente de que nostalgia sozinha já não sustenta relevância em 2026. O próprio Tyson Ritter chegou a comentar recentemente que o objetivo não era apenas fazer o público “se sentir jovem novamente”, mas tentar “dizer algo agora” e criar conexão no presente. O que esperar de Sandbox? Essa mudança aparece imediatamente na sonoridade. Sandbox reduz drasticamente o protagonismo do pop punk acelerado e dos refrões explosivos que definiram a identidade comercial da banda. Em vez disso, o álbum mergulha em uma estética mais atmosférica, cheia de texturas lo-fi, sintetizadores discretos, guitarras menos agressivas e estruturas menos previsíveis. O disco soa muito mais próximo de um indie alternativo melancólico do que daquele emo pop radiofônico que dominava MTV e trilhas adolescentes nos anos 2000. Ainda existem melodias familiares e momentos que remetem ao DNA clássico da banda, mas agora tudo parece filtrado por uma abordagem mais madura e menos imediatista. Tyson Ritter acaba sendo o centro emocional do álbum. Se antes suas letras eram marcadas por sarcasmo, relacionamentos turbulentos e refrões feitos para multidões cantarem juntas, aqui o vocalista assume uma postura muito mais vulnerável. Em músicas como For Mama (clipe acima) e Green Isn’t Yellow, ele explora temas ligados à exaustão emocional, amadurecimento e desgaste pessoal sem tentar transformar tudo em um grande hit de arena. Há um tom contemplativo constante no disco, como se a banda estivesse processando os próprios anos de afastamento enquanto tenta entender qual ainda é o seu lugar dentro da música alternativa atual. A faixa-título talvez seja a melhor representação disso tudo. Sandbox usa referências à infância e ao conceito simbólico de uma caixa de areia para discutir relações humanas, isolamento e conflitos emocionais. Existe uma nostalgia evidente, mas ela não aparece romantizada. O álbum inteiro parece tratar o passado como algo inevitável, porém insuficiente para responder às crises do presente. É justamente essa visão que distancia o disco de tantos retornos oportunistas de bandas daquela geração. Álbum equilibra experimentação com identidade própria Musicalmente, Sandbox funciona melhor quando consegue equilibrar experimentação com identidade própria. Faixas como Get This ainda preservam parte da pegada melódica clássica do grupo, trazendo hooks mais acessíveis e uma energia mais próxima do antigo The All-American Rejects. Já músicas como King Kong apontam para um território mais pessoal e introspectivo. Ritter revelou que a faixa nasceu da decisão de deixar Los Angeles e retornar para Oklahoma, usando a composição como reflexão sobre superficialidade, fama e autodestruição. Ao mesmo tempo, o álbum também apresenta algumas irregularidades. Em certos momentos, a tentativa de soar moderno parece excessiva, quase como se a banda estivesse tentando se encaixar dentro da estética indie contemporânea em vez de simplesmente deixar as músicas respirarem naturalmente. Algumas faixas soam mais densas do que realmente precisariam ser, e a produção às vezes prioriza textura e ambientação em detrimento de impacto emocional imediato. Parte dos fãs já demonstra essa divisão, principalmente entre quem esperava um retorno mais explosivo e direto. Mas talvez justamente aí esteja o maior mérito de Sandbox. O disco nunca soa preguiçoso ou automático. Diferente de muitos retornos recentes de bandas do mesmo período, o The All-American Rejects não parece interessado em repetir uma fórmula antiga apenas para sobreviver no circuito nostálgico. Existe um senso genuíno de reconstrução artística aqui. De volta ao jogo A banda passou mais de uma década praticamente distante do centro cultural do rock alternativo, e esse tempo claramente serviu para redefinir prioridades criativas. Tyson Ritter chegou a admitir que o grupo precisava descobrir como evoluir sem continuar “voltando a um poço que já estava seco”. A produção reforça bastante essa sensação de amadurecimento. Em vez da compressão exagerada típica do auge do pop punk comercial, Sandbox aposta em espaço, ambiência e camadas instrumentais mais sutis. As guitarras continuam presentes, mas agora dividem protagonismo com synths, linhas de baixo discretas e momentos quase contemplativos. Isso transforma o álbum em uma experiência menos imediata, porém mais interessante ao longo de múltiplas audições. No fim, Sandbox dificilmente será o disco favorito de quem esperava apenas uma continuação direta de Move Along. E talvez nem queira ser. O álbum existe justamente para romper essa expectativa. Imperfeito, irregular e ocasionalmente excessivo, o trabalho ainda assim consegue entregar algo raro em retornos tardios: propósito artístico real. O The All-American Rejects volta não para repetir o passado, mas para tentar entender quem ainda pode ser no presente.

Anônimos Anônimos estreia álbum “Acabou Sorrire” misturando indie e emo

A banda Anônimos Anônimos acaba de lançar o primeiro álbum cheio da carreira. Intitulado Acabou Sorrire, o disco chegou às plataformas pelo selo Forever Vacation Records reunindo nove faixas que consolidam a fase mais madura e coesa do quarteto paulistano. Depois de dois EPs marcados por experimentações dentro do rock alternativo, o grupo agora aposta em uma identidade mais definida, aproximando indie rock, emo, pop punk e dream pop de letras confessionais em português e referências nacionais. O trabalho também representa um novo momento para a banda dentro da cena independente. Antes do álbum, a Anônimos Anônimos passou pela Repetente Records, selo criado por Badauí e Phil Fargnoli, além de receber indicação de Clemente como revelação no programa KZG News. Agora, o grupo apresenta um repertório mais alinhado, focado em melodias diretas e letras sobre crescimento, relações pessoais, tempo e inquietações cotidianas. O título do álbum nasceu inicialmente como uma brincadeira com Acabou Chorare, clássico dos Novos Baianos, mas acabou ganhando significado próprio dentro da proposta do disco. Segundo o vocalista Flávio, o trabalho carrega uma atmosfera mais introspectiva e reflexiva, sem abandonar o lado melódico da banda. A ideia, segundo ele, é transmitir acolhimento e proximidade, funcionando mais como “um abraço” do que como um convite para a festa. A produção ficou nas mãos de Alexandre Capilé, que teve papel importante na construção da identidade final do álbum. Já a mixagem e masterização foram realizadas em parceria com Gabriel Zander. O resultado é um disco que preserva a energia dos primeiros lançamentos, mas entrega uma sonoridade mais sólida, clara e direta, reforçando o momento de afirmação da Anônimos Anônimos dentro da nova geração do rock alternativo brasileiro.

Christine Valença une Brasil e França no novo single “Sur Ton Île”

A cantora, compositora e multi-instrumentista carioca Christine Valença prepara o lançamento de seu novo single, Sur Ton Île, que chega às plataformas digitais em 22 de maio e inaugura uma nova etapa em sua trajetória autoral. Após apresentar no início do ano a faixa Coco do Recado, em parceria com a pernambucana Caetana, a artista agora amplia suas conexões musicais em uma colaboração internacional com os artistas parisienses Félicien Adam, Verso e Luazó, aproximando Brasil e França em uma composição marcada por encontros criativos, memória afetiva e experimentação sonora. Com uma trajetória que atravessa gêneros como soul, MPB, folk e pop alternativo, Christine Valença vem consolidando uma obra guiada por escrita intimista e reflexões sobre pertencimento, deslocamento e identidade cultural. Em Sur Ton Île, essas referências ganham novos contornos a partir de experiências vividas durante sua circulação pela Europa, além de um vínculo afetivo com a França que dialoga com memórias familiares ligadas a Paris. Segundo a artista, o single representa um momento de maior apropriação de seu processo criativo e serve como ponto de partida para um novo EP, previsto para o segundo semestre, impulsionado pelo desejo de explorar novas sonoridades e fortalecer a potência da música brasileira em diálogo com outros universos musicais.

Daniela Aedo traz ao Brasil nova fase musical após sucesso em Carinha de Anjo

A atriz e cantora mexicana Daniela Aedo, eternizada no Brasil como a Dulce Maria da primeira versão de Carinha de Anjo, retorna ao país neste mês de maio com a turnê Aedo Experience. A nova passagem pelo Brasil contará com três apresentações: Rio de Janeiro, no dia 29 de maio, São Paulo, em 30 de maio, e Curitiba, no dia 31. O show na capital paulista terá um ingrediente especial: a gravação oficial do novo DVD da artista no Teatro YouTube. A agenda brasileira também inclui uma participação ao vivo no programa Domingo Legal, no próximo dia 24 de maio. A Aedo Experience marca um reencontro de Daniela com o público que acompanhou sua trajetória desde a infância na televisão mexicana. Revelada ainda criança em Carita de Ángel, exibida no Brasil como Carinha de Anjo, a atriz se tornou um dos rostos mais populares da dramaturgia infantil latina entre os brasileiros nos anos 2000. Agora, a artista apresenta uma nova fase da carreira, voltada para a música autoral, explorando influências do pop latino, folk e baladas intimistas. Nos últimos anos, Daniela Aedo lançou trabalhos como “Vacío”, de 2025, além de singles como “Monstruo” e “Niña Prodigio”, divulgados em 2024. O EP “Cicatrizte” também consolidou essa fase mais madura da artista, reunindo faixas como “Voy a Ti”, “Invisibles”, “Tinta Negra” e “Frágil”. A cantora ainda participou recentemente do projeto ao vivo “Homenaje a Tatiana: Carita de Ángel/Gotita de Amor/Azul Como El Cielo”, ligado ao universo nostálgico das novelas infantis mexicanas, além de integrar a trilha do filme “Desastre en familia” com a música “Una vez más”. No Brasil, a proposta da turnê é justamente unir memória afetiva e presente artístico. O espetáculo revisita a conexão construída com fãs que cresceram acompanhando sua carreira na televisão, ao mesmo tempo em que apresenta ao público brasileiro a atual identidade musical da artista mexicana. A turnê é apresentada pela Blast Stage Records & Fan Experience. Os ingressos para as apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba estão disponíveis no site oficial da cantora. Daniela Aedo Brasil

Entrevista | The Varukers – “Vamos continuar tocando até cairmos mortos em um palco ou em algum aeroporto”

A histórica banda punk The Varukers desembarcou novamente no Brasil para uma extensa sequência de shows ao lado da banda paulista Asfixia Social. Formado em 1979, na cidade inglesa de Leamington Spa, o grupo liderado por Anthony “Rat” Martin se consolidou como um dos nomes fundamentais do D-beat e do hardcore punk mundial, influenciando gerações de bandas extremas ao redor do planeta. A nova passagem pela América do Sul reforça uma relação antiga da banda com o público brasileiro, que acompanha o Varukers desde as primeiras visitas ao país nos anos 2000. A atual turnê brasileira também celebra a conexão criada entre o Varukers e o Asfixia Social nos últimos anos. Depois de dividir palcos no Brasil em 2024 e realizar apresentações conjuntas na Inglaterra, as bandas agora seguem juntas em dez datas pelo país, incluindo festivais como Goiânia Noise, Punk no Park e Punk in Rio. O Varukers mantém viva a essência do punk britânico surgido no fim dos anos 1970, carregando letras sobre guerra, desigualdade, manipulação política e violência social, temas que seguem presentes quase cinco décadas depois da formação da banda. A agenda da turnê segue nesta terça (12) em Uberlândia, depois gira por Patos de Minas, Divinópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e finaliza em São José dos Campos no domingo (17). Conhecida pela intensidade ao vivo e pela relação próxima com o público sul-americano, a banda retorna ao Brasil em um momento de renovação do interesse global pelo hardcore punk e pelas discussões políticas presentes no gênero desde sua origem. Em entrevista ao Blog N’ Roll, os integrantes Stevie e Rat falam sobre o início da cena punk inglesa, a conexão com pessoas reais para enfrentar a alienação e o carinho que eles têm pelo Brasil. Como era a cena punk britânica no começo do Varukers? Stevie – Para falar a verdade, para nós nem existia uma cena ainda, porque éramos só crianças. Descobrimos bandas como Sex Pistols, The Damned e The Rats e ficamos completamente inspirados por aquilo. O grande lance do punk naquela época era essa sensação de “a gente consegue fazer isso também”. Então começamos a tentar. Aos poucos fomos nos organizando, mas não tínhamos ideia do que estávamos fazendo. Não existia internet, não existia manual para aprender. Era tudo muito DIY. Organizávamos pequenos shows, tocávamos uns para os outros e aquilo foi crescendo naturalmente. Foi um período extremamente criativo. Quando vocês perceberam que estavam criando algo importante dentro do punk? Stevie – Demorou bastante. Acho que uns seis anos. E isso é legal porque foi um processo lento. Éramos quatro garotos de Warwick, uma cidade pequena do interior da Inglaterra, lançando discos independentes e fazendo shows. De repente começaram a chegar cartas de lugares que eu nunca tinha ouvido falar. Pessoas dizendo “comprei o compacto de vocês”, “troquei um disco e adorei a banda”. Aquilo foi surreal para nós. E então continuamos tocando, lançando discos, viajando, e percebemos que influenciávamos outras bandas. Isso é algo muito especial. O Brasil tem uma cena punk também muito rica e vocês já vêm ao país há mais de duas décadas. O que vocês conhecem sobre as bandas brasileiras clássicas? Rat – Tocamos com o Cólera em Londres há um ou dois anos e foi incrível. Também gostamos muito do Ratos de Porão. São bandas fantásticas. O Brasil sempre teve grupos muito fortes, com identidade própria, mostrando ao mundo o jeito brasileiro de fazer punk e hardcore. Nós adoramos isso. O que diferencia o público brasileiro do europeu? Stevie – O público sul-americano em geral é mais apaixonado, mais “louco” no melhor sentido possível. As pessoas vivem aquilo de coração. É algo honesto e verdadeiro. Acho que eles percebem isso em nós também. Entendem que somos pessoas reais, pé no chão, honestas no que falamos e fazemos. Rat – Se estivéssemos enganando as pessoas, elas não nos apoiariam por tantos anos. Não são idiotas. Existe uma relação muito importante entre banda e público. Sem as pessoas, a música não significa nada. Quando alguém coloca um disco do Varukers para ouvir e sente aquela agressividade e aquela raiva, quero que a pessoa sinta exatamente o que eu senti quando gravei aquilo. Você lembra dos shows antigos em Santos? Rat – Lembro sim. Foi um ótimo período. O Boca (baterista do Ratos de Porão) levou a gente para a praia depois do show, no dia seguinte. Tenho lembranças muito boas de Santos. Foi uma experiência incrível. Depois de quase cinco décadas, o que mantém o espírito do Varukers vivo? Rat – Eu (risos). Porque isso é quem nós somos. Somos pessoas normais, honestas, e fazemos isso há tanto tempo que virou parte da nossa vida. O Varukers existe há 47 anos. Está plantado no nosso cérebro, no coração e na alma. Provavelmente vamos continuar tocando até cairmos mortos em um palco ou em algum aeroporto por aí. Você acredita que a mensagem punk ainda consegue ser transmitida em um mundo cada vez mais digital e capitalista? Stevie – Hoje isso é mais importante do que nunca. Existe uma diferença enorme entre a informação que a mídia entrega e a realidade. Quando viajamos e conversamos diretamente com pessoas reais em outros países, compartilhamos experiências verdadeiras. Não é propaganda. Não é a visão manipulada que muitos governos e meios de comunicação empurram para as pessoas. Rat – Atualmente isso ficou tão descarado que eles nem tentam mais esconder. Estamos vivendo uma era de excesso de informação e desinformação ao mesmo tempo. Por isso é tão importante as pessoas se reunirem, conversarem entre si e trocarem experiências reais. Vocês imaginavam que as letras do Varukers continuariam atuais quase 50 anos depois? Rat – Isso me choca. Nunca achei que iria mudar o mundo. Sou apenas um punk raivoso que observa as coisas e grita sobre elas através das músicas. As letras do Varukers sempre foram simples e diretas, mas tentando atingir as pessoas. Temos uma música chamada “Nothing’s Changed” e ela nunca foi tão atual. O mundo ficou mais

Entrevista | Asfixia Social – “Nossas influências de punk e hip hop ajudaram na formação política e social”

A banda Asfixia Social segue ampliando sua conexão internacional em maio ao embarcar em uma nova turnê ao lado dos britânicos do The Varukers, um dos nomes mais influentes do punk mundial desde o fim dos anos 1970. Após abrir shows do grupo inglês em 2024 e realizar apresentações na Inglaterra, incluindo um show em Nottingham, cidade natal do Varukers, o coletivo paulista volta a dividir os palcos com a banda liderada por Anthony “Rat” Martin em dez datas pelo Brasil. A parceria reforça o elo entre o anarcopunk britânico e o crossover de rap, hardcore, ska e reggae criada pelo Asfixia Social nas periferias de São Paulo. A turnê também marca o lançamento de “Mess Bigger”, novo álbum do Asfixia Social, que chega cercado de expectativa após os singles “Walls Won’t Make You Safe” e “Revolutionary Rapport”, este último acompanhado de imagens da passagem do grupo pela Europa em 2025. Formada em Diadema, a banda se consolidou como um dos nomes mais ativos da cena underground brasileira ao unir discurso político, crítica social e influências multiculturais. Em entrevista ao Blog N’Roll, o vocalista e trompetista Kaneda Mukhtar define o projeto como uma tentativa de conectar diferentes vertentes da cultura de rua sem limitações de gênero ou estética e fala sobre o punk, a parceria com MV Bill e as experiências internacionais da banda. A agenda da turnê segue nesta terça (12) em Uberlândia, depois gira por Patos de Minas, Divinópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e finaliza em São José dos Campos no domingo (17). Além das apresentações ao lado do Varukers, o Asfixia Social também carrega no repertório músicas dos álbuns “Da Rua Pra Rua” e “Sistema Sangria”, trabalhos que ajudaram a projetar a banda em turnês pela Europa e América Latina, incluindo uma histórica passagem por Cuba em 2015. Como surgiu a identidade sonora do Asfixia Social que é um mix de vários estilos diferentes? A gente também é uma banda crossover. O Varukers faz crossover dentro do punk e nós acabamos levando isso para vários outros caminhos. Misturamos reggae, ska, hip hop e música brasileira. Nós éramos uma molecada que se encontrava nas praças de Diadema ouvindo de tudo. Aquela atmosfera de rua, jogando bola, tocando violão, convivendo com diferentes sons, acabou virando esse caldeirão musical. Nunca quisemos segregar. Não era montar uma banda só de punk ou só de rap. A ideia sempre foi mostrar que não existe limite ou rótulo para a música. E como dois movimentos de rua como o punk e o hip hop se conectam dentro da proposta da banda? Essas culturas têm uma mensagem muito forte. O hip hop no Brasil sempre esteve ligado ao movimento negro, às causas sociais. O punk sempre teve relação com a luta contra injustiças. Quando você olha as letras de hardcore e rap brasileiro, muitas vezes elas falam das mesmas dores. Para nós, a música é uma ferramenta de transformação. Ela ajudou na nossa formação política e social, muitas vezes preenchendo lacunas que a escola não alcançava. E as músicas em inglês surgiram pensando em uma expansão internacional? Não foi algo planejado no começo. Os primeiros discos eram em português. Mas quando começamos a tocar na Europa, muita gente queria entender as letras. Depois dos shows, os caras perguntavam o significado das músicas. Então começamos traduzindo refrões e isso evoluiu para composições em inglês. Nunca deixamos de cantar em português, mas percebemos que cantar em inglês também ajudava a fortalecer a comunicação com o público de fora. E entre as experiências internacionais, está Cuba. Como é o país e como foi a experiência de levar o som do punk brasileiro? Foi uma experiência transformadora. A gente foi para Cuba em 2015 para gravar o documentário “Cuba Punk”. Fizemos dez shows por lá e tocamos até na Bienal de Artes de Havana. Encontramos um povo muito conectado com cultura, educação e consciência política. É um país com dificuldades materiais, mas que nos surpreendeu pela segurança e pelo senso coletivo das pessoas. Culturalmente, nos sentimos muito próximos deles. E para quem quiser assistir o documentário, como faz? Está no YouTube e gratuito. O nome é “Cuba Punk”. A gente mostra um pouco das viagens, dos shows e das dificuldades que enfrentamos por lá. Foi uma vivência muito intensa e importante para a banda. E vocês também fizeram uma grande parceria com o lendário MV Bill, como surgiu essa aproximação? Nós sempre fomos fãs dele. Conhecemos o MV Bill em um festival e depois criamos uma conexão maior quando ele tocou no nosso festival “Da Rua Pra Rua”. A parceria nasceu de uma música inspirada no clima político de 2018. Quando mostramos a ideia para ele, rolou uma identificação imediata. O mais legal foi perceber como ele também tem ligação com o rock. Ele falava de Black Sabbath, Cólera, trocava referências conosco. Foi uma experiência muito forte e uma das músicas mais importantes que já fizemos.

Testament, Municipal Waste e Immolation anunciam turnê conjunta pelo Brasil em dezembro

As bandas Testament, Municipal Waste e Immolation desembarcam no Brasil em dezembro para uma das turnês mais pesadas do calendário do metal em 2026. Realizada pela Liberation Music Company, a excursão passará por Curitiba, São Paulo, Limeira, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, reunindo três gerações diferentes da música extrema em um mesmo pacote. A venda de ingressos começou nesta nesta sexta-feira (8), ao meio-dia. Antes de chegar ao Brasil, a turnê também passa por México, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai, reforçando a importância do mercado latino-americano para as três bandas. O encontro entre Testament, Municipal Waste e Immolation oferece um panorama amplo do metal pesado contemporâneo. De um lado, o Testament carrega o legado histórico do thrash metal da Bay Area. Do outro, o Municipal Waste representa a explosão crossover do século 21, enquanto o Immolation sustenta há décadas uma das discografias mais respeitadas do death metal norte-americano. A passagem do Testament pelo país acontece dentro da turnê de “Para Bellum”, 14º álbum de estúdio da banda e um dos trabalhos mais elogiados de sua trajetória recente. Formado na Califórnia nos anos 1980, o grupo se consolidou como um dos pilares do thrash metal com discos clássicos como “The Legacy”, “The New Order” e “Practice What You Preach”. Atualmente, a formação reúne Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick, Steve DiGiorgio e Chris Dovas. Já o Municipal Waste retorna ao Brasil em apresentações em casas de shows pela primeira vez em 15 anos. Formada em Richmond, na Virgínia, a banda ajudou a reacender o interesse global pelo crossover thrash com álbuns como “Waste ’Em All”, “Hazardous Mutation” e “The Art of Partying”, disco que se tornou referência dentro da retomada do thrash nos anos 2000. O grupo segue divulgando o álbum “Electrified Brain”, marcado pela combinação entre velocidade, humor ácido e energia hardcore. Completa o pacote o Immolation, um dos nomes mais importantes da história do death metal. Surgida no fim dos anos 1980, em Nova York, a banda construiu uma identidade própria baseada em riffs densos, atmosferas opressivas e temas ligados à ruína humana, religião e decadência moral. Em 2026, o grupo lançou “Descent”, 12º disco de estúdio e mais um capítulo da trajetória marcada por brutalidade técnica e consistência artística. Serviço 05/12 – Curitiba/PRTork n’ RollIngressos: Clube do Ingresso 06/12 – São Paulo/SPCarioca ClubIngressos: Clube do Ingresso 08/12 – Limeira/SPMirageIngressos: Fastix 10/12 – Belo Horizonte/MGMister Rock BHIngressos: Clube do Ingresso 13/12 – Rio de Janeiro/RJSacadura 154Ingressos: Clube do Ingresso

Myrath anuncia turnê latino-americana com três shows no Brasil em dezembro

A Myrath confirmou oficialmente a turnê “Wilderness Of Mirrors: Third Strike 2026”, que passará pela América Latina em dezembro com apresentações no Brasil, Argentina, Chile e México. A excursão marca o retorno do grupo tunisiano ao país após a estreia lotada realizada em São Paulo, em 2023, novamente em parceria com a produtora Dark Dimensions. Reconhecida como uma das bandas mais criativas do metal contemporâneo, a Myrath construiu uma identidade própria ao combinar heavy metal, power metal, rock progressivo e música árabe tradicional em um estilo que a própria banda define como “blazing desert metal”. O resultado mistura riffs pesados, melodias orientais e elementos sinfônicos que ajudaram o grupo a se consolidar como um dos principais representantes do oriental metal no cenário mundial. A nova turnê promove o álbum “Wilderness Of Mirrors”, lançado em março de 2026. O disco sucede “Karma”, de 2022, e aprofunda ainda mais a combinação entre atmosferas épicas, arranjos sofisticados e influências orientais que se tornaram assinatura da banda ao longo da carreira. Formado em 2001, na cidade de Ez-zahra, na Tunísia, inicialmente sob o nome X-Tazy, o grupo adotou oficialmente o nome Myrath em 2006. Em árabe, a palavra significa “legado”. Ao longo dos anos, a banda ampliou sua relevância internacional com discos como “Shehili” e apresentações em grandes festivais e turnês ao lado de nomes importantes do metal mundial. Em 2022, o grupo também ganhou destaque ao participar do FIFA Fan Festival durante a Copa do Mundo do Catar, levando o metal oriental ao palco do Al Bidda Park, em Doha, diante de milhares de pessoas. Atualmente, a formação da Myrath conta com Zaher Zorgati, Malek Ben Arbia, Anis Jouini, Kevin Codfert e Morgan Berthet. A expectativa para a nova passagem pela América Latina é de uma experiência cinematográfica, reunindo músicas do novo álbum e clássicos da carreira. Serviço – Myrath no Brasil 04/12 – Belo Horizonte/MGMister Rock 05/12 – São Paulo/SPVip Station 06/12 – Curitiba/PRStage Garden Ingressos disponíveis em:Ingresso MasterArticket