Benson Boone lança The Time of My Life e inicia nova fase da carreira

Benson Boone apresentou nesta sexta-feira (26) o single The Time of My Life, primeiro lançamento desde o álbum American Heart e o pontapé inicial de uma nova etapa em sua carreira. Disponibilizada pela Warner Records, a faixa aborda o vazio deixado pelo fim de um relacionamento e a dificuldade de seguir em frente quando a vida continua, mesmo após perder alguém que parecia fazer parte do futuro. O lançamento chegou acompanhado de um videoclipe estrelado pela influenciadora Alix Earle, que traduz visualmente esse conflito emocional por meio de uma produção com estética teatral. Escrita por Benson Boone em parceria com seus colaboradores frequentes Jack LaFrantz e o produtor Jason Evigan, conhecido pelos trabalhos com Justin Bieber e Sabrina Carpenter, The Time of My Life começa de forma intimista, guiada por violão e voz, antes de crescer com guitarras, bateria e vocais grandiosos. A composição mistura referências do romantismo presente no rock dos anos 1950 com uma produção contemporânea, reforçando uma característica que tem acompanhado a carreira do cantor: transformar emoções intensas em grandes baladas pop de forte apelo comercial. A expectativa pelo lançamento aumentou nas últimas semanas após uma sequência de vídeos publicados nas redes sociais por Benson Boone e Alix Earle. A influenciadora compartilhou uma gravação dublando a música durante uma viagem a Mônaco, enquanto o cantor respondeu recriando a cena no TikTok, incluindo o figurino usado por ela. A interação viral ajudou a impulsionar a divulgação da faixa antes mesmo de seu lançamento oficial, estratégia que vem se tornando comum entre grandes nomes do pop. Em pouco tempo, Benson Boone deixou de ser uma promessa para se tornar um dos artistas de maior crescimento da música internacional. O cantor ganhou projeção em 2021, quando chamou atenção após participar do American Idol, programa que abandonou para seguir carreira autoral. A decisão se mostrou acertada. Nos anos seguintes, músicas como Ghost Town, In the Stars e, principalmente, Beautiful Things alcançaram enorme sucesso mundial, transformando Boone em um dos principais representantes da nova geração do pop. Seu segundo álbum, American Heart, estreou no Top 10 em dez países, chegando ao segundo lugar nos Estados Unidos e no Canadá e liderando as paradas da Austrália e da Nova Zelândia. O lançamento de The Time of My Life acontece em um momento de intensa atividade para o artista. Em julho, Benson Boone inicia a Wanted Man Tour, sua maior turnê como atração principal até hoje, com 35 apresentações por arenas norte-americanas, incluindo shows no Barclays Center, em Nova York, e na Crypto.com Arena, em Los Angeles. A agenda será seguida por uma participação no iHeartRadio Music Festival, em Las Vegas. Depois de iniciar 2026 em evidência, incluindo uma campanha exibida durante o Super Bowl ao lado de Ben Stiller, Boone reforça com o novo single que pretende ampliar ainda mais seu espaço entre os principais nomes do pop mundial.

SOMBR lança My Body Isn’t Ready e consolida ascensão como uma das revelações da música

Aos 20 anos, SOMBR segue transformando expectativa em realidade. O cantor e compositor norte-americano lançou nesta sexta-feira (26) o single My Body Isn’t Ready, nova faixa que amplia o momento de destaque vivido pelo artista após o sucesso de seu álbum de estreia, I BARELY KNOW HER. Distribuído pela Warner Records, o lançamento chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Gus Black e estrelado pelos atores Inde Navarrette e Josh Heuston. Escrita e coproduzida pelo próprio SOMBR, a música reforça a identidade intimista que vem tornando o jovem um dos nomes mais promissores da nova geração. Em My Body Isn’t Ready, SOMBR mergulha em questões como imagem corporal, autoestima e autopercepção, transformando inseguranças pessoais em uma narrativa honesta e emocional. A composição evidencia uma das principais características do artista: a capacidade de abordar temas delicados com sensibilidade, sem abrir mão de melodias marcantes e de uma interpretação carregada de emoção. O resultado é uma canção que reforça a maturidade artística de um músico que, mesmo no início da carreira, já demonstra grande autonomia criativa ao escrever e produzir seu próprio material. Natural de Nova York, SOMBR começou a chamar atenção no circuito alternativo por meio de lançamentos independentes que rapidamente ganharam força nas plataformas digitais. A combinação entre influências do indie rock, pop alternativo e bedroom pop ajudou a construir uma base de fãs fiel, impulsionando sua carreira em ritmo acelerado. O álbum I BARELY KNOW HER consolidou essa trajetória ao acumular bilhões de reproduções em streaming e projetar o cantor internacionalmente, levando-o a esgotar apresentações próprias em diferentes continentes e a figurar entre as principais apostas da música alternativa contemporânea. O lançamento do novo single acontece em meio a uma sequência de compromissos importantes. Nesta sexta-feira, SOMBR faz sua estreia no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, onde participa da entrevista e apresenta My Body Isn’t Ready pela primeira vez na televisão. Nas últimas semanas, o artista também esteve entre os destaques do Songwriters Hall of Fame, em Nova York, e do American Music Awards, onde interpretou a faixa Homewrecker. Antes de iniciar sua nova turnê, ele ainda realizará um show surpresa no Music Hall of Williamsburg, no Brooklyn, em um formato intimista voltado aos fãs. A partir de julho, SOMBR embarca na etapa norte-americana da You Are The Reason Arena Tour, a maior excursão de sua carreira como atração principal. O roteiro inclui apresentações em arenas como Madison Square Garden, Kia Forum, Scotiabank Arena, TD Garden e United Center, além de participações especiais de artistas como Interpol, The Last Dinner Party, Tom Odell, Dove Cameron e King Princess em datas selecionadas. A agenda sucede uma temporada de festivais que passou por eventos como Coachella, BottleRock, Lollapalooza, Reading & Leeds, Sziget e Rock En Seine, consolidando o cantor como um dos artistas de crescimento mais rápido da música internacional.

Charli XCX lança Wink Wink e aumenta expectativa para o álbum Music, Fashion, Film

Charli XCX deu mais um passo rumo ao lançamento de seu próximo álbum de estúdio. A cantora disponibilizou nesta sexta-feira (26) o single Wink Wink, terceira prévia de Music, Fashion, Film, disco que chega às plataformas digitais em 24 de julho. A faixa sucede os lançamentos de SS26 e Rock Music e reforça a proposta artística do novo trabalho, que promete unir música, moda e cinema em um projeto que amplia ainda mais o universo criativo da artista. O lançamento também veio acompanhado de um videoclipe dirigido por Aidan Zamiri, colaborador frequente de Charli nos últimos anos. A expectativa em torno do álbum também cresce pelos nomes envolvidos no projeto. A capa de Music, Fashion, Film, fotografada por Aidan Zamiri, reúne três ícones de diferentes áreas da cultura contemporânea: o músico John Cale, cofundador do The Velvet Underground; o estilista Marc Jacobs, um dos principais nomes da moda internacional; e o cineasta Martin Scorsese, vencedor do Oscar e responsável por clássicos como Taxi Driver, Os Bons Companheiros e Os Infiltrados. A escolha dos convidados reforça o conceito do disco, que busca aproximar diferentes linguagens artísticas em torno da identidade construída por Charli XCX. Nos últimos anos, Charli consolidou sua posição como uma das artistas mais inovadoras da música pop. Desde o início da carreira, transitou entre o pop comercial e a música experimental, influenciando uma geração de artistas ao incorporar elementos do hyperpop, da música eletrônica e da cultura digital em suas produções. Álbuns como Pop 2, Charli, Crash e, mais recentemente, Brat ajudaram a transformar a cantora britânica em uma referência criativa tanto para o público quanto para a crítica especializada, rendendo prêmios como BRIT Awards e Grammy Awards. A nova fase também reforça a presença de Charli além da música. Nesta semana, a artista participou do desfile masculino da Saint Laurent, em Paris, foi coanfitriã da festa oficial da grife ao lado de Madonna e promoveu mais uma edição da série In Conversation, que desta vez contou com a fotógrafa e diretora Petra Collins como convidada. Paralelamente, ela segue expandindo sua atuação no cinema, trabalhando como atriz, roteirista, produtora e compositora de trilhas sonoras em projetos de cineastas como Takashi Miike, Gregg Araki e Cathy Yan. Após o lançamento de Music, Fashion, Film, Charli XCX embarca na Music, Fashion, Film Tour, que passará por arenas da América do Norte entre setembro e outubro. O roteiro inclui duas apresentações no Barclays Center, em Nova York, e outras duas no Kia Forum, em Los Angeles, com participação especial da cantora Underscores em todas as datas. A turnê marca mais um capítulo de uma carreira que segue redefinindo os limites do pop contemporâneo e consolidando Charli XCX como uma das artistas mais influentes de sua geração.

Placebo relança álbum de estreia em versão remasterizada após 30 anos

Trinta anos depois de apresentar um dos discos mais influentes do rock alternativo dos anos 1990, o Placebo revisita suas origens com Placebo RE, nova versão de seu álbum de estreia. Produzido a partir das fitas master originais, o projeto atualiza a sonoridade do clássico lançado em 1996, preservando sua identidade, mas incorporando a evolução que as canções ganharam ao longo de décadas de apresentações ao vivo. O lançamento celebra a trajetória da banda britânica e convida uma nova geração de ouvintes a redescobrir um trabalho que marcou época. Quando chegou às lojas em 1996, Placebo chamou atenção por romper padrões dentro do rock britânico. Liderado por Brian Molko e Stefan Olsdal, o grupo se destacou em meio ao auge do britpop ao apostar em uma sonoridade mais sombria, influenciada pelo rock alternativo, pós-punk e glam rock. Ao mesmo tempo, as letras abordavam temas como sexualidade, identidade de gênero, isolamento e dependência química de maneira aberta e provocativa, algo pouco comum no cenário musical da época. Faixas como Nancy Boy, 36 Degrees e Bruise Pristine ajudaram a transformar o disco em um marco da década e consolidaram o Placebo como uma das bandas mais importantes do rock europeu. Segundo a banda, Placebo RE não busca reinventar o álbum original, mas refletir a forma como essas músicas amadureceram após milhares de apresentações ao redor do mundo. O novo tratamento sonoro foi desenvolvido diretamente a partir das gravações originais, permitindo destacar detalhes antes menos perceptíveis e aproximando o resultado da intensidade que o trio costuma entregar nos palcos. A proposta é oferecer uma experiência renovada sem descaracterizar o espírito do disco que apresentou o Placebo ao mundo. Ao longo de três décadas, o Placebo construiu uma carreira marcada pela constante reinvenção. Álbuns como Without You I’m Nothing, Black Market Music, Sleeping with Ghosts e Meds ampliaram a influência da banda sobre diferentes gerações de artistas e fãs do rock alternativo. Mesmo acompanhando as transformações da indústria musical, Brian Molko e seus parceiros mantiveram uma identidade própria, tornando o grupo uma referência para quem busca músicas que combinam intensidade emocional, experimentação e questionamentos sociais. Com Placebo RE, a banda reafirma a importância de um álbum que continua atual e relevante mesmo 30 anos após seu lançamento.

Riviera Gaz lança Monomania e reúne integrantes de Sonic Youth, Pitty e Forgotten Boys

O Riviera Gaz apresentou nesta semana o single Monomania, faixa que antecipa o álbum Catacroma e marca uma nova etapa na trajetória do trio. Com atmosfera cinematográfica, elementos psicodélicos e uma proposta sonora mais expansiva, a música explora a ideia da obsessão e aponta para um trabalho que promete ampliar os horizontes criativos da banda. O lançamento reforça a identidade autoral do grupo, que reúne músicos com passagens por alguns dos nomes mais importantes do rock brasileiro e internacional. O trio é formado por Gustavo Riviera, guitarrista, cantor e fundador da banda Forgotten Boys, um dos principais nomes do garage rock brasileiro; Paulo Kishimoto, baixista conhecido pelo trabalho com a banda Pitty e também por sua atuação como jornalista e produtor ligado ao mercado da música; e Steve Shelley, baterista do Sonic Youth, banda fundamental para a consolidação do rock alternativo e experimental nas décadas de 1980 e 1990. A união dos três músicos faz do Riviera Gaz uma espécie de superbanda, combinando diferentes influências que vão do punk e garage rock ao indie e à psicodelia. Segundo o grupo, Monomania representa uma evolução natural da sonoridade desenvolvida desde a formação da banda. A faixa aposta em texturas mais densas, arranjos contemplativos e uma construção que remete ao universo do cinema e da ficção, criando uma experiência imersiva para o ouvinte. O single também funciona como uma prévia do que será apresentado em Catacroma, álbum que promete explorar novas possibilidades sonoras sem abandonar a essência rock que caracteriza os integrantes do projeto.

Phoebe Bridgers lança o single Lost Boys e anuncia novo álbum para agosto

Após um hiato de quase quatro anos sem lançar músicas inéditas em carreira solo, Phoebe Bridgers está de volta. A cantora e compositora apresentou nesta semana Lost Boys, primeiro single desde 2022 e faixa que abre os caminhos para Lost Weekend, seu próximo álbum de estúdio, previsto para chegar às plataformas digitais em agosto. O lançamento veio acompanhado de um videoclipe ambientado em uma feira renascentista com temática de RPG ao vivo, reforçando a estética criativa e cinematográfica que marca a trajetória da artista. Desde o lançamento de Punisher, em 2020, Bridgers consolidou seu nome como uma das principais vozes da nova geração do indie folk e do indie rock. O álbum recebeu ampla aclamação da crítica, foi indicado ao Grammy e impulsionou a carreira da cantora em escala global. Nos anos seguintes, ela manteve uma agenda intensa com projetos paralelos, incluindo o supergrupo boygenius, ao lado de Julien Baker e Lucy Dacus, além de colaborações com artistas de diferentes estilos. Mesmo assim, os fãs aguardavam por um novo trabalho solo, expectativa que agora começa a ser atendida com Lost Boys. A chegada do single aumenta a expectativa para Lost Weekend, que marcará o terceiro álbum de estúdio de Phoebe Bridgers. Conhecida por transformar temas como vulnerabilidade, relações pessoais e saúde mental em composições intimistas, a artista deve manter essa identidade no novo projeto, ao mesmo tempo em que explora novas sonoridades. Com uma base de fãs consolidada e grande prestígio entre a crítica especializada, Bridgers inicia uma nova fase de sua carreira cercada por expectativas de que o disco esteja entre os principais lançamentos do indie em 2026.

Madonna e Sabrina Carpenter impulsionam trend de Bring Your Love nas redes sociais

A parceria entre Madonna e Sabrina Carpenter segue ganhando força nas redes sociais. A faixa Bring Your Love virou trilha sonora de uma crescente onda de vídeos criados por fãs e influenciadores, especialmente no Brasil, onde a música passou a embalar uma nova trend em plataformas como TikTok e Instagram. O movimento ampliou o alcance da colaboração para além dos serviços de streaming e reforçou o apelo da canção entre o público. Um dos momentos que impulsionou a repercussão aconteceu após um vídeo da criadora de conteúdo e drag queen brasileira Any Mary B ser compartilhado pelo Team Sabrina, perfil oficial dedicado à cantora. A publicação também recebeu destaque nas redes sociais de Madonna, aumentando a exposição da trend e incentivando novos conteúdos inspirados na música. O fenômeno reforça o papel das redes sociais na popularização de lançamentos musicais. Faixas que estimulam coreografias, desafios e vídeos criativos costumam alcançar novos públicos de forma orgânica, muitas vezes refletindo diretamente no crescimento de reproduções nas plataformas digitais. No caso de Bring Your Love, o reconhecimento oficial por parte das equipes de Madonna e Sabrina Carpenter evidencia a relevância que a movimentação criada pelos fãs vem conquistando. A colaboração une duas artistas de gerações diferentes, mas com forte influência na cultura pop. Enquanto Madonna segue expandindo seu legado ao apostar em novas parcerias, Sabrina Carpenter vive um dos momentos mais bem-sucedidos de sua carreira, consolidando seu nome entre os principais fenômenos do pop atual. A repercussão de Bring Your Love nas redes sociais reforça a capacidade das duas artistas de mobilizar comunidades de fãs e transformar uma música em um fenômeno digital.

High on Fire estreia no Brasil após quase 30 anos de carreira

Depois de quase três décadas de espera, o High on Fire finalmente fará sua estreia no Brasil. A banda norte-americana se apresenta no dia 4 de outubro, na Burning House, em São Paulo, em show único da turnê latino-americana promovida pela Solid Music Entertainment. Os ingressos já estão à venda. Liderado pelo guitarrista e vocalista Matt Pike, o High on Fire desembarca no país com a turnê do álbum Cometh the Storm (2024), trabalho que mantém a sonoridade pesada que transformou o grupo em uma das principais referências do stoner, sludge e heavy metal moderno. No repertório, o público também deve encontrar músicas que marcaram a trajetória da banda ao longo de nove discos de estúdio. Formado em Oakland, na Califórnia, em 1998, o High on Fire construiu uma identidade própria ao unir riffs densos do doom metal com a velocidade do thrash e a agressividade do Motörhead. A fórmula rendeu uma sequência de álbuns elogiados pela crítica, como Blessed Black Wings (2005), produzido por Steve Albini, Death Is This Communion (2007) e Snakes for the Divine (2010), que levou a banda a excursionar ao lado do Metallica. O reconhecimento alcançou outro patamar em 2019, quando o trio venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal com a faixa Electric Messiah. O prêmio consolidou uma trajetória que já era considerada uma das mais importantes do metal pesado norte-americano e reforçou a influência do grupo sobre diferentes gerações de bandas. Grande parte desse legado passa por Matt Pike, considerado uma lenda do stoner metal. Antes de fundar o High on Fire, o músico ganhou notoriedade como guitarrista e vocalista do Sleep, banda responsável por clássicos como Holy Mountain (1992) e o cultuado Dopesmoker, álbum de faixa única com mais de 50 minutos que se tornou um dos registros mais emblemáticos da história do gênero. Enquanto o Sleep apostava em composições longas e atmosféricas, Pike criou o High on Fire para explorar uma abordagem mais veloz e agressiva, aproximando o peso do Black Sabbath da energia do thrash metal. O trabalho mais recente da banda, Cometh the Storm, foi lançado em 2024 com produção de Kurt Ballou, guitarrista do Converge. O álbum mantém a essência do High on Fire, mas também incorpora novas influências, incluindo elementos da música tradicional turca trazidos pelo baixista Jeff Matz, que estudou o instrumento bağlama durante o período de hiato do grupo. Na atual turnê, o posto de baterista é ocupado por Ben Koller, conhecido pelo trabalho com Converge e All Pigs Must Die. High on Fire em São Paulo Data: domingo, 4 de outubro de 2026 Horário: a partir das 18h Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP) Venda online: 101tickets.com.br/events/details/High-on-fire-em-Sao-Paulo Valores (1º Lote): Pista meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 160,00 Mezanino meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 250,00 Pista inteira : R$ 320,00 Mezanino inteiro: R$ 500,00

Entrevista | Dexter and the Moonrocks – “O Top da Billboard nos fez levar a banda um pouco mais a sério”

O Dexter and the Moonrocks se consolidou como um dos principais fenômenos do rock alternativo norte-americano nos últimos anos. Formada no Texas, a banda encontrou uma identidade própria ao misturar influências do grunge dos anos 1990 com elementos da música regional texana, criando o estilo que ficou conhecido como “Western Space Grunge”. O grupo começou de forma despretensiosa entre amigos, mas rapidamente conquistou espaço além do circuito local e se tornou um dos nomes mais comentados da nova geração do rock dos Estados Unidos. O crescimento ganhou uma dimensão ainda maior com o recente sucesso de “Freakin’ Out”. A faixa ultrapassou a marca de 100 milhões de reproduções no Spotify, impulsionou a banda ao Billboard Hot 100 e colocou o quarteto ao lado de alguns dos maiores nomes da música mundial. Atualmente, o Dexter and the Moonrocks soma cerca de 9 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming, números que reforçam a ascensão meteórica de uma banda que há poucos anos acreditava que tocaria apenas em bares do Texas e estados vizinhos. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o guitarrista Ryan Anderson falou sobre a trajetória da banda ao lado do primo Ty Anderson e do vocalista James Tuffs, explicou a origem do termo “Western Space Grunge” e comentou o impacto que a entrada de “Freakin’ Out” no Billboard Hot 100 teve na forma como o grupo enxerga a própria carreira. Como é construir uma carreira ao lado do seu primo Ty e como vocês conheceram o James? É surreal. O Ty estava lá desde o começo, quando comecei a aprender guitarra, há uns 14 ou 15 anos. A gente sempre falava que seria legal ter uma banda um dia, mas sem levar muito a sério. O fato de fazermos isso profissionalmente hoje é incrível. Eu conheço o James desde o ensino médio. Somos melhores amigos desde os 13 anos. O mais engraçado é que o Ty nem tocava baixo quando a banda começou. Depois do colégio, o James começou a escrever músicas do nada e me chamou para montar uma banda e eu aceitei imediatamente. Preferi isso a continuar na faculdade (risos). Foi aquele clássico pedido de desculpas para os meus pais: “vou largar a faculdade para tocar com meu amigo”. Depois dissemos para o Ty comprar um baixo e pronto. É uma daquelas histórias em que tudo se encaixa de maneira improvável. Mas quando vocês começaram a tocar juntos, acreditavam que a música poderia virar uma carreira ou era apenas algo divertido para fazer entre amigos? Nós acreditávamos desde o primeiro momento. Talvez nem devêssemos acreditar tanto, porque não estávamos prontos. Mas nunca imaginamos nada parecido com o que está acontecendo hoje. Achávamos que ganharíamos algum dinheiro para pagar cerveja nos fins de semana e tocaríamos pelo Texas, Oklahoma e região. Tínhamos uma confiança enorme, muito maior do que nossa experiência justificava. Hoje podemos dizer que estamos mais preparados para sustentar essa confiança. E como é a cena de rock no Texas? Sinto que ela é bem ligada ao country. Vocês tocavam mais em bares country ou em casas de rock? Nós tocávamos onde fosse possível. Normalmente eram bares com música ao vivo. O importante era conseguir colocar os equipamentos no palco, tocar por três horas, pegar os 300 dólares da noite e voltar para casa. Hoje a cena de rock no Texas está mais forte do que nunca. Quando começamos, ela não era tão grande. Muitos artistas ajudaram a abrir esse caminho. Um deles foi Koe Wetzel, que mostrou para muita gente que era possível fazer rock naquele ambiente. Antes dele, o Cross Canadian Ragweed já fazia isso no início dos anos 2000. Eles tocavam ao lado de artistas country, mas eram uma banda de rock and roll. Bem, eles ajudaram a construir o cenário que existe hoje. Seu xará Ryan entrou para a banda através de um anúncio online. Como foi receber alguém que não fazia parte do grupo de amigos? Foi um salto no escuro. Já estávamos juntos havia quase quatro anos e sentíamos que havíamos chegado a um limite. Melhoramos como compositores, mas precisávamos mudar alguma coisa. Chegamos a um ponto em que pensamos: se isso for tudo o que a banda vai ser, talvez seja hora de conseguir empregos convencionais e seguir outro caminho. Então decidimos dar uma última grande cartada. O Ryan chegou cheio de ideias desde o primeiro dia. Ele falava sobre estratégias, redes sociais e planos que nunca tínhamos considerado. Três semanas depois parecia que o conhecíamos havia a vida inteira. Hoje é impossível imaginar a banda sem ele. Existe o Grunge, o Post-Grunge e qual é a viagem que vocês inventaram de Western Space Grunge? Antes da entrada do Ryan Fox, tínhamos um amigo e mentor chamado Shea Abshire. Ele veio da mesma cidade que eu e o James e já tinha conseguido algum sucesso na música. Sempre recorríamos a ele em busca de conselhos. Um dia ele nos disse que precisávamos ser mais visíveis nas redes sociais e preencher aquelas descrições de gênero musical. Eu respondi que não sabia qual gênero colocar. Ele respondeu imediatamente: “Western Space Grunge”. A definição fez sentido porque crescemos ouvindo Alice in Chains, Stone Temple Pilots, Soundgarden, Pearl Jam e outras bandas grunge dos anos 1990. Ao mesmo tempo, também éramos muito ligados ao country texano. Quando começamos a compor, essas influências apareceram naturalmente. Misturar country e rock e se auto denominar como West Space Grunge deve abrir muita margem para comentários né? Qual foi a descrição mais estranha que você ouviu sobre a música da banda? A que mais ouvimos é que somos como o Nirvana se tivesse crescido no Texas. Essa já ficou até comum, porque o nosso vocalista é loiro e nosso som é ligado ao grunge. Mas a minha favorita foi alguém dizer que parecemos os Smashing Pumpkins se fossem caipiras. Eu adoro Smashing Pumpkins, então escolho essa. Fico feliz, porque Smashing Pumpkins é a minha banda favorita (risos), então fico com essa também. Vocês abordam temas