Dez anos após o lançamento do aclamado Fortaleza, o Cidadão Instigado está finalmente de volta. O projeto liderado pelo cearense Fernando Catatau disponibilizou nas plataformas digitais o seu novo álbum de estúdio, autointitulado, marcando a celebração oficial de 30 anos de trajetória da banda.
Lançado pelo Selo Risco em parceria com a Nublu Records, o trabalho marca uma guinada estética profunda, afastando-se do rock de guitarras psicodélicas para abraçar o concreto das metrópoles através de batidas eletrônicas e experimentações lo-fi.
Dança esquisita da Roland MV-8800
O novo disco nasceu do isolamento. Ao retornar para São Paulo durante a pandemia, Catatau começou a experimentar sozinho com uma máquina de sampler recém-adquirida, a lendária Roland MV-8800. O processo remete ao início da banda nos anos 90, quando o músico compunha de forma solitária.
O resultado é um som que o próprio Catatau descreve como um convite para “dançar de uma forma esquisita”. As faixas misturam ruídos digitais e texturas sintéticas a um jeito de cantar que dialoga com as pistas noturnas e os rolês de rua, mas sem perder a sensibilidade contemplativa que sempre foi marca do grupo.
O primeiro grande vislumbre desta fase é a faixa Consciência, que funciona como um ponto de equilíbrio entre o “cancioneiro romântico” de Catatau e as novas paisagens eletrônicas.
Time de peso nas colaborações
Para dar corpo ao novo universo do Cidadão Instigado, Catatau reuniu uma rede orgânica de artistas que são peças-chave da música brasileira contemporânea. O disco conta com participações de:
- Juçara Marçal e Kiko Dinucci (Metá Metá)
- Jadsa e Ava Rocha
- YMA e Anna Vis
- Mateus Fazeno Rock
O álbum também conta com o retorno de parceiros históricos da banda, como Clayton Martin, Dustan Gallas, Rian Batista e Regis Damasceno, muitos dos quais participaram das sessões iniciadas durante a residência artística Frita, em 2022.