Mano Azul interliga rap do Litoral Norte e do Interior de São Paulo em feat com Crônica Mendes

Mano Azul interliga rap do Litoral Norte e do Interior de São Paulo em feat com Crônica Mendes

Considerado um dos rappers com mais tempo na estrada no Litoral Norte de São Paulo, Mano Azul, lançou o single Deixando o Legado, com participação de Crônica Mendes, um dos fundadores do lendário e extinto grupo A Família. A faixa integra o novo EP do artista, Vitórias e Conquistas, que será lançado ainda em abril.

Explorando o clássico boom bap dos anos 90, porém, com um instrumental de guitarra marcante e uma levada R&B conceitual que acaba criando uma atmosfera sonora instigante na canção, Deixando o Legado traduz na letra o peso de ser um rapper que busca escrever o seu nome na história não pela fama, mas pelo legado artístico.

“Essa música representa muito mais do que um lançamento, é a conexão de duas trajetórias que carregam vivência, resistência e amor pelo rap. Poder dividir esse som com o Crônica Mendes é unir o Litoral Norte com o Interior, mostrando que a essência do hip-hop segue viva, forte e com mensagem. Deixando o Legado é sobre isso: construir algo verdadeiro, que fique para além do momento e inspire quem vem depois”, declara Mano Azul.

A produção musical do single foi realizada por Rxbin, produtor musical que atua na cena de Hortolândia há muitos anos, e Bruno Okuyama, integrante da banda que acompanha Mendes na atual carreira solo. O rap com guitarra, junto de um filtro musical apurado e a influência do Hip Hop, MPB, Indie, Pop Rock e R&B, já são marcas na sonoridade do Crônica.

“Participar de Deixando o Legado foi algo muito natural, porque essa música carrega verdade, identidade e propósito. O Mano Azul representa uma caminhada sólida dentro do rap, com respeito à cultura e compromisso com a mensagem. Essa faixa fala sobre trajetória, propósito e permanência artística. Mais do que um feat, essa faixa simboliza a união de experiências e a valorização de uma cultura que segue transformando vidas”, explica Crônica Mendes”.

Trajetória de Mano Azul no RAP

Wellington José Maria, o Mano Azul, 39 anos, nasceu em Caraguatatuba e iniciou a sua jornada no Hip-Hop em 1999, com 13 anos de idade, integrando movimentos culturais e educacionais locais.

Desde jovem, o artista se envolveu em movimentos urbanos ligados ao Hip-Hop, vivenciando a realidade do dia a dia de quem vive e faz a cultura periférica no litoral paulista. Com isso, veio a inspiração de retratar histórias reais da periferia com letras que mostram as dificuldades, superações e conquistas do povo da favela.

Apesar da música de protesto, Mano Azul sempre teve aproximação com a igreja evangélica e atuou como rapper gospel por uma longa fase da sua carreira, mas atualmente ele está em uma nova etapa que remete mais a cultura de rua, trazendo a vertente do rap clássico dos anos 90 com elementos modernos.

Com o passar dos tempos, o rapper se tornou educador social e produtor cultural, unificando música e transformação, promovendo atividades, rodas de conversa, oficinas e eventos que fortalecem o rap como voz da juventude.