Cayarí lança Floresta, primeiro single do EP “Território Vivo”

A artista indígena Cayarí iniciou um novo momento em sua trajetória com o lançamento do EP Território Vivo. A primeira faixa, Floresta, foi lançada nesta quinta-feira (16), dando início a uma série de quatro lançamentos mensais. O projeto independente marca uma transformação estética e sonora em sua carreira. Conhecida por integrar elementos da cultura Pataxó à música contemporânea, a cantora amplia sua identidade artística ao incorporar influências do rock, especialmente do subgênero new metal, sem abrir mão de suas raízes ancestrais. Para Cayarí, o EP Território Vivo se configura como um manifesto artístico e político, indo além de um simples lançamento musical. Nesta nova fase, a artista aposta em uma sonoridade mais intensa e visceral. “Quero construir uma experiência onde o som, a identidade e a narrativa se entrelacem, propondo reflexões sobre pertencimento, reconexão com a terra e consciência coletiva. No single Floresta, canto sobre a proteção dos nossos biomas e da responsabilidade que temos para evitar um colapso climático ainda maior. Porque acredito que quando a floresta cai, caímos juntos”, declarou. A fusão entre reggae, rock e elementos do new metal cria uma atmosfera potente, marcada por guitarras intensas, batidas densas e vocais expressivos que dialogam com espiritualidade, resistência cultural e consciência ambiental. A estética visual do EP acompanha essa transformação, trazendo uma imagem mais dark, introspectiva e ousada, transitando entre o urbano, o ancestral e o contemporâneo. Com Território Vivo, Cayarí se firma como uma das vozes emergentes da cena independente, estabelecendo uma ponte entre tradição e inovação e convidando o público à reflexão sobre a relação entre humanidade e natureza. Conexões internacionais e estética O novo trabalho de Cayarí também é atravessado por conexões relevantes dentro da cena internacional. Durante o processo, a artista trocou experiências com o baterista Iggor Cavalera, referência global no metal, e encontrou Sonny Sandoval, vocalista da banda P.O.D., uma de suas principais influências. Além disso, o encontro com Julian Marley amplia ainda mais o diálogo entre reggae e rock em sua trajetória. Essas conexões evidenciam a construção de uma artista que transita com fluidez entre diferentes vertentes sonoras, incorporando o peso do new metal, a essência do reggae e suas raízes ancestrais, sempre alinhadas a uma mensagem socioambiental consistente. Somando-se à sonoridade, Cayarí também constrói uma identidade visual marcante. Seu estilo é influenciado pela estética rock dos anos 2000, com o uso de correntes, botas e bucket hats, além de referências diretas de artistas como Avril Lavigne, Poppy e Amy Lee. Essa construção estética se integra à sua essência ancestral, criando uma imagem que une atitude, espiritualidade e contemporaneidade. Trajetória de Cayarí Nascida em Vitória da Conquista, Bahia, Cayarí é cantora, compositora, atriz e apresentadora indígena da etnia Pataxó. Sua trajetória musical teve início aos nove anos de idade e, desde então, vem sendo marcada por uma expressiva diversidade artística. Suas composições transitam entre o português, inglês e Patxohã — língua ancestral do povo Pataxó — revelando um profundo compromisso com suas raízes e com a valorização da cultura originária. Em 2018, mudou-se para São Paulo, onde rapidamente se destacou na cena musical alternativa, participando de pocket shows e batalhas de rima. No ano seguinte, iniciou colaborações com nomes relevantes da música paulistana, ampliando sua atuação e consolidando seu espaço na capital cultural do país. Durante a pandemia de 2020, Cayarí encontrou novos caminhos de expressão: realizou lives musicais e criou um programa semanal de entrevistas em seu Instagram, dando visibilidade a representantes da etnia Pataxó e promovendo reflexões sobre identidade e resistência indígena. Entre 2022 e 2023, sua carreira ganhou novos contornos. Suas músicas passaram a integrar trilhas sonoras de filmes e peças de teatro, e ela expandiu sua atuação como atriz. No final de 2023, lançou o EP Afluir, consolidando sua identidade artística plural. Em julho de 2023, Cayarí foi nomeada embaixadora da octaEra, organização que atua na proteção das florestas e no fortalecimento das culturas originárias. Em 2024, aproximou-se do universo reggae, gravando músicas do gênero e participando de shows ao lado de artistas consagrados. Fez história ao se tornar a primeira apresentadora indígena e nordestina de um Festival de Reggae no Brasil. Sua trajetória também a levou a experiências marcantes, como o convite da equipe de Julian Marley (filho de Bob Marley) para acompanhar seu show na Virada Cultural de São Paulo, consolidando a sonoridade que viria a marcar seus próximos trabalhos, em uma fusão autêntica de reggae, rock e rap. Além disso, apresentou-se musicalmente no Pré-Carnaval de Salvador, foi narradora do audiolivro bilíngue “Vamos Passear na Floresta”, na língua indígena Maraguá e em português, realizou um show autoral no Festival Indígena de Osasco e apresentou o espetáculo musical autoral “Afluir” no Teatro Alfredo Mesquita. O ano de 2025 marca um novo ciclo na carreira de Cayarí, quando passa a nomear sua linguagem musical como Reggae’n’Roll nativo, conceito que sintetiza a fusão entre reggae, rock/new metal e ancestralidade indígena. Entre suas participações recentes, destacam-se o show autoral com banda no Festival São Paulo Rocknation, a narração de audiodescrição no projeto Men Am Nim, na Ocupação Ailton Krenak do Itaú Cultural, e o show autoral no FSB – Festival Suíça Bahiana. Em 2026, a artista lança o EP Território Vivo, consolidando sua nova fase estética e sonora. O projeto reúne quatro faixas que aprofundam sua proposta de fusão entre reggae, rock e influências do new metal, enquanto reafirma seu compromisso com a ancestralidade, a preservação ambiental e a valorização das culturas originárias.
Mano Azul interliga rap do Litoral Norte e do Interior de São Paulo em feat com Crônica Mendes

Considerado um dos rappers com mais tempo na estrada no Litoral Norte de São Paulo, Mano Azul, lançou o single Deixando o Legado, com participação de Crônica Mendes, um dos fundadores do lendário e extinto grupo A Família. A faixa integra o novo EP do artista, Vitórias e Conquistas, que será lançado ainda em abril. Explorando o clássico boom bap dos anos 90, porém, com um instrumental de guitarra marcante e uma levada R&B conceitual que acaba criando uma atmosfera sonora instigante na canção, Deixando o Legado traduz na letra o peso de ser um rapper que busca escrever o seu nome na história não pela fama, mas pelo legado artístico. “Essa música representa muito mais do que um lançamento, é a conexão de duas trajetórias que carregam vivência, resistência e amor pelo rap. Poder dividir esse som com o Crônica Mendes é unir o Litoral Norte com o Interior, mostrando que a essência do hip-hop segue viva, forte e com mensagem. Deixando o Legado é sobre isso: construir algo verdadeiro, que fique para além do momento e inspire quem vem depois”, declara Mano Azul. A produção musical do single foi realizada por Rxbin, produtor musical que atua na cena de Hortolândia há muitos anos, e Bruno Okuyama, integrante da banda que acompanha Mendes na atual carreira solo. O rap com guitarra, junto de um filtro musical apurado e a influência do Hip Hop, MPB, Indie, Pop Rock e R&B, já são marcas na sonoridade do Crônica. “Participar de Deixando o Legado foi algo muito natural, porque essa música carrega verdade, identidade e propósito. O Mano Azul representa uma caminhada sólida dentro do rap, com respeito à cultura e compromisso com a mensagem. Essa faixa fala sobre trajetória, propósito e permanência artística. Mais do que um feat, essa faixa simboliza a união de experiências e a valorização de uma cultura que segue transformando vidas”, explica Crônica Mendes”. Trajetória de Mano Azul no RAP Wellington José Maria, o Mano Azul, 39 anos, nasceu em Caraguatatuba e iniciou a sua jornada no Hip-Hop em 1999, com 13 anos de idade, integrando movimentos culturais e educacionais locais. Desde jovem, o artista se envolveu em movimentos urbanos ligados ao Hip-Hop, vivenciando a realidade do dia a dia de quem vive e faz a cultura periférica no litoral paulista. Com isso, veio a inspiração de retratar histórias reais da periferia com letras que mostram as dificuldades, superações e conquistas do povo da favela. Apesar da música de protesto, Mano Azul sempre teve aproximação com a igreja evangélica e atuou como rapper gospel por uma longa fase da sua carreira, mas atualmente ele está em uma nova etapa que remete mais a cultura de rua, trazendo a vertente do rap clássico dos anos 90 com elementos modernos. Com o passar dos tempos, o rapper se tornou educador social e produtor cultural, unificando música e transformação, promovendo atividades, rodas de conversa, oficinas e eventos que fortalecem o rap como voz da juventude.
Banda de São Sebastião participa de concurso nacional em busca de show no Lollapalooza 2026

A banda Gustavo Maré disputa o concurso nacional Temos Vagas – Lollapalooza, promovido pela 89 FM – A Rádio Rock (89.1) de São Paulo. O grupo busca ser uma das bandas independentes selecionadas para abrir a programação oficial do Lollapalooza Brasil 2026 com a canção Magia. O festival ocorre no dia 20 de março, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista. Formada em 2023 por Luís Gustavo da Silva (Guitarra solo e vocalista), Mateus de Souza da Silva (Baixo/ back vocal), Jeferson Araújo (Baterista) e Wendel Alves da Silva (Guitarra base), a banda decidiu participar do concurso pois viu uma oportunidade de mostrar o atual trabalho do grupo para um novo público e quem sabe vencer o concurso para apresentar o talento dos artistas do Litoral Norte ao mundo. “Lançamos nosso primeiro álbum no fim de 2025 e achamos que o concurso seria uma boa alternativa para dar mais visibilidade a esse trabalho. Desejamos muito ser um dos selecionados, mas sabemos que o páreo é duro. Entretanto, todo artista independente sonha em estar num palco importante como o do Lollapalooza e acreditamos no nosso potencial”, disse o vocalista da banda. O nascimento da banda De acordo com o líder da banda, todos da formação sempre tiveram uma conexão com a música de alguma forma durante a vida. O projeto iniciou em 2023, quando Gustavo saiu da banda Wide, onde acumulou uma extensa bagagem em festivais, eventos e produções de estúdio. A convivência em banda fortaleceu suas técnicas de produção musical, empreendedor e expandiu as ideias de criação coletiva o que ajudou a formar o novo projeto. “A banda foi se formando aos poucos e conseguimos juntar os integrantes por meio de sessões de estúdio e jams. Sentimos que a sonoridade estava ornando nos primeiros ensaios e já começamos a trabalhar no álbum Natural. Nos inspiramos em vários artistas e bandas como Maglore, Seu Pereira, Seu Jorge, Jorge Bem e Charlie Brown Jr. Acredito que temos um diferencial de trazer letras e vibes antigas para atualidade”, explicou Gustavo. Biografia Luís Gustavo da Silva, 28 anos, nasceu em Maria da Fé (MG), cresceu em Itajubá e atualmente vive no Litoral Norte de São Paulo, em São Sebastião. Músico há quase uma década, é guitarrista, multi-instrumentista e compositor. Sua trajetória começou em coletivos de rap, primeiro com o grupo MAORI e, depois, com o SUB, onde se apresentou pela região e desenvolveu sua identidade artística. Em 2018, mudou-se para São Paulo para se aproximar da cena do rap, participando de batalhas como Conc, Santa Cruz, Largo da Batata e Ibirã, experiências que ampliaram sua vivência de rua e sua musicalidade. No mesmo período, integrou a banda Wide como guitarrista e vocalista. Temos Vagas – Lollapalooza As inscrições para o concurso seguem abertas até 24 de fevereiro de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pelo site. A fase classificatória ocorre entre 28 de janeiro e 24 de fevereiro de 2026, período em que o público poderá votar online nas músicas participantes. No dia 16 de fevereiro, será divulgado um resultado parcial com as 50 bandas mais votadas. Em seguida, o material passará pela análise de uma comissão julgadora formada por representantes da 89 FM e da RockWorld, organizadora do festival. A avaliação final está prevista entre 24 de fevereiro e 6 de março, e o anúncio oficial da banda vencedora está previsto para 9 de março de 2026, às 20h. A escolhida será responsável por abrir a programação do Lollapalooza Brasil 2026, em palco e horário definidos pela organização. Vote na Gustavo Maré A votação é online, com voto único por CPF, pelo link do concurso. Escute Natural completo
Dusn une trap e romantismo em novo single Sintomas de Saudade

O trapper Dusn, do Litoral Norte de São Paulo, iniciou 2026 “apaixonado”. O artista de São Sebastião lançou o single Sintomas de Saudade, canção que foi inspirada no próprio relacionamento amoroso do músico e direcionada para as pessoas que também estão amando. A faixa está disponível nas plataformas digitais de música e chega acompanhada também de um visualizer. O beat do som foi garimpado na internet e teve os direitos comprados por Dusn. Já a mixagem e masterização, além da captação e edição do visualizer, foram serviços assinados pelos produtores Korp Lucas e Caiçara SP, mesma equipe que criou as bases de 00, faixa que antecedeu Sintomas de Saudade. “Sintomas de Saudade nasceu de um momento real da minha vida, de sentimentos que eu estava vivendo de verdade. É uma música feita pra quem ama, pra quem sente falta, pra quem já viveu ou está vivendo essa intensidade. Desde o beat até o visualizer, tudo foi pensado com muito carinho, e contar novamente com o Korp Lucas e o Caiçara SP deixou o som ainda mais com a nossa identidade”, declarou Dusn. ‘Cria’ da Topolândia Nascido em Caraguatatuba, porém, morador do bairro Topolândia, região central de São Sebastião, desde a infância, Christopher Nilson de Oliveira Ferreira, o Dusn, de 20 anos, iniciou sua trajetória na música em 2020. O jovem artista se interessou em aprender produção musical por conta própria e desenvolveu suas técnicas vendo tutoriais na internet e elaborando letras no improviso. Após um tempo, o trapper até chegou a se aventurar em batalhas de rima, mas compor e produzir sempre foi a sua verdadeira paixão. Atualmente Dusn já tem cerca de 45 faixas lançadas no YouTube e trabalha em seu primeiro álbum que será lançado futuramente. Apesar de músico, Dusn leva uma vida normal no Litoral Norte quando não está no palco. Buscando o sonho de viver da arte, Dusn trabalha como garçom em um restaurante durante o dia; já a noite, ele é operador de caixa em uma loja de açaí. Com toda essa correria, o artista ainda costuma treinar e competir na modalidade de Crossfit. “Me encontrei na música e não me vejo fazendo outra coisa a não ser cantar. Sou CLT em dois empregos e estou correndo atrás para alcançar as metas na minha carreira. Tenho certeza que o caminho da maioria que vive da música foi árduo para chegar no patamar que estão hoje. Então, sigo fazendo o que amo e sei que um dia meu som vai tocar em todos os lugares”, afirma Dusn. Confira Sintomas de Saudade
Chams The Kid apresenta o “Trap Caiçara” na mixtape “De Férias com o Chams”

Enquanto os turistas invadem as praias do Litoral Norte para descansar, quem é da terra transforma a vivência em arte. Diretamente de São Sebastião (SP), o rapper Chams The Kid lançou na última quarta-feira (14) a mixtape De Férias com o Chams. O trabalho chega com uma proposta clara: apresentar o “trap caiçara”. Trata-se de um retrato autêntico do estilo de vida de quem cresceu nas cidades litorâneas, mostrando que a região vai muito além do cenário paradisíaco de verão. Do mar ao concreto A mixtape conta com sete faixas e produção musical do estúdio TKS. Os beats, assinados pelo próprio Chams e pelos beatmakers Korp Lucas e Byrlzn, criam a cama sonora para letras que misturam a brisa da praia com a realidade das ruas. “Essa mixtape nasce do som do mar misturado ao barulho da rua. É a voz de quem cresce entre a areia da praia e o concreto, transformando vivência em verso. É um convite para sentir o rap do Litoral Norte, mostrar que aqui também pulsa cultura”, afirma Chams. Para somar nessa missão, o artista convocou nomes promissores da cena local. O projeto traz participações de Chris MC, Matheuzzz, Mupro, DEKO e JW, garantindo uma diversidade de flows em faixas como Isso é Rap!? e Casaco de Grife. Quem é Chams The Kid? João Vitor Bertholdi Andantes, o Chams, tem 25 anos e é cria do Morro do Abrigo. Sua trajetória começou aos 14 anos nas batalhas de rima e nas pistas de skate de São Sebastião, onde ganhou o apelido de “Chamito”. A evolução para Chams The Kid reflete suas influências do trap internacional (como Rich The Kid e A$AP Rocky) e sua busca constante por inovação. Autodidata, ele também atua como produtor, mixando e masterizando suas próprias músicas na gravadora TKS.
Cayarí, multiartista originária da Bahia, é a nova estrela do reggae acústico

O mundo do reggae dá as boas-vindas à Cayarí, uma multiartista originária da Bahia, que lança a música Meu Natural. Este single, que mistura o reggae acústico com as influências das raízes afro-indígenas, destaca-se por exaltar o feminino e os quatro elementos da natureza. Cayarí é uma artista de múltiplos talentos, cuja carreira abrange música, atuação, apresentação e narração. Com ascendência indígena, ela autenticamente incorpora suas raízes culturais indígenas e baianas em seu trabalho, oferecendo uma experiência rica e autêntica. Além disso, em sua arte, Cayarí compartilha suas composições na língua indígena Pataxó, homenageando e celebrando a herança do povo Pataxó. O desejo de compor uma música que celebrasse o feminino, suas raízes e a natureza sempre existiu para Cayarí. No entanto, a inspiração para Meu Natural se concretizou após assistir a um documentário sobre mulheres Rastafari. Uma frase marcante, replicada por uma das irmãs (atribuída a diversos autores), “educas um homem, educarás um indivíduo, educas uma mulher e educarás uma nação“, despertou em Cayarí uma profunda reflexão que culminou na criação da música. “É com muito amor e gratidão a todas as mulheres presentes em minha vida, que me auxiliaram a me enxergar como uma rainha, que compartilho esta canção”, declara Cayarí. Meu Natural é mais do que uma música; é uma celebração de identidade, cultura e a força inerente do feminino e da Natureza. Com Meu Natural, Cayarí convida os ouvintes a embarcarem em uma jornada sonora que une o poder da música e a profundidade de suas raízes, criando uma conexão íntima com a essência do ser. Links da artistaInstagramSpotifyYoutTubeFacebook
Cayarí apresenta novo EP Afluir em turnê repleta de shows

A cantora e compositora Cayarí está pronta para levar o público para uma viagem musical única com o seu aclamado EP Afluir. Este projeto representa não apenas uma expressão musical vibrante, mas também uma fusão de influências culturais que ecoam as raízes brasileiras. A artista tem realizado shows para divulgar o trabalho que estará nas plataformas digitais, em breve. Com produção de Amleto Barboni, direção artística e projeto musical de Renato Salzano, o novo EP de Cayarí é uma exploração sonora que nos convida a seguir o fluxo da vida, assim como um rio segue seu curso natural em direção ao mar. Com quatro faixas cativantes – Semeando Gratidão, Olhos Vendados, Não me Olhe Assim e Tudo vai Melhorar – o EP transita por gêneros musicais diversos, incluindo MPB, hip hop, axé, reggae e soul. Afluir é um reflexo autêntico de sua jornada musical diversificada e conexão com a ancestralidade indígena. Combinando elementos culturais e sonoros da Bahia com uma expressão artística única, Cayarí convida o público a mergulhar na beleza e na riqueza de seu trabalho. Esse é apenas o começo de uma carreira que promete continuar firme e forte, como as raízes de uma árvore nas matas da Amazônia. Recentemente, Cayarí cantou as músicas do seu novo EP no SESC Ipiranga, no Breaking Ibirá – Parque Ibirapuera, Fiesta ¿¡KeLoKe!? no Enoks Cultural com o Dj Bracho e Delapaz. “Quero que as pessoas tenham a experiência de se conectar e sentir as músicas do meu EP nos meus shows para depois desfrutarem deles nas plataformas digitais. O meu desejo é que todos consigam imergir nesse trabalho para afluir por completo ao conceito do EP. Vou fazer mistério para a data de lançamento, mas já publiquei alguns trechos das canções nas minhas redes sociais, quem quiser pode conferir lá”, concluiu a artista. A jornada musical e artística de Cayarí Nascida em Vitória da Conquista, na Bahia, a cantora começou sua jornada musical aos nove anos, revelando um dom natural para cantar e compor. Sua trajetória incluiu a formação de sua primeira banda, em 2011, onde mergulhou em músicas cover, pavimentando o caminho para futuros projetos. Em 2014, se aprofundou no mundo do rap, influenciada por um amplo repertório musical que abrangia rock, soul, R&B e pop. Esse período enriqueceu seu conhecimento e técnica, permitindo-lhe compor em três idiomas: português, inglês e patxohã, uma homenagem à sua ascendência indígena. Em 2018 com o crescimento de sua carreira Cayarí se mudou para São Paulo, destacando-se em pocket shows em Batalhas de Rima. No ano seguinte, além das performances, participou de projetos com artistas renomados da cena da capital. 2020 foi marcado por colaborações na música, fotografia e marcas da cultura underground. Durante a pandemia, adaptou-se, realizando lives no YouTube, Facebook e Instagram, além de conduzir um programa semanal de entrevistas no seu Instagram. O nome artístico Cayarí vem da conexão com a cultura indígena e elementos da natureza, incorporando cocares, colares, brincos, grafismos e pulseiras produzidos por artistas indígenas de várias etnias. 2022 e 2023: um período de crescimento e realizações De 2022 para cá, Cayarí continuou a expandir sua carreira, tanto como cantora quanto como atriz, atuando em algumas produções. Além disso, sua música encontrou seu caminho para trilhas sonoras de projetos cinematográficos. Ela também participou de eventos de grande destaque, incluindo o Mundo Sol Festival, o Festival Indígena de Bertioga, o Acampamento Terra Livre em Brasília e o Aragwaksã Pataxó em Porto Seguro. Recentemente, Cayarí se tornou embaixadora da plataforma de metaverso octaEra, conectando usuários a povos indígenas globalmente.
Cantoras se unem e criam primeiro grupo de rap feminino em Caraguatatuba

O Maré De Rimas é o novo power trio formado pelas rappers Maria Diva, Ruty Helen e Mayara Nascimento. Todas são cantoras que residem em Caraguatatuba, município localizado no Litoral Norte de São Paulo. As amigas de longa data tiveram a ideia de criar o grupo depois de um evento no Circo Navegador, um dos principais espaços culturais independentes de São Sebastião. Ruty Helen havia sido convidada para fazer uma apresentação no local por um dos DJs mais consolidados da cena hip-hop da região, o Dj Pipoo. A partir dessa oportunidade, Ruty chamou, para subir ao palco junto com ela, Maria Diva e Mayara Nascimento, que engrandeceram a noite de um dos eventos em comemoração aos 25 anos de Circo Navegador. Esse show se tornou um marco na carreira solo das três estrelas do hip-hop da região, que estudaram a hipótese de se unir para formar um trio de rap feminino. Entretanto, a decisão foi tomada em uma entrevista no programa de rádio Movimento da 8, transmitido pela rádio Antena 8. Desta forma, as artistas começaram a trabalhar juntas neste novo projeto. Assim, nasceu o Maré De Rimas que visa empoderar ainda mais o hip-hop feminino. Ruty conta que o Maré de Rimas era um sonho dela, pois sempre quis formar um grupo com amigas próximas. “Maré de Rimas é um projeto que já havia sonhado de várias formas e a maneira como tudo aconteceu não teve nada a ver com o que pensei, pois foi ainda melhor. Esse grupo é uma afirmação de sororidade e de que nós mulheres podemos ir muito além do imaginário se nos permitirmos’, completou Ruty. O grupo fez a primeira apresentação da carreira no ‘Festival Eçapira Produções, Só Autorais’, promovido pela FUNDACC e a produtora musical, no mês de junho de 2023. Neste evento, as cantoras apresentaram o primeiro single do MDR, “Reage!”. “É a primeira vez que eu faço parte de um grupo. Então, está sendo uma experiência única e agradeço a Ruty pelo convite. Estou empolgada e confiante que entregaremos o máximo para fazer o público amar esse projeto como amamos”, explicou Maria Diva. Já Mayara, acredita que a união do trio pode despertar um movimento de empoderamento dentro da cena do hip-hop da região através do principal viés do grupo que é lutar pelos direitos das mulheres. “A intenção é dar voz às mulheres. Além de relatar nossas vivências, queremos influenciar e dar força para todas as guerreiras. Nosso canto é de amor, protesto e muita fé”, complementou Mayara.
Maria Diva expõe vivências de uma MC no Litoral Norte em “Ok, tô bem”

Considerada umas principais vozes femininas da cena trap e rap do Litoral Norte de São Paulo, a cantora, produtora musical e compositora Maria Diva, 27 anos, lançou o videoclipe da canção Ok, ‘tô’ bem!, repleto de referências em prol ao combate do machismo e sexismo sofrido pelas mulheres na atual sociedade. Com uma estética e composição artisticamente periférica, o videoclipe possui coreografia de break-dance criada pelo Grupo de dança RT e um figurino cheio de cores que foi elaborado pela própria rapper que remete ao estilo de clipes de pop music. Além disso, o elenco de figurantes foi formado apenas por mulheres e a inspiração para compor a letra veio através das vivências, sentimentos e pensamentos dela durante um longo período de autoconhecimento passado na pandemia de covid-19. “Esse trabalho vai ficar para sempre na minha memória, foi um projeto incrível! Acredito que nós, mulheres, continuamos uma luta incessante para conquistarmos cada dia o nosso espaço em setores diferentes e o rap é uma dessas áreas. Por isso, sigo ‘batendo’ de frente e trabalhando com esse viés revolucionário”, comenta Diva. A produção do videoclipe ficou a cargo da Produtora Maresias TV e os espaços usados como cenários foram a praça, a pista de skate e o parque de diversões localizados no Centro de Caraguatatuba. A Inspiração e a luta para produzir De acordo com Diva, a inspiração vem e as ideias fluem de forma natural nas obras dela. Com este método, ela conseguiu dar vida as melhores composições de sua carreira. “Dessa vez, não foi diferente. Não sou de forçar para tentar escrever e a criação de qualquer letra em si, para mim é algo único”, explica a rapper. Diva estuda produção musical constantemente para ganhar maior independência nas gravações, apesar de ainda não produzir os beats, a artista é responsável por realizar a captação de voz, a mix e master da maioria dos trabalhos atuais em um Home Studio construído por ela, conhecido como LabWood. “A letra de Ok, tô bem! já estava pronta, só precisava de um beat para tirar o projeto do papel. Escutando o catálogo de beats do RB Alves, uma batida me chamou atenção, logo me identifiquei com a base e comecei a cantar o que havia escrito naquele ritmo. Após isso, tudo aconteceu igual mágica”, detalha Diva. Embora, o projeto de Ok, tô bem! tenha sido concretizado com fluência, outros planos de estreias musicais da artista acabam sofrendo com a falta de reconhecimento, investidores e tempo. “No Litoral, vejo que tem poucas mulheres envolvidas no hip hop, mas elas existem! Analiso que falta valorização da cena do Litoral e um destaque maior para as mulheres do rap nacional. Sigo um conselho próprio para superar as adversidades desse ramo: Se você deseja viver da sua arte não espere incentivo de amigos, nem mesmo da sua família, seja você o seu próprio estimulador, vai lá e faça”, conclui a rapper. Quem é a Diva? Ao se deparar com o nome forte e empoderado dessa artista, logo se imagina se tratar de um nome artístico/fictício. Entretanto, se enganou quem tirou essa conclusão. Maria Diva Martins de Abreu foi denominada diva quando nasceu, em 1995, na pequena cidade mineira de Josenópolis, mas há cerca de sete anos, mora no Litoral Norte paulista. A jovem garante que desde a infância é ligada à música e sempre sentiu vontade de se tornar uma cantora e compositora. Quando completou 16 anos, definitivamente, Diva decidiu que iria escrever canções e cantar. A partir daí, a artista se encontrou no rap e segue se dedicando para conquistar o sucesso tão sonhado. Atualmente, Diva trabalha como garçonete em um hotel no expediente de oito horas diárias, cuida do filho de cinco anos, e, nos poucos momentos vagos, usa o tempo livre para fazer shows em eventos e produzir no estúdio caseiro dela. “Meu maior sonho sempre foi inspirar as pessoas que estão a minha volta, conquistar meu espaço na cena e poder ter minha renda exclusivamente com meu trabalho musical. O que eu mais quero é dar uma vida melhor para meu filho e para minha família com a minha vocação artística”, afirma a rapper. A rapper garante que tem muitas novidades para serem divulgadas nos próximos meses, pois a principal intenção é lançar um álbum só com faixas inéditas. “Estou com muitas letras e músicas sendo trabalhadas em meu Home Studio, faltam alguns detalhes para a conclusão do álbum. Aguardem”, completou Diva.