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Crédito: Valdinei Souza

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Entrevista | Thalia Abdon – “Desde pequena me imaginava num palco grande”

A cantora e compositora Thalia Abdon, de 26 anos, iniciou uma nova fase na carreira com o single Água, que mescla ritmos da música negra de forma ousada. A faixa explora o lado mais sensual da artista paulistana e veio acompanhada de um visualizer hipnotizante, que complementa a energia e ousadia de Thalia.

Revelação do R&B paulista, Thalia Abdon não confirma se a canção fará parte de um álbum cheio, mas promete muitas novidades em breve, como feat e outros singles.

Em conversa com o Blog n’ Roll, Thalia Abdon falou sobre sua carreira, história na música, trilhas sonoras e futuro, com novas músicas e feats.

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Como foi o processo de produção e inspiração para o seu novo single, Água?

Começou comigo e meu notebook, um YouTube e fé. Comecei procurando type beats na internet como se nada estivesse acontecendo, era uma época que estava com um pouquinho de bloqueio criativo, porque pensar em música, pensar em diversas vertentes da carreira consome a mente de uma tal forma que a gente fica sem inspiração.

Mas naquele dia estava determinada a escrever uma música, não ia sair daquele dia sem que houvesse uma música, aí pesquisei type beats de afrobeats, algo que já estava querendo produzir há bastante tempo. Foi aí que achei o type beat de Água, que me trouxe a letra passando pelo meu olho, aí fui que nem Chico Xavier, quando fui ver, em cinco minutos a letra saiu. Fiquei pasma porque gostei muito.

Foi aí que compus ela, mas quando estava olhando a paisagem e tudo mais, o pessoal do Midas me chamou e perguntou o que tinha na manga, falei: ‘muito que bem, você está com sede porque trouxe água. Eles amaram a letra, curtiram bastante com a pegada afrobeats e decidiram produzir.

Não tinha outro lugar sem ser o Midas para produzir essa faixa que foi com o Fernando Dino. Foi maravilhoso, a gente conversou muito produzindo, a faixa ficou do jeito que está hoje em dia, maravilhosa, caliente, muita sedução, era totalmente a vibe que queria transmitir.

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Como é para você transitar entre o soul, pop, entre outros estilos de música?

Ouço bastante música e ainda estou me adentrando em algumas, entendendo, estudando. Para mim, o pop sempre me chamou a atenção, e sempre gostei muito de assistir as cantoras na forma como elas estavam, divas, brilhantes, algo inalcançável. Aquilo chamava muito a atenção, não me via como fã apenas, me via como pertencente àquele lugar.

Desde pequena me imaginava num palco grande, cheio de LEDs, refletores, holofotes, então quando descobri essa vontade do que ser e cantar dentro da música, falei: ‘isso vai ser a minha vida, quero viver isso aqui, estar nisso aqui, respirar isso 100%’.

Comecei a trabalhar mais essa parte dentro de mim, fazer composições, músicas, não é algo tão difícil assim pra mim. Óbvio que tem momentos que estou muito com a cabeça atribulada, às vezes tento me forçar a escrever, mas é um negócio de respeito, a gente tem que entender os nossos limites também.

Foi aí que percebi que tendo esses respeitos e se sentindo atraída pelos projetos que chegam até mim, faz total diferença na hora de compor. Então, pra mim, tanto faz a vertente que for, estou compondo, se me trazer pagode, componho, rock, componho, estou pronta pra tudo.

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Você teve influência musical dentro da própria família?

O meu pai sempre foi apaixonado por música, mas ele gostava muito daquelas músicas mais flashbacks, dos anos 1960 até 1990, músicas maravilhosas. Eu, que nem nasci na época, sei várias, sou muito saudosista em relação a essas músicas por conta da nostalgia do meu pai. Ouvir todas as músicas naquele rádio enquanto ele fazia a janta para nós, era inspirador, ele ficava inspirado cozinhando, eu ficava inspirada na cozinha cantando e enchendo o saco dele, era maravilhoso.

Trazer um ambiente musical para uma criança como eu foi descobrir a profissão que ela quer ser quando crescer. As crianças na época queriam ser bombeiros, mágicos, astronautas, mas eu queria ser cantora. Aí todo mundo: ‘ué?’ Quando me viram cantar de fato, entenderam que queria ser cantora, hoje em dia acho que minha criança tá muito feliz, porque conseguimos realizar bastante coisa.

A Thali gosta de cantar, vamos colocá-la na aula de canto? Não dava porque não tinha dinheiro pra isso, não tinha informações o suficiente sobre a existência de algum lugar que pudesse dar aulas grátis, então era eu e o DVD Black 2000 torando, enquanto tentava pegar os passos do Chris Brown.

Ainda batalhava na escola, então esse passo para ter uma carreira profissional me deixou um pouco desnorteada, porque minha família por mais que tivesse alguns contatos e tudo mais, não era o suficiente para a galera me ver com seriedade. Ninguém tinha essa visão sobre mim, então tive que procurar fora e foi muito aleatório, através da minha amiga Talitha. Foi aí que desenvolvi tudo e trouxe essa carga de experiência familiar junto comigo.

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Como é o sentimento de ter conquistas como trilha sonoras de séries, realitys e documentários autorais? E como foi essa abordagem?

O início pra mim foi muito doido. Só de saber que artistas que gosto e admiro moram na minha quebrada ou na cidade vizinha, que é muito possível trombar essas pessoas nos rolês, isso é algo muito louco. Quando descobri que podia estar participando de produções cinematográficas, foram outros quinhentos. Pensei: ‘é possível isso?

Quando tive a oportunidade de fazer, por mais que pequena, a faixa para os Irmãos Freitas foi a oportunidade da minha vida, aquele momento ali pra mim foi tudo, ver como funciona a produção de uma trilha para cinema, streamings e tudo mais.

Foi um grande aprendizado para mim, sou dessas que ninguém me traz nada na mão, sou sempre errando e acertando, mas dessa vez acertei tão facilmente que fiquei até desnorteada, querendo fazer mais daquilo.

Gosto muito de dublagem, descaracterizar e caracterizar as vozes, estar nesse meio fazendo trilha sonora também é um caminho para a dublagem. Por mais que não tenha DRT, já vi artistas fazendo dublagens, por que não posso? Trilhar esse caminho no audiovisual está sendo muito importante para mim.

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Quando veio Temporadas de Verão, falei: ‘nossa senhora, mais músicas agora, vamos produzir de fato’. Quando vi na TV, fiquei muito feliz, a galera curtiu tanto as músicas da trilha que já estava pesquisando através dos créditos o meu nome para saber se tinha mais músicas disponíveis no Spotify.

Tem a ambição de virar dubladora se surgir a oportunidade?

Com certeza, vai ser um aprendizado e tanto. Sei que a parte da dublagem é totalmente diferente de quando gravei a música para as duas séries. Ver aquele dinamismo acontecendo me brilhou os olhos, preciso pelo menos uma vez fazer dublagem. Nem que tenha que estudar teatro, tirar meu DRT e fazer acontecer. Ver todo esse cenário por trás me traz esperança, uma vontade de querer aprender.

Gosto muito de entender, fazer, tentar o máximo possível e atingir o ideal para trazer aquele espírito e intenção na fala. Trabalhar com voz pra mim, no geral, é muito bom, amo muito.

Como a experiência do Canta Comigo na Record TV ajudou na sua carreira?

Era pra ter tido a experiência com a TV um pouco antes, me inscrevi nos Jovens Talentos do Raul Gil, de 2013, passei, já era pra me apresentar no palco, mas sei lá o que aconteceu, acabou não rolando.

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Tentei o The X-Factor, mas muito cansativo, sou da Zona Sul de São Paulo, era no Itaquerão. Tinha passado a primeira etapa e tinha a segunda, mas não ia conseguir fazer porque estava muito cansada. Tinha quase desmaiado por causa do frio extremo e depois calor extremo. Estava difícil para mim, então desisti do processo no meio.

Foi aí que surgiu a oportunidade de fazer parte do Canta Comigo 3. Abracei pra ver como funciona a TV, queria entender. Pra mim não tem tempo ruim, independente do que seja. Lá fui muito bem tratada, a galera me tratou como se eu fosse uma artista convidada para fazer uma apresentação.

Chegando tinha aquele palco, aquelas luzes, ver aquilo ali foi maravilhoso. Tanto que as minhas conversas com as câmeras da TV foram muito espontâneas, amei ter aquela vivência.

Claro que adoraria ter cantado uma música minha, ia sair mais poderosa ainda, mas foi incrível, adorei, por mais que não tenha passado de fase, foi uma experiência que me agregou muito.

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Esse novo single é um sinal de que tem algo novo vindo?

Adiantar não posso, mas que o vem pela frente são coisas muito boas: vem feat aí, vem solo, são músicas para lá de Bagdá, são músicas muito dançantes e sensuais. Quero trabalhar esse lado da minha música agora, já que estou saindo um pouco do hip hop, acho que o público vai amar o que está vindo por aí.

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