The Second Half of the Sun estreia com a hipnótica “Time’s Super Run”

The Second Half of the Sun estreia com a hipnótica “Time’s Super Run”

Em uma era dominada pela urgência dos algoritmos e por músicas que entregam o refrão nos primeiros quinze segundos, estrear com uma faixa tensa, imersiva e de 7 minutos de duração é um ato de coragem e de resistência artística. É exatamente esse o convite que o duo The Second Half of the Sun faz ao público nesta quinta-feira (5) com o lançamento do seu primeiro single, Time’s Super Run.

Encontro de duas mentes criativas do The Second Half of the Sun

O projeto nasce da união de dois músicos já muito experientes e respeitados na cena paulista: Will Geraldo (Violent Attitude If Noticed, The Opposite of Hate) e Leandro TG Mendes (Do Culto ao Coma).

A sonoridade da dupla não se prende a moldes fixos. A música passeia com fluidez pelo espaço que existe entre o pop eletrônico e o metal industrial, equilibrando ritmos programados de forma milimétrica com a performance humana das guitarras.

O grande trunfo de Time’s Super Run é a sua construção baseada na repetição e no controle. Não espere por clímax evidentes ou viradas dramáticas fáceis; a música constrói uma atmosfera envolvente que hipnotiza os ouvidos mais atentos, desenvolvendo-se gradualmente.

Composição como terapia

Para a dupla, a criatividade e a execução caminham de mãos dadas com a reflexão existencial. O próprio nome da banda já carrega esse tom dilatado e contemplativo sobre a passagem do tempo, que é, inclusive, o tema central que guia as jornadas do projeto.

“A ideia inicial era simplesmente exercitar nossa criatividade e dar forma a pensamentos musicais e existenciais por meio de algumas músicas, quase como uma oficina de composição”, revela Will.

Leandro complementa a dinâmica do duo: “Costumamos brincar que nossas sessões de gravação também são sessões de terapia”.

Muitas vezes, a dupla deixa a cama instrumental guiar os sentimentos primeiro, para só depois decidir onde e como as linhas vocais (e as mensagens) devem se encaixar nessa arquitetura sonora.