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Entrevista | Supergrass – “Com sorte tocaremos novamente em 2024”

Nome marcante do britpop dos anos 1990, o Supergrass, de Oxford, conquistou seu espaço mundialmente com o álbum I Should Coco (1995), que veio acompanhado do hitzaço Alright. Mas a discografia também conta com outros álbuns memoráveis, como Life on Other Planets (2002), o quarto da trajetória, que inclui os hits Grace e Seen the Light.

Recentemente, a banda revelou uma edição deluxe do disco em alusão aos 20 anos de Life on Other Planets, com versões acústicas, ao vivo, além de faixas inéditas.

Em outras entrevistas, a banda afirmou que grande parte da inspiração para este álbum veio de umas “férias de trabalho” juntos na Côte d’Azur, no sul da França, ouvindo a estação de rádio francesa Nostalgie e assistindo a documentários de Carl Sagan sobre o cosmos. Carl Sagan e Douglas Adams são de fato mencionados no verso de Life on Other Planets sob uma lista de pessoas que o Supergrass gostaria de agradecer.

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O baterista Danny Goffey conversou com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre a nova versão de Life on Other Planets, hiato e possibilidade de retorno do Supergrass em 2024. Confira abaixo.

O quão importante foi Life on Other Planets na discografia do Supergrass?

Foi o quarto álbum que fizemos, acho que foi bem importante, foi o primeiro que fizemos com um produtor que não tínhamos conhecido antes. Foi uma experiência nova para nós, funcionou bem, desfrutamos muito do tempo no estúdio.

Mas agora é estranho, na verdade, a gravação foi em um lugar no litoral sul da Inglaterra, passamos alguns meses lá. E dois anos atrás, aluguei uma pequena casa lá, e notei que era muito próxima do estúdio, revisitei algumas memórias.

I Should Coco foi um sucesso estrondoso, mas Life on Other Planets consegue reunir características desse álbum, além de trazer maturidade também. Você enxerga dessa forma?

Acho que sim. Não acho que nenhuma de nossas músicas tenha muita maturidade. Estava escutando o disco há um tempo, e tem algumas músicas estranhas nele. Brecon Beacons é uma música bem estranha.

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Acho que as músicas se tornaram mais autoconscientes, no sentido de soarem mais cinematográficas, talvez por estarmos cansados de fazer músicas curtas na época. Então acho que pode se dizer isso.

Para mim remete um pouco a T-Rex e outras bandas da época. Você concorda?

Lembro que em uma canção que fiz o arranjo de guitarra, Seen The Light, pensei que soava como algo do T-Rex. Algo quase como o canto sexual de um pássaro, com certeza, nessa música era algo que estava em nossas cabeças. É um disco com sintetizadores, teclados pesados, pode se dizer, o Rob, da banda, adicionou muitas coisas.

Mas acho que muito se deve ao produtor, o jeito que ele conduziu a banda, colocou muitos sons que remetem aos anos 1970, Disco e Glam Rock. Tony Hoffer trabalhou com Beck e outros artistas que tinham uma vibe dançante dos anos 1970.

Vocês pretendem excursionar novamente? Ou essa pausa do Supergrass é definitiva?

Não sei, com certeza tocaremos ao vivo novamente, só aguardar um momento que seja bom para todos. Espero que façamos algo em 2024, especialmente voltar ao Brasil, pois não voltamos faz um tempo, seria muito divertido poder tocar na América do Sul.

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É engraçado como a vida pode mudar, as pessoas estão fazendo uma coisa, depois outra. Acho que com sorte tocaremos novamente em 2024.

O que você recorda da vez que o Supergrass se apresentou no Brasil, em 1996, no Hollywood Rock?

Me lembro de muitas coisas. Lembro de pegar o mesmo avião que o The Cure, íamos tocar com eles e o os Smashing Pumpkins, éramos muito jovens. Lembro de estar em um hotel em Copacabana com jetlag e um pouco de ressaca, de festejar.

Tínhamos um segurança que era um ex-policial, ele tinha uma arma grande e perguntamos para ele se já tinha usado aquela arma e ele dizia: “Claro, sou um policial”.

Também lembro de ir em uma festa em Búzios, nos divertimos, ficamos em uma pequena ilha próxima, nos sentimos muito sortudos por estar ali.

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Consegue listar três álbuns que foram fundamentais para a tua formação como músico?

Prince Charming, do Adam and The Ants, me fez querer tocar bateria. New Boots and Panties, do Ian Dury, é um disco excelente, que me fez pensar de um jeito mais punk, com as letras incríveis. E, por último, algo como Ziggy Stardust, do David Bowie. Todos concordamos que foi uma grande influência.

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