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Entrevista | VEDO – “A única competição que vi foi comigo mesmo”

Next Chapter, o oitavo álbum de estúdio de VEDO, um dos grandes nomes do R&B na atualidade, lançado em maio, representa a consolidação da carreira do músico. Com letras românticas, o novo trabalho mantém a essência da voz envolvente do artista refletindo um momento especial na vida dele, que se casou recentemente.

Com 14 faixas, o álbum traz uma parceria com o cantor nigeriano-americano Rotimi no R&B caribenho No Worries, junto dos singles Spinn on You e Your Love is All I Need. O projeto conta com a colaboração dos produtores Troy Taylor (Trey Songz), B.A.M. (Ne-Yo), PK (Chris Brown) e o compositor Felly (Usher).

“Meu oitavo álbum de estúdio simboliza a vitória, prosperidade e superação de obstáculos na minha vida e na minha carreira. Tive que trabalhar muito para chegar onde estou hoje e este projeto é um lembrete poético de que a música não é só trabalho, é diversão. Estou orgulhoso deste álbum e mal posso esperar para que meus fãs ouçam”, conta VEDO.

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Em entrevista ao Blog n’ Roll, VEDO, que estourou após a participação na quarta temporada do The Voice, quando foi mentorado por Usher, falou sobre a produção de Next Chapter, possibilidade de vir ao Brasil, além da expansão do R&B fora do mercado norte-americano.

O quão importante foi para a sua progressão a participação no The Voice?

Essa indústria é muito diversificada, não é muito fácil de navegar. Acredito que estar em um programa como The Voice, na capacidade que era, foi como se um artista novato fosse jogado aos lobos. Era como se você tivesse que sobreviver. E a única maneira de você sobreviver é realmente ser você mesmo e fazer exatamente o que você sentiu. E foi isso que eu fiz no programa. 

Para mim, isso é o que faço na minha carreira agora: realmente me escuto e sigo meu coração. Você sabe, com aquele programa, conhecendo Usher, conhecendo diferentes pessoas que estavam no programa, aprendi muito sobre o que era necessário para realmente navegar nesta indústria.

Uma das coisas foi confiar em mim mesmo, na minha criatividade e no que quero mostrar ao mundo, jamais duvidar. Porque, obviamente, haverá muitas pessoas que realmente não entendem você ou não entendem sua jornada, o que foi necessário para chegar onde você está. Mas tudo que você precisa saber é que você precisa permanecer firme e acreditar naquilo em que acredita.

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Além disso, outra coisa é ter uma casca muito dura, continue trabalhando. Este é um longo caminho a ser percorrido.

Algumas das paradas que você fizer serão as melhores. Mas contanto que você saiba para onde está indo, eventualmente chegará ao seu destino. Do The Voice até agora, minha jornada continua.

Então tem muito, ainda tem muito que trabalhar, né? Absolutamente. As competições de reality shows apresentam muitos grandes atores todos os anos. Como você se destaca em um ambiente tão competitivo? Bem, cara, você sabe, sinto muito, sinto muito por tirar você daqui.

O que você acredita que foi fundamental para você se destacar em um programa tão disputado como o The Voice?

A única competição que vi foi comigo mesmo. Essa foi a pessoa que tive que vencer todos os dias. Eu tive que me vencer todos os dias, tinha que melhorar a cada dia.

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Diria que você não deveria se deixar levar pelo fato de que essa pessoa é sua concorrente, porque você pode perder. De repente, você perde onde está tentando chegar quando o seu único objetivo é vencer essa pessoa. 

Mas quando você se envolve em derrotar o próximo homem, você esquece, esquece onde está tentando ir. Obviamente, o objetivo é vencer.

É um objetivo ainda melhor ser melhor quando terminar o programa, ser mais sábio, mais proativo na tomada de decisões. Apenas aprendendo sozinho, aprendendo a atuar, aprendendo a interagir com os fãs, aprendendo a falar diante das câmeras.

Essas são habilidades muito importantes que você precisa adquirir neste setor. Ou seja, sendo um show de competição, a última coisa com que você precisa se preocupar é vencer essa pessoa. 

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Você consegue perceber a evolução no seu trabalho?

Sinceramente, de lá para cá, minha carreira só se fez assim. Só que está crescendo, o que é ótimo, especialmente como artista independente. Há momentos em que você pode estagnar. Mas acho que a melhor coisa sobre isso é que, se houver um platô, você ainda terá espaço para subir ou descer.

Meu oitavo álbum simboliza novos começos. Next Chapter simboliza apenas eu entrando em outro capítulo da minha vida que vai exigir que seja mais paciente e firme. Eu sendo mais proativo e tomando decisões porque agora não é mais só sobre mim.

Não tem sido sobre mim nos últimos anos, mas ainda mais agora que entrei neste reino do casamento. É muito imperativo que diga para manter a cabeça focada, manter a cabeça nivelada e manter boas pessoas ao meu redor, manter Deus em primeiro lugar. Mantenho Deus na visão de tudo o que faço porque agora fica mais difícil a partir deste ponto. Você tem que ser muito intuitivo com tudo.

Como foi produzir esse novo álbum? Houve alguma mudança na forma de gravar?

Não foi realmente uma mudança na forma como gravei minhas músicas, mas uma mudança de mentalidade. Estou literalmente escrevendo este ‘próximo capítulo’ da minha vida. Então, se você me perguntasse isso, eu diria, não sei. Ainda estou escrevendo.

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Minha mente é que está em todo lugar em termos de conciliar tudo o que é importante para mim. Estou priorizando tudo que é importante para mim. É importante para mim ficar com os pés no chão.

O que você mais te marcou no processo de preparação do Next Chapter?

Uma das melhores sensações foi quando estava fazendo a sessão de fotos do álbum e estava com a minha aliança de casamento. Isso é diferente porque estou fazendo isso como um indivíduo casado. Agora, estou fazendo isso como uma pessoa que está tentando acertar.

Estou fazendo isso como uma pessoa que teria tomado a decisão final. Essa foi uma das coisas que eu pensei, sim, vou tirar uma foto da minha aliança de casamento. Eu adoro isso.

R&B é o gênero musical mais consumido nos EUA atualmente, mas ainda enfrenta algumas barreiras em outros mercados. O que você acredita que pode ser feito para mudar isso?

Acho que é preciso ser mais visto, marketing, publicidade. As pessoas só precisam querer mais R&B. Obviamente, vivemos em um lugar agora onde tudo é uma grande festa, especialmente entre o público de até 35, 40 anos.

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Acho que para alcançarmos o mesmo nível de notoriedade em outros lugares, só temos que começar a chegar lá. Precisamos fazer com que isso seja ouvido nesses lugares, temos que chegar nesses locais.

O R&B está sempre mudando, assim como qualquer outro gênero. Acho que uma coisa que provavelmente nos impediu um pouco foi que todo mundo queria um certo tipo de R&B, não queria explorar outras sonoridades dentro do gênero.

Mas você tem que permitir que algo mude e evolua para outra coisa. Acho que quando as pessoas começarem a ter uma mente aberta sobre o novo R&B e como ele soa, as coisas melhoram.

Você tem intenção de vir para o Brasil com esse álbum? 

Com certeza, estamos falando disso agora. O amor que recebo daí é uma loucura. Nunca fui ao Brasil.

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