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Entrevista | Joalin – “Quero que as pessoas reajam como os brasileiros”

Cantora, performer e dançarina finlandesa, Joalin é uma estrela pop em ascensão global cuja trajetória ganhou um novo marco com o EP I’m the One, lançado recentemente. A artista faz de sua música solo uma afirmação do amor próprio e da proximidade com a cultura latina, em quatro canções pop que se aproximam do alternativo e do reggaeton.

Joalin Loukamaa, de 21 anos, começou sua carreira representando seu país com o grupo pop global Now United em 2017. O projeto, criado por Simon Fuller (Spice Girls), se tornou um dos um dos principais fenômenos culturais dos últimos anos ao acumular 2,7 bilhões de reproduções em seus vídeos.

A finlandesa Joalin, que morou por anos no México e na Espanha, visitou o Brasil em outubro, pouco antes do lançamento do EP. Em entrevista ao Blog n’ Roll, via Zoom, Joalin comentou um pouco sobre a nova fase da carreira.

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Joalin, você sempre demonstrou muito interesse e conhecimento de culturas diferentes pelo mundo. Como surgiu esse interesse?

Acho que com as pessoas com as quais passei minha vida toda. Quando tinha 3 anos, me mudei para a Espanha. Na escola tinha crianças de umas 15 nacionalidades, então cresci com crianças de todo lugar do mundo. E minha mãe é uma pessoa muito aberta, sempre teve amigos de toda parte do mundo.

O México é um lugar muito internacional, principalmente a cidade onde morei, era muito turística, tinha pessoas de todo o lugar visitando. Vivemos em um mundo tão diverso, e bonito, são tantos tipos de músicas, de comidas, de vestimentas, penteados, e acho isso tão interessante.

Aliás, amo como hoje em dia estão misturando músicas, como as batidas africanas e latinas. E se temos todas essas belas culturas porque não usá-las e misturá-las?

Quero ir para a Jamaica, com certeza. Também gostaria de viajar mais pela África. Gostaria de conhecer a Colômbia e o Porto Rico, quero conhecer o mundo todo.

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O grupo Now United ajudou a deixar isso ainda mais evidente. Como foi essa experiência de trabalhar com pessoas de tantos lugares diferentes?

Acho que para mim foi normal, estou acostumada a conviver com pessoas de toda parte do mundo. Nunca fui uma pessoa que via diferença entre as pessoas por terem diferentes culturas, só vejo belos seres humanos. Me sentia como em uma grande família.

Como foi a experiência de participar de um videoclipe do Harry Styles? Você chegou a conhecer ele?

Foi muito divertido. Foi misterioso, pois antes de gravarmos não sabíamos o que iríamos gravar. Sabíamos que era uma grande produção, mas não sabíamos para quem iríamos gravar, só soube que era um clipe do Harry Styles quando já estávamos para gravar.

Quando nós chegamos tiraram nossos celulares para não filmar ou enviar mensagens para ninguém. Estava sentada lá, fazendo maquiagem, quando vi o Harry Styles passando atrás de mim. Pensei: “legal, que dia normal”.

A cena que gravamos era muito sensual, eles nos jogaram um spray de água para parecermos suados. No momento não acreditei no que estava acontecendo. Ele nos deu shots de tequila. Ele é muito legal, uma das pessoas mais acolhedoras que já conheci, muito legal.

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Recentemente, você esteve no Brasil para o primeiro show solo. O que guarda de lembrança desse show? Gostou do país?

Lembro de cada segundo, foi lindo. Lembro como se fosse ontem. No momento que entrei no palco tinha muito mais pessoas do que imaginei. Pensei que apareceriam umas 30, 40 pessoas, mas acho que eram 200. E não eram pessoas aleatórias passando, pois era um shopping, eram pessoas com cartazes que foram me ver. Foi tão lindo.

Prometi a mim que não iria chorar, pois não conseguiria cantar. Mas assim que entrei no palco e todo mundo gritou, fiquei emocionada, e comecei a chorar. Nesse momento sabia que estava fazendo a coisa certa, e queria fazer isso há muito tempo.

O que mais chamou a sua atenção no País?

Amo o Brasil, quero ir muitas mais vezes. Acho que a cultura é tão bonita, e as pessoas têm tanta paixão. Cresci no México, e os mexicanos são também muito apaixonados, tem música por toda parte, mas vejo os brasileiros um patamar acima nisso. Tem música em todo lugar, e as pessoas são muito, muito apaixonadas, mesmo em relação a serem fãs.

Quero que as pessoas reajam como os brasileiros. Gostaria que no mundo todo as pessoas fossem como os brasileiros.

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Durante essa passagem pelo Brasil, você conheceu o Pablo Bispo e o Ruxell, produtores que fizeram hits da Pabllo Vittar. Podemos esperar por um feat?

Quero trabalhar com eles, com certeza. Tivemos um papo muito legal na noite que os conheci. Sentamos no estúdio e compartilhamos músicas, eles me mostraram coisas que eles trabalharam, mostrei as que trabalhei.

E foi divertido que durante a viagem os vi mais três vezes em festas, então realmente nos conectamos, e já estamos falando sobre trabalhar juntos na próxima vez que voltar.

Consegue listar três álbuns favoritos da sua vida? Por que?

Sou muito ruim nessas coisas, pois quando ouço música não costumo reparar em quem são os artistas, preciso me educar musicalmente. Porém, o Motomami, da Rosalía, acho que é o último álbum que ouvi e fiquei empolgada, adoro a criatividade dela.

Tem um da Sabrina Claudio, acho que se chama Based On a Feeling, ouvi repetidamente.

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Recentemente, tenho escutado muito o álbum Corta Venas, da banda mexicana Eslabon Armado. É uma música muito triste, mas amo, ouvirei para sempre. Não diria que são álbuns que me influenciam como artista, mas são álbuns que gosto muito.

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