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Entrevista | Mark Jansen (Epica): “Temos que mudar principalmente nossa humanidade”

Crédito: Tim Tronckoe

Depois de cinco anos sem um álbum de inéditas, a banda holandesa Epica, enfim, presenteia os fãs com uma novidade. O oitavo disco de estúdio de Simone Simons, Mark Jansen e companhia, Omega, foi lançado no fim de fevereiro e traz 12 músicas divididas em 70 minutos. Dentre as canções está a continuação antológica de Kingdom of Heaven, com pouco mais de 13 minutos.

O metal sinfônico de Simone Simons (voz), Mark Jansen (guitarra e gutural), Isaac Delahaye (guitarra), Coen Janssen (sintetizadores e piano), Ariën Van Weesenbeek (bateria) e Rob Van Der Loo (baixo) segue com uma referência mundial.

Aliás, sem esquecer os fãs brasileiros, a Epica aproveitou o lançamento do álbum para presentear os apaixonados pela banda com novidades. Em resumo, a turnê Ωmega BrasileirΩ e a loja pop up na Galeria do Rock, em São Paulo, com produtos exclusivos.

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O guitarrista Mark Jansen conversou com o Blog n’ Roll sobre a produção de Omega, os desafios e a ligação com o público brasileiro. Confira o resultado abaixo.

A pandemia atrapalhou de alguma forma o processo de criação de Omega?

Nós demos sorte porque todo o processo de composição foi feito antes da pandemia. Até mesmo boa parte das gravações foi feita antes das coisas ficarem severas. As coisas começaram a entrar em lockdown justamente quando eu e a Simone íamos começar a gravar os vocais.

Então, eu tive que gravar minha parte do meu estúdio caseiro, o que não foi um problema, porque tenho todo o equipamento necessário. Já a Simone alugou um estúdio perto da casa dela na Alemanha, e tudo caminhou bem. Não tivemos grandes problemas com a pandemia enquanto estávamos trabalhando no álbum.

Como foi a comunicação entre os integrantes da banda na pandemia?

Nós já fazíamos reuniões virtuais antes da pandemia, porque moramos em países diferentes. Temos três caras na Holanda, um na Bélgica, a Simone na Alemanha e eu na Itália. Então, temos muitas reuniões assim o tempo todo. Claro que o lockdown atrapalhou, principalmente porque algumas coisas precisavam ser feitas pessoalmente, mas não pude comparecer porque a Itália está muito fechada até hoje.

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E lançar o álbum sem poder fazer turnê? O quão complicado é isso?

Nós discutimos se seria válido lançar o álbum sem poder sair em turnê na sequência. Eu sempre tive uma crença grande de que deveríamos lançar, sim. Porque se você atrasar o lançamento por mais um ano e meio, ainda tem o risco de não poder fazer turnê da mesma forma. Então não faria sentido ficar esperando o momento certo, até porque as pessoas precisam de novas músicas para enfrentar esses tempos difíceis. Não poder fazer turnê é uma pena, mas tem coisas mais importantes na vida.

Você imagina que o mundo será muito diferente pós pandemia?

Sim, acho que o mundo vai ser diferente. Essa situação aumentou muito a preocupação das pessoas e causou muito trauma. Vamos sentir isso no futuro. Temos que mudar as coisas, principalmente nossa humanidade. Temos que entrar em equilíbrio com a natureza e reencontrar nosso lugar no mundo. Se você encurrala a natureza, ela revida, e isso vai acontecer. Temos que achar mudanças para um futuro melhor.

Por falar em natureza, vocês têm uma ligação especial com lobos, certo?

Nós temos uma música que fala sobre lobos para apoiar a fundação que os protege. Para nós, foi algo ótimo, porque já fizemos diversas campanhas, e sempre que podemos ajudar pelo menos um pouquinho, podemos ajudar o mundo a ficar ligeiramente melhor. Se todos fizerem o mesmo, a diferença será enorme.

Essas ações motivam o público?

Acredito que sim! Converso com muitas pessoas online que me perguntam sobre esses projetos e se mostram interessadas. Não tem problema as pessoas não apoiarem a mesma causa dos lobos, mas ajudar qualquer iniciativa que ajude animais é algo lindo.

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Omega ainda traz um bônus com faixas acústicas, certo?

Nós sempre tentamos fazer faixas extra para cada CD. Tentamos aceitar o desafio de fazer versões diferentes de algumas músicas. Não só acústico, mas também com uma atmosfera totalmente diferente. Nessas faixas, quando você escuta, sente uma vibe diferente. É bem legal fazer algo totalmente novo a partir de uma outra música.

Como estão os planos futuros da Epica?

É difícil dizer quanto tempo isso tudo ainda vai durar, mas eu tento ser otimista. Quando tudo isso for resolvido, espero que as pessoas assumam uma posição de mudança. Eu tenho muita esperança nisso. Então, acho que tudo acontece por uma razão. Tempos de caos vêm para mudar a forma como as pessoas veem as coisas. Acredito que daremos um passo como humanidade.

Mark Jansen, quer deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?

Primeiro, quero desejar saúde para todos e para todas as famílias. Sei que a situação está ruim por aí, sei que falta oxigênio em hospitais, e isso é muito devastador. Desejo muita saúde e quero dizer para que tentem apoiar uns aos outros nesses tempos difíceis. Mesmo sem poder visitar, podemos ligar, mandar mensagem… isso é crucial.

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