A cantora, compositora, atriz e filantropa Dolly Parton faleceu aos 80 anos, no Vanderbilt University Medical Center, em Nashville. A confirmação foi feita publicamente por seu sobrinho e chefe de segurança, Brian Seaver, cumprindo um pedido feito em vida pela própria artista.
Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas e mais de 3 mil composições registradas, Dolly transcendeu os limites da música country para se tornar uma raríssima unanimidade cultural. Celebrada tanto pela classe trabalhadora do sul dos Estados Unidos quanto como um ícone da comunidade LGBTQIA+, Parton uniu gerações com seu carisma, inteligência afiada e um senso de humor único.
Um legado de sucessos e impacto filantrópico
Dolly Parton construiu um catálogo de clássicos atemporais que moldaram a história da música global. Entre seus maiores sucessos estão hinos como Jolene, Coat of Many Colors, 9 to 5 e a imortal I Will Always Love You, canção escrita por ela em 1974 e que se tornou um dos maiores fenômenos comerciais de todos os tempos na voz de Whitney Houston.
Ao longo da carreira, acumulou 11 prêmios Grammy (incluindo o Lifetime Achievement Award), além de indicações ao Oscar, Emmy e Tony. Em 2022, foi introduzida ao Hall da Fama do Rock and Roll, lançando no ano seguinte o álbum Rockstar com colaborações de Paul McCartney, Elton John e Miley Cyrus (de quem era madrinha).
Para além dos palcos e das telas de cinema, Dolly marcou a história por sua generosidade. Criou o parque temático Dollywood no Tennessee para gerar empregos e desenvolvimento em sua região natal, e fundou o projeto Imagination Library, que já doou mais de 200 milhões de livros gratuitos para crianças em todo o mundo.
Como ela própria registrou em sua autobiografia: “No final das contas, espero ser lembrada como uma boa compositora. As músicas são meu legado.”