Zak Starkey revela que nunca viu Liam e Noel brigarem no Oasis: “Só ríamos”

Zak Starkey revela que nunca viu Liam e Noel brigarem no Oasis: “Só ríamos”

A fama de brigões dos irmãos Gallagher é lendária no mundo do rock, mas alguém que viveu o furacão por dentro tem uma versão bem diferente. Zak Starkey, que assumiu as baquetas do Oasis entre 2004 e 2008, revelou que Liam e Noel “nunca discutiram uma única vez” durante o tempo em que ele esteve na banda.

Em entrevista ao New York Post, o músico (que também foi baterista do The Who) contestou a imagem de guerra constante.

“Toquei com eles por cinco anos e tudo o que fazíamos era rir. Eles nunca discutiram nem uma vez. Nem uma única vez”, garantiu Starkey.

Zak Starkey reforçou o argumento citando a convivência intensa no Oasis. “Fizemos 140 shows em turnê. Gravamos dois ótimos discos. Ensaiamos. Passamos muito tempo juntos. Nunca houve uma palavra áspera em cinco anos.”

Profissionalismo britânico

Apesar de incidentes públicos conhecidos daquela época, como quando Liam abandonou o palco na Itália em 2005 ou as discussões gravadas no documentário Lord Don’t Slow Me Down (2007), Starkey insiste que o ambiente interno era profissional.

Segundo o baterista, a banda nunca reclamava de nada e a pontualidade era sagrada. “Se estava escrito 5h30 na lista, às 5h10 eles estavam lá”, contou.

Vale lembrar que Starkey deixou o grupo pouco antes da fatídica briga em Paris, em 2009, que levou à separação da banda. Na época, Chris Sharrock assumiu o posto.

A mágoa de Zak Starkey com a reunião de 2025

O baterista também abriu o jogo sobre sua decepção por ter ficado de fora da histórica turnê de reunião do Oasis, realizada no ano passado. A banda optou por Jay Waronker para a bateria.

Em declaração resgatada pela NME, Starkey relembrou com amargura como foi sua saída oficial da banda anos atrás.

“Noel me ligou no meu aniversário para me dizer que eu não estava mais no Oasis. Ele nem sabia que era meu aniversário! Eu gostaria de estar na banda (na reunião), porque eles são meu grupo favorito da minha geração”, desabafou.

Ele finalizou dizendo que, para ele, tocar no Oasis ou no The Who não é apenas um trabalho, mas uma missão de “proteger a música”.