Sonic Sex Panic: o caderno perdido, a abertura para o NOFX e a fase Sonique

Sonic Sex Panic: o caderno perdido, a abertura para o NOFX e a fase Sonique

Nos anos 1990, a “Santíssima Trindade” da abertura de shows internacionais em Santos era clara: Garage Fuzz, White Frogs e Sonic Sex Panic. Se uma banda gringa pousava na cidade, era quase certo que uma dessas três estaria no palco para aquecer o público.

Mas pouca gente sabe que a Sonic Sex Panic (ou apenas Sonic) começou graças a um descuido escolar em 1993. O vocalista Gustavo Ferreiro esqueceu um caderno na sala de aula. Quem encontrou o material foi o guitarrista Nando.

“Eu escrevia letras porque já curtia a cena hardcore. O Nando achou, leu tudo e, como tinha meu telefone no caderno, me ligou perguntando se eu queria cantar numa banda. Aceitei na hora. Estava louco para fazer algo como já via na Safari Hamburguers e IHZ“, recorda Ferreiro.

Garagem precária e a chegada aos gigantes do punk

Os ensaios iniciais rolavam no “quartinho precário” do baterista Clermont. A formação original se completava com Ricardo (guitarra) e Marcio Negão (baixo), mas o grupo funcionou como uma escola, contando com passagens de Koyo, Duda, Medina, Dradão, Filipe e Lucas Justo.

Entre 1994 e 2009, a Sonic viveu o sonho de qualquer banda de hardcore, abrindo shows lotados em Santos para lendas como:

  • NOFX;
  • Millencolin;
  • Man or Astro-man?;
  • Bambix;
  • Rhythm Collision.

Discografia do Sonic Sex Panic

A trajetória discográfica reflete a evolução do grupo:

  1. Inside Reflex (1997 – Orphan Records): cantado em inglês, influenciado por Bad Religion e Pennywise. Foi trilha sonora de diversos campeonatos de surf.
  2. Controle Audio Visual (2001 – Barulho Records): a virada para o português, mantendo o prestígio e garantindo shows com Dead Fish e Ratos de Porão.

Em 2003, a banda expandiu fronteiras com uma turnê pela Argentina e Uruguai ao lado das bandas December, Cucsifae e Nada Que Hacer.

Era Sonique e o legado do Sonic Sex Panic

Em 2004, uma nova mudança sonora e de formação levou à troca do nome para Sonique. Sob essa alcunha, lançaram o álbum Ilha do Tesouro (2007, JT Records), encerrando as atividades dois anos depois, em 2009.

Hoje, 17 anos após o fim, a banda ainda é cobrada por um show de despedida. Enquanto a reunião da Sonic não acontece, Gustavo Ferreiro segue seu caminho no punk rock com a banda Savantes, ao lado de Dennys Martins (ex-The Bombers e Gritos do Subúrbio) e Josef Indes.

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