Poucas bandas em Santos transitaram com tanta fluidez entre o hardcore e o metal quanto a Zenicodemus. Formada pelos irmãos Marcio e Flavio Zeinum em dezembro de 1994, a banda era uma máquina de riffs pesados, influenciada diretamente por Suicidal Tendencies, Sepultura, Slayer e Metallica.
Essa versatilidade permitiu que o grupo tocasse para públicos distintos, tornando-se uma das bandas mais ativas da região. Entre 1994 e 2009, a Zenicodemus realizou a impressionante marca de mais de 800 apresentações.
Gigantes internacionais e a Praia do Itararé
A agenda cheia não se restringia aos bares locais. O currículo da banda inclui a abertura de shows internacionais de peso:
- Madball (1998);
- New Found Glory (2008);
- Story of The Year (2009).
No cenário regional, um dos destaques foi a participação no festival Sprite Sounds (2001), realizado nas areias da Praia do Itararé, em São Vicente. Além disso, a banda era presença constante no interior de São Paulo, desbravando cidades como Sorocaba, Itapetininga, Angatuba, Votorantim e Campina da Serra.
Formação e discografia pesada
Além dos irmãos Zeinum, a formação original contava com Fábio. Ao longo dos anos, outros músicos somaram ao peso da banda, como Herinha, Guilherme Dantona, Thiago Gianoni e Uriel Ranieri.
Os registros de estúdio capturaram bem a energia dos palcos…
- Demo sem nome (1997);
- Na-kruda (CD, 2002);
- Antes de Chegar (CD, 2005);
- Mais um Início (CD, 2008).
Faixas como Minha Vez, Quando Você Está Aqui, Mentindo e Para Sempre Irmãos se tornaram clássicos do repertório.
Vida pós-Zenicodemus e reuniões
Após o encerramento das atividades regulares em 2009, parte dos integrantes (Márcio, Guilherme e Uriel) formou a banda Matra com o vocalista Rafael Gonçalves, projeto que durou até 2012 (com destaque para o clipe Não é o Fim).
Em 2014, o grupo chegou a se reunir para celebrar os 20 anos de história, regravando faixas antigas e documentando a trajetória.
Hoje, os integrantes seguem carreiras como funcionários públicos, engenheiros e publicitários. Mas a chama do crossover não se apagou totalmente: eles mantêm um estúdio próprio onde guardam a aparelhagem da época, sempre prontos para fazer um som quando a nostalgia bate.
Ouça abaixo alguns sons da Zenicodemus ou clique aqui para baixar os álbuns: