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Entrevista | Guto Goffi: “Vamos derramar essa lágrima de alegria juntos”

Baterista e fundador do Barão Vermelho, Guto Goffi mantém uma carreira solo muito interessante. O terceiro álbum, C.A.O.S., lançado no início do ano, mostra uma evolução grande na sonoridade dele.

Acompanhado do Bando do Bem, o músico entrega grandes canções como Cérebros e Cabeças, Decassílablues, Mais Perfeito e Samba do Adeus. Vale destacar que uma bem distinta da outra, mas muito bem entregues.

Na Hora de Rezar, A Travessia e Cérebros e Cabeças são frutos de parceria com os companheiros de Barão, Maurício Barros, Fernando Magalhães e Rodrigo Suricato. Mas engana-se quem pensa que a ideia é soar como Barão. E Guto consegue diferenciar bem as duas obras.

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“A liberdade que posso exercitar nos trabalhos solo são a senha de entrada pra esse mundo particular. Eu tenho a cada disco solo uma relação mais íntima com o meu lado músico universal e poeta universal. No Barão divido letras e tem outras pessoas escrevendo. Não resolvi gravar disco solo para fazer um sub-Barão Vermelho. As minhas músicas e modo de raciocínio musical são diferentes. Tenho o Bando do Bem que me traz outro tipo de informação também e que aproveito na boa”, argumenta o artista.

Conceito do álbum de Guto Goffi

C.A.O.S. começou a ser pensado a partir de material fotográfico feito pelo artista há aproximadamente 15 anos. Com ilustrações coloridas, e que distorcem o cotidiano e o real em outros pensamentos. Daí vieram as músicas e letras do novo álbum.

Com suas Confusões Artísticas e Obras Sonoras encaminhadas faltava ir pro estúdio materializar as canções, gravando-as na parceria do grupo de músicos que o acompanha desde 2016.

O baterista e vocalista mantém uma tradição curiosa: gravar um disco para cada letra do alfabeto brasileiro. Alimentar (2011), Bem (2016) e C.A.O.S. (2020) completa a trilogia ABC. E não vai parar por aí.

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“Esse ideal, na verdade, me serve como um motivador para seguir fazendo os meus álbuns. Acho que alguns discos que lancei com o Barão, tipo Maior Abandonado, Puro Êxtase, Supermercados da Vida, seriam desnecessários repetir a mesma letra. Pensando dessa forma eu teria 14 discos a fazer. Tenho dois álbuns quase prontos para lançar. Então preciso focar nos 12 que me restam…”

Sem parar na pandemia

Enquanto não pode excursionar para divulgar o novo álbum, Guto Goffi mantém a cabeça ocupada na pandemia. E sem deixar de divulgar sua obra mais recente.

“Eu sou uma pessoa acostumada a desarmes e reinvenções. Tenho aproveitado esse tempo para terminar o meu primeiro livro de letras/poemas, que entrego neste segundo semestre. Estou fazendo um trabalho na internet bem interessante com a campanha do C.A.O.S., exercitando meu lado marqueteiro para divulgar o álbum. Tenho muito material de imagens, em vídeos, fotos e ilustrações que usei no disco e aproveito na divulgação. Fiz um financiamento coletivo que deu certo, onde arrecadei 110% da verba pedida”.

O artista ainda compôs três músicas novas na pandemia. Mas a principal lição da pandemia foi em casa: “dar valor à uma casa limpa, fazer comida e tornar-me uma sumidade em arrumações de armários, doutorado na University of Nothing”, brinca.

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Juntos Pela Vila Gilda

O baterista do Barão Vermelho não deixa de praticar o social. Ele que é professor de música na Comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, é um dos artistas confirmados no Juntos Pela Vila Gilda.

“Muito feliz em poder participar de um show que beneficie a cidade de Santos, que amo desde pequeno. O Dique da Vila Gilda está precisando de nós brasileiros e vamos derramar essa lágrima de alegria juntos. E que Deus proteja com saúde os homens de bem”.

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