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Entrevista | Ugo Castro Alves: “É isso que a gente pode fazer como artista”

Ugo Castro Alves é cantor, produtor e multi-instrumentista. Seu primeiro disco autoral é Sonho de Voar, o qual rendeu um convite para o Festival Internacional de Jazz de Perth, na Austrália. O segundo é Ziguezaguiá, mas ele já está na produção de mais um.

Como resultado de sua atuação em diversas áreas, o cantor diz que todo o trabalho que contém empenho sempre traz alegrias e como qualquer profissão passa por momentos bons, fáceis e também difíceis.

“Eu adoro tocar, adoro tá no palco, adoro compor, é muito gratificante. Mas a produção é um caminho que enxerguei desde que comecei a tocar, entender que se não soubesse me produzir, a minha música não chegaria nas pessoas”.

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O artista completa: “Diria que gosto mesmo de atuar no que é fazer música. Acho que hoje em dia, cada vez mais o artista tem que entender que fazer música envolve sim você dominar as ferramentas de produção. Você tem que saber produzir, mexer nas ferramentas e essa é minha busca, é isso que tento levar pra frente”.

Respirando cultura

Para Ugo Castro Alves, a cultura é a identidade de um povo, uma identidade nacional muito ampla desde o vestir, comer, se expressar. Em resumo, o artista define que a cultura brasileira é efervescente, multi e plural.

“A gente não pode perder essa identidade. Pela rádio, pelo capitalismo, é tentar manter viva a nossa riqueza. Cultura é tudo, é a vida, não tem como separar. A gente acorda e ouve uma música, escolhe uma roupa, a gente fala de um jeito, né? O santista fala de um jeito que é cultural nosso e se for pra Bahia vão ser outras influências, outro jeito de falar, outro jeito de  vestir, de se portar, se alimentar, então é… a beleza da nossa cultura e pluralidade”.

Cultura no cenário atual

Como resultado da pandemia, muitos artistas estão passando por uns momentos difíceis, principalmente com a falta de incentivo por partes dos órgãos públicos.

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Apesar de toda essa dificuldade, Ugo diz que a maior conquista foi a lei Aldir Blanc e acredita em dias melhores.

“A gente está num momento difícil para a cultura, mas acredito demais na força que o artista tem, que a gente tem, e carrega com agente de ressignificar esse momento, encontrar saídas, crescer mesmo nessa crise”.

Futuro pós pandemia

A tecnologia e as plataformas digitais têm sido ferramentas indispensáveis no atual cenário. Em meio à pandemia, os artistas vêm se inspirando e trabalhando ainda mais para lançar novos projetos.

Em contrapartida, Ugo Castro Alves compôs várias canções na quarentena e está trabalhando na pré-produção de um novo disco.

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Além disso, ele possui vários projetos, tais como Komboio Cultural, uma ocupação de espaço públicos através de uma Kombi adesivada com som que leva arte e cultura para as regiões periféricas; o festival Mais que é um festival de fomento à música autoral da Baixada; a Associação Cultural Porto Circense, um espaço que fica no Canal 5, onde tem evento e cursos. Além disso, possui alguns trabalhos com sua esposa e cantora Lu Amarino, que são Saramandaia e Ziguezaguia, voltados para o público infantil.

Juntos Pela Vila Gilda

Confirmado no Juntos Pela Vila Gilda, Ugo, que é professor por volta de sete anos lá no Arte no Dique, fala que é uma área que conhece bem e possui um carinho e afeto muito grande pelo local.

Ele convida as pessoas a conhecer o local e enfatiza o incentivo às políticas públicas de melhorias no local.

“É isso que a gente pode fazer como artista, nos doar neste movimento de ajuda a quem mais precisa. Torço para que seja um sucesso e que a gente consiga arrecadar bastante para melhorar um pouquinho a vida dessas pessoas”.

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