Alguns anos mais velha que a Jayler, a californiana Dirty Honey também soube aproveitar o sideshow na Audio, em São Paulo, na última quinta-feira (2), para conquistar um público novo com seu rock clássico e visceral.
Pela primeira vez no Brasil, a banda liderada pelo vocalista Marc LaBelle e pelo guitarrista John Notto manteve a temperatura elevada, mesmo após o show incendiário da Jayler. Aliás, os jovens integrantes da banda britânica foram vistos curtindo atentamente a performance de um dos camarotes da Mercury, no mezanino.
Tal como a Jayler, a Dirty Honey também bebe fartamente na fonte do rock setentista, mas com uma influência de Aerosmith ainda mais latente, algo que fica evidente nas baladas e na presença de palco magnética de LaBelle. O grupo ainda mescla com maestria uma pegada blueseira a canções mais pesadas, criando uma sonoridade robusta.
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Impulsionado pelo hit When I’m Gone (presente na trilha sonora de Minecraft), o quarteto protagonizou momentos memoráveis na Audio. Faixas empolgantes como California Dreamin’ e Get a Little High prepararam o terreno para Don’t Put Out the Fire, momento em que Marc LaBelle inovou ao colocar uma cadeira no meio da pista, subindo nela para reger o coro dos fãs de perto.
O setlist do Dirty Honey na Audio também cumpriu uma promessa exclusiva feita em entrevista ao Blog n’ Roll. Conforme revelado por LaBelle, a banda trabalha em um novo álbum, sucessor de Can’t Find the Brakes (2023), desde outubro. A promessa de que apresentariam material inédito caso se sentissem confiantes se concretizou com Lights Out, que teve sua estreia mundial ao vivo em solo paulistano.




Segunda banda a subir ao palco do Monsters of Rock neste sábado (4), no Allianz Parque, o Dirty Honey prova que, assim como a Jayler, merece um público digno, que chegue cedo para prestigiar a nova safra do rock antes da maratona de 12 horas de festival.