Beirut aposta em chamber pop e versão de Caetano Veloso para aquecer C6 Fest

Beirut aposta em chamber pop e versão de Caetano Veloso para aquecer C6 Fest

Beirut

Dando sequência às atrações da Arena Heineken no domingo (24), o segundo dia do C6 Fest, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, foi a vez dos americanos do Beirut se apresentarem ao público brasileiro. Liderado por Zach Condon, o grupo opera no palco quase como uma pequena orquestra, combinando com maestria os gêneros do chamber pop e do folk lo-fi em canções conhecidas por sua atmosfera melancólica e delicada. O som da banda é construído minuciosamente a partir de instrumentos de sopro e cordas, como o ukulele e o violão, que se entrelaçam em arranjos suaves.

Desafios do som e a apoteose em português

Prejudicado pelo volume excessivamente baixo do palco principal do C6 Fest, o Beirut enfrentou dificuldades e demorou para criar a atmosfera necessária para que sua música de tons sutis envolvesse um público numeroso como o de um festival de grande porte.

Em uma apresentação inicialmente morna por conta das condições técnicas, a empolgação da plateia paulistana cresceu de verdade apenas nos momentos finais do show. O ápice foi impulsionado pela bela versão de Leãozinho, clássico de Caetano Veloso, que foi cantada por Zach Condon em um português impecável, garantindo a conexão final com o público no Ibirapuera.