Ao mover o foco para a área que abriga os dois palcos principais do festival, os suecos do Evergrey iniciaram sua apresentação. Esta, inclusive, não será a última menção a músicos da Suécia ao longo desta cobertura, dada a forte presença do país no line-up do dia. O grupo apresentou um repertório fundamentado no equilíbrio entre o peso característico do gênero e a complexidade do metal progressivo, estabelecendo o tom para a sequência de composições rítmicas e variações técnicas que marcariam as horas seguintes do evento.
A banda demonstrou entrosamento no palco, incluindo a participação do norueguês Simen Sandness, que assumiu as baquetas em substituição ao baterista Jonas Ekdahl. Durante a execução do setlist, o grupo intercalou composições recentes com os temas mais consolidados de sua discografia. O público presente no Memorial da América Latina acompanhou a performance de forma participativa, especialmente nos momentos de maior notoriedade da banda, nos quais era possível notar parte expressiva da plateia entoando as letras em uníssono.



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Um ponto de observação negativa, embora com baixo impacto no resultado estritamente musical, diz respeito às projeções exibidas nos telões de LED. As imagens apresentaram uma estética considerada simplória ou, em termos mais diretos, “tosca”, destoando da complexidade sonora do grupo. Este aspecto visual, contudo, é um tópico que transcende a apresentação do Evergrey, tendo sido observado em outros momentos do festival. O episódio reforça a máxima de que, em cenários de grandes produções, muitas vezes a simplicidade pode ser mais eficaz que recursos visuais mal executados.