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L7 faz um dos melhores shows da temporada; Soul Asylum também encanta

Depois de uma longa jornada com os integrantes do Soul Asylum no sábado, domingo foi dia de recuperar as energias para a dobradinha com o L7, no Tropical Butantã, que ainda contou com duas excelentes bandas nacionais Deb and The Mentals e Pin Ups.

O som das três primeiras bandas não parecia muito bem regulado. Vocais e instrumentos bem baixos, tiraram um pouco do brilho das apresentações. Mesmo assim, tanto o Soul Asylum como as nacionais compensaram com muita disposição no palco.

Deb and The Mentals e Pin Ups são de gerações distintas. A primeira tem uma história mais recente, mas se consolidou no cenário independente com singles oriundos do seu disco de estreia, Mess, base do repertório no Tropical. Deborah Babilônia, a vocalista, tem muita presença de palco e ajuda muito na hora de conquistar o público com a sua dedicação.

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O Pin Ups é veterana, está acostumada a tocar em grandes eventos. Comandada pela vocalista Alexandra Briganti, a banda também deixou uma marca positiva em cena.

Soul Asylum

O repertório do Soul Asylum foi um recorte do que acompanhamos em Las Vegas, em setembro. Como a banda teve apenas uma hora para se apresentar, cortou boa parte do set, incluindo os hits Without a Trace e Just Like Anyone, duas canções que poderiam ter dado um gás a mais para quem já estava com o som baixo.

Pirner e Smith se divertem no palco do Tropical, mesmo com os problemas no som

No palco, Pirner e seus parceiros pareciam se divertir. O vocalista brincou com o ventilador na frente do palco que bagunçava o seu cabelo o tempo todo. Smith e Royce dançaram e pularam em várias músicas, enquanto Campbell manteve seu estilão mais com cara de jazz com as baquetas. O público correspondeu mais nas clássicas Misery, Runaway Train e Somebody to Shove.

Apesar do set curto, Pirner ainda buscou canções da fase pré Grave Dancers Union (1992), maior sucesso comercial da banda e que rendeu cinco das 14 faixas do set. Close to the Stars e Freaks são do While You Were Out (1986). Spinnin’ foi o achado de And the Horse They Rode In On (1990).

Quem estava lá pelo Soul Asylum saiu um pouco desapontado. Esperava por mais canções, principalmente os sucessos da fase mais comercial da banda. Que retornem para um show completo por aqui.

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L7 coloca casa abaixo

Suzi Gardner e Donita Sparks, duas das líderes da poderosa L7

Com o som melhor regulado e o apoio dos fãs, em sua maioria lá para ver as veteranas californianas, o L7 fez um dos shows mais impactantes de 2018. Além do set muito bem escolhido, o grupo também soube distribuir bem os seus principais hits.

Bricks Are Heavy, disco de maior sucesso comercial, foi bem explorado pelas integrantes. Das 11 faixas, sete foram incluídas no set. Além disso, os outros dois discos badalados da banda, Smell the Magic e Hungry for Stick, também foram lembrados, com quatro e três faixas, respectivamente.

Dificilmente você encontrará um início de show tão forte, como o delas. Deathwish (Smell the Magic), Andres (Hungry for Stink), Everglade, Monster e Scrap (Bricks Are Heavy) vieram em sequência, levando os fãs ao delírio. Depois, o ritmo deu uma caída, mas nada que uma outra sequência não garantisse o título de um dos grandes shows do ano, com Shitlist, American Society, Pretend We’re Dead e Fast Frightening.

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Jennifer Finch foi uma das mais empolgadas no palco

Acompanhar o L7 após 25 de sua estreia no Brasil, quando se apresentou no Hollywood Rock, contribuiu para a catarse dos fãs. À época, elas conseguiram o que parecia improvável: se sobressaíram em um lineup com Nirvana, Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers.

Hoje, com o feminismo ainda mais forte, a vinda do L7 veio para ser uma celebração a um dos nomes mais fortes da história da música. Não é apenas música. A banda californiana envolve muito mais do que isso.

Se você perdeu, reze por um retorno. Afinal, Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e Demetra Plakas continuam com muito gás e disposição.

L7 Setlist Tropical Butantã, São Paulo, Brazil 2018

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