Metric domina Las Vegas e prova que é grande demais para ser apenas banda de abertura

Metric domina Las Vegas e prova que é grande demais para ser apenas banda de abertura

Quem chegou cedo à T-Mobile Arena esperando um show de abertura morno, encontrou o oposto. O Metric subiu ao palco não para pedir licença, mas para ocupar espaço. Liderados pela magnética Emily Haines, o quarteto canadense trouxe para Las Vegas a turnê de seu disco Art of Doubt, entregando um setlist que equilibrou o peso do rock alternativo com a pulsação eletrônica que os consagrou.

Para uma banda abrindo para lendas como o Smashing Pumpkins, o Metric soube dosar a intensidade. O som estava encorpado, preenchendo a arena com facilidade, provando que seus refrões foram feitos para grandes multidões.

Ousadia do novo material do Metric

O que mais chamou a atenção foi a confiança no material novo. O show já começou com a inédita Love You Back e seguiu com Risk, mostrando que a banda não tem medo de testar músicas desconhecidas em um público de arena.

A faixa-título Art of Doubt e a pesada Dark Saturday trouxeram as guitarras para o primeiro plano, conectando-se perfeitamente com a audiência roqueira que aguardava o Pumpkins. A execução de Dressed to Suppress e Now or Never Now manteve o ritmo acelerado, sem deixar a peteca cair.

Hinos indies no final

Claro que os hits não poderiam faltar. Quando os primeiros acordes de Breathing Underwater ecoaram, a T-Mobile Arena se transformou em um coro gigante, provando a força desse hino indie. A energia punk-dance de Gold Guns Girls colocou a pista para dançar, servindo como o contraponto perfeito para a seriedade das novas faixas.

O encerramento foi cirúrgico com Help I’m Alive. Com o coração pulsando (literal e figurativamente), o Metric saiu de cena deixando a sensação de que poderiam facilmente segurar a noite sozinhos. Foi uma performance vibrante, elegante e barulhenta, exatamente como Las Vegas exige.