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Crédito: Isabela Carrari

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Uma noite histórica para o hardcore em Santos – Bad Religion na Capital Disco

Confira abaixo o que os responsáveis pelo Blog n’ Roll acharam do show da Bad Religion em Santos, que rolou na madrugada de sábado, na Capital Disco. Abaixo dos textos tem fotos e vídeos em HD.

Lucas Krempel

Há tempos que Santos não se mobilizava tanto com a realização de um show de hardcore. Mas havia um bom motivo para isso: a californiana Bad Religion é considerada uma das mais importantes do gênero. Influenciou toda uma geração de bandas brasileiras. Na madrugada de ontem, na Capital Disco, Greg Graffin e companhia corresponderam às expectativas. Fizeram um show coeso, técnico e empolgante. Mesmo que o som não tenha correspondido, frustrando boa parte dos fãs.

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A última vez da Bad Religion na Califórnia Brasileira, como Santos é conhecida pelos músicos do cenário hardcore, foi em 1999. Um apagão que atingiu o Brasil inteiro naquela noite de março quase colocou tudo a perder. Os fãs que já haviam ido embora antes dos norte-americanos retornarem à Jump, antiga casa no Morro da Nova Cintra, tiveram a chance de assistir um show mais maduro.

E era nítida a presença de várias gerações na casa noturna. Da turma que estava ali para curtir o revival ou tirar o atraso por ter perdido o primeiro show, além da nova geração, que chegou cedo e apoiou a santista Bayside Kings, responsável pelo pré-show.

Vale destacar a participação da Bayside no evento. Depois de uma turnê bem-sucedida na Argentina, a banda mostrou que está pronta para ser uma das principais representantes do hardcore santista. Mesmo com uma apresentação curta, Milton Aguiar e seus amigos conseguiram agradar o público com muito peso e disposição no palco.

Mas voltando ao Bad Religion, atração principal da noite em Santos, vale ressaltar o cuidado que os integrantes tiveram na hora de montar o set list. Iniciaram com a pesada Fuck You, do álbum True North, que botou o público na roda de pogo.

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I Want to Conquer the World, do No Control, quarto álbum da banda, veio na sequência para manter a temperatura ainda nas alturas. Nesse momento, pista e palco da Capital Disco já pareciam uma piscina, tamanha a quantidade de suor dos fãs.

New America, Stranger Than Fiction, Recipe For Hate e Los Angeles Is Burning em sequência, sem dúvida alguma, agradaram em cheio. Não é sempre que uma banda consegue uma quadra de clássicos logo no início da apresentação. Mas estamos falando da Bad Religion: 35 anos de carreira e 16 álbuns de estúdio.

Em uma hora e meia de apresentação, os californianos tocaram 30 canções. Ou melhor, 30 hinos do hardcore. Raise Your Voice, Generator, You Are (The Government) , Suffer, Do What You Want e Infected, por exemplo, entraram na primeira parte do show. Todas cantas em uníssono pelo público.

Um breve intervalo e Greg Graffin retorna ao palco com a Bad Religion. Uniformizado com uma camisa personalizada do Santos Futebol Clube, o vocalista anuncia Fuck Armageddon. O jogo já estava ganho, mas o Menino da Vila da Califórnia tinha guardado dois gols de placa para o fim: Punk Rock Song e American Jesus.

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Era a despedida que todos esperavam. Mesmo que músicas como 21st Century Digital Boy e A Walk tenham ficado de fora, o público não teve o que reclamar da apresentação. Tal como o time da Vila Belmiro vem fazendo, o Bad Religion venceu com goleada.

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Lupa Charleaux
Após 15 anos, os veteranos da Bad Religion voltaram a visitar a Califórnia Brasileira, quero dizer, Santos. O reencontro entre a banda e a cidade aconteceu na madrugada de sábado e o local escolhido foi a Capital Discos. Mas antes da festa começar, alguns grupos foram responsáveis pelo aquecimento.

Quem deu inicio à noite de Hardcore foram os paulistanos do Nem Liminha Ouviu, ou NLO. A banda comandada pelo radialista Tatola Godas presta homenagem a diversos grupos de punk rock dos anos 1980 que infelizmente não tiveram sucesso comercial.

Mesmo com um público ainda tímido, eles apresentaram um set list curto, mas muito bem construído. Os pontos altos foram as versões de O Concreto Já Rachou (Plebe Rude) e Surfista Calhorda (Replicantes).

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A segunda banda a subir no palco foi a Bayside Kings. O grupo santista mostrou muita presença de palco. Ou melhor, muita presença fora dos palcos. Por diversas vezes o vocalista Milton Aguiar se juntou ao público para agitar o moshpit.

Começando com o instrumental Altered Beast, aos poucos a banda foi chamando mais público para a pista. O set-list misturou faixas dos dois trabalhos, The Way Back Home (2012) e Warship (2013). Destaque para as performances de Get Up and Try Again, Triumph e Bigger Than You and Me. A versão de Cyco Vision do Suicidal Tendencies também agitou bastante o público.

O grande momento da noite ia se aproximando e a Capital Discos começava a ficar pequena. Às 00:30 ao som de música clássica sobe ao palco a principal atração do dia: Bad Religion. Apesar de iniciar a noite com Fuck You, o single do álbum True North (2013), depois dela só foram clássicos atrás de clássicos. Começando com I Want to Conquer the World seguida de New America.

A pista da casa de show virou um caldeirão com Stranger Than Fiction e Los Angeles is Burning. Assim como o público, Greg Graffin e seus comparsas se mostravam bastante à vontade, interagiam com os fãs durante um som e outro. O baixista Jay Bentley até brincou com um fã  que levantou um cartaz pedindo Only Entertainment, dizendo que não sabia mais tocá-la.

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A apresentação teve vários momentos marcantes por conta da plateia. A dobradinha Raise Your Voice e Generator com certeza vai ficar na memória de várias pessoas. O mesmo pode se dizer de Struck a Nerve, You e Suffer.

Mesmo com um escorregão, Graffin manteve bom humor e até fez piada com pequeno acidente. A “segunda parte” do set foi realmente para os fãs. A banda intercalava mais alguns hits com as faixas preferidas dos admiradores mais Hardcore da banda.

Do What You Want, Sinister Rouge, Skycraper e Supersonic são alguns dos exemplos. Outro momento memorável foi Infected, com o público praticamente ensandecido. E a grupo “encerrou” com Dept. of False Hope destacando o instrumental.

O bis merece destaque não apenas pelas músicas, mas pelo figurino de Graffin. O frontman voltou ao palco como o novo camisa 10 do Santos. Com certeza, os torcedores do peixe gostaram da ‘nova contratação’. Mas voltando ao set-list, a trinca Fuck Armageddon… This Is Hell, Punk Rock Song e a clássica American Jesus fez todo mundo pular, cantar e, porque não, chorar.

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Dessa vez sem apagão como ocorreu em 1999, o Bad Religion fez uma apresentação digna de quem tem quase 35 anos de estrada. Foram 30 músicas para não deixar nenhum fã descontente, mesmo que tenha faltado aquele som favorito.

Set list
Fuck You
I Want to Conquer the World
New America
Stranger Than Fiction
Recipe for Hate
Los Angeles Is Burning
Past Is Dead
Raise Your Voice
Generator
True North
Struck a Nerve
You
You Are (The Government)
Suffer
How Much Is Enough?
Do What You Want
Before You Die
Overture
Sinister Rouge
No Direction
Beyond Electric Dreams
Skyscraper
Supersonic
Prove It
Can’t Stop It
Infected
Dept. of False Hope

Bis
Fuck Armageddon… This Is Hell
Punk Rock Song
American Jesus

Vídeos

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Intro/Fuck You (por Rodrigo Macedo)

Do What You Want (por Anysio Rock Vidz)

Punk Rock Song (por Anysio Rock Vidz)

Infected (por Videos Santos 007)

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American Jesus (por Videos Santos 007)

Generator (por Videos Santos 007)

New America (por Videos Santos 007)

Raise Your Voice (por Videos Santos 007)

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Supersonic (por Videos Santos 007)

Fuck Armageddon (por Videos Santos 007) – incompleta

Los Angeles is Burning (por Videos Santos 007) – incompleta

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2 Comments

2 Comments

  1. Váh

    13 de fevereiro de 2014 at 15:07

    Em Curitiba o show também foi incrível! *o*

  2. Fabio Andrade

    14 de fevereiro de 2014 at 11:09

    Queria ter ido,skateboarder na veia

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