44 dias para os Rolling Stones no Brasil – A banda nas lentes de Bob Gruen e Annie Leibovitz

44 dias para os Rolling Stones no Brasil – A banda nas lentes de Bob Gruen e Annie Leibovitz

Nas lentes de Bob Gruen e Annie Leibovitz muitas personalidades da história do rock foram registradas. Os Rolling Stones foram fotografados por ambos, dois grandes nomes da fotografia. Abaixo você pode entender um pouco da ligação de Bob e Annie com a banda.

Bob Gruen – trecho do livro Rockers (editora Cosac Naify)
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“A primeira banda que eu vi tocar em um teatro foram os Rolling Stones, em 1964, na Academia de Música de Nova York. Imediatamente me tornei fã eterno. Pelo estilo, atitude e musicalidade, eles são o grupo que todo mundo venera.

A maioria dos músicos que conheço busca, de alguma maneira, se parecer como os Rolling Stones. Parece que eles inventaram o modo como uma banda deve ser, com a confiança de Mick Jagger e a altivez de Keith Richards – o perfeito modelo do rock.

Eles provaram que o rock é um estilo de vida e não apenas uma fantasia de adolescentes”.

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Annie Leibovitz
Segundo o documentário sobre a vida da fotógrafa “Annie Leibovitz – A Vida Através das Lentes”, depois de trabalhar dez anos na revista Rolling Stones, Annie aceitou o trabalho de Mick Jagger de trabalhar como a fotógrafa oficial da banda na “1975 American tour”, contra a vontade de seu chefe, Jann Wenner.

“Meu conselho foi não vá em turnê com os Rolling Stones. Mas era uma oportunidade muito sedutora – a maior banda de rock do mundo, vida extravagante, jogando os dados no nível mais alto. É um tiro certo. Mas não vá. Eu tive muitos amigos que foram em turnê e voltaram muito viciados em drogas”. Quando ela saiu da turnê disse, “Levou oito anos para eu sair disto”.

“Com os meus próprios problemas, no momento, eu pensei: Se eu realmente for uma boa jornalista, você se torna parte do que está fazendo, esse é a melhor maneira de fotografar. Mas que ideia estúpida! Desde isso, eu me tornei extramente cuidadosa onde eu me colocava. Você não quer se perder”.

Annie registrou alguns dos momentos de maior intimidade da banda pela câmera, e enquanto ela ficou esses anos, disse “Tem um preço que se paga por ser tão engajada”, se referindo ao vício em drogas que adquiriu na época.

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