Autorizado ou não, autobiografado ou não, muitos roqueiros vão chegar às livrarias nas próximas semanas. Van Halen, Supla, Sepultura, Joe Perry e Jerry Lee Lewis são os nomes que vão ganhar as prateleiras em breve.
Supla: crônicas e fotos do Charada Brasileiro (Edições Ideal. Preço: R$ 59,90) marca os 50 anos do músico e 30 de carreira. Com diagramação de revista e textos que parecem conversas de bar com os amigos, o filho de Eduardo e Marta Suplicy narra fatos de sua carreira e vida pessoal.
O breve relacionamento com a cantora Nina Hagen, a confusão que rendeu um tiro no pé em Nova Iorque, a chuva de cusparadas que tomou quando abriu um show do Ramones no Brasil, a recente experiência de dividir o palco com um Sex Pistol no Rock in Rio, os encontros matinais com Iggy Pop tomando café e lendo jornal na Tompkins Square e a inesquecível sensação de tocar no lendário estúdio da BBC em Londres estão registrados na obra.
PhD em história norte-americana, o escritor Greg Renoff escolheu um período obscuro do Van Halen para mostrar como o grupo dos irmãos Eddie e Alex Van Halen alcançou o estrelato no final dos anos 1970.
Em A Ascensão do Van Halen (Madras Editora. Preço não definido), Renoff reúne mais de 230 entrevistas com ex-integrantes e amigos de infância dos atuais membros da banda, para mostrar como o Van Halen deixou de ser um grupo de covers nos subúrbios da Califórnia e virou um dos principais nomes da música mundial.
O lançamento segue uma tendência da Madras, que aposta em títulos sobre períodos desconhecidos de grandes nomes do rock.
Atualmente, o Van Halen segue sem shows agendados ou álbum previsto para ser lançado. Recentemente, o ex-baixista Michael Anthony desmentiu os boatos que poderia estar voltando para o grupo.
Maior nome do metal brasileiro no cenário mundial, o Sepultura ganhou um verdadeiro tributo do escritor e fã Jason Korolenko. Em Relentless – 30 Anos de Sepultura (Benvirá, R$ 39,90), o autor apresenta a história da banda: o seu começo, tendo como pano de fundo a ditadura militar e a censura; a turbulência que enfrentou na década seguinte com a saída de dois de seus fundadores (Max e Igor); e como ela se reinventou para continuar criando sucessos até hoje.
De fato, o Sepultura é um fenômeno a ser estudado, tal como Korolenko se propõe a fazer nessa obra. Recentemente, sem os irmãos Cavalera, o grupo foi muito ovacionado quando anunciado, de última hora, como substituto do Motörhead no Monsters of Rock, em São Paulo.
Na ocasião, no primeiro semestre do ano passado, o líder da banda californiana, Lemmy (falecido em dezembro), passou mal e teve que cancelar a apresentação instantes antes de subir ao palco. A substituição, no entanto, foi muito festejada. Os integrantes da banda mineira tocaram com os remanescentes do Motörhead.
No final dos anos 1950, Elvis Presley já reinava absoluto nas paradas. Mas um músico surgiu e quase roubou a coroa do rei. Não fossem os escândalos, principalmente o casamento com a prima de 13 anos, Jerry Lee Lewis poderia ter alcançado um patamar ainda maior na história do rock.
Uma luz sobre a vida pessoal e a carreira artística do músico é o que propõe o jornalista norte-americano Rick Bragg na obra Jerry Lee Lewis: Sua Própria História (Edições Ideal. R$ 59,90).
E Bragg tem cacife para se responsabilizar pelo relato definitivo sobre Jerry Lee Lewis. Jornalista e escritor consagrado nos Estados Unidos, Bragg ganhou, em 1996, um Prêmio Pulitzer em reconhecimento ao seu trabalho no jornal The New York Times.
No início da década, Steven Tyler deu sua versão sobre a história do Aerosmith. Agora é a vez do guitarrista e parceiro Joe Perry narrar não só a trajetória dentro de uma das maiores bandas de rock da história, como contar alguns causos de sua vida pessoal e projetos paralelos.
Em Rocks (Benvirá. Preço não definido), Joe Perry fala de sua paixão (quase uma obsessão) pela guitarra e pela música e oferece um relato brutalmente honesto sobre sua vida dentro e fora do Aerosmith, sobretudo a intensa e conflituosa relação com Steven Tyler.



