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Entrevista – Tony Bellotto (Titãs)

Por José Luiz Araújo (A Tribuna)

Três décadas na estrada que podem ser celebradas de muitas formas. Histórias não faltam. Diante do enorme leque de possibilidades, os mitológicos do rock nacional preferiram brindar ao tempo por meio de um dos seus mais emblemáticos trabalhos: escolhendo o álbum Cabeça Dinossauro. Tacada de mestre dos integrantes da banda Titãs, uma vez que nele estão algumas canções que não envelhecem.

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Lançado em 1986 (um ano após Tony Bellotto e Arnaldo Antunes serem presos por porte de drogas), Cabeça Dinossauro – terceiro disco – tornou-se um marco na história da banda paulistana quando buscava uma sonoridade original própria. São melodias com influência do punk rock e temperadas com reggae e funk, e letras provocativas, críticas e irônicas que caíram no gosto da rebelde e indignada rapaziada em todo o Brasil, e porque também atingiam em cheio a recém-terminada ditadura.

Cabeça Dinossauro, AAUU, Igreja, Polícia, Estado Violência, A Face do Destruidor, Porrada, Tô Cansado, Bichos Escrotos, Família, Homem Primata, Dívidas e O Quê? estão no set list do show que a banda faz hoje, às 22 horas (abertura da casa) na Capital Disco.

No palco estarão Branco Mello, Sergio Britto, Paulo Miklos, Tony Bellotto, Mário Fabre e o guitarrista Andreas Kisser em participação especial. Nesta entrevista por e-mail, o guitarrista e cantor Tony Belloto fala sobre a carreira da banda e do show.

Qual a importância de Cabeça Dinossauro na trajetória da banda, levando-se em conta que pouco antes houve problemas relacionados à Justiça com você e Arnaldo? As canções tinham endereço certo?

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É um disco importante, pois foi emblemático de uma época e expressou a voz de uma geração. As canções têm endereço certo até hoje.

À época, algumas rádios pagaram a multa para poder tocar Bichos Escrotos. A faixa continua atual e seria direcionada hoje a alguém?

Acho que é mais abrangente que isso. Ela fala do Apocalipse, do fim do mundo, da situação do homem no planeta como o Grande Destruidor.

São 30 anos de estrada, um marco importante. Como avalia essa caminhada?

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O tempo todo, literalmente, cumprindo a sina das bandas de rock: pedra que rola não cria musgo. O momento mais incrível de todo esse tempo foi quando abrimos o show dos Stones em Copacabana, em 2006. O momento mais terrível foi, certamente, a morte do Marcelo Fromer.

Com o tempo a banda foi encolhendo. Saída por trabalhos solo, algumas rusgas… Por que nunca mais subiram ao palco com nove? Não conseguiram encontrar substitutos à altura?

Não existem substitutos! Cada Titã é único. Dentro ou fora da banda.

Como estão os planos para o lançamento do novo disco neste semestre? Parece que terá elementos musicais que fogem um pouco à marca da Titãs. Por quê?

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O disco novo será lançado no ano que vem. E sempre é preciso mudar para continuar igual, portanto estamos experimentando algumas coisas inusitadas para chegarmos aonde queremos: um disco com a sonoridade dos Titãs!

Como está o cenário do rock nacional? Jamais veremos uma nova safra como a que surgiu nos anos 1970 e 1980?

O rock sobrevive no rap e também nas bandas novas. É um gênero que sempre surpreende e ressurge com força, inesperadamente. Quem viver, verá.

A relação de vocês com a Cidade de Santos é antiga, vocês fizeram shows por aqui antes de estourarem. Mas você chegou a morar na Cidade, não?

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Eu vivi em Santos alguns anos, quando fiz o curso de Arquitetura na FAUS poucos anos antes da formação dos Titãs. Conheço e gosto muito da Cidade. Além disso, eu, Britto e Paulo somos torcedores do glorioso Peixe. Portanto podemos dizer que ao tocar em Santos estamos em casa.

Serviço – Ingresso de R$ 60,00 a R$ 140,00. Avenida Francisco Glicério, 206, gonzaga, santos,telefone 3229-1800.

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