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O fim do Hangar 110 chegou, mas as lembranças permanecem

MELVIN RIBEIRO

Mês que vem o Hangar 110 fecha as suas portas. Eu ia dizer que um grande pedaço da minha história e do Carbona vai junto, mas a verdade é que a nossa história segue, nada vai destruir. A existência, por 19 anos, de um lugar tão especial e forte na nossa cena, chega a confundir a cabeça: eu não faço ideia de como teriam sido as coisas sem aquela casa no Bom Retiro, em São Paulo. Acho que também não quero saber.

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Foram 34 shows por lá, todos com o Tom na mesa de som, todos com a presença do Alemão e da Silmara, todos incríveis. A primeira vez foi lááaáá no outro milênio, em 24 de Abril de 1999, ao lado de Blind Pigs, ACK e Holly Tree. Mês passado fizemos o tradicional Halloween do Zumbis do Espaço e nos despedimos. Temos um CD ao vivo e um DVD registrados lá.

O anúncio do término, feito com mais de um ano de antecedência, possibilitou que todos pudessem planejar sua despedida. Mesmo seguindo na ativa, já fazia um tempo que a gente não se organizava e tocava com o Carbona lá. Dividimos o palco em abril com Muzzarelas e Zumbis e ainda tivemos essa sorte de encaixar mais uma saideira seis meses depois. Muitas bandas voltaram para tocar lá esse ano, o público das antigas voltou a aparecer, e arrisco dizer que se todos os anos fossem agitados como foi 2017 por lá, talvez desse pra seguir mais adiante. Mas a hora chegou, e me despeço na certeza de ter aproveitado ao máximo.

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A casa também pensa parecido. “Nascemos Rock e morreremos Rock”, dizia a carta escrita pelo Alemão. E só resta aplaudir. Como ele explicou no texto, se você ficou triste com o anúncio é porque viveu bons momentos ali, e isso ninguém vai tirar.

O público com certeza ainda precisa de um lugar como o Hangar, com todo esmero nas produções e no som, com capacidade para receber um público maior. Mas essa ficha não caiu a tempo para novas gerações. Faz parte. Tudo certo.

Pra gente fica a recordação de um palco por onde passaram All, Avail, CJ Ramone, The Queers, Marky Ramone, New York Dolls, Ataris e toda uma cena daqui, com Zumbis, Muzzarelas, Holly Tree, Mukeka, Estudantes, Bombers, ACK, Dance of Days, Street Bulldogs, Gramofocas, Fistt e tantas outras. O Hangar 110 fez História. E é uma honra ter feito parte dela.

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PS1: Essa semana foi a vez do Beco 203 em Porto Alegre, por onde também passei.

PS2: Enquanto isso, lá fora, foi a vez de outro colosso, a Vans Warped Tour. 2018 é o último ano deles.

PS3: Sério mesmo? ESTÁ NAS SUAS MÃOS. Gosta de um lugar de show da sua cidade? Apareça mais! Chame os amigos!

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