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Os Reis das Praias Cariocas: Beach Combers é prato cheio para amantes de boa música

Os cariocas já conhecem a banda Beach Combers por suas inúmeras apresentações pelos calçadões da praia, desde 2009. E foi em uma dessas que o trio, formado por Bernar Gomma (guitarra), Paulo Emmery (baixo) e Lucas Leão (bateria), ganhou holofotes no mundo todo.

No ano passado, enquanto estava no Rio de Janeiro por conta do Rock in Rio, o baterista do The Who, Zak Starkey, filho de Ringo Starr (Beatles), ficou impressionado com o som e atitude dos músicos, saiu do hotel e se juntou na jam.

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“Foi uma experiência única, tanto pra gente quanto pra ele. Somos todos muito fãs do The Who, e eles publicaram no Facebook que também são fãs da gente. Após a jam, a gente trocou ideia por 1h, no bar do hotel, com o Zak. O Lucas trocou o beach casaco pelo casaco que o Zak usou na gravação do DVD do The Who no Royal Albert Hall. E o Zak tem usado o beach casaco nos shows também. O Zak curtiu tanto que até fez uns shows na rua, fora do Brasil, com o projeto solo. It’s all about the music”, diz o guitarrista Bernar Gomma.

Passada a euforia do encontro, em setembro passado, o Beach Combers voltou para o estúdio para finalizar o segundo disco, Beach Attack, lançado recentemente.

“Se você ouvir os dois discos inteiros na sequência, vai perceber que é a mesma banda. Todos os elementos do Ninguém Segura os Beach Combers tambem estão no Beach Attack, porém aprimorados. As melodias, timbres, temas, instrumentos e reverberações. Além disso, o disco traz toda a vivência de rua que tivemos, esse é o grande diferencial, o caldo está mais grosso”.

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A banda concluiu também um tema que teve início no primeiro disco e sequência no último lançamento. “No Ninguém Segura tem um tema que se chama Me Perdi Na Rua Augusta, agora tem outro que se chama Me encontrei na Paulista”, explica Gomma.

Uma característica marcante para quem assiste o Beach Combers está no visual dos integrantes.
“A ideia é que ninguém é frontman. Ao invés de uma figura central, todos jogam na frente. Formação em linha. De tempos em tempos, a gente troca de uniforme, sempre mantendo a estética. Eu diria em termos de moda que fazemos um estilo pouco conhecido, o estilo próprio, porque desenhamos e criamos todos os uniformes. Alem disso as bandas que amamos dos anos 1960 também usavam seus uniformes”, explica.

Mesmo que o rock e suas vertentes não sejam mais tão populares, Gomma comenta que nunca se preocupou com uma possível não aceitação do seu trabalho. “Pra gente sempre foi como remar contra a corrente ou andar na contramão. No início não me preocupava se as pessoas iriam curtir ou não o som, a gente sempre fez pra gente, porque a gente gosta. Depois, a gente foi vendo que a galera se amarrava. Onde quer que a gente toque, todo tipo de gente (criança, coroa, playboy, roqueiro, surfista, advogados, empresários, ambulantes) curte nosso som. O feedback sempre é positivo”.

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Ter personalidade é o grande trunfo do Beach Combers, segundo o músico. “As pessoas cansam de ouvir o mesmo som ou o som da moda. Querem sempre algo novo e diferente. Acho que o rock, ao sair do mainstream, volta às suas origens, sendo marginal. Isso acaba estimulando ainda mais quem faz e curte, reinventando o próprio estilo. Tem muita banda e artista bom aí lançando disco e fazendo as paradas. Cabe as pessoas que curtem ir atrás e se interessar também, como sempre foi. Não pode esperar aparecer na timeline do Facebook”.

Com vários shows no Rio de Janeiro, além de algumas passagens por Minas e Sul, o Beach Combers espera rodar ainda mais pelo Brasil nos próximos meses. “Se você quer ver a gente tocando aí, fala com os produtores locais ou passa o contato que a gente fala, manda um WhatsApp pra gente (21) 99329-9043 ou um email para [email protected]”.

Ouça o disco Beach Attack

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