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Pequeno Cidadão chega ao quarto álbum com música psicodélica para crianças

Fotos: Marcos Vilas Boas / Divulgação

Em um primeiro momento, as fotos de divulgação da banda Pequeno Cidadão mais parecem um cartaz de uma possível adaptação nacional ao filme Doze é Demais (Cheaper by the Dozen, de 2003), que tinha o comediante Steve Martin no papel de pai daquela trupe toda. Quando cai a ficha que se trata de um projeto musical, logo vem Palavra Cantada e Armatrux como referências. Mas imagem e sonoridade nada têm a ver com as citações acima. São originais e com muita história carregada.

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Edgard Scandurra (Ira!), a santista Taciana Barros (Gang 90 & Absurdettes) e Antonio Pinto (produtor de trilhas sonoras da Olimpíada 2016 e do documentário Amy, vencedor do Oscar) são os comandantes dessa turminha, que reúne filhos dos três, além de sobrinhos e crianças convidadas.

“Palavra Cantada é um projeto fabuloso. Eles estão anos à frente, em todos os sentidos. A Taciana, no entanto, fala uma coisa legal. Ela comenta que nosso som é uma música psicodélica para crianças. Levamos um calor musical com essência, emoção, aquela coisa da criança fechar os olhos e cantar junto com a banda”, comenta Scandurra.

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O Pequeno Cidadão acaba de lançar o seu quarto trabalho de estúdio, Vem Dançar (MCD), que reúne 13 faixas. E é legal ver o amadurecimento das canções, que acompanham o crescimento dos integrantes. Se no primeiro álbum, homônimo, os baixinhos cantavam Tchau Chupeta, Leitinho e Meu Anjinho, hoje eles já falam até sobre a possibilidade de perder uma das principais áreas verdes de São Paulo, o Parque Augusta.

“O Parque Augusta está sendo destruído em nome da especulação imobiliária. Querem construir duas torres em uma das poucas áreas verdes preservadas que temos em São Paulo. Eu e o meu filho militamos muito nesse sentido. Temos que nos posicionar”.

Outro tema que mostra o crescimento dos filhos é a desilusão amorosa na adolescência. “É algo que não tinha como explorar no nosso primeiro álbum, de 2009. Minha filha era uma criancinha, hoje tem 12 anos, é uma moça”.

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Scandurra afirma que não tem pressão sobre os filhos. Prova disso é que um deles se aposentou do rock, segundo o pai. “O Joaquim, de 17 anos, foi para o rap, uma coisa quase adulta. Não forçamos a barra com shows, trabalho e obrigações. Nós, que somos músicos profissionais, somos obrigados a abrir mão de muitas coisas para viajar. Mas eles são livres para escolher o que querem fazer, sem pressão. Preservamos a rotina de cada um”.

Novas crianças
Na gravação de Vem Dançar, por exemplo, o Pequeno Cidadão contou com a participação de quatro novas crianças, todas filhas de amigos ou conhecidos dos líderes. “Fizemos alguns karaokês com eles e o resultado foi ótimo. Eles se divertem e são talentosos. Fizemos uma seleção para escolher quem nos acompanharia na gravação”.

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O guitarrista do Ira! afirma que o processo criativo do Pequeno Cidadão flui rápido e bem. “O Antonio é workaholic, muito criativo. Quando nos reunimos, ele já tinha sete músicas para o disco. Daí fomos acrescentando os elementos de cada um nas músicas”.

Do funk ao rock
Um dos pontos que mais chama a atenção de Scandurra é o caldeirão de influências dos filhos. “As crianças têm um leque muito amplo, que explora do funk ao rock, do pop das rádios ao Chico Buarque. O legal é trazer a poesia para o universo deles. É o que fazemos com o Pequeno Cidadão”.

O músico conta que muitos pais curtem o show da mesma forma que as crianças. E esse fato está relacionado às carreiras de Scandurra, Taciana e Antonio Pinto.

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“O histórico dos integrantes é um fator especial. Transforma nosso trabalho em algo único. Os pais, quando adolescentes, nos acompanharam com as nossas bandas de origem. Hoje, eles têm a emoção de mostrar para os filhos. Não infantilizamos em nada o som. Você tem músicas tocadas com instrumentos de uma banda de rock”.

Outros projetos
Enquanto excursiona para divulgar o lançamento de Vem Dançar, Edgard Scandurra afirma que pretende levar adiante outros projetos no próximo ano. Entre as novidades estão um álbum novo do Ira! e uma turnê com a cantora Silvia Tape, com quem gravou o álbum EST, no primeiro semestre.

“Tive um ano muito puxado. Não consegui dar a atenção necessária para as apresentações com a Silvia”.
Quanto ao Ira!, Scandurra garante que um álbum será lançado no próximo ano.

“Estamos compondo músicas inéditas, vamos voltar às raízes. A atual situação política pede que façamos algo para demonstrar nossa ira”.

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Um projeto com André Abujamra também deve ganhar vida nos próximos meses, indica Scandurra.

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